Atenção e Tipo
FORMAS DE SER DO SUBTIPO
Sexual: SUGESTIONÁVEL Social: SACRIFICIAL Autopreservação: DEFENSOR DA FAMÍLIA
O Dilema
Os pontos Cinco, Seis e Sete, agrupados no lado esquerdo do Eneagrama, representam três estratégias diferentes para lidar com o medo sentido na infância. Seis, no ponto nuclear do medo, se superpreparam esquadrinhando e vigiando o am- biente, e Cincos se afastam de qualquer coisa que os amedronte. Setes, não parecendo absolutamente apreensivos, se movem rumo às pessoas numa tentativa de cativar e desarmar com graça e jocosidade. Defrontadas por um início de vida assustador, crianças Setes dispersaram seu medo escapando para as possibilidades ilimitadas da imaginação.
Setes não transmitem nenhuma ansiedade. Eles não parecem ter medo. Tendem a ser alegres e radiantes, muitas vezes entregues aos planos e aos prazeres. Seu núcleo de paranóia (Seis) não desponta enquanto o pensamento possa ser ca- nalizado para planos visionários de um futuro auspicioso.
Este é o ponto do Peter Pan, do Puer (e da Puerella) Aeternus, a eterna criança. É também o ponto de Narciso, o jovem que se apaixonou pela imagem do próprio rosto refletido num lago. Narciso foi amado pela ninfa Eco, mas, como estava absorto no reflexo de seu próprio esplendor, não pôde ouvi-la chamando seu nome. Envolvido consigo mesmo, deixou de responder, e a voz da ninfa foi reduzida a um eco.
Todo o mundo precisa de um pouco de narcisismo saudável. Todos nós precisamos reconhecer nossos méritos e valores únicos. A dificuldade só surge quando nos tornamos tão convictos de nosso valor especial que deixamos de ouvir a opinião daqueles que refletem a verdade objetiva. Epicuristas estão convencidos de suas próprias qualidade excepcionais e procuram ambientes e pessoas que possam dar suporte ao seu valor. Eles têm gostos sensíveis e querem experimentar do melhor que a vida pode oferecer. Setes gostam de manter alto seu astral. Querem aventuras e querem manter em alta suas expectativas. Há uma química para experiências culminantes como se champanhe, e não sangue, corresse em suas veias.
A visão de mundo do Sete foi sociologicamente proeminente na revolução da contracultura dos anos sessentas. Durante a era dos hippies, os ideais do Sete se expandiram em ua forma mais pura. Defrontados pela necessidade de ir à guerra e pela perspectiva de um trabalho sem sentido, os hippies abandonaram a sociedade e se voltaram para a simplicidade e para si mesmos, criando um conceito idealizado do que poderia ser a sociedade.
À medida que a revolução prosseguiu; despontou a lado escuro da visão de mundo do Sete. Insistindo numa realidade idealizada e incapazes de fazê-la ganhar forma, a atitude passou de uma subjetividade radical, onde o que era único no
indivíduo era valorizado, para uma preocupação narcísea com o eu. A situação se deteriorou até atingir o nível de um insight da "banheira quente":∗ "Oh, que sensacional!" e "Sou feliz por ser eu mesmo!" O mundo interior das drogas substituiu o impulso de mudanças externas. A tagarelice psicológica e o escapismo sedutor substituíram o esforço e o trabalho real.
Setes são sustentados pela crença de que a vida é ilimitada. Há sempre coisas interessantes que fazer. Se a vida não for aventurosa, por que vivê-la? Por que ficar amarrado se é possível continuar avançando? O entusiasmo dado por uma crença nas oportunidades da vida é em grande parte intensificado pelo hábito de manter múltiplas opções em aberto e de assumir compromissos, com a segurança de planos substitutos ou suplementares.
O compromisso é sempre amortecido com alternativas. O consenso é "aquele que cai bem na ocasião". Se o plano A for abandonado por causa da chuva, vai-se para o plano B como apoio. Se o B parece pegajoso, sempre se tem o plano C. Se A é cancelado e se C fica aborrecido demais, sempre se tem B, que pode levar até D. A injunção dos anos sessentas de "ir na onda" foi reformulada e se transformou numa organização de atenção que encoraja o desconhecimento ou o esquecimento de opções negativas.
Como estratégia defensiva, o planejamento do futuro ao longo das linhas de opções de contingência se destina a intensificar os prazeres da vida eliminando os problemas de tédio e sofrimento. Por exemplo, um Sete poderia ter um emprego numa sapataria e ter mentalmente planejado a opção de se encaixar no mesmo emprego numa loja concorrente do outro lado da rua. Plano semelhante poderia parecer bastante natural para o Sete, que estaria concentrado na semelhança de objetivos e na identidade de propósitos entre os dois empregos mais do que no modo como as firmas possam estar em desacordo entre si.
De positivo, essa forma de concentrar a atenção se presta a um gênero especificamente criativo de resolver problemas, no qual se pode achar o ajuste correto de associações entre pontos de vista que parecem antagônicos. Setes sustentam a mais otimista de todas as visões de mundo, porque, para eles, um grandioso plano se desenvolverá em algum ponto do futuro, quando então todas as melhores possibilidades se encaixarão numa vida por fim satisfatória.
As preocupações habituais do Sete incluem
• A necessidade de manter altos níveis de excitamento. Muitas atividades, muitas coisas interessantes que fazer. O desejo de estar emocionalmente por cima.
• Manutenção de múltiplas opções como forma de evitar o compromisso a um único curso de ação.
• Substituição do contato profundo por alternativas mentais prazerosas. Falar, planejar e intelectualizar.
• Charme como primeira linha de defesa. Tipos medrosos que se movem rumo às pessoas. Evitar o conflito direto escapando pelas frestas. Escapar de encrencas através da conversa.
∗
Insight da "banheira quente": trata-se de um insight ingênuo e superficial, uma espécie de pseudo- insight que parece ocorrer sem dor e sem sofrimento. (Nota do revisor)
• Um estilo de atenção que consiste em interrelacionar e sistematizar informações de modo que os compromissos necessariamente incluam brechas e outras opções de apoio. Esse estilo de atenção pode levar
• A um escapismo racionalizado de tarefas difíceis ou limitativas, e
• À capacidade de sintetizar conexões e paralelismos incomuns entre pontos de vista que parecem antagônicos ou não relacionados.
Pontos Três e Sete se Assemelham
Setes têm muita energia e vão trabalhar duro desde que seus interesses se mantenham. Na superfície, eles podem se assemelhar aos Três, dispostos a competir, interessados em vencer e certamente preocupados com o espelhamento de suas qualidades excepcionais nos olhos de outras pessoas. Esses pontos podem parecer semelhantes para alguém de fora, mas operam a partir de visões de mundo internas muito diferentes.
Três querem poder sobre as outras pessoas, porque se medem pelo grau de respeito a consideração que recebem delas. Querem escolher uma trilha profissional em que possam subir ao topo da escada competitiva. As provas de uma ascensão satisfatória são imagem, segurança, título e prestigio.
Setes, assentados no mesmo banco competitivo da frente, são envolvidos por "uma atividade interessante; uma das muitas que eu faço". Também querem a alta consideração dos outros, mas não na forma de poder sobre eles. Não gostam de ser rotulados de acordo com a profissão. "Me chamar de médico é limitativo. Sou bem mais do que uma coisa apenas." A idéia é manter uma alta qualidade em atividades interessantes. "Corro, cozinho, escrevo versos, posso fazer qualquer coisa." Setes são bem menos inclinados a subir até o topo, sobretudo se o seu tempo disponível for muito solicitado, ou se tiverem de confrontar aqueles que não pensem bem a respeito deles. Querem se saber aceitos para competir na melhor das vias, mas podem querer não limitar seus outros interesses a fim de avançar para o ponto mais alto. "Quero saber que sou capaz, mas não tenho de me pôr à prova." Provavelmente trabalharão vários dias seguidos a fim de ganhar o dinheiro para ir embora, em vez de vários dias seguidos para comprar um carro da moda. As provas do sucesso são fazer um monte de coisas fascinantes na vida e ter galgado ao topo sem ficar preso por um compromisso permanente.
A diferença psicológica entre o Três workaholic e o Sete mais verdadeiramente narcisista é que, para o Três, o valor pessoal reside na conquista de realizações. O verdadeiro eu talvez não exista, mas as credenciais da pessoa, sim. O foco da atenção está em fazer uma coisa muito bem, porque o valor de um Três aos olhos dos outros depende da realização brilhante de uma tarefa. Trabalham bem mais duro do que gostariam, porque sua recompensa está não em se sentir bem, mas sim em poder dispor do respeito alheio.
Setes, igualmente desejosos da boa opinião alheia, verão a consideração dos outros como um espelho exato do seu valor pessoal interior. Eles não precisam se esforçar o tempo todo porque "A vida é boa, e eu estou feliz por ser eu mesmo". Se os outros não reconhecerem seus méritos internos, eles se voltarão para si mesmos em busca de consolo, racionalizando a rejeição como não sendo um erro deles. O eu tem inúmeras dimensões, inúmeras vias possíveis para o jogo e para a diversão. Um momento ruim pode ser apagado por uma caminhada no campo, um bom livro, um dia de sol claro, uma xícara de chá quente. De certa forma, narcisistas sofrem menos do
que Três com a desconsideração alheia, porque têm a si próprios como companhia e porque estão convencidos do brilhantismo de seu próprio destino.
História de Família
Setes têm lembranças agradáveis de seus anos de infância. Os relatos têm a característica de um lindo álbum de retratos: o menino no balanço, a menina de avental. Normalmente não há nenhuma amargura. "Papai roubou mamãe de nós. Eu tinha oito anos e aos nove já tinha me esquecido dela." Mesmo com um enredo objetivamente ruim, há pouco resíduo de rancor ou de culpa. Nos enredos que contêm objetivamente memórias ruins, há o toque do "Decidi que não ia ser daquele jeito" e do "Achei o que fazer para não ficar por baixo".
"Eu pensei muito que era um Sete e por que esse ponto tinha a ver comigo. Ao ver pela primeira vez um painel de Setes contando suas histórias, pude me identificar com tudo, menos com esse negócio de ter medo. Simplesmente não me via dessa maneira.
Mas então me lembrei de uma vez que me perdi no caminho entre uma escola nova e minha casa, sabendo que minha mãe ia me bater por chegar tão tarde, e estava mesmo apavorado com o que podia acontecer se ela me pegasse. Aí encontrei alguns meninos jogando bola e fiquei com eles até escurecer.
Então, na hora do jantar, mamãe chamou a polícia, e eles vieram me buscar. Me lembro que fui para casa na viatura, xingando apenas por estar com tanto medo. Aí comecei a olhar as luzes refletidas no vidro traseiro e me lembrei do jogo de bola e me transportei de volta para lá.
Eu sabia que, pouco importava o que ela fizesse comigo, eu simplesmente podia ficar dentro da minha cabeça jogando bola até que tudo tivesse terminado e eu tivesse sobrevivido."
O desvio da atenção é para a memória positiva. O menino que diz ter aprendido caratê para se salvar põe em foco a descrição de suas melhores lutas por faixa. A menina que fugiu de casa aos quinze anos minimiza as razões da fuga e descreve a sua excitação. Temos aqui o desvio da atenção oposto ao do Seis: Advogados do Diabo tendem a se lembrar do pior, e Epicuristas, que buscam o prazer e se afastam da dor, tendem a se lembrar do melhor.
Para Setes, há muitas lembranças da infância que são positivas e objetivamente reais. Há uma tendência a favorecer a mãe em detrimento do pai, mas a rebeldia paranóica contra a autoridade paterna assume um tom docemente antiautoritário.
"Eu amava tanto meu pai quanto minha mãe e levava uma vida típica do interior. Ninguém me contrariava, e eu tinha muito amor e apoio, e minha única queixa era ter de pedalar mais de três milhas para ver meus amigos. Eu costumava contar estórias a mim mesmo quando ficava sozinho e não gostava muito de que me dissessem o que fazer.
Mais ou menos na sexta série, me descobri capaz de superar meu pai em raciocínio. Eu o adorava, mas descobri que podia pensar mais rápido. Eu fazia com que ele concordasse com tudo o que eu queria, primeiro omitindo os pontos que ele ia desaprovar e depois apresentando uma versão daquilo que ele queria, mas que tivesse tantas brechas quanto possível."
Planos e Programações
interessantes que fazer. Setes são pessoas antidepressivas, para quem o trabalho está mesclado à imaginação e aos jogos mentais. Entremeado à sua atividade ou pro- jeto, você pode sentir prazer com o ondular de um cabelo de mulher à luz do Sol, ou ficar fascinado com as sombras na parede. A idéia é manter o espírito animado, trabalhar até o instante em que você se sinta cansado e então partir para outra coisa antes que o tédio ou um senso de obrigação ganhe terreno. Setes podem trabalhar incessantemente, preferindo lidar com três ou quatro atividades de uma só vez. Mas os projetos raramente avançam como se fossem o único objetivo, e todo projeto é entremeado por coisas agradáveis de fazer.
"Fico esperando com ansiedade a pink section∗ do jornal de domingo. Ela contém a lista de todas as coisas para fazer durante a semana. E a programação para a semana inteira, um filme de quatro estrelas, uma refeição de dez estrelas. Ela é tão importante para mim quanto a minha caixinha de bombons. Você quer saber onde tem alguma coisa gostosa de fazer. Os bombons ficam escondidos na gaveta de baixo da minha escrivaninha no trabalho, e é lá que também fica a pink section."
A experiência de "ir na onda" da década dos sessentas ilustra a intenção por detrás dos planos e programações de um Sete. Nunca há razão para ficar deprimido ou paralisado; tudo o que se tem de fazer é se ligar a um fluxo estimulante de coisas interessantes de fazer.
"A idéia é manter um monte de opções em aberto. Você podia ir a um jogo de voleibol, ou se vestir para ir a um cinema, ou ainda passar o dia pedalando no campo. O melhor é quando todas essas coisas podem acontecer dentro do mesmo espaço de tempo. Você escolhe aquela que mais atrai e fica nela até que a seguinte comece a chamar. Por exemplo, eu fui ver um filme, já tinha pago a entrada e até comprado o saco de pipoca, mas então saí atrás de outra coisa, só porque senti uma pontada de tédio, e a sensação não foi boa."
Há uma convicção entusiasmada de que a vida é ilimitada, desde que as opções sejam mantidas em jogo. A idéia é de não deixar passar nada, de modo que uma opção possa ser mentalmente guardada como um tesouro, mesmo quando não houver lugar algum para incluí-la na programação do dia. Compromissos casuais são fáceis, mas o compromisso estável é difícil, porque a estabilidade cerceia a sensação de um futuro ilimitado. Setes são ávidos por experiências e tendem a querer pequenas provas do que há de melhor mais do que a se comprometer com um único ponto de vista.
"Tenho uma incrível programação interna. Ela se divide em tempo para o meu trabalho, para minha família e para meus passatempos, que são música, corrida e velejar na baía. Tudo isso ocorre em minha mente, quer eu esteja, quer não esteja realizando alguma coisa objetivamente, e quero tudo isso. Se surge a chance de eu encontrar amigos, tenho de refazer os fluxos e diagramas na minha cabeça e mudar a hora de comer para não estar cheio demais se decidirmos correr. Tudo se reorganiza bem depressa, de modo que fico coberto em todas as bases.
Se a chuva estraga alguma coisa, entra em jogo um segundo conjunto de preferências, tais como, restaurantes a experimentar e quem da família está livre para ir comigo, ou como encaixar um bloco de tempo de trabalho entre a hora que meus amigos podem tocar música e a segunda rodada no restaurante".
Pensando Opcionalmente
O encaixamento de opções significa que um Sete, de fato, nunca pode estar imobilizado. Sempre há diversas trilhas mentais em funcionamento, e, por estarem
∗
Pink section: seção do jornal San Francisco Chronicle que contém informações sobre artes, cinemas, danceterias, etc
todas elas inter-relacionadas na mente do Sete, cursos de ação muito distintos podem, de uma forma estranha, parecer a mesma coisa.
"Num nível prático, sempre fui capaz de fazer escolhas, embora elas pareçam arbitrárias. A gente precisa honrar o combinado e tentar chegar a tempo, embora possa ter mudado de idéia de querer estar lá. Níveis emocionais são ardilosos. Há alguns anos estou casada com um homem que parece estar constantemente inovando e que me mantém alerta.
Mesmo assim, no início, quando eu estava tentando assumir um compromisso, eu tinha parcelado minhas áreas problemáticas em três ou quatro terapias diferentes. Para mim, todas elas pareciam relacionadas porque eram meus problemas, mas eu sabia que gostava da idéia de receber vários tipos de aconselhamentos diferentes. Então me descobri considerando seriamente relacionamentos com outros homens a fim de trabalhar certos padrões que eu via acontecer com meu noivo. De algum modo, isso não parecia quebrar nosso acordo de fidelidade e de monogamia. Afinal de contas, eu estava trabalhando uma relação e de uma maneira muito séria."
Para alguém de fora, esse Sete pode parecer disperso entre muitas terapias e muitos rumos. Mas, do ponto de vista do Sete, cada insight e cada abordagem está intrinsecamente ligada a todos os outros. Assim, ela poderia concordar de todo coração com um de seus terapeutas e, ao mesmo tempo, agir com base no aconselhamento do outro. Desnecessário dizer, esse hábito de atenção pode ser visto como um movimento em várias direções ao mesmo tempo.
"Você podia estar me contando sobre algum novo sistema que você está estudando, digamos Zen. Então, enquanto você está detalhando a filosofia, certos pontos do que você diz me lembram idéias semelhantes de outros sistemas que você desconhece. Meu interesse pelo Zen vai ser saber como ele se encaixa, digamos, com a corrida em maratona, com o Eneagrama e com golfe.
O que você diz sobre Zen acende para mim algumas lampadazinhas em seis ou sete dos meus outros interesses. Assim, é lógico que eu aceito o que você diz, mas também não fico comprometido ao que você diz. Minha ligação é com os pontos de sua descrição de Zen que são comuns aos meus outros interesses, e vou ajustar o que você diz em relação ao Zen a um sistema abrangente que pertence só a mim mesmo. Dessa forma posso concordar com você e, ao mesmo tempo, manter abertas minhas outras preferências."
Charme e Chicana
Embora compartilhem o núcleo da paranóia com Cinco e com Seis, Setes não parecem absolutamente sentir medo. São gregários e faladores. São cativantes e gostam de jogos e brincadeiras. A atração por falar e intelectualizar poderia também ser vista como um substituto da ação pelas palavras ou pelo discurso; e, na verdade, Setes dizem que prefeririam discutir exaustivamente soluções geniais para os problemas a ser limitados pela chateação e pela escravidão do trabalho. Tanto o Cinco quanto o Seis têm problemas com produção e conclusão. Ambos temem o julgamento de seus projetos. Setes têm exatamente os mesmos problemas com a ação, mas seu medo de ser vistos é oculto deles mesmos por uma conversa fascinante e um estilo agradável.
Há um medo de ir fundo demais em qualquer coisa, medo este mascarado por uma fascinação por muitas coisas. A atração pelo prazer é vista como um movimento positivo quando, na realidade, mascara uma fuga da dor e do sofrimento. Setes têm dificuldade em se limitar a um projeto ou a uma atividade única, porque, com esse estreitamento da atenção, as capacidades objetivas vêm à luz. Qualquer idéia inflada a respeito de uma especialidade inata desaparece sob exame cerrado. Por
conseguinte, o Sete narcisecamente inclinado evitará ser descoberto, amplificando seus potenciais até que pareçam realidades concretas. Uma aptidão por Matemática