Compliance
Actualmente, a Função Compliance assume como uma das suas actividades essenciais, a responsabilidade pelo cumprimento dos procedimentos de Prevenção do BC/FT e respectiva implementação, de modo a responder, em pleno, aos normativos em vigor nesta matéria.
A prevenção do BC/FT assenta essencialmente, e numa primeira abordagem, na prioridade do cumprimento dos deveres de identificação e diligência, que permitam à instituição a recolha de informação sobre os clientes, incluindo a relativa à sua actividade, no sentido de atribuir um grau de risco ao Cliente.
Depois da entrada em produção em todo o SICAM da ferramenta que permite o cruzamento dos clientes com listas internacionais de pessoas que apresentam maior risco de branqueamento de capitais e financiamento do terrorismo, o presente período ficou marcado pela definição de procedimentos e transmissão de conhecimento para utilização e exploração das potencialidades da ferramenta.
No período de reporte anterior ao do presente Relatório, foram adquiridas pelo Crédito Agrícola listas internacionais que permitam a identificação de:
- Pessoas politicamente expostas ou com estas relacionadas (PEP e RCA), - Pessoas associadas a crimes de natureza financeira, terrorismo, crime
organizado, tráfico ou corrupção (SIP),
- Pessoas sancionadas (isto é, que sejam relacionados com geografias de risco ou que tenham sido objecto de embargos ou de outro tipo sanções decretados por quaisquer entidades de Direito Internacional como o Conselho de Segurança da ONU, Comissão Europeia ou outras).
• Neste período, a Função Compliance acompanhou as acções de formação ministradas pela Direcção de Compliance da Caixa Central em matéria de Prevenção do BCFT, regulamentarmente obrigatória aos colaboradores relevantes.
• Entre outras, é de destacar a acção de formação que decorreu no início do período a que se reporta o presente relatório (que também abrangeu a matéria referente ao FACTA), quando das alterações significativas que incidiram sobre o processo de abertura de cliente e de conta, aquando da entrada em produção da ferramenta Siopeia, que permite o cruzamento dos nomes dos Clientes, e outras características com as listas de PEP, SIP e sancionados.
• No período a que se reporta o presente relatório a Função Compliance deu cumprimento às obrigações de reporte previstas no Aviso do BdP nº. 9/2012, alterado pelo Aviso 2/2014 (Relatório da Prevenção do Branqueamento - RPB) e Instrução do BdP nº. 46/2012 (Questionário de Auto-Avaliação - QAA).
• No seguimento de algumas recomendações transmitidas pelo BdP, a preparação do RPB exigiu uma reflexão mais profunda e detalhada sobre os factores de risco, e respectivos graus de probabilidade de ocorrência e impacto, assim como dos mecanismos de controlo instituídos e monitorização da adequação e da eficácia desses controlos.
A actividade da Investigação e Prevenção da Fraude incide essencialmente na detecção e análise de situações susceptíveis de utilização ilícita dos produtos e serviços disponibilizados ao público pela instituição, com vista à prevenção da sua ocorrência.
No âmbito desta actividade, a Função Compliance analisou, entre outros, casos relacionados com:
- Abertura de contas com documentação suspeita;
- Utilização suspeita de cartões e de homebanking;
- Pedidos de informação /documentação relacionada com operações realizadas através da Western Union;
- Recepção de transferências por parte de clientes do CA;
- Movimentação de contas de depósito;
- Pedidos de reembolso de cheques; tomada de cheques sobre o estrangeiro em regime de Cash Letter.
A Função Compliance, enquanto área coordenadora do Sistema de Controlo Interno da CCAM e com o apoio do Grupo de Trabalho para o Controlo Interno da Caixa Central, tem procurado assegurar as actividades correntes referentes à respectiva gestão, nomeadamente:
- O acompanhamento da situação dos constrangimentos detectados no Sistema de Controlo Interno;
- A gestão do processo de identificação das deficiências do Sistema de Controlo Interno e respectivas medidas correctivas, envolvendo, sempre que aplicável, a intervenção das diversas estruturas da CCAM;
- A produção do Relatório de Controlo Interno (RCI) da CCAM em conformidade com o Aviso n.º 5/2008 do BdP, seguindo a metodologia desenvolvida em anos anteriores.
A preparação do RCI da CCAM tem tido o apoio da Direcção de Compliance da Caixa Central, tendo sido oportunamente remetidos ao BdP todos os relatórios devidos.
No âmbito da monitorização do risco de Compliance, a Função Compliance identificou algumas áreas específicas de actividade, em que reconheceu a necessidade de correcção de práticas e procedimentos.
No âmbito da monitorização do risco de Compliance, a Função Compliance tem conhecimento que estão em desenvolvimento metodologias com vista a detectar incumprimentos e aperfeiçoar as soluções implementadas. A Função Compliance tem assegurado o registo e acompanhamento das deficiências identificadas, definindo a estratégia com vista ao seu controlo. O desenvolvimento da ferramenta destinada ao registo das deficiências identificadas e respectivos planos de controlo e mitigação (quer se encontrem em curso quer em planeamento), têm permitido melhorar a sua identificação e gestão.
Auditoria e Controlo Interno
Nas funções de controlo, foram desenvolvidas varias ações de Auditoria, Controlo e Acompanhamento que incidiram sobre a atividade da CCAM.
Estas ações resultaram do cumprimento do Plano Anual das Funções de Controlo previamente aprovado e de outras necessidades decorrentes de trabalhos cujas características evidenciavam risco para o sistema de Controlo Interno.
Assim, como principais ações, destacamos:
• Auditorias Comuns ao Sistema Integrado do Crédito Agricola Mútuo (SICAM)
• Auditorias e Controlos Específicos
• Gestão de Reclamações
1. Auditorias e Monitorizações Comuns do SICAM
ACTIVIDADE PERIODO DE EXECUÇÃO ÂMBITO
Créditos Restruturado
Janeiro
Avaliar o cumprimento das normas e procedimentos subjacentes ao registo no Profile, de operações de crédito reestruturado, com especial enfoque na marcação de créditos e operações de acordo com a instrução
Avaliar o cumprimento dos deveres previstos na lei 25/2008,designadamente em matéria de controlo interno, avaliação e gestão de riscos e de auditoria interna, no sentido de prevenir eficazmente o BC/FT.
Análise do Relatório de Prevenção do BC/FT (RPB) referente ao período de 01.06.2014 s
31.05.2015.
Análise do Questionário de Auto-Avaliação (QAA) referente ao período de 01.12.2014 a 30.11.2015.
Conta Correntes Caucionadas Outubro
Avaliar o cumprimento das normas e procedimentos subjacentes ao processo de concessão de operações sob a forma de Conta Corrente Caucionada e aferir sobre a adequação dos procedimentos e controlos adoptados, face à magnitude e complexidade
Modelo de Imparidade (MOAI) Junho a Setembro
Validação da adequabilidade, consistência e completude do modelo de imparidade da instituição, de forma a assegurar a mensuração das perdas incorridas na carteira de crédito, em estreito alinhamento com o
Auditoria Balcão de Lourosa Novembro Avaliar o cumprimento das normas e procedimentos subjacentes às actividades do balcão, no que respeita á organização geral, segurança bancária, recirculação de numerário, conferência de tesouraria, movimentos diários, processos de abertura de conta e controlo no âmbito da prevenção do branqueamento de capitais
Diferenças de caixa Abril/Maio/Julho/Novembro
Analisar e avaliar procedimentos inerentes às diferenças de caixa contabilizadas, assim como a verificação da sua regularização integral.
Descobertos em contas de D.O. e pagamentos sobre
pendentes. Abril/Junho/Dezembro
Avaliar os procedimentos associados à concessão de descobertos pontuais em Depósito à Ordem, assim como o cumprimento da delegação de competências.
Movimentos em contas D. O.
no estado “Paradas” Maio/Junho/Setembro Análise e verificação dos movimentos efectuados em contas no estado “Paradas”
Processamento de salários
Conferência dos valores físicos dos saldos dos balcões: Feira, Marco de Canaveses, Penha Longa, Lourosa e Sanguedo.
3. Outros trabalhos de monitorização regulares
• Contas Correntes Caucionadas utilizadas até ao limite por um período superior a seis meses;
• Aumento de responsabilidades para clientes com crédito vencido;
• Empréstimos abertos materialmente relevantes com liquidação de outros no mês;
• Cheques devolvidos em número relevante;
• Diferenças de caixa materialmente relevantes;
• Verificar se os valores existentes em cofre em final do dia estão dentro dos valores cobertos pela apólice de seguro existente.
4. Gestão de Reclamações
ORIGEM Nº TOTAL DE OCORRÊNCIAS ANALISADAS
Livro de Reclamações 6
Banco de Portugal/Provedor do cliente 18
Outros meios 5
Pedidos de esclarecimento 5
Em cumprimento do Aviso do Banco de Portugal nº5/2008, foi apresentada ao Conselho de Administração a proposta de Relatório Anual de Controlo interno.
Em cumprimento do Aviso do Banco de Portugal nº9/2012, foi apresentada ao Conselho de Administração a proposta de Relatório de Prevenção do Branqueamento de Capitais e Financiamento do Terrorismo.
2. Evolução do Negócio
O volume de negócios global da CCAM atingiu o montante de 792 milhões de euros registando um acréscimo de 5,5% face a Dezembro de 2014.
Ambas as componentes do volume de negócios apresentam variações positivas, no entanto, esse crescimento é mais evidente na vertente da concessão de crédito traduzida num crescimento de 7,6%.
Assim, registamos um acréscimo do volume de negócios em 41,5 milhões de euros contribuindo de forma decisiva para o aumento do rácio de transformação que passou de 67,75% em Dez2014 para 71,47% em Dez2015.
Recursos
A CCAM aumentou a sua base de depósitos em 19,6 milhões de euros traduzindo um acréscimo face ao período homólogo de 4,23%.
RECURSOS 2012 2013 2014 2015 ∆ 14/15
Depósitos à ordem 67.651.547,81 73.532.455,37 78.706.665,39 95.541.805,85 21,39%
Depósitos prazo e poupanças 301.009.625,92 318.452.152,09 341.894.319,11 333.775.118,75 -2,37%
Outros Recursos 25.907,46 181.948,81 93.424,30 26.207,67 -71,95%
Fundos Investimento Mobiliário 3.394.115,01 5.885.789,76 9.363.996,62 11.982.664,47 27,97%
Fundos Investimento Imobiliário 577.352,90 1.452.728,95 3.078.234,74 4.625.559,93 50,27%
Seguros Capitalização 19.358.700,57 25.432.363,23 32.276.656,13 39.127.862,10 21,23%
TOTAL 392.017.249,67 424.937.438,21 465.413.296,29 485.079.218,77 4,23%
As aplicações em depósitos a prazo e poupanças são a principal fonte de captação de recursos, representando 68,81% do total e com um decrescimento face a 2014 de 2,37%.
A rubrica de depósitos à ordem apresenta um crescimento ligeiramente superior a 21%
continuando a representar uma fonte importante de obtenção de recursos, representando 19,7%
do total de recursos.
As aplicações nos tradicionais depósitos (ordem, prazo e poupança) continuam a ser a principal fonte de obtenção de recursos.
A taxa média de remuneração dos depósitos desceu para 0,78% (1,91% em Dez2014), contribuindo de forma decisiva para a melhoria da Margem Financeira. Nas operações ativas também verificamos uma descida passando de 4,15% em Dez2014 para 3,71% em Dez2015.
Da conjugação destes dois factores resulta uma melhoria significativa da margem financeira, que passou de 2,24% em Dez2014 para 2,93% em Dez2015.
TAXA MÉDIA Jan.2015 Fev.2015 Março 2015 Abril 2015 Maio 2015 Junho 2015 Julho 2015 Agto 2015 Set 2015 Out 2015 Nov 2015 Dez 2015 Taxa média recursos 2,02% 1,77% 1,65% 1,55% 1,42% 1,33% 1,20% 1,08% 0,99% 0,93% 0,86% 0,78%
Taxa média crédito 4,79% 4,11% 4,08% 4,05% 4,01% 3,98% 3,91% 3,87% 3,85% 3,83% 3,80% 3,71%
MARGEM FINANCEIRA 2,77% 2,34% 2,43% 2,50% 2,59% 2,65% 2,71% 2,79% 2,86% 2,90% 2,94% 2,93%
Evolução das taxas médias - CCAM
Associada a uma maior procura de outros produtos de poupança com maiores rentabilidades, verificamos uma crescente importância das aplicações em seguros de capitalização e em fundos de investimento, traduzido no acréscimo do peso destas rubricas no total de recursos captados.
FUNDOS DE INVESTIMENTO 2012 2013 2014 2015
CA Alternativo 0,00 0,00 54.424,35 22.853,58
CA Património Crescente 577.352,90 1.452.728,95 3.078.234,74 4.625.559,93
CA Rendimento Crescente 22.703,68 22.927,02 22.209,19
CA Rendimento Fixo 47.462,84 48.570,50 0,00
CA Rendimento Fixo II 433.560,99 441.107,25 0,00
CA Rendimento Fixo III 151.928,40 0,00 0,00
CA Rendimento Fixo IV 137.843,86 0,00 0,00
CA Rendimento Top 0,00 1.112.738,52 0,00
Raíz Rendimento 6.991,78 2.168.413,15 8.572.915,84 4.518.572,40
Raíz Tesouraria 277.113,87 0,00 0,00
CA Monetário 805.750,80 644.111,33 653.841,72 7.257.064,78
CA Acções Europa 0,00 0,00 60.605,52 38.111,82
TOTAL 3.971.467,91 7.338.518,71 12.442.231,36 16.608.224,40
Assim, verificamos um crescimento global de recursos captados com especial destaque para a variação das aplicações em fundos de investimento (+33,48%) e seguros de capitalização (+21,23%).
Seguros - CA Vida
O grupo Crédito Agricola tem desenvolvido de forma consistente uma vasta gama de produtos no ramo vida, registando a CCAM um crescimento desta rúbrica de 3,35% face ao período homólogo.
O valor total aplicado nos diversos produtos ultrapassa os 9,2 milhões de euros, destacando-se os produtos CA Poupança Ativa e Protecção Poupança Reforma.
CA VIDA 2014 2015 ∆ 14/15
Protecção Familia 108.714,34 100.737,45 -7,34%
CA Vida Plena 33.379,52 44.773,67 34,14%
CA Mulher 10.630,74 12.613,38 18,65%
Protecção Crédito Habitação 673.651,72 750.279,29 11,37%
Protecção Crédito Pessoal 190.997,92 197.299,60 3,30%
Protecção Empresa Viva 433,11 0,00 -100,00%
CA Pessoa Chave 6.201,51 12.325,80 98,75%
Protecção Poupança Investimento 253.559,24 41.148,70 -83,77%
CA Poupança Activa 3.808.406,78 6.477.722,52 70,09%
CA Renda 3.344.869,04 0,00 -100,00%
Protecção Poupança Educação 5.922,32 5.938,95 0,28%
Protecção Poupança Reforma 642.253,46 1.323.642,89 106,09%
Fundos de Pensões 151.609,00 296.759,00 95,74%
TOTAL 9.230.628,70 9.263.241,25 0,35%
Com taxas de rentabilidade superiores às aplicações tradicionais os produtos CA Vida permitem diversificar a carteira de aplicações sem impacto sobre a margem financeira.
Associado ao crescimento verificado nesta rubrica assistimos ao incremento dos proveitos com comissões de comercialização (+9,81%), com influência sobre o Produto Bancário.
Assim, as comissões associadas a produtos vida ultrapassam os 427,6 milhares de euros (389,4 milhares de euros em igual período do ano anterior), traduzindo um crescimento de 9,81%.
Seguros – Ramos Reais
A comercialização de seguros (Ramo Reais) registou um aumento de 19,6% face ao período homólogo, com um montante global de prémios cobrados superior a 1,8 milhões de euros.
CA SEGUROS 2014 2015 ∆ 14/15
Acidentes Pessoais 85.940,86 106.857,24 24,34%
Acidentes Trabalho 354.157,75 518.131,65 46,30%
AP - Protecção Financeira 27.320,69 24.840,38 -9,08%
Automóvel 444.210,31 494.688,14 11,36%
Avaria Máquinas 8.119,59 7.778,70 -4,20%
CA Ciclista 0,00 1.013,41 100,00%
CA Saúde 69.075,02 80.659,83 16,77%
Caçadores 3.733,56 3.763,55 0,80%
Clinicard 53.914,16 71.357,25 32,35%
Comércio e Serviços 93.664,82 101.532,90 8,40%
Embarcações Recreio 385,36 521,61 35,36%
Energias Renováveis 929,87 930,04 0,02%
Equipamento Electrónico 5.289,68 4.491,22 -15,09%
Estufas 2.270,54 3.013,77 32,73%
Frota 308,81 308,81 -
Habitação 302.352,92 323.548,57 7,01%
Máquinas Ind. Móveis 7.521,12 5.792,22 -22,99%
Máquinas Agrícolas 9.438,19 8.980,32 -4,85%
R.I. - Médias e Grandes Empresas 13.750,04 12.010,93 -12,65%
Responsabilidade Civil 38.042,78 52.070,80 36,87%
Riscos Construção 13.671,88 15.286,55 11,81%
Riscos Industriais 6.906,81 5.940,91 -13,98%
TOTAL 1.541.004,76 1.843.518,80 19,63%
Os principais produtos da carteira de seguros são os associados ao crédito Habitação (33,3%), Acidentes Pessoais (15,1%) e automóvel (12,5%). e Acidentes de Trabalho (crescimento de 57,81%).
A importância crescente desta rubrica traduz a nossa preocupação em diversificar a gama de produtos, fidelizando os clientes á instituição e obter proveitos adicionais pela via do comissionamento.
As comissões associadas a produtos CA Seguros aumentaram 53,48% passando de um total de 228 milhares de euros (Dez2014) para 350 milhares de euros (Dez2015).
Crédito Concedido
A carteira de crédito concedido apresenta uma variação de 7,6% totalizando 306,5 milhões de euros.
O crédito a empresa representa 45,25% do total da carteira com um acréscimo de 6,35% face ao período homólogo.
Com o objectivo de diversificar a sua carteira de crédito, reduzindo o risco associado a alguns sectores de actividade a CCAM tem procurado colocar parte dos seus excedentes em operações de crédito em que são intervenientes entidades do sector administrativo do estado daí o forte incremento do crédito concedido a este sector com uma variação face ao período homólogo de 319%.
Na carteira de crédito merece ainda destaque a rubrica de crédito à habitação que representa 31,43% do total com um crescimento de 8,17% face a 2014.
CRÉDITO REGULAR 2012 2013 2014 2015 ∆ 14/15
Habitação 80.294.559,31 84.115.155,49 88.182.825,40 95.386.080,78 8,17%
Outros Créditos Particulares 51.205.043,73 52.519.393,18 54.900.973,78 53.641.761,82 -2,29%
Administrações Públicas 3.097.510,86 2.205.588,83 2.059.520,12 8.630.767,37 319,07%
Crédito Empresas 115.079.708,80 116.144.634,47 113.345.238,71 121.544.193,31 7,23%
TOTAL 249.676.822,70 254.984.771,97 258.488.558,01 279.202.803,28 8,01%
A CCAM apresenta uma margem financeira próxima dos 3% e ligeiramente abaixo na média nacional. Este facto resulta da forma como remuneramos os depósitos dos nossos clientes, praticando uma taxa média acima da taxa média praticada pelo conjunto das Caixas que integram o SICAM.
A carteira de crédito tem uma taxa Média de 3,71%, em linha com a Taxa média do SICAM (3,69%).
O crédito vencido regista um acréscimo face ao período homólogo de 4,28%, evidenciado pelo aumento na rubrica de outros créditos a particulares que sofreu uma variação de 14%. Assim, a carteira de crédito vencido totaliza o montante para 27,6 milhões de euros registando, no entanto, uma evolução positiva no que respeita á sua cobertura por provisões, com uma taxa de 84,8%
(80,43% em Dez2014).
CRÉDITO VENCIDO 2012 2013 2014 2015 ∆ 14/15
Habitação 1.109.518,17 834.447,04 979.685,63 1.049.456,61 7,12%
Outros Créditos Particulares 8.353.193,34 7.967.474,92 7.854.262,56 8.962.956,44 14,12%
Crédito Empresas 11.804.157,35 18.666.654,44 17.215.464,84 17.303.900,39 0,51%
Outros Devedores 220.182,25 99.786,93 99.786,93 99.704,31 -0,08%
Juros Vencidos e despesas 339.567,44 249.174,85 370.065,47 237.449,67 -35,84%
TOTAL 21.826.618,55 27.817.538,18 26.519.265,43 27.653.467,42 4,28%
O esforço de recuperação do crédito vencido está evidenciado na evolução do rácio de crédito vencido líquido que passou de 1,97% em Dez2014 para 1,52% em Dez2015.
Sobre esta matéria é ainda de referir que a análise às imparidades da carteira de crédito da CCAM, realizada no âmbito do Programa Especial de Inspeções, concluiu pela existência de um volume de provisões que cobriam com significativa margem, o montante de imparidade apurado. Para esta situação contribuiu a política prudente seguida nos últimos anos no respeitante ao reforço de provisões, envolvendo a constituição ou manutenção de montantes expressivos de provisões extra - regulamentares que em Dez2015 ultrapassam os quatro milhões de euros.
3. Evolução da Conta de Exploração
Da análise dos principais indicadores de exploração da CCAM referentes ao exercício de 2015 resulta um acréscimo significativo do resultado líquido, cujo montante ascendeu a 2,8 milhões de euros.
A margem financeira apresenta uma variação face ao período homólogo de 31,76%, muito influenciada por um maior rigor na atribuição de taxas associadas às operações passivas pelo que os juros pagos sofreram um decréscimo de 31%.
Também o Produto Bancário apresenta uma evolução positiva com uma variação de 16,37%, sendo de realçar o contributo dos rendimentos associados á cobrança de comissões que representam 26,6% do seu total e com uma variação face a Dez2014 de 0,67%.
Absoluta Relativa Margem Financeira 7.844.113,48 6.509.835,44 7.921.305,30 10.436.917,19 2.515.611,89 31,76%
Rendimento de Comissões (liq.) 3.728.928,31 3.859.607,68 3.785.400,64 3.810.724,94 25.324,30 0,67%
Rendimentos Instrumentos Capital 1.750,00 1.750,00 1.753,00 1.753,50 0,50 0,03%
Resultados Activos Financeiros -4.399,37 0,00 0,00 -12.765,49 -12.765,49 0,00%
Resultado reavaliação Cambial 10.571,73 5.347,55 9.925,67 11.001,43 1.075,76 10,84%
Resultado Alienação Outros Activos -515.955,58 134.235,39 417.405,22 569.748,26 152.343,04 36,50%
Outros Resultados Exploração -141.602,49 333.459,28 147.162,37 -523.314,34 -670.476,71 -455,60%
Produto Bancário 10.923.406,08 10.844.235,34 12.282.952,20 14.294.065,49 2.011.113,29 16,37%
Custos de estrutura 6.071.657,70 6.476.559,38 7.065.899,46 6.853.336,90 -212.562,56 -3,01%
Provisões e imparidade 4.349.705,83 5.181.216,00 3.645.595,52 3.385.787,51 -259.808,01 -7,13%
Resultado antes de impostos 502.042,55 -813.540,04 1.571.457,22 4.054.941,08 2.483.483,86 -158,04%
Impostos correntes 658.877,02 341.155,07 452.489,18 780.142,36 327.653,18 72,41%
Impostos diferidos -491.809,40 -1.193.087,95 495.046,32 393.886,86 -101.159,46 -20,43%
Resultado Líquido 334.974,93 38.392,84 623.921,72 2.880.911,86 2.256.990,14 361,74%
ROA (Return on Assets) 0,08% 0,01% 0,14% 0,61%
ROE (Return on Equity) 1,45% 0,17% 2,70% 12,16%
Rentabilidade Bruta do Activo 1,19% 0,12% 1,17% 1,56%
Produto Bancário / Activo Líquido 2,56% 2,39% 2,75% 3,00%
Res. antes impostos / Cap.Próprio 2,17% -3,54% 6,71% 16,19%
31-12-2012 31-12-2015 VARIAÇÃO (14/15) rendimentos associados á carteira de crédito e aplicações de excedentes, que representam 54,76% do total de proveitos.
Parte significativa do resultado apurado resulta da reversão de provisões associada á carteira de crédito, atingindo o montante de 7,5 milhões de euros (representam 25% do proveitos do exercício) com um crescimento de 0,43% face a Dez2014.
Evolução dos Resultados
A conta de exploração continua fortemente dependente da margem financeira, representando esta 73% do produto bancário, com a seguinte decomposição:
Absoluta Relativa Juros Recebidos 17.902.504,20 15.888.442,58 16.723.257,72 16.505.065,21 -218.192,51 -1,30%
dos quais:
Aplicações em Inst.Crédito 1.366.427,65 1.969.331,45 1.816.343,48 1.923.953,08 107.609,60 5,92%
Crédito sobre Clientes 12.921.440,42 10.614.992,64 11.215.314,24 10.819.912,13 -395.402,11 -3,53%
Aplicações em Títulos 3.614.636,13 3.304.118,49 3.691.600,00 3.761.200,00 69.600,00 1,89%
Juros Pagos 10.058.390,72 9.378.607,14 8.801.952,42 6.068.148,02 -2.733.804,40 -31,06%
dos quais:
Recursos de Inst.Crédito 48.164,40 117.154,19 26.620,75 51.134,76 24.514,01 92,09%
Recursos de Clientes 10.010.226,32 9.261.452,95 8.775.331,67 6.017.013,26 -2.758.318,41 -31,43%
MARGEM FINANCEIRA 7.844.113,48 6.509.835,44 7.921.305,30 10.436.917,19 2.515.611,89 31,76%
31-12-2014
MARGEM FINANCEIRA 31-12-2012 31-12-2013 31-12-2015 VARIAÇÃO (14/15)
Os juros recebidos apresentam um decréscimo face a 2014 de 1,3% reflectindo uma quebra de receita de 218 mil euros. Os rendimentos associados às aplicações na Caixa Central aumentaram em 107 mil euros (+5,92%), registando-se de igual modo um aumento dos rendimentos associados a aplicações em divida pública que sofreram uma variação de 1,89% face a Dez2014.
Em sentido contrário verificamos uma evolução negativa dos rendimentos associados á carteira de crédito traduzida na quebra de 3,53% em consequência da quebra verificada nas taxas médias aplicadas nas operações activas.
É essencialmente na estrutura de custos que encontramos a explicação para a melhoria significativa na margem financeira.
Assim a quebra acentuada nas taxas de juros praticadas na remuneração dos recursos captados, originou uma poupança adicional de 2,7 milhões de euros.
Os custos de estrutura registaram um decréscimo de 3%, com todas as principais componentes a registarem evoluções positivas. Os Gastos Gerais Administrativos apresentam um decréscimo de 2,23% face a Dez2014, com a conclusão dos principais investimentos ao nível dos sistemas de informação.
Pela influência do aumento do produto bancário, o rácio de eficiência da Caixa situa-se em 47,95% (57,53% em Dezembro de 2014), mantendo-se como um dos melhores rácios de entre o conjunto de Caixas do SICAM.
Absoluta Relativa Custos com Pessoal 2.886.351,90 2.835.388,56 3.347.123,43 3.244.205,83 -102.917,60 -3,07%
Gastos Gerais Administrativos 2.963.876,83 3.426.276,95 3.502.413,22 3.424.378,50 -78.034,72 -2,23%
Amortizações 221.428,97 214.893,87 216.362,81 184.752,57 -31.610,24 -14,61%
CUSTOS DE ESTRUTURA 6.071.657,70 6.476.559,38 7.065.899,46 6.853.336,90 -212.562,56 -3,01%
VARIAÇÃO (14/15) CUSTOS DE ESTRUTURA 31-12-2012 31-12-2013 31-12-2014 31-12-2015
4. Evolução do Balanço
4.1. Estrutura do Ativo
O Activo líquido da Caixa ultrapassa os 483 milhões de euros com um crescimento de 4,32% em relação a Dezembro de 2014 e traduzido num incremento de 20 milhões de euros.
Na estrutura de balanço continuam a predominar como principais rubricas o crédito concedido a associados e clientes e as rubricas relativas a aplicações de excedentes de liquidez.
Como resultado do incremento de medidas dinamizadoras da actividade comercial, o crédito concedido apresenta uma variação de 7,59% face ao período homólogo.
Absoluta Relativa
Disponibilidades 9.318.210,22 8.223.695,53 6.281.791,47 4.029.236,28 -2.252.555,19 -35,86%
Activos Financeiros 684.138,88 668.265,47 649.829,82 508.596,29 -141.233,53 -21,73%
Aplicações em Instituições de Crédito 62.850.829,44 76.610.666,33 83.578.138,63 82.774.593,46 -803.545,17 -0,96%
Crédito a clientes (líquido) 253.471.593,98 261.087.324,09 259.911.199,10 279.625.476,44 19.714.277,34 7,59%
Aplicações em títulos (líquido) 81.645.877,99 81.891.945,03 82.482.656,40 83.157.408,03 674.751,63 0,82%
Activos não correntes detidos para venda 5.990.092,71 8.979.624,61 16.320.369,38 17.948.924,47 1.628.555,09 9,98%
Outros activos tangíveis 4.908.113,42 4.878.693,13 4.562.514,96 4.433.157,43 -129.357,53 -2,84%
Investimentos em filiais e associadas 3.370.813,37 3.370.872,07 3.370.872,07 3.525.099,26 154.227,19 4,58%
Activos por impostos correntes 0,00 269.412,52 0,00 0,00 0,00
-Activos por impostos diferidos 2.332.966,75 3.526.054,70 3.031.008,38 2.637.121,52 -393.886,86 -13,00%
Outros activos 2.164.283,53 3.499.283,04 3.363.021,07 4.930.592,24 1.567.571,17 46,61%
TOTAL DO ACTIVO 426.736.920,29 453.005.836,52 463.551.401,28 483.570.205,42 20.018.804,14 4,32%
ESTRUTURA DO BALANÇO 31-12-2012 31-12-2013 31-12-2014 31-12-2015 VARIAÇÃO (14/15)
Como alternativa às aplicações em depósitos a prazo junto da Caixa Central a Caixa tem optado pelas aplicações em Obrigações do Tesouro, pelo que estas duas rubricas representam 34,4% do ativo.
As aplicações em instituições de crédito totalizam 166 milhões de euros, divididas em aplicações na Caixa Central no montante de 82,7 milhões de euros e 83,1 milhões de euros aplicados em Divida Pública.
É ainda de destacar a importância crescente que a rubrica de imóveis disponíveis para venda tem vindo assumir na estrutura do ativo da CCAM. Assim, registamos um crescimento exponencial desta rubrica que passou de 8,9 milhões de euros (Dez2013) para 17,9 milhões de euros (Dez2015).
Esta é uma rubrica improdutiva e geradora de encargos e despesas (impostos, manutenção, seguros, etc) pelo que assume primordial importância a dinamização e venda destes imóveis, constituindo de igual modo uma oportunidade de incremento do volume de negócios.
ESTRUTURA DO ATIVO
A CCAM regista o terceiro maior ativo do conjunto das Caixas que integram o
A CCAM regista o terceiro maior ativo do conjunto das Caixas que integram o