FORMAÇÃO INICIAL E CONTINUADA
DE PROFESSORES
COMUNICAÇÕES CIENTÍFICAS
A ESCOLHA DO MAGISTÉRIO COMO PROFISSÃO. Samuel de Souza Neto; Aline Sckatelberg Cardozo; Delmar Benelli da Silva; Brenda do Prado Ribeiro; Juliana de Souza Silva; Esther Vieira Brum; Luciana Ceregatto (UNESP/RC); Juliana Cesana (UNICAM/PPGEF); Larissa Cerignoni Benites (UNESP/RC); Adriana Ijano Motta (EMEIEF Maria Apparecida de Luca Moore).
No ano de 2005 desenvolveu na cidade de Limeira, numa escola pública, o projeto “O corpo na escola: da dimensão motora a dimensão afetiva”. Dado a amplitude dos dados o enfoque deste trabalho privilegiará entre os objetivo fornecer um diagnóstico sobre os professores, considerando a escolha da docência como profissão. Trata-se de um trabalho de análise qualitativa, do tipo exploratório, tendo utilizado como instrumento um questionário composto por 12 questões. Dos 35 professores responderam 31, apresentando-se os resultados de seis questões vinculadas ao objeto de estudo. Entre os resultados observou-se que 25% dos participantes queriam fazer o magistério e não tinham, ou admitiam outra opção, mas que os demais participantes apresentaram outros interesses, podendo caracterizar a sua escolha sem o conhecimento da profissão e de si. Para aqueles que não tinham dúvida dessa escolha, o grande balizador foi a dimensão afetiva ou afetivo-social, consubstanciados na obrigação moral da profissionalidade docente e na preocupação, respeito e interesse pelos escolares o que implicaria numa afetividade e moralidade. No entanto, visando saber o que tinha sido fundamental, em termos de conhecimento, para a docência e prática profissional, assinalaram-se como disciplinas importantes aquelas provenientes das ciências da educação ou ciências humanas e até mesmo uma outra disciplina de cunho mais curricular ou experiencial. Tais conhecimentos assinalados fazem parte daquilo que se denominou chamar de saberes da docência. No que diz respeito a docência foi observado que as atitudes dos docentes abarcavam os três aspectos principais (a obrigação moral, o compromisso com a comunidade e a competência profissional) do exercício da profissionalidade docente, pois componentes como afetividade, moralidade, urbanidade, cooperação e diálogo favoreceram a transformação do olhar dos docentes, propiciando um melhor ambiente de trabalho.
Inscrição 653, 517, 227 A EXPERIÊNCIA DO TRABALHO NA CONSTRUÇÃO DOS SABERES DOCENTES:
IMPLICAÇÕES PARA A FORMAÇÃO INICIAL. Sônia Filiú Albuquerque Lima (UEMS); Josefa A. G.Grigoli (UCDB).
A partir de um estudo que investigou a prática de professores de uma escola municipal considerada de referência em qualidade em Campo Grande - MS, este texto procura discutir sobre o pensamento dos professores evidenciado em suas falas a respeito dos fatores que consideram determinantes na construção de sua prática. Foram entrevistados 8 professores sobre diversas questões envolvendo a vida escolar, formação, prática e trajetória profissional. O recorte apresentado neste texto focaliza uma questão central: como os professores aprenderam sua prática. As menções dos professores evidenciam a importância da experiência prática do trabalho como determinante na construção de sua identidade e fazer docente. A partir da estruturação teórica de Tardif, Gauthier e outros sobre os saberes docentes, o modelo de formação baseado na racionalidade técnica é questionado, procurando-se demonstrar a necessidade de se repensar a formação universitária, possibilitando que futuros professores construam seus conhecimentos baseados nos saberes profissionais, tendo a formação teórica como circundante em torno do eixo da prática.
A FORMAÇÃO CONTÍNUA DAS PROFESSORAS DO 1º CICLO DE UMA ESCOLA DA REDE PÚBLICA ESTADUAL DO MUNICÍPIO DE VÁRZEA GRANDE/MT. Kelly Kátia Damasceno; Filomena Maria de A. Monteiro (PPGE/UFMT).
Este texto faz parte de uma pesquisa, Este texto faz parte da pesquisa desenvolvida no Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal de Mato Grosso, intitulada Aprendizagem da docência das professoras que atuam no 1º e 2º ciclos do ensino fundamental. Tal pesquisa objetivou investigar a contribuição da formação contínua para a aprendizagem da docência. Participaram da pesquisa seis professoras que atuam no 1º ciclo do ensino fundamental em uma escola da rede pública estadual, localizada no município de Várzea Grande/MT. Trata-se de uma pesquisa qualitativa em que lançamos mão de narrativa escrita e oral como instrumento para coleta de dados. No referencial teórico, abordaremos a formação de professores, focalizando a formação contínua, tendo como aporte teórico um conjunto de conceitos que permeiam a discussão na perspectiva da profissionalidade docente. A análise dos dados nos revelaram que as pesquisadas constroem/reconstroem suas aprendizagens da docência, a partir de experiências vivenciadas na formação docente, principalmente na formação contínua, em que o locus foi a própria escola. Nesta perspectiva de formação contínua, o Programa Gestar foi o mais citado nas narrativas das professoras. No entanto o desafio da formação continua permanece, ou seja, não só de busca de estratégias que possam enriquecer a metodologia do professor, como também contribuições teóricas que possam elucidar as situações vividas na prática docente.
Inscrição 267, 437 A FORMAÇÃO DE PROFESSORES NA PERSPECTIVA DA PEDAGOGIA HISTÓRICO- CRÍTICA. Lidiane Teixeira Brasil Mazzeu (FCL-UNESP/Araraquara).
O objetivo deste trabalho consiste na apresentação de algumas reflexões suscitadas em pesquisa de mestrado acerca das perspectivas oficiais de formação de professores. Tais reflexões encontram-se alicerçadas nas contribuições da pedagogia histórico-crítica e utiliza como categorias de análise: formação humana, educação escolar e trabalho educativo. O desenvolvimento da argumentação se estruturou, por lado, em torno da defesa da reflexão filosófica e do conhecimento científico como essenciais à formação do educador e ao desenvolvimento do trabalho educativo e, por outro, na crítica aos fundamentos epistemológicos da formação reflexiva que estabelece a primazia da prática nos processos de formação inicial e continuado de professores.
A FORMAÇÃO DOCENTE COMO FATOR DE REVERSÃO DO INSUCESSO ESCOLAR DOS ALUNOS DO ENSINO FUNDAMENTAL. Sônia Aparecida Belletti Cruz (Mestre em Educação Escolar, Vice-Diretora de Escola Pública Estadual do Ensino Fundamental); Maria Cristina Bergonzoni Stefanini (FCL/UNESP/Araraquara) – Programa de Pós-graduação em Educação Escolar, Professor-Assistente-Doutor, Departamento de Psicologia da Educação.
Crianças com dificuldades de aprendizagem escolar podem apresentar comportamento inadequado na sala de aula, tais como desatenção, agitação, lentidão e indisciplina. Para ajudar o aluno a reverter o quadro de insucesso escolar o professor deve intervir de forma eficiente no que se refere ao aspecto do conhecimento do conteúdo e das metodologias adequadas para ensinar, bem como ao do campo psicopedagógico. Baseados nos trabalhos de Campos, Garcia, Pelegrini e Golfeto, Jacob, Loureiro e Machado, Marturano, Linhares e Bessa sobre dificuldade de aprendizagem, e de Campos, Marcelo, Chakur, Marin, Cavaco, Villa Sanches e Candau sobre formação docente, buscamos conhecer, por meio de entrevista, o que dizem os professores sobre seu trabalho em sala de aula e sua relação com os alunos com dificuldades de aprendizagem. Objetivamos, também, compreender a influência da formação do professor sobre suas ações no ambiente escolar. Os sujeitos são oito professores do Ensino Fundamental de uma escola pública. Os resultados mostram que os sujeitos consideram-se dedicados e bons professores e dizem motivar os alunos com ações e comentários positivos para que realizem suas atividades com interesse e entusiasmo. Os professores consideram, ainda, bom o relacionamento deles com as crianças e afirmam que os alunos manifestam carinho por eles. Acreditamos que somente o professor bem formado profissional e pessoalmente atuará positivamente no ambiente escolar. E que o conhecimento que utiliza em sua atuação, ele adquiriu não só em sua formação docente, mas é fruto, também, da cultura de escola que ele tem, da idéia de escola que ele traz de suas vivências como aluno e de como o professor deve proceder.
Inscrição 466 A FORMAÇÃO INICIAL E CONTINUADA DOS EDUCADORES DO MOVA-REGIONAL. Edna Prado; Sonia Grego (FCL/UNESP/Araraquara).
A presente comunicação constitui-se parte de uma pesquisa de doutorado da FCLAr/UNESP sobre o Movimento de Alfabetização na região do Grande ABCD paulista, conhecido como MOVA-Regional. Seu objetivo central é desvelar rupturas e contradições presentes na formação inicial e continuada dos educadores do MOVA-Regional em relação às propostas dos movimentos populares de alfabetização de jovens e adultos dos anos 1950-1960, de orientação freireana, hoje sob forte influência de um contexto e de uma política de educação neoliberal. Entrevistas, depoimentos, documentos, dados censitários e de atendimento foram utilizados na análise, tendo como referenciais a teoria crítica, com especial ênfase nos estudos e pesquisas desenvolvidas na perspectiva educacional freireana. Os resultados mostram que existem diferenças significativas quanto à formação docente nos municípios da região, entre as quais se destacam: a forma de ingresso; a escolaridade mínima exigida; o tipo de enfoque dado na formação inicial e permanente; a periodicidade das reuniões coletivas; a carga horária de trabalho semanal; o valor da ajuda de custo recebida pelo trabalho desenvolvido. Quanto às semelhanças, destacam-se: o predomínio de docentes do sexo feminino, a satisfação pessoal e a troca de experiências entre os pares, vistas como um dos principais pontos positivos do trabalho. A inadequada formação docente, em âmbito nacional, a falta de material didático específico para a EJA e a evasão dos alunos são, para os educadores dos três municípios pesquisados, os maiores problemas dessa modalidade de ensino. Análise dos programas de formação continuada dos professores permite evidenciar significativas contradições em relação ao ideário freireano, proclamado pelos gestores do MOVA-Regional, especialmente no que diz respeito à fragilidade e ao aligeiramento da formação docente ofertada, inadequada às funções requeridas do educador de jovens e adultos na atualidade, pautadas na multiplicidade de saberes e formação da cidadania.
A INCORPORAÇÃO DOS SABERES DOCENTES NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES. Hildizina Norberto Dias (UP/Maputo); Marli André (PUC/SP).
O presente trabalho tem o objectivo de reflectir sobre a incorporação dos saberes docentes na formação de professores. As reflexões apresentadas resultam de uma pesquisa realizada sobre a relação entre os saberes docentes e a formação de professores na diversidade cultural. A pesquisa foi efectuada numa Escola Primária da Cidade de Maputo, Moçambique. Os resultados da pesquisa indicam que os saberes docentes podem ser sistematizados e devidamente incorporados nos cursos de formação de professores. A incorporação dos saberes docentes nos cursos de formação de professores permite efectuar uma melhor articulação entre a teoria e a prática. O presente trabalho enquadra-se no eixo temático sobre a formação inicial e continuada de professores e a pesquisa foi financiada pela Universidade Pedagógica de Moçambique.
Inscrição 277 A PSICOLOGIA NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES: A DESCONSTRUÇÃO DO MODELO TECNICISTA. Aline Frollini Lunardelli Lara (Universidade de Mogi das Cruzes).
Formação de professores tem sido foco de inúmeras pesquisas nas áreas da Educação e da Psicologia. Dos vários elementos que compõem a formação do educador, um se refere à obrigatoriedade da disciplina Psicologia da Educação no currículo dos cursos de magistério, licenciatura ou Pedagogia. Entretanto, a compreensão da maneira como a Psicologia se configura na formação docente, a partir da reflexão do educador, ainda não se constituiu como linha de pesquisa. Este estudo teve por objetivo investigar como a Psicologia está presente na formação de professores a partir de sua própria análise. Buscou compreender a apropriação e a avaliação do professor do que lhe foi ensinado sobre Psicologia ao longo de sua formação e suas expectativas com relação a este saber. Para tanto, sete professores de uma escola municipal pública da cidade de São Paulo foram entrevistados. A coleta de depoimentos foi feita em três fases: conversa inicial não gravada, entrevista gravada semi-dirigida sobre a biografia profissional do docente e discussão gravada do depoimento com o entrevistado. A leitura das entrevistas levou à constituição de quatro categorias de análise: 1. A relação do depoente com a Psicologia; 2. Como ela se apresenta em sua formação; 3. A realidade da escola pública atual; e 4. A relação entre teoria e prática. Esta última tornou-se o eixo de discussão sobre a formação docente em Psicologia, uma vez que perpassa todas as outras categorias. Verificou-se que os professores aprenderam uma psicologia que fundamenta a expectativa do ensino individualizado e que, na formação do educador, ela configura-se como instrumento técnico-prático de eficiência pedagógica. A teoria é entendida como razão instrumental, pragmática e utilitarista. As reflexões desta pesquisa apontam para a necessidade de se discutir a construção de um outro espaço para a Psicologia na formação docente, que rompa com o modelo essencialmente tecnicista.
APRENDIZAGENS SOBRE A DOCÊNCIA NA FORMAÇÃO INICIAL: UMA INVESTIGAÇÃO ANALÍTICO-DESCRITIVA DAS CONCEPÇÕES DE FUTUROS PROFESSORES SOBRE A SUA PROFISSÃO. Rosemara Perpétua Lopes (UNESP/IBILCE/Pedagogia); Maévi Anabel Nono (UNESP/IBILCE/Educação).
A formação inicial de professores, enquanto etapa de um processo formativo permanente, configura-se como um período no qual o estudante, futuro professor, aprende sobre a docência. De modo geral, durante os anos de licenciatura, viver a docência é algo que se consegue apenas durante a realização dos estágios curriculares. Na escola, o professor, especialmente nos dias atuais, necessita ter conhecimentos e habilidades que lhe confiram segurança em seu trabalho, especialmente no de sala de aula. Quais seriam as causas das dificuldades vividas por professores, especialmente os iniciantes, em sala de aula? No ambiente escolar, muitos fatores concorrem para o sucesso ou insucesso do trabalho do professor, entre eles, as concepções sobre a docência que este profissional leva consigo para iniciar a sua carreira. A origem das dificuldades vividas por professores em sala de aula levou a investigar processos de aprendizagem da docência vividos em cursos de licenciatura. O objetivo da investigação foi evidenciar concepções de estudantes de cursos de licenciatura sobre a docência, focalizandoo que pensam e como se relacionam os futuros professores com a profissão por eles escolhida. Realizada por meio douso de questionários, a investigação analítico-descritiva, desenvolvida em nível de graduação, envolveu a participação de vinte estudantes do quarto ano dos cursos de Licenciatura em Letras e em Matemática de uma universidade pública do interior paulista. Descritos, os dados coletados no período de novembro de 2006 a março de 2007, encontram-se na etapa final do processo de análise. Até o momento, os dados analisados sugerem que os estudantes pesquisados não se sentem seguros sobre sua atuação na profissão para a qual se formam. Os sujeitos da pesquisa evidenciam frágeis concepções sobre a docência. Ao que tudo indica, suas concepções refletem o paradigma educacional adotado pela instituição formadora.
Inscrição 138 ARTICULANDO CONHECIMENTOS E CONFIGURANDO O CAMPO DA FORMAÇÃO DE PROFESSORES. Emília Freitas de Lima (UFSCar); Laurizete Ferragut Passos (PUC/SP).
O trabalho objetiva problematizar a formação de professores como campo de conhecimento. Foi organizado a partir do levantamento da produção de setenta e três grupos de pesquisa participantes do I Simpósio dos Grupos de Pesquisa sobre Formação de Professores no Brasil, promovido pelo GT Formação de Professores da ANPEd, coordenado pelas autoras deste trabalho e realizado em julho de 2006, na PUC/SP. Apresenta os resultados de alguns estados
do conhecimento que permitem identificar centralização em torno de alguns temas versus
lacunas ou desprestígio em relação a temas importantes para a área. Permitem, ainda, constatar que algumas dessas produções se alinhariam, por exemplo, com discussões sobre a prática pedagógica, outras com discussões sobre currículo. Talvez isso se deva ao que a professora Maria do Céu Roldão (Universidade do Minho) diagnostica como dificuldade própria da área de Educação e de outras áreas do campo das Ciências Sociais. A partir daí, ela problematiza o
campo de estudo formação de professores, definindo-o em termos de conceitos estruturantes e campos adjacentes. Em seguida, o presente trabalho analisa aspectos oriundos dos resultados
dos trabalhos apresentados pelos grupos de pesquisa participantes do simpósio, como por exemplo: certa indefinição entre as concepções de professor pesquisador e pesquisador acadêmico e entre pesquisa e intervenção; a natureza do conhecimento dos acadêmicos e dos
práticos; confusão entre metodologia, método e técnica; muitas questões suspensas a respeito
da pesquisa colaborativa e pesquisa em cooperação; escassa presença de estudos envolvendo observação; ausência de pesquisas sobre avaliação da formação; exacerbação do uso da
pesquisa qualitativa, que ainda aparece nos trabalhos em oposição à quantitativa; indefinição do
significado de pesquisa qualitativa e etnográfica, etc.. Embora o trabalho constitua um embrião de estudo meta-analítico, possibilita a indicação de pontos importantes a serem considerados na produção da área e permite o estabelecimento de diálogo entre os pesquisadores.
AS POLÍTICAS DE FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES: ENTRE DISCURSOS E AÇÕES. Camila Jose Galindo (Faculdade de Ciências e Letras – UNESP Araraquara); Edson do Carmo Inforsato (Faculdade de Ciências e Letras – UNESP Araraquara).
Esse artigo constitui parte da dissertação de mestrado intitulada Necessidades formativas de professores do 1º ciclo do Ensino Fundamental e, objetiva discorrer sobre a origem e sistematização da formação continuada de professores no âmbito legal no Brasil, analisando o discurso que, em tese, subsidia as ações de formação continuada. Para esse fim, utilizamos da pesquisa documental e bibliográfica circunscrita no campo da formação continuada de professores. Os resultados da análise realizada pontuam que no Brasil, a formação continuada configura-se um campo de conhecimento novo que necessita de delimitações mais precisas tanto no âmbito do discurso legal quanto no âmbito das práticas.
Inscrições 552, 566 CAIXAS QUE CONTAM HISTÓRIAS: RECURSOS DIDÁTICO-PEDAGÓGICOS PARA SUBSIDIAR A FORMAÇÃO INICIAL E CONTINUADA DE PROFESSORES (AS) DA INFÂNCIA. Elieuza Aparecida de Lima (FUNDEC-Dracena/SP, FFC/UNESP/Marília); Cyntia Graziella Guizelim Simões Girotto (FFC/UNESP/Marília).
Este estudo decorre de atividades teórico-práticas desenvolvidas na formação inicial e continuada de professores(as) de crianças entre zero e dez anos, na UNESP – Marília (SP.) e na FUNDEC – Dracena (SP), bem como daquelas provenientes de uma pesquisa colaborativa realizada, em 2006, numa escola pública do município de Marília. Nosso foco são as atividades de leitura e de contação de histórias na rotina da educação infantil e do ensino fundamental, como substrato da formação docente. Particularmente, discutimos sobre a confecção das Caixas que Contam Histórias como recurso didático-pedagógico propulsor da formação de novas necessidades de conhecimento na infância, essenciais à apropriação da leitura e da escrita. Com base no Enfoque Histórico-Cultural, revisamos conceitos basilares do trabalho de formação docente e repensamos as possibilidades pedagógicas. Temos por tese que a reflexão, o planejamento e a organização da rotina educativa fundamentam ações pedagógicas intencionais capazes de elevar os níveis de formação e aperfeiçoamento de capacidades humanas, ao se adiantar e fazer avançar o desenvolvimento infantil. Esse processo de formação cultural efetiva- se mediante a atividade infantil e as aprendizagens dela decorrentes. Os resultados parciais das atividades desenvolvidas já podem ser compartilhados: as caixas que contam histórias podem se tornar estratégia metodológica propulsora da inserção ativa da criança no mundo da leitura e da escrita, considerando, também, o fazer ativo do(a) professor(a), bem como a relação ativa entre quem conta e quem ouve a história; os recursos utilizados na confecção das caixas podem ser ricos e diversificados e, com base no planejamento e na organização intencional da atividade a
ser proposta, possibilitam que professores(as) sejam criadores de elos mediadores entre quem
aprende e o objeto a ser aprendido; os cursos de formação inicial e continuada de professores(as) da infância exigem coadunar teoria e prática e repensar recursos didático- pedagógicos como substrato do fazer docente consciente.
CASOS DE ENSINO NA FORMAÇÃO DO PEDAGOGO. Maévi Anabel Nono (UNESP/IBILCE/Departamento de Educação).
Neste trabalho, são descritos e analisados dados parciais obtidos durante o desenvolvimento do projeto de pesquisa “Casos de ensino e processos de aprendizagem profissional no curso de Pedagogia”. Objetiva-se, na pesquisa em andamento, investigar possibilidades e limitações dos casos de ensino como estratégias formativas e investigativas a serem utilizadas em curso de Pedagogia. Objetiva-se, também, explicitar, por meio do uso de casos de ensino, processos de aprendizagem da docência vividos por futuros professores, focalizando-se especialmente aspectos referentes à participação docente na gestão e organização escolares. Trata-se de um estudo descritivo-analítico, de natureza qualitativa, que tem como sujeitos 42 alunos de graduação em Pedagogia (curso noturno em universidade pública), com ingresso no curso em 2006. A metodologia de casos utilizada envolve dois momentos distintos e complementares: 1) análise (individual e coletiva) de casos de ensino e 2) elaboração de novos casos de ensino, pelos futuros professores, com base em experiências escolares vividas em situações de estágio