WellinGtonde oliveira1
Resumo: Este artigo objetiva examinar a práxis educativa no contexto do surgi-mento da pandemia do coronavírus (Covid-19), os efeitos da expansão e incorpo-ração de tecnologias e mídias digitais em instituições de ensino em todo o mundo, os efeitos e as consequências para as práticas educativas em um movimento que denominamos “pedagogia pandêmica”. A emergência do coronavírus intensificou e expandiu questões e desafios sobre economia, política, educação, tecnologias, de-sigualdades digitais, espaços e futuros da aprendizagem e identificação de dados da educação. As reflexões engendradas pelo artigo apontam que a educação a partir de 2020 exigirá uma abordagem revigorada da pesquisa sobre tecnologias e mídias edu-cacionais, impulsionada por análises críticas e teoricamente fundamentadas, pois avançar na compreensão de políticas, práticas e problemas históricos e contextuais de educação e tecnologia relacionados à tecnologia e ensino é agora mais urgente do que nunca.
Palavras-chave: Formação de professores. Ensino virtual. Tecnologia e ensino. Covid-19.
Teacher education in times of pandemic: a discussion of learning processes in a virtual context
Abstract: This article aims to examine educational praxis in the context of the emergence of the coronavirus pandemic - Covid-19, the effects of the expansion and incorporation of technologies and digital media in educational institutions around the world, the effects and consequences for educational practices in a movement which we call “pandemic pe-dagogy”. The emergence of the coronavirus intensified and expanded questions and chal-lenges about the political economy of technological education, digital inequalities, spaces and futures of learning and identification of education data. The reflections engendered by the article point out that education from 2020 will require a reinvigorated approach to research on educational technologies and media, driven by critical and theoretically grou-nded analyzes, as advancing in the understanding of historical and contextual policies and practices in education and technology related to technology and education, are now more urgent than ever.
Keywords: Teacher training. Virtual teaching. Technology and teaching. Covid-19.
DOSSIÊ
La formación del profesorado en tiempos de pandemia: una breve mirada a los procesos de educación en un contexto virtual
Resumen: Este artículo tiene como objetivo examinar la praxis educativa en el contexto de la aparición de la pandemia de coronavirus – Covid-19, los efectos de la expansión e incorporación de tecnologías y medios digitales en las instituciones educativas de todo el mundo, los efectos y consecuencias para las prácticas educativas en un movimiento que llamamos “pedagogía pandémica”. La aparición del coronavirus intensificó y amplió las preguntas y los desafíos sobre la economía política de la educación tecnológica, las desi-gualdades digitales, los espacios y futuros del aprendizaje y la identificación de los datos educativos. Las reflexiones engendradas por el artículo señalan que la educación a partir de 2020 requerirá un enfoque revitalizado para la investigación en tecnologías y medios edu-cativos, impulsado por análisis críticos y fundamentados teóricamente, como un avance en la comprensión de políticas y prácticas históricas y contextuales en educación y tecnología relacionados con la tecnología y la educación, ahora son más urgentes que nunca.
Palabras clave: Formación docente. Educación virtual. Tecnología y enseñanza. Covid-19.
Introdução
O foco central deste artigo está em examinar a práxis educativa no con-texto do surgimento da pandemia do novo coronavírus (Covid-19), os efeitos da expansão e incorporação de tecnologias e mídias digitais em instituições de en-sino em todo o mundo, os efeitos e as consequências para as práticas educativas em um movimento que denominamos “pedagogia pandêmica”.
Em apenas alguns meses, a pandemia do novo coronavírus em todo o mundo obrigou-nos a olhar para um futuro que parece mais incerto do que nun-ca. Doenças, bloqueios populacionais e fechamento em massa de instituições de ensino envolveram países em todo o planeta no curto espaço de tempo em que as escolas colocavam em curso seus currículos pensados poucos meses antes.
A mudança para os formatos de educação on-line e digital e o surgimento de formas “remotas” de ensino e aprendizagem como consequência do fecha-mento em massa de escolas, faculdades e universidades fizeram com que a edu-cação se tornasse uma questão contingencial, e, com ela, as tecnologias educa-cionais foram posicionadas emergencialmente como linha de frente para solução de problemas oriundos desse contexto.
Entidades dos setores público e privado envolvidas com a temática educa-cional responderam à rápida mudança para a educação on-line com orientações, conselhos e referências úteis às pesquisas existentes de estudos promissores que podem apoiar os educadores a fim de melhor aproveitarem dessa nova emergên-cia educacional. Contudo, ainda há a necessidade de reflexão crítica sobre o pivô planetário da educação remota e a distância mediada digitalmente.
Este período marcado por medos e incertezas tem obrigado a escola a reinventar-se. Ensinar constitui um desafio, pois são muitas atribuições aos pro-fessores, os quais precisam diariamente repensar suas práticas e aquilo que real-mente faz sentido no processo de ensino e aprendizagem dentro deste contexto emergencial e complexo.
Estudiosos como Boaventura Santos (2020) e Selwyn et al. (2020) salien-tam que a inquietação, o medo e a insegurança concorrem com a cobrança ur-gente dessa reinvenção que se opera no campo educacional.
Nessa direção, surgem novos questionamentos para se pensar na relação entre tecnologia, ensino e aprendizagem: como os jovens e suas famílias podem ser apoiados com tecnologia em casa? Com esse “novo normal” propagado pela pandemia impacta no desenvolvimento educativo? Como pensar em experiên-cias mais significativas e provocar o gosto por aprender e ter autonomia para estudantes que estão confinados em casa?
Essas são as questões que organizam esta discussão. Não as vemos neces-sariamente como novas ou exclusivas da pandemia, mas é neste contexto em que elas estão sendo vivenciadas de maneira mais aguda e efetiva por educadores e estudantes em todo o mundo, desde os primeiros anos até o Ensino Superior, por isso mesmo se tornando relevantes ao debate que propomos. A seguir abor-daremos os desafios para educar no contexto de pandemia.
Desafios para educação em contexto de pandemia Problematizando o cenário
A pandemia do novo coronavírus (Covid-19) orquestrou uma paralisação da vida no mundo. Recente monitoramento global da educação produzido pela UNESCO (2020) apontou que mais 178 países fecharam integralmente suas es-colas. Isso revela que quase 1,5 bilhão de estudantes foi afetado pelo novo coro-navírus em todo o mundo. As escolas têm tentado se adaptar ao ensino remoto com pouca preparação e sucesso variável. Os alunos, por sua vez, foram levados a lidar com o fato de que ninguém sabe ao certo quando ou se as coisas voltarão ao normal.
Enquanto muitos sistemas escolares e professores estão tentando envolver os alunos na continuidade do processo de aprendizagem, alguns gargalos sérios se descortinam na formação de professores e no contexto de vida dos alunos:
• o estresse por causa da incerteza econômica, preocupação com a segu-rança dos entes queridos e ansiedade com o futuro;
• o assustador desafio de retornar às escolas, pois muitos alunos as aban-donaram ou ficaram para trás, além do aumento da pressão sobre os
pro-fessores para garantir a recuperação com pouco apoio ao desenvolvimen-to profissional;
• o pouco acesso às tecnologias ou às habilidades necessárias para usá-las.
A crise da Covid-19 já traz consequências devastadoras para indivíduos e comunidades em todo o mundo, que não devem ser subestimadas. Ao mesmo tempo, essa crise também oferece uma oportunidade crítica para aprendermos mais sobre os princípios essenciais subjacentes às mudanças necessárias no pro-cesso de formação tecnológica de professores e na compreensão do papel dos alunos nesse contexto formativo.
Como salienta Santos (2020), a pandemia confere à realidade uma liberda-de caótica, e qualquer tentativa liberda-de a aprisionar analiticamente está conliberda-denada ao fracasso, dado que a realidade vai sempre adiante do que pensamos ou sentimos sobre ela. Teorizar ou escrever sobre ela é pôr as nossas categorias e a nossa linguagem à beira do abismo.
As instituições de ensino estão se adaptando rapidamente à pedagogia al-ternativa para envolver os alunos remotamente e continuar o processo de ensino e aprendizagem em uma situação de “ensinar-em-casa com alunos-em-casa”, desvelando um contexto pedagógico pandêmico ou, para simplificarmos, uma pedagogia pandêmica.
Ainda na esteira desse raciocínio, apontamos que, diante da crise, temos dificuldade em pensar na exceção em tempos excepcionais. O problema é que a prática caótica dos dias pandêmicos foge à teorização e exige ser entendida em modo de subteorização, ou seja, “é como se a claridade da pandemia criasse tanta transparência que nos impedisse de ler e muito menos reescrever o que fôssemos registrando no ecrã ou no papel” (SANTOS, 2020, p. 12).
Por isso, é fundamental pararmos e refletirmos que a emergência dessa pedagogia pandêmica não deve ser confundida com conceitos como “educação on-line ou educação a distância”. Ao contrário da educação on-line, o ensino remoto no contexto da Covid-19 pauta-se por prosseguir com o ensino em sala de aula digitalmente, a fim de continuar os programas educacionais tradicionais durante as intervenções.
Oliveira (2016) destaca que a questão da introdução das tecnologias no ensino não deve se limitar apenas ao nível de uma mudança tecnológica; antes está associada também a uma mudança nas concepções dos professores sobre o modo como se aprende, das formas de interação entre quem aprende e quem ensina e do modo como se reflete sobre a natureza do conhecimento.
No contexto pedagógico de pandemia, o ambiente da sala de aula sofreu mudanças significativas. Várias soluções tecnológicas fornecidas por ferramen-tas como Zoom, Teams e Skype uniram professores e alunos em um ambiente
virtual. Isso até parece normal agora. Mas será que a tecnologia garante que o ensino virtual seja tão bom quanto em uma sala de aula presencial?
Curiosamente, as instituições de ensino têm recebido e-mails promocio-nais de empresas oferecendo soluções para ensino e avaliação on-line, mas ne-nhuma delas fornece caminhos sobre como funcionar em redes limitadas de internet em uma sociedade marcada por um fosso digital.
Neste tempo, nós precisamos abordar não apenas os atuais fechamentos globais de escolas, mas também a possibilidade de que futuramente elas perma-neçam fechadas nos próximos meses por causa de surtos recorrentes da doença.
Isso significa que devemos ter uma abordagem pedagógica multilateral que seja colaborativa e integrada para resolver os problemas que impactam na educação, os quais seguem desde apontamentos metodológicos até desigualdades no sis-tema e dificuldades para manutenção da proposta de uma educação inclusiva.
Apenas ter acesso à tecnologia não diminui a desigualdade na educação;
inclusive, segundo o portal Stanford Edu (2020)2, isso pode até aumentar o dis-tanciamento entre os estudantes mais ricos e os mais pobres, pois as abordagens utilizando ferramentas digitais variam entre escolas de melhor e pior nível eco-nômico e podem interferir diretamente na aprendizagem dos alunos.
Seguramente, a capacidade inovativa na educação limita-se por riqueza e acesso, pois aqueles que têm privilégios, tecnologias, dispositivos e lares seguros estão em vantagem no acesso a essas inovações e soluções estratégicas educacio-nais. O que precisamos agora é refletir sobre o universo que permeia o uso da tecnologia na escola, a fim de pensar em inovações que ofereçam aos educadores uma plataforma para melhorar a aprendizagem em uma abordagem verdadeira-mente inclusiva e uma equitativa educação para todos.
Não se pode negar que as crises impulsionam inovações. Na educação, as ferramentas existem, e com o desenvolvimento profissional adequado os profes-sores são capazes de reorganizar processos de aprendizagem e desenvolvimento.
Entretanto, essa inovação não acontecerá se a sociedade não abordar as questões de desigualdade, sobretudo aquelas inerentes ao acesso digital.
Desigualdades digitais durante a pandemia
Apesar de as retóricas sobre jovens e tecnologia nos levarem a acreditar que eles sejam nativos digitais, pesquisas como as de Beckman et al. (2018) têm mostrado consistentemente que nem todos os jovens são “nativos digitais” bem conectados e com conhecimento digital que lhes permita autonomia para viver esse mundo digital.
À medida que as escolas interrompem suas atividades presenciais por cau-sa do surto de Covid-19 e muitos professores precicau-sam buscar meios digitais para se conectarem com seus alunos, os formuladores de políticas educacionais
começam a perceber que essa retórica em torno dos jovens é discutível quando notam que alguns jovens estão excluídos dessa realidade tecnológica “bem co-nectada”, seja pelo acesso, seja pelo domínio cognitivo de grande parte de sua educação produzida pelos meios digitais.
O que pretendemos afirmar é que combater a exclusão digital se torna um fator importantíssimo para o desenvolvimento das ações educativas em tempos de pandemia, porque a falta de acesso aos recursos digitais, principalmente pela população de baixa renda, gera um ciclo vicioso em que as elites permanecem elites porque têm acesso à tecnologia, enquanto as classes menos favorecidas são predestinadas à educação de baixa qualidade porque o custo da tecnologia é alto e, portanto, inacessível.
É por isso que precisamos questionar: o que seria um nível adequado de acesso digital? À primeira vista, essa parece ser uma pergunta óbvia com res-posta simples: forneça laptops e/ou acesso à internet para quem não o possui.
Todavia, não podemos esquecer que o acesso não é uma medida dicotômica; não se trata de ter ou não ter. Ele é multifacetado, isto é, a questão é muito mais a respeito da qualidade do que sobre o acesso em si.
Em outras palavras, é bem provável que os jovens que não tenham acesso digital em casa tenham menos habilidades digitais do que seus pares, e também que seus pais e responsáveis não tenham fortemente desenvolvido o conjunto dessas habilidades digitais. O uso da internet contém várias oportunidades e, com elas, riscos. Como os jovens são apoiados para desenvolver essas habili-dades e ajudar a protegê-los dos danos, constitui uma questão central para se pensar no desenvolvimento educativo.
Ainda que o acesso à internet seja fundamental para se discutir sobre as desigualdades digitais, existe um outro ponto que, se abordado, ajudaria a deli-near o debate sobre a inclusão/exclusão digital: como esse acesso aponta para o progresso da formação do jovem?
A conectividade digital é importante, mas não supera todas as desigual-dades que os jovens enfrentam durante a Covid-19 ou não. As desigualdesigual-dades em nosso sistema escolar e na sociedade em geral só são exacerbadas pela crise atual. Logo, é realmente importante que todos os programas, digitais ou não, tra-balhem juntos para apoiar jovens e escolas menos abastados. Por isso, é crucial considerarmos o desafio de que a oferta de um sistema remoto de educação de qualidade passa diretamente pelas possibilidades socioeconômicas dos sujeitos.
Com muito mais razão, Sorj (2003, p. 62) acentua que a exclusão digital representa uma dimensão da desigualdade social, pois “ela mede a distância rela-tiva do acesso a produtos, serviços e benefícios das novas tecnologias da infor-mação e da comunicação entre diferentes segmentos da população”.
Manifestamos nosso ponto de concordância com o autor e ressaltamos que a tecnologia não é uma entidade neutra que simplesmente faz o bem quando as pes-soas têm acesso a ela; antes se revela como um artefato cultural complexo e social.
Em que pese o esforço das políticas públicas de acesso, a tecnologia não pode por si só eliminar as desigualdades sociais. Não podemos simplesmente pensar nas questões das desigualdades digitais em relação às questões de acesso, mas precisamos ver esse tempo de pandemia como um momento importante para apoiar, regular e projetar um futuro digital inclusivo como parte de um pro-jeto de sociedade socialmente mais justa.
Nesse sentido, Selwyn et al. (2020) sinalizam que, de muitas maneiras rele-vantes, a pedagogia pode se revelar espaço privilegiado de questionamento aos sistemas remotos, irresponsáveis e antiéticos. Por isso mesmo, no curso das ati-vidades de ensino, precisamos apontar as contradições à indústria de tecnologia educacional nestes tempos; abordar, sem encobrir, as desigualdades que vemos ao nosso redor; e prestar atenção em como podemos identificar melhor as práti-cas em contexto virtual que geram uma pedagogia produtiva para os tempos em que trabalhamos e vivemos. Prosseguiremos discutindo sobre uma proposta de formação para professores e alunos em contexto virtual de ensino.
Recomendações para se pensar no futuro
A formação de professores no contexto de uma pedagogia pandêmica Comecemos por pontuar que professores eficazes são insubstituíveis no processo de ensino e aprendizagem, pois são eles que medeiam e facilitam esses processos bidirecionais, dando suporte aos alunos na construção de suas com-petências e habilidades, assumindo as contradições inevitáveis entre a educação como formação do sujeito e a educação como reconhecimento do sujeito. Esses profissionais são insubstituíveis nessa tarefa e permanecerão assim no futuro próximo, mas precisam ser apoiados de várias maneiras para continuar eficazes em circunstâncias imprevisíveis.
Uma reflexão mais aprofundada sobre o contexto nos faz perceber que, para evitar os danos causados pela pandemia de Covid-19, requer-se uma respos-ta agressiva da política educacional, que envolve:
i) enfrentar a crise para reduzir a perda de aprendizado enquanto as escolas estão fechadas;
ii) gerenciar a continuidade do aprendizado para promover a recuperação do aprendizado;
iii) utilizar a crise como uma oportunidade para melhorar e acelerar pro-cessos educativos, tornando os sistemas educacionais mais fortes e mais equitativos do que eram antes.
As respostas para os problemas não são simples, mas escolas têm apos-tado no processo formativo, na revisão dos currículos e no vínculo com suas comunidades para encontrá-las. O fato é que, neste cenário incerto, a melhor opção para a continuidade das atividades tem sido o ensino em contexto remoto ou virtual de aprendizagem
É preciso lembrar que o professor, ao atuar em contextos virtuais, lida necessariamente com a demanda de uma sociedade em digitalização e com uma escola que pouco a pouco incorpora novas tecnologias em seu cotidiano, de maneira a possibilitar a esse professor uma forma de lidar com a zona fronteiriça do conhecimento que pretende ensinar.
Por isso mesmo, é fundamental indagarmos o que se espera do professor quando atua em um contexto de pandemia que traz o ensino remoto como centralidade em seu desenvolvimento. Na tentativa de esclarecer essa demanda, apoiados em Anderson (2020), Beckman et al. (2018) e Oliveira (2016), propo-mos o Quadro 1, que servirá como eixo de referência para pensarpropo-mos nos papéis do professor em contextos virtuais e que, mais adiante, contrastaremos com o papel do aluno, a fim de trazer luzes que permitam aos docentes (re)pensarem em como aproveitar as tecnologias para personalizar a formação dos alunos na aquisição do conhecimento.
Quadro 1 – O papel do professor e sua relação com o desenvolvimento da ativi-dade pedagógica em contexto virtual.
Papel do professor Significantes da prática profissional Gerencial - Compartilhar recursos materiais e
informações. O professor compartilha por meio de uma prática
colaborativa (síncrona e assíncrona) significados, que, traduzidos em experiências e informações construídas coletivamente, geram a participação ativa dos sujeitos na atividade pedagógica.
Social - Criar elos e relações entre as condições
sócio-históricas de todos os tempos. O professor reflete sobre sua prática e reconhece a interferência dos substratos éticos, políticos e so-ciais que permeiam a atividade pedagógica, perce-bendo que o ambiente virtual de aprendizagem é um lócus de formação social.
Pedagógico - Estabelecer uma cartografia de sabe-res, atitudes e valores a partir da qual possa instigar criticamente o saber em busca do novo.
O professor pergunta sobre pontos de vista e pers-pectivas, questiona implicações e consequências, questiona razões e evidências e abre espaços para perguntas sobre as perguntas.
Tecnológico - Conhecer e utilizar tecnologias em prol da configuração de sua relação com o mundo e do aluno.
O professor desenvolve propostas para o uso da tecnologia, adequando-as às diferentes situações de aprendizagem, ao mesmo passo que a incorpora como ferramenta de dinamização da sua atividade docente.
Fonte: elaborado pelo autor.