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Formação social, profissional e empreendedora

No documento PDI FACULDADE ESPÍRITO SANTENSE (páginas 38-43)

2. PROJETO PEDAGÓGICO INSTITUCIONAL

2.1. Políticas de ensino

2.1.1. Políticas de ensino para oferta presencial

2.1.1.3. Formação social, profissional e empreendedora

No que tange à política de ensino referente à Formação Social, Profissional e Empreendedora a FAESA estabelece as seguintes diretrizes:

• respeito à diversidade e à perspectiva de inclusão;

• intercâmbio sociocultural e educativo com organizações locais, regionais, nacionais e internacionais;

• perspectiva da empregabilidade dos alunos e egressos viabilizada por meio

de um currículo contextualizado que amplia os espaços de aprendizagem em direção à comunidade.

• estímulo ao despertar do indivíduo para o aproveitamento integral de suas potencialidades racionais e intuitivas, no sentido de assumir riscos, ser independente, ter autoconfiança, seja para abrir um negócio ou alcançar uma

nova posição dentro de uma organização, com a busca do autoconhecimento em processo de aprendizado permanente.

Em relação a Formação Social, a FAESA entende que o respeito e o reconhecimento da diversidade são um dos princípios fundamentais na construção de uma educação inclusiva, dialógica, aberta e emancipadora e isso permeia todas as ações estabelecidas no âmbito dos cursos e atividades de pesquisa e extensão, além da valorização das relações étnico-raciais, história e cultura afro-brasileira, africana e Indígena e da educação ambiental. Os cursos promovem palestras, debates, mesas redondas com a inclusão destes temas de forma transversal além da inserção dos conteúdos específicos inerentes a estes conteúdos nas matrizes curriculares, conforme o perfil e natureza de cada Curso.

Nesse sentido, a Instituição se propõe a adoção de estratégias e metodologias de ensino que respeitam as diferenças e acessibilidade pedagógica e metodológica além da promoção da acessibilidade física e atendimento prioritário, imediato e diferenciado para a utilização, com segurança e autonomia, total ou assistida, dos espaços, mobiliários e equipamentos.

Ainda nesse contexto, a formação social prevê a promoção de consciência ética fundamentada nos valores institucionais, com atenção especial à promoção da justiça, da igualdade e de uma cultura da solidariedade. Desta forma são estabelecidos como pilares importantes o respeito e o reconhecimento dos Direitos Humanos, especialmente o compromisso ético da instituição com a dignidade humana, a efetivação do respeito ao outro em todas as situações de vida e escolhas, sem discriminações e preconceitos de raça, etnia, religião, orientação sexual, entre outros. Para tanto, o tema Direitos Humanos permeia disciplinas

específicas dos cursos de graduação e pós-graduação Lato Sensu, as ações de

extensão e responsabilidade social, bem como a iniciação e pesquisas científicas. Com relação à Formação Profissional, a relação teórico-prática é entendida como eixo articulador da produção do conhecimento na dinâmica das matrizes curriculares dos Cursos, orientando a organização de sua estrutura, a qual respeita a necessária diversidade no âmbito nacional e a especificidade regional. Algumas estratégias são adotadas como a orientação prática da matriz curricular que contempla um conjunto de disciplinas básicas e profissionalizantes e a inserção de

de atividades em sala de aula, laboratórios, visitas técnicas e aulas de campo assim como os estágios obrigatórios e não obrigatórios. Estas atividades buscam promover a integração das disciplinas teóricas e práticas desde o início do curso até o seu final; estimular o contato do aluno com as atividades de caráter profissionalizante e utilizar o conhecimento obtido nas disciplinas e práticas laboratoriais.

Na formação empreendedora, a FAESA procura desenvolver e estimular uma cultura empreendedora onde estão inseridos práticas, projetos, processos e atividades, perpassando por todos os cursos. Neste sentido, é necessária além da aquisição de conhecimentos técnicos e formação profissional, garantidos pela proposta curricular dos cursos, o desenvolvimento de competências que possibilitem a criação de novos produtos e serviços, estimulando a criatividade, a participação e a inserção desse aluno no mercado de forma proativa.

A Formação Empreendedora deve abranger também o empreendedorismo e a inovação social, tendo como foco resultados e benefícios que contribuam com a esfera social, econômica e cultural.

Diante do exposto, a Formação Empreendedora na FAESA Campus Cariacica se consolidará pelas seguintes formas:

• Formação de toda a Comunidade Acadêmica na utilização de tecnologias de

gestão e ferramentas que possibilitem o conhecimento, a condução e a implementação do processo criativo voltados ao Empreendedorismo;

• Envolvimento da instituição para o estímulo à cultura empreendedora criando

pontes entre a FAESA e as organizações, possibilitando vivências e experiências enriquecedoras para os alunos com o intuito de proporcionar a oportunidade de elaborar novos planos de vida, de trabalho, de estudo, de negócios;

• Criação da cultura empreendedora nas disciplinas dos cursos de graduação,

que consiste no direcionamento das atividades desenvolvidas em diversas disciplinas do curso, possibilitando e estimulando o empreendedorismo junto aos alunos;

• Oferta curricular da disciplina específica de empreendedorismo em todos os cursos, constituindo-se de uma ação formal com o objetivo de inserir o empreendedorismo na formação dos alunos;

• Promoção e comunicação de diferentes eventos que tratam de temas voltados

ao empreendedorismo, materiais de interesse e oportunidades diversas. Para alcançar as políticas e diretrizes de ensino estabelecidas pela FAESA Campus Cariacica, o processo de formação continuada dos docentes é permanentemente valorizado e incentivado por meio do estímulo e o aprimoramento da ação educativa, com base no aprofundamento dos conhecimentos e no desenvolvimento de novas metodologias e tecnologias de ensino. Outro aspecto importante para garantir a implantação das políticas de ensino é a garantia de uma infraestrutura adequada em termos quantitativos e tecnológicos.

As políticas do ensino são objeto de constante processo de reflexão, em resposta aos resultados obtidos no processo de avaliação da instituição objetivando alinhar, permanentemente, a gestão acadêmica com o que é preconizado na missão, visão e valores institucionais.

O Projeto Pedagógico de Curso (PPC) desempenha papel fundamental para o desenvolvimento do processo ensino-aprendizagem, por conter os princípios orientadores que expressam a direção a ser impressa ao processo de formação dos profissionais de nível superior.

A sua elaboração compete ao Colegiado do Curso, orientado pelo Núcleo Docente Estruturante, que é responsável por decidir sobre as experiências que deverão ser desenvolvidas a partir de necessidades colocadas pelo aluno e pela sociedade e dos referenciais de natureza filosófica, política, econômica, cultural, científica, didático-pedagógica e normativa. Portanto, o PPC representa um documento próprio de cada curso superior. Esse documento apresenta caráter público, explicita a visão institucional do curso e descreve como se desenvolvem o ensino, a pesquisa e a extensão, a produção e a socialização dos conhecimentos, o papel do aluno e do professor e ainda a prática pedagógica que se realiza no âmbito do mesmo.

Por expressar os principais parâmetros para a ação educativa, a construção do PPC se fundamenta e se articula com o Projeto Pedagógico Institucional (PPI), com o Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) e com as Diretrizes Curriculares Nacionais.

O PPC de graduação precisa estar sintonizado com a visão de mundo para garantir a formação global e crítica dos seus alunos, possibilitando a formação de competências para o exercício da cidadania, para a transformação da realidade em resposta aos grandes problemas contemporâneos.

Desta maneira, o ensino de graduação não pode orientar-se por uma estrutura curricular rígida, baseada no enfoque unicamente disciplinar e sequenciada de conteúdos confinada aos limites da sala de aula, onde o ensino tem por base a exposição de conteúdos descritivos. Por isso, sua elaboração tem como princípios a indissociabilidade entre pesquisa, ensino e extensão; a interdisciplinaridade, multidisciplinaridade e articulação entre as diversas atividades desenvolvidas; a flexibilização curricular; a contextualização e criticidade dos conhecimentos; a ética como orientação das ações educativas e a prática de avaliação qualitativa, sistemática e processual.

Como um documento de orientação acadêmica, o PPC é constituído por, no mínimo, os seguintes elementos: razão e inserção social do curso; objetivos; perfil desejado para o egresso; conhecimentos e saberes considerados necessários à formação das competências estabelecidas a partir do perfil do egresso; estrutura curricular, conteúdo curricular; ementário, bibliografias básica e complementar; estratégias de ensino; sistemática de avaliação da aprendizagem, perfil dos docentes; infraestrutura de apoio ao pleno funcionamento do curso (recursos tecnológicos, materiais, serviços administrativos e serviços de laboratórios ) e sistemática de avaliação do PPC.

A estrutura curricular é um importante elemento constitutivo do PPC que deve estar em consonância com o perfil do egresso, tendo como orientação básica as Diretrizes Curriculares Nacionais (DCN’s). Sua construção ocorre por processo coletivo e tem como centro o aluno, sujeito da aprendizagem, e como mediador o professor que também é o facilitador do processo ensino-aprendizagem. As DCN’s

e habilidades gerais e específicas a serem construídas pelos estudantes no seu percurso formativo, os conteúdos curriculares básicos, as atividades integradoras (os estágios, atividades complementares e trabalho de conclusão de curso) necessários, a carga horária e duração do curso.

A atualização dos projetos pedagógicos dos cursos surge dentro da comunidade acadêmica conforme mudanças de mercado ou decorrentes do processo pedagógico. Em caso de confirmação da necessidade de atualização, as modificações e propostas são amplamente discutidas nos respectivos Núcleos Docentes Estruturantes (NDEs), bem como em reuniões ampliadas com a participação de todos os professores e encaminhadas para aprovação aos Colegiados de Curso, que contam com representação discente. Havendo consenso, é elaborado um projeto de atualização do projeto pedagógico de curso para análise pelo Conselho Superior. Este processo assegura a autonomia acadêmica para as adequações e atualizações dos projetos pedagógicos em todas as suas instâncias. Dessa forma, a Instituição busca consolidar a excelência acadêmica por meio de um adequado alinhamento entre as políticas, diretrizes e ações para o ensino.

No documento PDI FACULDADE ESPÍRITO SANTENSE (páginas 38-43)