Está seção apresenta as formas de operacionalizar de forma plena o PLS no IFSC. Inicialmente, trará os resultados referentes a percepção dos pesquisados sobre formas de adoção plena do PLS. Posteriormente, será exibida a percepção dos pesquisados sobre o tempo necessário para a plena implantação do PLS.
Quadro 31: Percepção dos pesquisados sobre formas de adoção plena do PLS
Estratégias E1 E2 E3 E4 E5 E6 E7 E8 E9 E10 E11 E12 E13 E14 E15 E16 Total
Comunicação/divulgação X X X X X 5
Fazer com que as pessoas se sintam parte daquilo
X X X X 4 Apresentar números/resultados X X X 3 Mostrar a importância do plano X X 2 Comprometimento da gestão X X 2 Conscientização X 1 Fazer um planejamento X 1 Tornar a implementação do A3P obrigatório X 1 Responsabilizar as pessoas que não respeitam, por exemplo, a questão dos resíduos
X 1
Engajamento X 1
Fonte: Elaboração do autor (2020)
As estratégias apontadas pelos pesquisados para que o IFSC possa implementar de forma plena o PLS podem ser classificadas nas seguintes categorias:
Comportamento: As estratégias dessa categoria são “mostrar a importância do
plano”, “fazer com que as pessoas se sintam parte daquilo”, “conscientização” e “engajamento”.
Gestão do plano: Nesta categoria estão as estratégias “apresentar números/resultado”,
Direção/Reitoria: São estratégias dessa categoria “comprometimento da gestão”,
“tornar a implementação do A3P obrigatório” e “responsabilizar as pessoas que não respeitam, por exemplo, a questão dos resíduos”.
As categorias “comportamento” e “gestão do plano”, de certa forma, estão relacionadas a estratégia “mural ou informativo da sustentabilidade” citada no PLS-IFSC 2017-2018 (IFSC, 2017b). Isso porque essa estratégia refere-se, entre outras coisas, a “mostrar a importância do plano” e “apresentar números/resultado”. A estratégia apontada pelos pesquisados para que o IFSC possa implementar de forma plena o PLS mais citada foi ações de comunicação/divulgação. Para E3 essa é a melhor forma de estimular a implantação o PLS:
Eu acho que esse processo de comunicação, talvez. Criar momentos que a comunidade acadêmica tivesse, explanar a seriedade que a instituição quer dar a isso. Mostrar os impactos tanto positivos, quanto negativos da implementação ou não das ações tem causado no meio ambiente.
Esses resultados indicam que o IFSC deve investir fortemente em ferramentas de comunicação acerca do plano como, por exemplo, divulgação das ações que são feitas, divulgação das ações que estão planejadas, divulgação das ações que dependam de recursos extras para execução. Com isso o PLS se tornará mais claro e transparente para a comunidade acadêmica.
As outras duas estratégias mais citadas foram “fazer com que as pessoas se sintam parte daquilo” e “apresentar números/resultado”. Acerca da primeira, E5 declarou “As pessoas acham interessante, mas não quer dizer que elas estejam envolvidas necessariamente. Quando elas percebem que tem um retorno, que isso faz parte da vida delas, elas têm uma adesão completa.” Esses resultados implicam que o IFSC deve investir em ações que envolvam a comunidade acadêmica, pois essa estratégia possui um grande alcance de pessoas. E, como relatado anteriormente, o IFSC necessita de mais pessoas participando e se engajando com o PLS.
No tocante a “apresentar números/resultado”, E16 declarou “quando o resultado aparece, mesmo que parcial, os colegas e a comunidade acadêmica começam a voltar os olhos para quem realiza aquilo ali tá interessante, tem alguém que está dedicado aquilo e começam
a colaborar.” Essa estratégia conversa diretamente com a estratégia
“comunicação/divulgação”, pois apresentar resultados é divulgar resultados. Os resultados do Quadro 33 significam claramente que as pessoas, em geral, não conhecem o plano. Então, o
primeiro passo é fazer com que o plano seja conhecido por toda a comunidade acadêmica, seja por meio de ações de comunicação como a estratégia “mural ou informativo da sustentabilidade”, seja por meio de ações já relatadas anteriormente. Em seguida, a Tabela 7 exibe a percepção dos pesquisados sobre o tempo necessário para a plena implantação do PLS.
Tabela 7: Percepção dos pesquisados sobre o tempo necessário para a plena implantação do PLS
Tempo Total Percentual (%)
Dois anos 6 30
Um ano 5 25
Mais que cinco anos 3 15
Sem previsão 3 15
Três anos 1 5
Quatro anos 1 5
Seis meses 1 5
Total 10 100%
Fonte: Elaboração do autor (2020)
A maioria dos pesquisados, 55%, acha que o PLS precisa entre 1 a 2 anos para ser plenamente implementado. Por outro lado, apenas 15% dos entrevistados acham que esse tempo será maior que 5 anos. Apesar desse otimismo dos pesquisados, é importante pontuar, por exemplo, o que declarou E19, “eu acho que, se a gente conseguir montar a comissão, 1 ano. Mas, só o que é possível e estiver ao nosso alcance, tirando essa parte de energia solar e outras coisas que mexem com infraestrutura que demoram muito mais.” Nessa linha, E20 afirmou “separar o lixo é algo simples, mas ter recurso para aplicar em placas de energia solar, leva muito tempo.”
Deduz-se que os entrevistados acreditam que o PLS estará plenamente implementado em um ou dois anos, mas somente naquilo que estiver ao alcance da gestão e da comissão de sustentabilidade. Por exemplo, a questão orçamentária, segundo os entrevistados, está fora de alcance. Mas, foi verificado nos quadros anteriores, que o PLS não é uma prioridade para a gestão dos campi e reitoria. Talvez por isso, a questão orçamentária seja tão limitadora para a execução de algumas ações como, por exemplo, a implantação de placas de energia solar. Além disso, é fundamental para a implementação do PLS, para os campi que não as têm, a constituição de uma comissão de sustentabilidade.
Em seguida, a subseção 4.5 apresenta a percepção dos entrevistados acerca da reestruturação institucional derivada da plena implantação do PLS por meio de indicadores ecológicos derivados da TME.
4.6 REESTRUTURAÇÃO INSTITUCIONAL DERIVADA DA PLENA IMPLANTAÇÃO