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ficheiro final e na performance de cada formato no processo de transferência do fi- cheiro.

2.4

Formatos de Dados e Critérios de Elegibilidade

Para a divulgação e massificação do uso de informação geográfica (IG), em muito contri- buiu a Open Geopacial Consortium (OGC)4, organização criada em 1994. A OGC tem hoje

mais de 400 membros, e é responsável pelas principais normas de formatos de dados para codificação de informação georreferenciada de utilização livre. No entanto, exis- tem inúmeros formatos de dados proprietários e de domínio público criados para fazer face a necessidades específicas das organização que os sustentam. Por condicionamentos temporais optamos por pré-selecionar um conjunto de formatos de dados que pela sua divulgação, maturidade, importância e aceitação na comunidade, poderiam constituir-se uma boa alternativa ao NVG. Os formatos pré-selecionados para análise foram:

• ESRI Shapefile5, formato de dados desenvolvido pela Environmental Systems Rese- arch Institute6(ESRI);

• Geography Markup Language[Gro07] (GML), formato de dados standard da OGC; • Keyhole Markup Language[Wil08] (KML), formato de dados standard da OGC; • Scalable Vector Graphics[Gro09] (SVG), formato de dados standard da World Wide

Web Consortium7(W3C);

• GeoTIFF8, formato de dados criado pelo Dr. Niles Ritter na NASA - Jet Propulsion Labs;

• Intergraph Raster File Format9 (INGR), formato de dados desenvolvido pela Inter- graph10.

• Joint Consultation, Command and Control Information Exchange Data Model(JC3IEDM) [Mem09], formato de dados desenvolvido pelo Multilateral Interoperability Pro- gramme11(MIP) no seio da NATO.

Para este estudo comparativo de formatos de dados georreferenciados com o formato de dados NATO Vector Graphics (NVG), desenvolvido pela NATO, com o propósito de efetuar a partilha de informação georreferenciada entre sistemas de C2, foram seleciona- dos formatos de acordo com os seguintes critérios de elegibilidade:

4http://www.opengeospacial.org 5http://www.esri.com/library/whitepapers/pdfs/shapefile.pdf 6http://www.esri.com/ 7http://www.w3.org/ 8http://www.remotesensing.org/geotiff/spec/geotiffhome.html 9http://oreilly.com/www/centers/gff/formats/ingr/index.htm 10http://www.intergraph.com/ 11https://mipsite.lsec.dnd.ca/Pages/Default.aspx

2. ENQUADRAMENTO 2.4. Formatos de Dados e Critérios de Elegibilidade

Tabela 2.1: Critérios de elegibilidade

Critérios de elegibilidade Av. Qualitativa Av. Quantitativa

Capacidade de codificar informação georrefe- renciada

Sim Sim

Utilização livre e código aberto Sim Sim

Amplamente divulgado e com aceitação global Sim Sim Sustentado por uma organização internacional

credível

Sim Sim

Usa XML como linguagem de codificação Sim Sim

Formato de dados vetorial Sim Sim

Schemadefinido e disponível Não Sim

Como se observa na tabela2.1, a Avaliação Qualitativa (AQl) e Quantitativa(AQt) têm em comum todos os critérios de elegibilidade com a exceção do último, Schema definido e disponível.

Capacidade de codificar informação georreferenciada A seleção deste critério, no con-

texto de uma avaliação sobre formato de dados para troca de informação georreferen- ciada, apresenta-se como obrigatória uma vez que existem formatos de dados que não contêm esta capacidade.

Utilização livre e código aberto Uma vez que queremos estudar alternativas ao for-

mato de dados NVG passíveis de serem utilizadas pela NATO têm de ser obrigatoria- mente de utilização livre e se queremos avaliar esse formato têm de ter o código aberto para que possa ser estudado e debatido por nós e restante comunidade.

Amplamente divulgado e com aceitação global Neste estudo apenas estamos interes-

sados em estudar alternativas que representem um valor acrescentado para além das características intrínsecas ao formato de dados, ou seja, eliminem o esforço de manuten- ção do formato por parte do utilizador (leia-se NATO), ofereçam garantias de utilizar um formato estável por já se encontrar num estado de maturidade avançada, e que facilitem a sua utilização pela existência de diversas ferramentas disponíveis para trabalhar com o respetivo formato.

Uso da XML como linguagem de marcação dos dados O uso da linguagem eXtensi-

ble Markup Language (XML) da W3C, como Linguagem de Definição de Dados (LDD) é um factor decisivo no contexto da interoperabilidade. O uso do XML como formato de dados para a troca de informação é fundamental, pelas seguintes razões: a) a disponi- bilidade e ampla utilização de especificação de suporte e ferramentas para o XML que permite aos utilizadores da linguagem perder mais tempo na definição de dados que no processo de aprendizagem de novas ferramentas ou linguagens; b) XML é um padrão aberto, em formato texto, facilmente convertível em outros formatos, de fácil leitura e

2. ENQUADRAMENTO 2.4. Formatos de Dados e Critérios de Elegibilidade

processamento; c) o XML permite mecanismos de pesquisa muito mais eficientes, o que possibilita o aumento do reaproveitamento dessa informação[eJAR07]; d) o XML permite grande flexibilidade quando utilizado corretamente, que contribui para um aumento da sua extensibilidade.

Formato de dados vetorial A importância deste critério prende-se com a nossa intenção

de comparar formatos de dados do mesmo tipo que o NVG. Como o NVG é um formato de dados do tipo vetorial todos os formatos alternativos são do tipo vetorial.

Schema definido e disponível Este critério é o único que apenas se aplica à avaliação

quantitativa. Este critério é importante para a avaliação quantitativa porque neste tipo de avaliação precisamos de instanciar os formatos de dados para os podermos analisar quantitativamente. Para se proceder a uma instanciação e validação do formato de da- dos necessitamos de um schema desse formato definido e disponível, logo, a inexistência desse schema ou a indisponibilidade de acesso ao mesmo, inviabiliza o formato de parti- cipar numa avaliação desse tipo.

Tabela 2.2: Grelha de seleção dos formatos de dados

Critérios de legibilidade GML KML SVG GeoTIFF Shapefile (ESRI)

INGR JC3IEDM Capacidade de codificar informa-

ção georreferenciado

Sim Sim Sim Sim Sim Sim Sim

Utilização livre e código aberto Sim Sim Sim Sim Sim Sim Não Amplamente divulgado e com acei-

tação global Sim Sim Sim Sim Sim Não Não

Sustentado por uma organização

internacional credível Sim Sim Sim Sim Sim Sim Sim

Uso da XML como linguagem de

marcação dos dados Sim Sim Sim Não Não Não Não

Formato de dados vetorial Sim Sim Sim Não Sim Não Não

Schema disponível na Internet que permita a validação dos dados

Não Sim Sim Não Não Não Não

Como se pode observar na tabela2.2, quatro dos formatos pré-selecionados falharam em pelo menos um dos critérios de seleção da avaliação qualitativa e quantitativa, tendo por isso sido excluídos deste estudo: GeoTIFF, ESRI Shapfile, INGR e JC3IEDM. O for- mato de dados GeoTIFF foi eliminado por não ser um formato dados vetorial e por não recorrer à linguagem XML para a sua codificação. O formato ESRI Shapefile foi eliminado, por também não recorrer à linguagem XML para a sua codificação. O formato INGR foi eliminado por não recorrer à linguagem XML para a sua codificação, não ser um formato vetorial, e não ser um formato de dados com uma grande utilização fora da comunidade que utiliza produtos da Intergraph. E por último, formato JC3IEDM embora sendo um formato de dados desenvolvido no seio da NATO, falhou os mesmos critérios de elegibi- lidade que o formato de dados INGR, e ainda falha no critério da Utilização livre e código