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Funcionamento do Sistema Laboratorial de Apoio Animal .1 ORIGEM DO PROGRAMA/PROJETO

No documento Análise Gerencial. Senhor Coordenador-Geral, (páginas 116-120)

3.1.1.1 INFORMAÇÃO

Informação básica da Ação de Governo 2132 - Funcionamento do Sistema Laboratorial de Apoio Animal.

Fato

Trata-se da Ação de Governo 2132 – Funcionamento do Sistema Laboratorial de Apoio Animal, que tem por finalidade prover apoio técnico-científico às ações de defesa, de vigilância e de fiscalização, para garantir a qualidade e a sanidade do rebanho nacional, dos produtos e dos insumos da área animal. Esta Ação se insere no contexto do Programa de Governo 2028 – Defesa Agropecuária.

A implementação da Ação se dá de forma direta pela UG, mediante despesas com a manutenção da rede e realização dos serviços laboratoriais em condições satisfatórias.

A Ação 2132 corresponde a 21,92% do total de despesas executadas no Programa 2028.

Para avaliação da Ação foi efetuada amostragem não probabilística, considerando os critérios de materialidade, relevância e criticidade, além de vinculação finalística à missão da UJ. Os exames realizados foram voltados para a verificação da regularidade dos processos licitatórios, sendo que a profundidade contemplou os seguintes elementos: motivação da contratação e regularidade do processo avaliado.

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3.1.2 OPORTUNIDADE DA LICITAÇÃO 3.1.2.1 CONSTATAÇÃO

Previsão indevida de ressarcimento de despesas de deslocamento de funcionários em Contrato de Terceirização.

Fato

Em análise ao Contrato nº 22101/045/2008, celebrado entre o MAPA e a Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa do Agronegócio – FUNDEPAG, inscrita no CNPJ 50.276.237/0001-78, o qual tem por objeto prestação de serviços técnicos especializados relativos a atividades materiais acessórias, instrumentais e complementares aos assuntos que constituem competência legal das Lanagros, em suas unidades de SP, GO, PA, MG e RS e da CGAL, constatou-se que o item 3.1.6 da Cláusula Terceira - "Das Obrigações das Unidades Participantes" previu que eventuais despesas de viagens realizadas pelos técnicos da contratada, por interesse dos serviços prestados, seriam assumidas pelo Ministério, previsão esta que implica na indeterminação do valor efetivo da contratação, contrariando o disposto nos arts. 54, § 1º, e 55, inciso III, da Lei 8.666/1993.

Segue transcrição do item 3.1.6:

“Ressarcir despesas referentes aos deslocamentos efetuados pelos funcionários deste contrato visando execução de atividades inerentes ao contrato, desde que autorizado pelos Coordenadores das unidades participantes. Os limites dos valores a serem pagos são os praticados pela Administração Pública Federal Direta, mediante comprovação dos mesmos.”

Além da previsão no Contrato, foram constatadas nos Processos de Pagamentos nºs 21000.008668/2012 – 17 e 21000.003044/12-11, despesas no valor de R$ 11.120,42 referentes aos deslocamentos efetuados por funcionários da Fundação no período de 16/01/2012 a 02/02/2012 (2012OB801468), e no período de 06/02/2012 a 02/03/2012 (2012OB801467). Essas despesas, além de indevidamente previstas no Contrato, não foram orçadas previamente.

O inciso IX do art. 20 da IN/SLTI/MPOG nº 02/2008 dispõe que é vedado à Administração fixar, nos instrumentos convocatórios, a obrigação do contratante de ressarcir as despesas de hospedagem e transporte dos trabalhadores da contratada designados para realizar serviços em unidades fora da localidade habitual de prestação dos serviços que não estejam previstos nem orçados no contrato.

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Causa

Fragilidade dos controles Internos Administrativos, a exemplo da ausência de Manual de Normas e Procedimentos formalizados com fim de verificar e acompanhar a efetiva observância à legislação e jurisprudência do Tribunal de Contas da União que rege a matéria.

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Manifestação da Unidade Examinada

A Unidade se manifestou por meio do Memorando nº 035/2013- CGAL/SDA, de 14/02/2013, encaminhado pelo Ofício n° 012/SPOA/SE/MAPA, de 19/02/2013, transcrito a seguir:

“O Contrato 22101/045/2008, estabelecido entre o MAPA e a Fundepag e visando a prestação de serviços técnicos especializados estabelece em sua Cláusula Terceira ("Das Obrigações das Unidades Participantes"), item 3.1.6, o qual estabelece que as unidades participantes (do MAPA) obrigam-se a “ Ressarcir despesas referentes aos deslocamentos efetuados pelos funcionários deste contrato visando execução de atividades inerentes ao contrato, desde que autorizado pelos Coordenadores da unidades participantes. Os limites dos valores a serem pagos são os praticados pela Administração Pública Federal Direta, mediante comprovação dos mesmos”. Grifo nosso

Não foram agregados fatos novos pelo gestor após a Reunião de Busca Conjunta de Soluções, assim como na resposta ao Relatório Preliminar de Auditoria.

Análise do Controle Interno

A previsão de ressarcimento de despesas de viagens realizadas pelos técnicos da contratada, apesar de estar entre as Cláusulas do Contrato, não tem fundamento legal, pois se constitui em despesa que irá onerar o custo do Contrato. Esse mecanismo faz com que o valor efetivo da contratação seja indeterminado, pois irá variar de acordo com o número de vezes que o dispositivo for acionado, contrariando os arts. 54, § 1º, e 55, inciso III, da Lei nº 8.666/1993.

O Tribunal de Contas da União, também, entende pela inexistência de fundamento legal para tal prática, já tendo se pronunciado diversas vezes, a exemplo dos Acórdãos nºs 362/2007, 1.806/2005, 2.103/2005, 2.171/2005 e 2.172/2005, todos do Plenário, sendo oportuno transcrever a seguir o excerto do voto condutor do Acórdão 1.806/2005 - Plenário, do Ministro-Relator Augusto Sherman Cavalcanti: “Em acréscimo, verifica-se que não há fundamento legal para a realização de despesas de viagens pelo ministério tendo como beneficiárias pessoas que não estão vinculadas à Administração, uma vez que se trata de empregados contratados pela empresa prestadora de serviços. Nesse contexto, também não se encontra respaldo para efetuar a correlação da posição do funcionário da empresa com os cargos constantes na tabela de diárias do Serviço Público Federal”.

Dessa forma, conclui-se que não cabe à contratante assumir despesas relativas a deslocamento de funcionários da contratada, além de não existir respaldo legal para que o gestor correlacione os valores pagos aos empregados da contratada aos valores das diárias adotados pela Administração Pública Federal Direta.

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Recomendações:

Recomendação 1: Aditar o Contrato n° 22101/045/2008 para excluir, por falta de amparo legal, os dispositivos que estabelecem que as unidades do MAPA obrigam-se a ressarcir despesas referentes aos deslocamentos efetuados pelos funcionários da empresa contratada.

Recomendação 2: Aprimorar os mecanismos de controles internos de forma a resguardar a Administração de incluir cláusulas contratuais que onerem indevidamente os cofres públicos, sem prejuízo de aditar os Contratos que contenham dispositivos estabelecendo a obrigação de o Ministério ressarcir despesas de viagens (transportes, estadias e alimentação) dos funcionários da contratada, observando o inciso IX do art.

20 da IN/SLTI/MPOG nº 02/2008.

3.1.2.2 CONSTATAÇÃO

Falhas no planejamento do Pregão Presencial nº 35/2008, na contratação e na execução do Contrato nº 22101/045/2008 firmado com a Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa do Agronegócio -Fundepag.

Fato

Trata-se do Pregão Presencial nº 35/2008 (Processo n° 21000.000177/2008-41), com objetivo de contratar empresa para prestação de serviços técnicos especializados relativos a atividades materiais acessórias, instrumentais e complementares aos assuntos que constituem competência legal dos Lanagros, em SP, GO, PA, MG e RS e da CGA.

A vencedora do Certame foi a Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa do Agronegócio-Fundepag. Em decorrência do Processo realizado, foi celebrado o Contrato nº 22101/045/2008, no montante de R$ 14.372.730,39. Foram firmados 5 Termos Aditivos, que estendem a vigência do Contrato até 01/12/2013.

Em análise ao referido Processo foram identificadas as seguintes falhas:

a) Justificativas para realização da licitação (Pregão Presencial nº 35/2008) com entendimento equivocado a respeito do servidor público.

As principais justificativas acostadas ás fls. 03 a 05 do Processo n° 21000.000177/2008-41, feita pela Coordenação-Geral de Apoio Laboratorial - CGAL/SDA, para a realização do Pregão nº 35/2008, estão transcritas abaixo:

“A única possibilidade de os Lanagro's continuarem prestando os serviços especializados que lhes compete, sem a licitação em questão, implica necessariamente a contratação direta de funcionários para os laboratórios, o que deverá ser feito mediante concurso, o que ao nosso ver implica em algumas desvantagens em relação ao modelo atual adotado:

1)O modelo atual, que tem atendido às experiências da Administração, prevê contratação de uma única empresa especializada para o apoio das atividades dos

2) no concurso será muito difícil, senão impossível, montar uma equipe de

No documento Análise Gerencial. Senhor Coordenador-Geral, (páginas 116-120)