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Este item descreve o funcionamento de alguns Frameworks utilizados para o desenvolvimento de sistemas BPMS.

2.9.1 JBoss Drools

Segundo Lui (2011), o JBoss Drools é utilizado “no desenvolvimento de sistemas baseados em regras complexas que de outro jeito seriam desenvolvidas programaticamente em Java, assim como no desenvolvimento de sistemas para mercados muito dinâmicos, em que regras mudam com frequência”. Ele possibilita a criação de aplicações dinâmicas e possui a definição de regras de negócio de forma natural e declarativa. Para a sua utilização, é necessário conhecer sua API (Application Programming Interface) que utiliza arquivos, seguindo a extensão DRL.

A plataforma JBoss Drools possui uma implementação de regras de negócio, lançada em 2011, “hoje abrange outros conceitos, como Processamento de Eventos Complexos (Complex Event Processing ou CEP) e Workflows.” O autor ainda comenta que “com o Drools é possível programar regras de negócio declarativamente, separar e centralizar

as regras de negócio de um sistema e gerenciar regras, alterando-as e versionando-as dinamicamente” (LUI,2011).

A atualização do Drools vem com o lançamento do Business Logic integration Platform (BLiP) e está dividida em (LUI, 2011):

 Drools Guvnor: sistema de gerenciamento de regras (Business Rule Management System ou BRMS) que permite a organização, versionamento, verificação e edição de regras;

 Drools Expert: motor de regras da plataforma que executa regras de negócio dado um conjunto de fatos;

 Drools Flow: motor de processos da plataforma que possui uma forma de integração com as regras de negócio;

 Drools Fusion: motor de processamento de eventos complexos (Complex Event Processing ou CEP), que é uma forma de regra de negócio que leva em conta aspectos temporal e streaming de eventos;

 Drools Planner: para a resolução de problemas usando heurísticas que retornam a resultados considerados “o melhor possível” para problemas que não possuem uma solução algorítmica definitiva.

2.9.2 JBoss jBPM 5

JBoss jBPM é um Framework que permite a gestão de processos de negócio e a orquestração de um processo de forma flexível e escalável. Essa ferramenta permite que as empresas criem e automatizem os processos de negócio de uma forma que coordenem pessoas, aplicações e serviços. O objetivo principal é o de reduzir o tempo de desenvolvimento e integrar os serviços implementados em SOA. (JBOSS, 2011).

Sua arquitetura suporta os componentes Java e várias linguagens de processo, tornando esse um diferencial importante em relação a outros Frameworks. Suporta a jPDL (Process Definition Language), uma linguagem orientada a processos e declarativa, utilizada para gerenciamento de fluxo de trabalho, o JBoss jBPM também suporta o gerenciamento de tarefas humanas e a linguagem BPEL para orquestração de Web Service e para construção de

fluxo de página. Em seu ambiente é possível a visualização gráfica e do código XML do fluxo de trabalho que está sendo desenvolvido (JBOSS, 2011).

Figura 8 – Arquitetura jBPM. Fonte: Orana (2011).

Segundo Orana (2011), o “jBPM fornece uma base sólida para as aplicações”, possuindo o módulo BAM para monitoramento de processos de negócio.

Segundo a Mastertheboss (2011), as principais características do jBPM 5 são:  execução BPMN2 nativa;

 altamente configurável, incorporando um motor de processo, em que utiliza um mecanismo de processo genérico denominado (PVM);

 processos de domínio específico e integração de eventos por meio do motor de regra Drools e fluxo de trabalho;

 independe do serviço de tarefas humanas (usando WS-HT);

 ferramentas Web para tarefas como criação de processos BPMN2, implantação, gestão, comunicação, entre outras tarefas;

 capacidades de migração do jBPM 3 e 4 (jPDL 3, 4 a BPMN2).

Segundo a comunidade, o jBPM é um flexível sistema BPMS com foco principalmente em pessoas técnicas.

jBPM5 é a versão mais recente do projeto jBPM e foi criado baseado na especificação BPMN (Business Process Modeling Notation) 2.0, suportando o ciclo de vida de processo de negócio. O mesmo está baseado no projeto Drools, que unifica diversos projetos, combinando processos, regras e eventos.

2.9.3 Activiti

Este framework trabalha com um fluxo de trabalho leve, com a plataforma destinada a pessoas de negócios, administradores e desenvolvedores. É um software livre distribuído pelo Apache. Ele funciona com qualquer aplicativo Java e trabalha com um ou mais computadores em conjunto. Sistema leve e que é baseado em conceitos simples, ele foi construído em cima da versão BPMN (Business Process Modeling Notation) 2.0 (ACTIVITI, 2011).

Segundo Activiti (2011), os componentes que o compõem são:

 Activiti Engine: conhecido como o coração do projeto, rodando dois processos BPMN simultaneamente;

 Activiti Explore: aplicação Web que permite que todos os usuários do sistema tenham acesso ao motor de execução, como: gerenciamento de tarefas, visualização de relatórios e verificação de instancias de processos;  Activiti Probe: aplicação que fornece recurso de administração e de infra- estrutura para que seja verificado se o sistema está operando e funcionando corretamente;

 Activiti Modeler: é um aplicativo Web de edição gráfica de processo, sendo armazenado por um servidor em um sistema de arquivo central;  Activiti Ciclo: é uma aplicação Web no qual facilita a colaboração de

pessoas de negócio, desenvolvedor e pessoal operacional.

2.9.4 Signavio

A Signavio é uma empresa alemã que oferece framework para modelagem e análise de processo. Seu objetivo é de envolver toda a organização no processo de negócio, tornando mais fácil a visão dos processos como um todo, para que sejam estipuladas melhorias, bem como uma melhora no auxílio à colaboração e a contribuição. (SIGNAVIO, 2011).

O produto oferecido pela empresa é um Editor de Processo Signavio (Signavio Process Editor) no qual possui um inovador processo de gerenciamento Web, permitindo incorporar mais pessoas no desenho do processo. Não é necessário efetuar muito investimento, e o sistema pode ser hospedado no próprio servidor da Signavio, neste caso, é estipulada a quantia de pessoas que estarão acessando ao repositório de processo, ou o sistema poderá ser instalado no próprio servidor da empresa que poderá ser acessado pela própria intranet. (SIGNAVIO, 2011).

Conforme Signavio (2011), seguem alguns recursos do sistema:

 comparação de diagrama: o modelo mostra realce no que foi alterado em um diagrama;

 formatação de diagrama: podem-se formatar os elementos no diagrama;  criar um sub-processo baseado em um pedaço do processo: nesse recurso,

podem-se selecionar alguns elementos e transformá-los em um sub- processo;

 ganho de espaço: nesse recurso, é possível solicitar mais espaços nos processos criados;

 ponto de vista simplificado no diagrama: opção de selecionar uma parte do processo para mostrar para outras pessoas, podendo esconder outras piscinas.

Existem várias organizações utilizando dos serviços da Signavio. Das citadas neste trabalho tem-se a Activiti e jBPM.

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