L ISTA DE ABREVIATURAS , ACRÓNIMOS E SIGLAS
5.3. A RTICULAÇÃO DE SABERES
5.5.2. Fundamentação dos projetos educativos e iniciativas no 1.ºCEB
Com a entrada num novo contexto educativo (1.º CEB) a professora estagiária deparou-se com uma realidade bastante díspar, o que motivou, ainda mais, o seu empenho em desenvolver e participar em projetos e iniciativas.
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Nesta sequela e deparando-se com uma escola com um recreio pouco colorido e atrativo para os alunos destas idades (Pré-escolar e 1.º CEB), visto que apresentava, apenas, uma estrutura do jogo da macaca, um campo de futebol e basquetebol e um escorrega, foi desde logo destacado e partilhado com o par pedagógico a motivação sentida em transformar este mesmo paço. Assim, nasceu o projeto Pinceladas de Brincadeira, dividido em duas grandes fases. Na Tabela 8 é possível atentar num cronograma do projeto em questão.
Tabela 8. Tabela das sessões do projeto “Pinceladas de Brincadeira”
Fase Data Duração Finalidade temática de um foguetão, jogo dos saltos, jogo do caracol, jogo das voltas e jogo do entra e sai, –selecionados pelo par pedagógico, de acordo com o contexto educativo, cada turma da instituição escolar selecionou, apenas, um jogo.
Denote-se que esta escolha, realizada de forma democrática e a partir da apresentação do recurso digital: Powerpoint, conforme apêndice 10. e de uma folha de registo das votações, apêndice 10.1, abrangeu todas as turmas, nomeadamente da Educação Pré-Escolar.
Ulteriormente a esta mesma apuração, a turma em que se encontrava a professora estagiária, a do 1.º ano de escolaridade, procedeu a uma organização e tratamento dos dados, com recurso a um gráfico de pontos, presente numa folha de registo do jogo mais votado (cf. apêndice 10.2.), com o intuito de se proceder a uma articulação com a disciplina de Matemática e de se averiguar qual o jogo mais votado. Deste modo, foi possível aferir que o jogo dos saltos arrecadou, significativamente, um maior número de votos. Este momento ocorreu, somente, na turma do 1.º ano, com o intuito de incluir a mesma, de um modo mais delicado.
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Na fase seguinte do projeto – segunda fase – os alunos, de cada turma foram convidados a demarcar o espaço e pintar o jogo mais votado: o jogo dos saltos, bem como o selecionado pela díade: o jogo da macaca. Repare-se que o jogo da macaca foi incluído por dois motivos: primeiramente, devido ao facto de no recreio já se encontrar a estrutura deste mesmo jogo. Contudo, era bastante pobre e, a partir da mesma, seria possível aprimorar, nomeadamente a partir da temática do foguetão. Já no que concerne ao segundo motivo, deveu-se à circunstância de ter sido o segundo jogo mais votado.
Posto isto, e no decorrer de duas tardes – devido à secagem das tintas – os jogos foram pintados no chão do recreio. No apêndice 10.3. é possível observar os registos fotográficos referentes ao projeto em questão.
A nível geral, e desde a primeira fase, foi bastante notório a grande satisfação de todos os alunos em participar no projeto e melhorar o recreio, enquanto espaço partilhado por toda a comunidade escolar. Todavia, e tal como espectável, a segunda fase do projeto foi a que despertou um maior entusiasmo, uma vez que foi permitido a todos os alunos da escola marcar os contornos de cada jogo com o giz, pintar e, até mesmo, personalizar. No final do projeto, todos os alunos queriam, efetivamente, jogar e partilhar o espaço com os pares.
Relativamente, à postura da professora estagiária, foi necessário proceder a uma maior gestão dos alunos e monitoramento, de modo a evitar nódoas de tinta nas roupas e certificar-se de que todos os alunos participavam.
Contudo, a professora estagiária, no decorrer do período em que contactou com o contexto participou, também, em vários projetos e iniciativas.
De forma mensal, a turma participava na Hora do Conto, na biblioteca da escola (cf. Figuras 51 e 52 do apêndice 11.), o que promoveu a participação da professora estagiária e do seu par pedagógico. Procurando despertar o gosto pela leitura, todos os meses a contadora de histórias responsável deslocava-se até à escola e não só lia a história como apresentava vários autores e destacava as obras presentes na biblioteca da instituição, a fim de estimular a requisição de livros e o gosto pela leitura. Extrapolando para a sala de aula, aquando do término da Hora do Conto, a turma prosseguia a análise das histórias com a professora cooperante e a professora estagiária.
No que concerne aos projetos e iniciativas da escola e do agrupamento abertos para a comunidade escolar, destaca-se o desfile de Carnaval que decorreu nos arredores da escola, tal como se ilustra na Figura 53, referente ao
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apêndice 11.1.. Para comemorar esta mesma data, a instituição abriu as portas à comunidade, a fim de ser possível realizar uma grande festa.
Ainda nesta vertente – projetos e iniciativas da escola e do agrupamento abertos para a comunidade escolar – destaca-se a Feira do Agrupamento, realizada no dia 31 de maio e sediada na escola sede do agrupamento.
Reportando-se o referido no subcapítulo 5.2.2.1., a turma em que a professora estagiária se inseriu construiu, na vertente de uma aula de Matemática referente ao tema das figuras equidecomponíveis e áreas, marcadores de livros para esta mesma feira.
Já aquando do dia da família – 15 de maio –, foi dinamizada uma caminhada e piquenique com as famílias dos alunos, num parque próximo à escola (cf.
apêndice 11.2.). Nesta iniciativa, a professora estagiária deu o seu contributo em tudo o que se apresentou necessário, a fim de promover um dia feliz em família e em comunidade.
Ainda relativamente aos dias festivos, a escola participou numa festa alusiva ao dia do ambiente – 5 de junho – num parque das redondezas da escola.
Contando com o auxílio da professora estagiária, a turma do 1.º ano participou em várias atividades, nomeadamente na leitura de uma história dinamizada por uma contadora de histórias, tal como se comprova no apêndice 11.3..
Adicionalmente, a professora estagiária participou com a turma numa projeto da LIPOR intitulado por Jardim Vertical. Reutilizando garrafas de politereftalato de etileno, os alunos foram convidados a praticar boas práticas ambientais e sustentáveis. Os registos fotográficos deste projeto encontram-se no apêndice 11.4..
Ainda referente a boas práticas, mais especificamente cívicas, a turma participou no projeto Kid Fun – Educação para valores, dinamizado pela Fundação Benfica para os alunos do 1.º CEB. Deste modo, a turma, acompanhada pela professora cooperante e professoras estagiárias, participaram nesta iniciativa que, tal como referente no site da fundação em questão, pretendia espoletar e fomentar os valores cívicos, nomeadamente o da amizade e do respeito. Deste modo, o projeto recorreu a estratégias motivadoras e envolventes, tal como foi o caso da realização de desporto (Fundação Benfica, s.d.) (cf. apêndice 11.5.).
Mais para o final do ano letivo, a turma participou, em comunhão com a professora estagiária, no projeto Paranhos Sorridente, dinamizado por
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estudantes da Faculdade de Medicina Dentária da Universidade do Porto (FMDUP). Com o intuito de promover hábitos de higiene oral, vários estudantes da FMDUP desenvolveram a realização de vários jogos referentes à saúde oral, tais como um jogo da memória, de correspondência e da lavagem correta da boca, tal como é possível reconhecer no apêndice 11.6..