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Formas de avaliar: importância e significados

o indivíduo, no seu cotidiano, está sujeito às várias formas de avaliar. no contexto escolar, por sua vez, dependendo do seu foco de interesse, a avaliação pode ser classificada como interna ou externa. enquanto aquela é a realizada no dia a dia da escola pelos professores, assumindo o compromisso em verificar o nível de aprendizagem dos alunos, esta é planejada e realizada por pro- fissionais externos à escola, tendo o desempenho dos alunos como foco de interesse.

os professores, no percurso do ano letivo, fazem uso de diferen- tes modos de avaliar, tais como: a avaliação diagnóstica que visa

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detectar os conhecimentos prévios do aluno, a avaliação formativa, que é a avaliação formal onde o professor utiliza provas e testes para diagnosticar os conhecimentos que foram adquiridos, e a avaliação somativa que é periódica e procura obter resultados que permitam aperfeiçoar o processo de ensino. vale pontuar que a prática da ava- liação não só ainda é usada como forma de punição, como também se ignora o que foi assimilado pelo aluno, considerando-se apenas o conteúdo “transmitido” pelo professor. diante dessa constatação, Luckesi (2002, p. 37) afirma que:

A avaliação educacional escolar assumida como classificatória torna-se, desse modo, um instrumento autoritário e freador do desenvolvimento de todos que passarem pelo ritual escolar, possibilitando a uns o acesso e aprofundamento no saber, a outros, estagnação ou a evasão dos meios do saber.

na escola Municipal aristides novis, na Federação, os profes- sores usam a avaliação com o objetivo de diagnosticar, registrar e analisar os conhecimentos prévios dos alunos e os que foram cons- truídos. Aqueles são verificados a partir de uma sondagem inicial no começo do ano letivo. depois da análise dos resultados, lista-se os nomes dos alunos que apresentam um nível de conhecimento abaixo dos que são exigidos para o ano que está cursando. além de atividades diferenciadas aplicadas pelos professores, a coorde- nadora pedagógica, diretora e vice-diretora auxiliam o professor realizando atendimento individual do aluno fora da sala de aula. esse atendimento funciona como um reforço escolar para o desen- volvimento do aluno. houve situações em que até os funcionários de apoio, secretaria e serviços gerais se dispuseram para ensinar as letras do alfabeto às crianças.

o instituto nacional de estudos e Pesquisas educacionais anísio (ineP), partindo do princípio da necessidade de se orientar a qualidade da educação nacional expressa no trabalho escolar, desenvolveu uma série de instrumentos de avaliação, através dos quais o desempenho dos alunos e do ensino desde a alfabetização

até a graduação é avaliado. as principais avaliações externas exis- tentes no Brasil são:

o Programa internacional de avaliação de alunos (Pisa), 1.

coordenado pela organização para a Cooperação e desen- volvimento Econômico (OCDE). O PISA avalia os alunos na faixa dos 15 anos, e acontece a cada três anos, com ênfases distintas em três áreas: leitura, Matemática e Ciências. sistema nacional de avaliação da educação Básica (saeB). 2.

seu público é composto por todos os estudantes de 5ª e 9º anos de escolaridade, bem como da 3ª série do ensino Mé- dio, que são avaliados em duas áreas: língua Portuguesa e Matemática. todavia, neste último caso, o desempenho dos alunos é estudado por meio de uma amostra representativa dessa mesma população. então é amostral, à medida que investiga o desempenho de um grupo representativo do refe- rido universo de alunos, e transversal, porque faz um recorte no período de escolaridade que serão avaliados alunos das três séries mencionadas.

Prova Brasil. avalia somente os alunos de 5º e 9º anos de 3.

escolaridade em língua Portuguesa e Matemática. trata-se de uma avaliação quase universal porque avalia todos os estudantes das referidas séries, de todas as escolas públicas urbanas do país, com mais de 20 alunos na série.

a Provinha Brasil é uma avaliação diagnóstica do nível de 4.

alfabetização das crianças matriculadas no 2º ano de esco- larização das escolas públicas brasileiras. essa avaliação acontece em duas etapas, uma no início e a outra ao término do ano letivo. a aplicação em períodos distintos possibilita aos professores e gestores educacionais a realização de um diagnóstico mais preciso que permite conhecer o que foi agregado na aprendizagem das crianças, em termos de habilidades de leitura dentro do período avaliado.

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outra forma de avaliar da escola Municipal aristides novis corresponde à modalidade de avaliação externa. No final do ano letivo, na última reunião de pais, é distribuído um questionário para que a comunidade possa avaliar a escola em toda a sua estrutura. Critérios como a qualidade do ensino oferecido, o atendimento aos pais por parte da direção, professores e funcionários, a qualidade e quantidade da merenda, entre outros. além disso, a escola oportu- niza aos pais a darem sugestões e fazerem críticas. as respostas e opiniões são socializadas com o objetivo de corrigir os pontos nega- tivos e melhorar ainda mais o serviço oferecido, além de aproximar a escola da comunidade.

Os resultados das avaliações externas auxiliam os profissionais que compõem o contexto escolar a revisarem, durante o ano letivo, o Projeto Político Pedagógico (PPP), que é o eixo propulsor das ações executadas na Unidade escolar. o professor é parte essencial no processo de construção e aprimoramento do PPP, uma vez que as ações nele propostas são realizadas na sala de aula sob a sua orientação.

Considerações finais

Verificou-se, através da realização deste trabalho, a importân- cia em se avaliar qualitativamente, como vem praticando a escola Municipal aristides novis, que se apropria da avaliação como forma de diagnosticar, registrar e analisar os conhecimentos dos seus alunos. agindo assim, o educador deixa de ser um coletor de dados quantificáveis para se tornar um investigador de aprendizagem do aluno.

observou-se também a importância do Projeto Político Pedagó- gico (PPP) estar articulado aos resultados obtidos pela escola nas avaliações externas, auxiliando o professor na gestão da sala de aula, em cujo contexto ocorre a materialização das ações previa- mente definidas pelo grupo escolar.

Certamente, não há uma receita ou fórmula pronta que possa orientar a escola na elaboração do seu trabalho. Mas ela pode e deve estar atenta às questões que afetam, diretamente, os resultados do seu trabalho. nesse sentido, os resultados das avaliações, tanto in- ternas como externas, devem ser discutidos com os professores para que, a partir daí, possam reavaliar as estratégias de ensino que vêm sendo adotadas em sala de aula e a relação que essas estratégias têm com os resultados do desempenho dos alunos, evidenciados nas avaliações externas.

referências

Brasil. lei 9.394, de 20 de dezembro de 1996. estabelece as diretrizes e Bases da educação nacional. Diário Oficial da União, Brasília, 23 dez. 1996. disponível em: <http://portal.mec.gov.br/arquivos/pdf/ldb. pdf> acesso em: 15 dez. 2010.

hoFFMann, Jussara M. l. Avaliação mediadora: uma prática em construção da pré-escola à universidade. Porto alegre: Medição, 2006. lUCKesi, Cipriano. C. Avaliação da aprendizagem escolar. 14. ed. são Paulo: Cortez, 2002.

Maria, Christiane Martinatti; sCheiBel, Maria Fani. Didática: organização do trabalho pedagógico. Curitiba: iesde, 2006.

Pisa. <http://www.inep.gov.br/internacional/pisa/>. acesso em: 15 dez. 2010.

saeB. Prova Brasil. informações sobre o sistema nacional de avaliação da educação Básica: princípios orientadores, publicações, matrizes curriculares, resultados, relatórios, notícias, dentre outras. disponível em: <http://www.inep.gov.br/basica/saeb/default.asp>. acesso em: 15 dez. 2010.

severino, a. J. Educação, ideologia e contra-ideologia. 3. ed. são Paulo: ePU, 1986.

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Contribuições do