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Fundos Especiais de Despesa Fundos Especiais de Despesa

No documento DEPARTAMENTO ORÇAMENTO E FINANÇAS OBJETIVO (páginas 84-113)

Fundos Especiais de Despesa

A unidade Centro de Controle dos Fundos Especiais foi criada através do Decreto n.º 57.933, de 02 de abril de 2012 (reestruturação da SMA) para o controle do Fundo Especial de Despesa do Gabinete do Secretário, identificado como Unidade Gestora 260031 e o Fundo Especial de Despesa para a Preservação da Biodiversidade e dos Recursos Naturais - FPBRN, Unidade Gestora 260030 , dentre suas atribuições estão:

Acompanhamento e controle dos créditos bancários, conciliando as movimentações financeiras;

Classificação das receitas de acordo com a origem;

Controle das aplicações financeiras;

Elaboração de relatórios e balancetes;

Processamento dos pagamentos realizados pelas unidades gestoras dos Fundos Especiais.

Constitui fundo especial o produto de receitas especificadas que, por lei, se vinculam à realização de determinados objetivos ou serviços, facultada a adoção de normas peculiares de aplicação (artigo 71, da Lei Federal nº 4.320/1964)

Classificação de fundos especiais

I - Fundos Especiais de Financiamento (rotativos)

II - Fundos de Natureza Contábil

III - Fundos Especiais de Despesa

I - O Fundo Especial de Financiamento é constituído por receitas vinculadas a execução de programas de empréstimo e financiamentos a entidades públicas e privadas e geralmente são administrados por instituição financeira oficial ou vinculada a administração pública.

Exemplo: Fehidro

II - O Fundo de Natureza Contábil é constituído de receitas a serem recolhidas, e controladas para realização de objetivos e serviços específicos.

Exemplo: FUNDEF (Fundos de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério, instituído no âmbito de cada Estado e do Distrito Federal).

III - Fundo Especial de Despesa

A instituição de fundos especiais pressupõe a existência de produto de receitas especificadas em unidades administrativas que integram a administração direta ou centralizada.

A instituição de fundo especial é realizada através de autorização legislativa, ou seja, Lei.

III - Fundo Especial de Despesa

Considerando que as receitas que constituem o fundo especial de despesa vinculam-se a realização de objetivos ou serviços de órgãos ou unidades administrativas, que possuem as condições de execução orçamentária e financeira, não possuem personalidade jurídica.

No trato com os fundos, além do Gestor, é necessário ainda o exercício das competências de ordenador da despesa para autorizar despesas, pagamentos e assinar notas de empenho. O ordenador da despesa geralmente acumula as atribuições do gestor.

III - Fundo Especial de Despesa

A aplicação das receitas orçamentárias vinculadas a fundos especiais far-se-a através de dotação consignada na lei de orçamento ou em créditos adicionais (artigo 72 da Lei 4320/1964.)

Ressalte-se, entretanto, que ao contrário do que acontece com a dotação orçamentária do Tesouro, o saldo positivo do fundo especial apurado em balanço é transferido para o exercício seguinte, a crédito do mesmo fundo (artigo 73 da Lei 4320/1964).

Tal receita é chamada de Receita Diferida e obedece legislação emitida pela Secretaria de Estado dos Negócios da Fazenda.

A criação dos Fundos Especiais 260030 e 260031 ocorreram em momentos e para unidades distintas, excepcionalmente através de instrumentos que não Lei:

Instrução GPDO01/1982 (Fundo 260031) institui na Secretaria da Agricultura e Abastecimento – SAA para a Administração da Coordenadoria da Pesquisa de Recursos Naturais – ACPRN

Decreto 27143/1987 (Fundo 260030) cria na Secretaria do Meio Ambiente – SMA para o Departamento Estadual de Proteção de Recursos Naturais – DEPRN

No decorrer dos tempos várias foram as mudanças sofridas, inclusive em função das reestruturações da SMA, tendo alterações das finalidades e tipos de receitas, a fim de adequá-las às novas atribuições das unidades.

Atualmente os dispositivos legais que estabelecem o funcionamento e norteiam os procedimentos dos Fundos Especiais são:

No âmbito geral:

- Lei Federal 4320/1964, Decreto-Lei Complementar 16/1970, Decretos 52629 e 52780/1971 que instituem, normatizam e estabelecem o funcionamento dos fundos de despesas estaduais

- Lei 7001/1990 que ratifica o funcionamento dos Fundos Especiais, inclusive da SMA.

Decretos de reestruturação da SMA

1) 53027/2008 - que alterou as vinculações dos FEDs:

260031

De: Coordenadoria de Biodiversidade e Recursos Naturais Para: Gabinete do Secretário

260030

De: Departamento Estadual de Proteção de Recursos Naturais Para: Coordenadoria de Biodiversidade e Recursos Naturais

Decretos de reestruturação da SMA

2) 54653/2009 - que estabeleceu as atribuições dos FEDs e

3) 57933/2012 - que estabeleceu uma nova estrutura para a SMA, criando várias unidades, dentre elas este Centro.

Vale enfatizar, ainda o Decreto 57547/2011 que regulamentou o recolhimento da Taxa de Fiscalização Ambiental, estabelecida através da Lei 14626/2011, referente ao Cadastro Técnico Estadual de Atividades Potencialmente Poluidoras ou Utilizadoras de Recursos Ambientais, bem como alterou a denominação do FED 260030 para Fundo Especial de Despesa para Preservação da Biodiversidade e Recursos Naturais, vinculando-o ao Gabinete do Secretário e alterando os tipos de receitas que o constituem.

No decorrer de todo esse processo histórico, subsequente às mudanças institucionais ocorridas na SMA, a Secretaria do Planejamento e Desenvolvimento Regional, através da Diretoria de Pesquisa e Desenvolvimento Orçamentário foi baixando instruções a fim de adequar as codificações e vinculações das unidades.

Sendo, que vigorando atualmente encontra-se a Instrução DPDO-15 de 19/04/2012:

A arrecadação dos fundos é composta por receitas comuns e específicas.

Receitas comuns:

Vendas de publicações;

Cópias reprográficas;

Receitas comuns

Garantias e multas contratuais;

Diversos (ex. ressarcimento ao erário pelo uso de telefone para fins particulares)

Receitas Específicas

FED 260031: as provenientes da locação, concessão de uso, permissão onerosa de uso de áreas dos Parques Estaduais:

Parque Monsenhor Emilio José Salim (Campinas);

Parque Villa-Lobos;

Parque Belém;

Parque Dr. Fernando Costa (Água Branca) e

Parque da Juventude.

Receitas Específicas

Parque Monsenhor Emilio José Salim (Campinas)

Receitas Específicas

Receitas Específicas

Parque Belém (recebido em transferência da Secretaria do Planejamento e Desenvolvimento Regional através do Decreto 57926/2012).

Receitas Específicas

(recebido em transferência da Secretaria da Agricultura e Abastecimento através do Decreto 58258/2012)

Receitas Específicas

(recebido em transferência da Secretaria de Esporte e Lazer através do Decreto 58258/2012)

Receitas Específicas (provenientes dos parques)

Uso das áreas para produção de material vídeo-foto-cinematográfico com finalidades técnica, científica, cultural, educacional ou comercial, atualmente a legislação abrange os espaços do Parque Villa-Lobos e Monsenhor Emilio José Salim (Resoluções SMA 20 e 21/2010);

Receitas Específicas (provenientes dos parques)

Permissões de uso de áreas para espaços para venda de alimentação (disponível no Parque Villa-Lobos, Parque da Água Branca e Parque da Juventude, sendo os dois últimos, em fase de ajustes contratuais);

Receitas Específicas (provenientes dos parques)

- Permissões de uso de áreas para espaços para aluguel de bicicletas

e patins (disponível no Parque Villa-Lobos);

Receitas Específicas (provenientes dos parques)

Permissões de uso de áreas destinadas sede sociais para entidades que realizem trabalhos de finalidade social, educativa ou de apoio à defesa agropecuária (disponível no Parque da Água Branca).

Exemplos:

Associação Brasileira dos Criadores de Cavalo Árabe

Sindicato dos Médicos Veterinários do Estado de São Paulo

Receitas Específicas

FED 260030: as provenientes das atividades técnicas realizadas pela SMA, dentre elas:

Laudos de vistoria, análises ambientais, reposição florestal;

Receitas Específicas

Multas por infringência à legislação ambiental (Autos de Infração Ambiental, referente às autuações realizadas pela Polícia Ambiental em cooperação com a Coordenadoria de Fiscalização Ambiental);

Receitas Específicas

Termos de Ajustamento de conduta: firmado para reparação de danos ambientais com finalidades específicas.

Receitas Específicas

Compensação Ambiental: instituída pela Lei Federal 9985/2000, tal recurso é proveniente do licenciamento de impacto ambiental, cuja destinação é específica e pré-determinada para unidades de conservação, sendo que o recurso deverá ser utilizado conforme estabelecido em plano de trabalho.

Receitas Específicas

Taxa de Fiscalização Ambiental: instituída pela Lei 14626/2011, para o controle e fiscalização das atividades poluidoras capazes de causar degradação ambiental e utilizadoras de recursos ambientais, a ser distribuída entre a unidade da SMA e CETESB envolvidas.

Observação: a receita proveniente da Compensação Ambiental tem classificação e fonte de recurso diferenciada devido à peculiaridade a que se destina, da mesma forma a Taxa de Fiscalização Ambiental, entretanto até o momento não houve créditos para tal finalidade.

Conforme previsto na legislação citada, os recursos dos fundos especiais de despesa serão utilizados para o pagamento de despesas empenhadas à conta das dotações distribuídas as respectivas unidades de despesa, e será feita de conformidade com as normas e as competências dos Sistemas de Administração Financeira e Orçamentária da Administração Centralizada.

De acordo com o artigos 5º do Decreto Lei-Complementar 16 de 2/04/1970 e artigo 2º e parágrafo único do Decreto 52629 de 29/1/1971, os fundos especiais são constituídos de receitas vinculadas especificamente a realização de determinados objetivos ou serviços de órgãos considerados unidades de despesa e somente em órgãos da administração centralizada.

No documento DEPARTAMENTO ORÇAMENTO E FINANÇAS OBJETIVO (páginas 84-113)

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