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Funcionamento de sistemas e desenho de regras

No documento TEMA 05 - Tecnologia de Informação em LAC (páginas 70-72)

O que se espera do funcionamento de sistemas de informação é que o resultado final de uma determinada rotina obedeça aos padrões e expectativas conhecidas/concebidas.

Como exemplo clássico temos a aplicação de um algoritmo(*2) realizando uma determinada função matemática para os dados informados, gerando uma resposta que seja adequada a proposta do algoritmo. É importante registrar que este procedimento repetido inúmeras vezes gere os mesmos resultados.

Os sistemas de informação são, na sua essência, uma complexa rede de algoritmos que ditam aos “compu- tadores” os passos específicos, a ordenação, a execução, a expectativa de resultados, considerando como uma “sequência de operações” que podem ser aplicadas repetidamente dentro dos parâmetros rigorosa- mente definidos, com a resposta do comportamento esperado nas mais diversas circunstâncias.

Cabe destacar que como qualquer operação, a existência potencial da imprevisibilidade(*3) deve ser considerada como parte integrante do cenário sistêmico e, portanto regras, devem ser aplicadas para monitorar e controlar, possibilitando que correções sejam realizadas sempre que desvios, irregularidades ou divergências forem observados (ou melhor, dentro do possível, antes que ocorram).

(*2) s.m. Sequência de raciocínios ou operações que oferece a solução de certos problemas. (*3) s.f. Qualidade de imprevisível ( adj. Que não se pode prever).

Existe uma clara expectativa, por parte do mercado, que os resultados dos exames sejam liberados nos menores prazos possíveis e com amplo acesso à informação das mais variadas formas pelo cliente final ou médico, sendo uma tarefa na qual a tecnologia da informação tem contribuído sobremaneira para sua efetivação.

A tecnologia da informação tornou-se uma ferramenta essencial nas diversas fases do laboratório de análises clínicas, fortemente presente nas etapas pré-analítica, analítica e pós-analítica, sendo facilmente compro- vado seu uso, desde os laboratórios de pequeno porte aos mais complexos centros de análises clínicas. Considerando que os sistemas de tecnologia da informação oferecidos no mercado ou mesmo os desenvolvi- dos pelos próprios laboratórios na forma in house possuem propostas, formas, utilização, processos, recursos, plataformas operacionais, linguagens, tratamento de dados e tantas outras características, não é tarefa fácil a avaliação quanto a sua real eficácia(*1) no aspecto de maior importância para o laboratório de análises clínicas e, em consequência, pelo cliente final: a liberação final de resultados, absolutamente corretos, com o uso dos métodos acordados e no prazo combinado.

É esperado que existam diretrizes e regras que orientem quanto ao resultado esperado pelo dado tratado neste ambiente, ou seja, que o “resultado do processo sistêmico” esteja dentro dos critérios estabeleci- dos e atendendo as necessidades do referido processo.

Esta tarefa, longe de ser elementar, deve ser conduzida de forma racional e objetiva, no que se espera do uso dos sistemas de informação, em especial, no tratamento do grande volume de dados que se obtém no processo analítico do laboratório de análises clínicas.

Diante deste quadro, abordaremos o “Funcionamento de sistemas e desenho de regras” bem como a “Validação no laboratório”.

(*1) s.f. Qualidade daquilo que produz o efeito que se espera.

Funcionamento de sistemas e desenho de regras

O que se espera do funcionamento de sistemas de informação é que o resultado final de uma determinada rotina obedeça aos padrões e expectativas conhecidas/concebidas.

Como exemplo clássico temos a aplicação de um algoritmo(*2) realizando uma determinada função matemática para os dados informados, gerando uma resposta que seja adequada a proposta do algoritmo. É importante registrar que este procedimento repetido inúmeras vezes gere os mesmos resultados.

Os sistemas de informação são, na sua essência, uma complexa rede de algoritmos que ditam aos “compu- tadores” os passos específicos, a ordenação, a execução, a expectativa de resultados, considerando como uma “sequência de operações” que podem ser aplicadas repetidamente dentro dos parâmetros rigorosa- mente definidos, com a resposta do comportamento esperado nas mais diversas circunstâncias.

Cabe destacar que como qualquer operação, a existência potencial da imprevisibilidade(*3) deve ser considerada como parte integrante do cenário sistêmico e, portanto regras, devem ser aplicadas para monitorar e controlar, possibilitando que correções sejam realizadas sempre que desvios, irregularidades ou divergências forem observados (ou melhor, dentro do possível, antes que ocorram).

(*2) s.m. Sequência de raciocínios ou operações que oferece a solução de certos problemas. (*3) s.f. Qualidade de imprevisível ( adj. Que não se pode prever).

Existe uma clara expectativa, por parte do mercado, que os resultados dos exames sejam liberados nos menores prazos possíveis e com amplo acesso à informação das mais variadas formas pelo cliente final ou médico, sendo uma tarefa na qual a tecnologia da informação tem contribuído sobremaneira para sua efetivação.

Partindo desta premissa, a liberação de laudos com extensa validação, que possa ser realizada das formas mais automatizadas possíveis, tem sido uma busca importante, especialmente na etapa analítica, onde os equipamentos da automação laboratorial oferecem amplos recursos para integração com a plataforma de sistemas (enviando e recebendo informações). Assim, favorecem a aplicação de algoritmos que possam determinar liberações dentro de critérios amplamente discutidos, avaliados e controlados.

Critérios definidos por exames, conforme a metodologia aplicada e utilizando algumas faixas de valores para os resultados obtidos, sejam faixas com valores absolutos ou mesmo com valores percentua- is/relativos, são normalmente os mais utilizados na definição dos requisitos de liberação de resultados, porém não devem ser considerados como únicos, nem tampouco como suficientes.

O profissional que atua na liberação de resultados deve dispor de recursos que apresentem dados e infor- mações que lhe permitam uma validação final consistente e segura. Para tanto, devemos considerar os requisitos mínimos para suportar adequadamente a rotina de liberação de resultados.

A seguir, apresentamos um diagrama com as informações e recursos que devem estar à disposição para a liberação dos resultados, desde a etapa do atendimento do paciente (pré-analítica), com clareza dos dados do paciente, do médico solicitante, data do atendimento, exames solicitados entre diversos outros, total disponibilidade dos dados gerados na etapa analítica, sendo garantido o amplo acesso ao dado bruto enviado por aparelhos automatizados, e em especial, acesso aos controles de qualidade aplicados as rotinas realizadas.

O acesso fácil e rápido às informações históricas do paciente e seus exames são elementos fundamentais para a garantia de uma decisão de qualidade.

No documento TEMA 05 - Tecnologia de Informação em LAC (páginas 70-72)

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