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Para sermos bons professores na Educação Infantil, devemos estar atentos à contextualização de mundo das crianças. Cabe ao professor ter atenção e ser sensível às escolhas dos educandos, para captar os interesses, reconhecer e ler as ações de seus educandos, levantando hipóteses sobre os mesmos, relacionando, entre si, as demais manifestações do grupo para um bom ensino e aprendizado da Arte, mediando possibilidades de experiências estéticas para que a linguagem possua singularidade. Para isso, os professores precisam de formação continuada para o aperfeiçoamento na busca de uma educação humanizodora.

Stein (2014) aponta que, em relação ao ensino de Arte na Educação Infantil e a formação docente, ainda se verifica que a imaginação e a memória são incompreensíveis funcionalidades psicológicas superiores articuladas ao processo de produção infantil. O docente pode colaborar para o desenvolvimento dessas habilidades com a realização de situações de aprendizagem que se associam às experiências das crianças com referências e moldes artísticos. Dessa forma, os docentes precisam de premissas objetivas que viabilizem a amplificação de suas experiências com Arte, o que alega a formação docente contínua e aperfeiçoada em busca de uma educação humanizadora. Sendo assim, a educação estética e a

sistematização do trabalho pedagógico contemplam na precisão de presumir que as capacidades de produção e imaginação resultam de um processo de continuação de desenvolvimento em que circunstâncias escolares se intensificam por intermédio de práticas intencionais de ensino.

Santos (2015) considera a Arte como uma esfera social, histórica e inerente ao processo de humanização, caracterizada como possível e propícia para a construção do conhecimento. O autor salienta o ponto de vista da eficácia de a arte propiciar significado e sentido ao conhecimento gerado pelas crianças em oposição às técnicas mecanizadas. Na Educação Infantil, quando a experiência é considerada apenas como o resultado do enfraquecimento da educação estética, da restrição da criança a uma perspectiva da reprodução de técnicas condizentes a valores de obras de Arte reconhecidas e adotadas pela sociedade, a experiência estética torna-se a aceitação de um estipulado gosto diferenciado, proposto por grupos sociais exclusivos e particulares, conforme seus critérios predeterminados. Portanto, as experiências estéticas em relação ao habitus do educador e de suas práticas culturais, assim como sua formação cultural sobre Arte, é insuficiente, uma vez que há debilidade de currículos que defendam a Arte como província de conhecimento e como a amplificação de referenciais culturais, bem como, também, a modificação de habitus dos educadores.

Oliveira (2016) salienta que a importância da Arte na infância é ela ser reconhecida pelos educadores, porém eles ainda possuem incertezas em relação à aplicação de propostas educacionais com crianças e bebês. Os educadores apontam a exploração de materiais, a autenticidade e a curiosidade das crianças como fatores importantes. Colocam, também, que a Arte faz parte dos documentos oficiais e que suas representações se associam aos materiais disponibilizados para melhoras as potencialidades das crianças e levá-las à demonstração cultural.

Na Educação Infantil, as técnicas e as formas que os educadores utilizam no processo de ensino e aprendizado, por meio das linguagens e das interações e, ainda, nas relações das crianças entre elas mesmas e com os adultos, deveriam orientar o desenvolvimento da própria autonomia do educando, estimulando-o a dirigir-se, fazendo com que ele aprenda o cuidado sobre si, com os adultos e com o mundo. Cabe aos educadores, portanto, buscarem por formações e aperfeiçoamento, a fim de que o trabalho com a Arte seja eficaz no desenvolvimento integral das crianças.

Maranhão (2016) aponta para a necessidade de formação continuada de educadores relativa às Artes, pois os saberes na área demonstram-se escassos. Com essas formações, os

educadores poderão perceber a relevância da Arte como conhecimento e qualificarem suas aulas como formação cultural. Rever a importância da formação do educador e da linguagem artística é, portanto, promover a valorização do desenvolvimento infantil, o potencial e a criatividade das crianças.

Para Caram (2015), o acesso dos educadores e das crianças à Arte ainda é bastante limitado. Muitas vezes, a formação docente para a educação infantil prefere as demais áreas de ensino, sendo menorizada a Arte, que nem sempre é vista como promotora de liberdade e de autonomia nos espaços educativos. Em relação às peculiaridades das relações entre a acessão do desenvolvimento das Funções Psíquicas das crianças e o trabalho pedagógico com Arte na Educação Infantil, há situações divergentes e ambíguas, em que os momentos de aprendizagem legadas às crianças, mesmo sendo criativos, demonstraram ser fragmentadas e com pouca intencionalidade em relação a um ideal concreto.

Diante do exposto, pode-se dizer que a formação dos professores em Arte deixa a desejar, sendo falha no sentido de saber o que fazer e sendo quase ausente em visão de mundo. Como consequência disso, as aulas de arte não propiciam aos educandos a reflexão e nem as vivências nas produções artísticas que busquem seu desenvolvimento.

O trabalho com Arte na Educação Infantil requer o propósito de oportunizar à criança o caminho das descobertas, de como caracterizar o seu próprio mundo de invenção, construindo conhecimento. O educador, para colaborar com as produções artísticas das crianças, deve planejar e criar ações inovadoras com vitalidade e criatividade para o significado da educação artística, pois, de acordo com Barbieri (2012, p. 148).

Para sermos bons professores de arte na Educação Infantil, temos que nos dar conta de nossas experiências estéticas, de nossa trajetória e também conhecer não só a história da arte, mas também a história do homem e do mundo, ter noção das concomitâncias históricas de determinado movimento artístico (o que estava acontecendo social e politicamente na época). A produção de arte está diretamente ligada ao momento no qual foi produzida. Assim como o ensino hoje está intimamente relacionado à contemporaneidade.

Tendo isso em vista, os educadores na Educação Infantil devem ser eficazes e propiciar qualidade às situações de aprendizagem propostas para as crianças detectarem as experiências que vivenciam e que ocorrem no ensino e aprendizado da Arte.

A seguir, descrevo sobre a categoria de análise referente às contribuições da Arte para o desenvolvimento integral da criança.

4.3 CONTRIBUIÇÕES DA ARTE PARA O DESENVOLVIMENTO INTEGRAL DA