2.3 PARA FALAR SOBRE GÊNERO
2.3.2 Gênero e estereótipos no design de brinquedos
A replicação dos brinquedos produzidos pela indústria ocorre ”de acordo com significados sociais que variam histórica e culturalmente e, portanto, transmitem mensagens diferentes para as crianças sobre o mundo social e as práticas sociais que as rodeiam” (PORTO, 2008, p. 331).
Machado e Merkle (2010 apud RODRIGUES; PORTINARI, 2016) citam a preocupação com os problemas sociais, que são raramente postos como foco na criação de produtos, embora a cultura material consiga amenizar ou intensificar a mensagem transmitida, pois os objetos possuem significado. Os exemplos na figura 16 têm a boneca Polly Pocket e os carrinhos da Hot Wheels.
Figura 15 - Polly Pocket e Hot Wheels
FONTE: Mattel, 2016
A cultura apresentada por estes brinquedos conta a história de cada um dos personagens. A boneca Polly e seus amigos vivem em um mundo de consumo e beleza, as brincadeiras contam com diversas opções de acessórios e cenários de aventuras. A coleção de carrinhos da Hot Wheels com suas pistas de corrida que desafiam a gravidade apresenta um enredo de radicalismo e velocidade. Ambos os exemplos permitem um brincar individual ou
coletivo, mas consigo trazem significados e mensagens de qual seria um espelho do comportamento daqueles que brincam.
Entretanto Bezerra (2016) fala que atualmente os elementos utilizados para agregar valor aos produtos como as cores, formas e texturas, devem considerar as necessidades e preferências dos usuários, procurando não induzir alguma leitura.
A ABRINQ (2013) em seu Guia de Brinquedos e do Brincar orienta o responsável como escolher um brinquedo.
a) Análise e conheça os gostos, interesses, faculdades e limitações da criança a quem vai oferecer um brinquedo;
b) Se atentar as etapas dedesenvolvimento são diferentes de criança para criança. c) Evite comprarbrinquedos que agradam a você, dos quais a criança não participa ou quese mostrem muito complicados.
d) Sempre que possível, deixe que a criança participe da seleção e compra do brinquedo e, se levá-la à loja debrinquedos, permita que pague no caixa.
e) Manusear o dinheiro e aprender a contá-lo pode reforçar seu senso de responsabilidade.
Fica a reflexão conforme podemos observar o gênero da criança em momento algum é levado em consideração neste processo.
Lins (2013, apud KELLER; ARAUJO, 2014) relata iniciativas na tentativa de combate aos estereótipos de gênero que acontece na Suécia, onde por meio das publicidades deste país também criam estratégias para o extermínio dos estereótipos de gênero.
Nesta concepção, a marca sueca de brinquedos infantis Top-Toy abre as possibilidades de representação de gênero e desenvolve peças publicitárias nas quais os estereótipos indenitários são quebrados. A empresa afirma não criar produtos para meninos ou meninas, mas, sim, para crianças. (KELLER; ARAUJO, 2014, p.230)
Assim como a Top-Toy, outras marcas europeias também difundem a ideia de desconstruir o estereotipo de gênero como a Leklust e Top-Planet, Fantini (2016) relata sobre as estratégias publicitárias que estas marcam adotam para produzir o conceito de brinquedos sem gênero propondo novos conceitos ao mercado de brinquedos. A loja de brinquedos sueca,
Leklust, apresenta em seus catálogos (figura 17) os brinquedos das marcas de fornecedores
imagens que evidenciam a quebra de paradigma de gênero, “regras de gênero estão ultrapassadas. É ótimo ver que a nossa empresa está tentando mostrar às pessoas que não há necessidade de se prender a tais regras” (FANTINI, 2016 apud HUFFINGTON POST, 2012).
Figura 16 - Catálogos da Leklust
Fonte: Leklust, 2012.
Na imagem acima podemos observar brinquedos tradicionais para segmentos de gênero masculino e feminino, sendo propostos de brincar por crianças de gênero oposto. O conjunto de cozinha instruindo meninos a terem uma rotina doméstica, o quadricículo radical propondo meninas a experimentarem a sensação da velocidade e o homem-aranha, personagem tradicionalmente vinculado ao público masculino, empurrando um carrinho de bonecas.
As mudanças na orientação social e funcional dos gêneros feminino e masculino que são observadas na comunicação atual das marcas de brinquedos, Top Toy; Toy Planet, e Leklust, não foram determinadas por circunstâncias exclusivas do momento atual. Tais mudanças decorrem de lutas históricas, especialmente na sociedade ocidental, as quais se estendem no tempo, sendo influenciadas ou determinadas por diferentes fatores materiais, vivenciais e ideológicos. (FANTINI, 2016, p.23).
Quando leva-se o assunto estereótipo de gênero, para o designer, pouco se é explorado durante sua formação acadêmica. As abordagens realizadas, em sua grande maioria, visam mais uma prática para o mercado do que as questões sociais. Com isso, esse projeto tem por objetivo desenvolver um brinquedo sobre estereótipo de gênero.
3 RESULTADOS
Adotou-se a metodologia GODP, desenvolvida por Merino (2016) que inicia definindo os três blocos de referência (Quadro 4):
Quadro 4 - Definição dos blocos de referência
Produto Usuário Contexto de uso
Brinquedo educativo de encaixe.
Crianças na faixa etária de 2 a 4 anos.
Um brinquedo a ser brincado em residências ou escolas.
Fonte: Elaboração do autor, 2017
A metodologia, como já citado, se divide em três grandes momentos, a Inspiração, a Ideação e Implementação.
3.1 INSPIRAÇÃO
O primeiro grande momento da metodologia, a inspiração, se divide em três etapas- chave: Oportunidades, Prospecção e Levantamento de Dados.
3.1.1 Oportunidades
A análise SWOT (Quadro 5) foi de grande importância para determinar as oportunidades e fraquezas do projeto.
Quadro 5 - Análise SWOT para o novo produto Forças
Brinquedo inédito; Para todos gêneros;
Produto atemporal, sendo a temática de relevância para sociedade contemporânea;
Não possui apenas um nível de jogabilidade, tornando atrativa para todas as idades que o brinquedo se destina;
Pode ser usado por uma ou mais crianças simultaneamente;
Criação e produção em indústria nacional.
Fraquezas
Para faixa etária mais nova, há necessidade do auxílio de um facilitador para o entendimento da brincadeira;
Necessita de amplo espaço para a montagem total do brinquedo.
Oportunidades
Nicho de mercado pouco explorado para o brinquedo;
Mostrar novas possibilidades e combate a preconceitos
Adesão de responsáveis preocupados com a temática.
Ameaças
Necessita de um responsável para orientar;
FONTE: Elaboração do Autor, 2017.
A análise SWOT revela a grande potencialidade do produto, podendo ser adotado com fácil inclusão ao mercado de brinquedos, que possui um nicho de mercado pouco explorado e por atender um público amplo, relacionado a faixa etária, gênero e atemporalidade. Para as fraquezas e ameaças se verificou a necessidade de um responsável junto ao brincar e um amplo espaço para possibilitar a montagem total do brinquedo.
A determinação da faixa etária a qual se destina o produto se deu por meio de alguns fatores coletados por meio de desk research1 e visitas em campo a lojas de brinquedo.
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3.1.2 Prospecção
Com as visitas a campo nas lojas de brinquedos Superlegal e Lojas França, localizadas na região da Grande Florianópolis e sites (Apêndice A), se verificou a confirmação de que os brinquedos educativos oferecidos para crianças de 2 a 4 anos, possuem uma proposta voltada para ambos gêneros, com temáticas como alfabetização e uso das cores, com uso de animais para orientar o aprendizado da criança.
As visitas foram estruturadas em um roteiro preliminar, para padronizar as abordagens e a coleta de informações, fazendo uma adaptação das orientações de Pazmino (2015, p.26) para a criação de um Briefing: Data, Local, Abordagem ao vendedor, registro de informações e registro de imagens.
Com a criação de uma situação hipotética onde ao adentrar no ambiente se abordava o vendedor com o seguinte pedido: “Gostaria de comprar um brinquedo educativo para crianças de 2 a 4 anos de idade. O que podes indicar? E qual deles possui mais venda?”.
No dia 19 de agosto realizou-se visita à uma loja de brinquedos Superlegal, localizada dentro de um Shopping da região da grande Florianópolis. A visita tinha por objetivo explorar sobre quais brinquedos educativos tem maior venda no mercado local. Na vitrine da loja e ao entrar no ambiente se percebeu claramente setores de segmentação de gênero, vitrines/gôndolas com brinquedos de meninas e outras com brinquedos de meninos.
Em conversa com a vendedora e a pedido de quais opções de brinquedos educativos para crianças de 2 a 4 anos, sem levar em consideração o gênero, apenas delimitando a idade da criança, até quatro anos. A vendedora prontamente mostrou os produtos disponíveis, variando entre jogos de memória, quebra cabeças, jogos de bloco, jogos para alfabetização (Figura 17), barracas e tapetes didáticos. Alguns brinquedos apresentavam objetivo de alfabetizar e ensinar números e outros mostravam brincadeiras de montar com personagens famosos entre as crianças.
Figura 17 - Brinquedos educativos para crianças de 2 a 4 anos
Fonte: Elaboração do Autor, 2017
Em uma nova visita, no dia 21 de agosto, desta vez na Lojas França, situada em uma das principais ruas de comercio da capital, observa-se a mesma disposição dos produtos, com separação por gênero. Fez-se a mesma proposta que a visita anterior, verificar quais brinquedos educativos haviam disponíveis.
Foram apresentados brinquedos de blocos, quebra cabeças, dominós e brinquedos para alfabetização e ensino dos números (Figura 18), porem alguns com a proposta de “princesa”, mesma proposta de ensino, porém direcionados para meninas.
Figura 18 - Jogos de Memória para a faixa de +3
Fonte: Elaboração do Autor, 2017
Uma terceira visita, ocorrida no dia 14 de setembro, na loja Superlegal, essa localizada dentro de um shopping da capital. A disposição dos brinquedos se apresenta com segmentação por faixa etária, porém em determinados locais da loja há a separação por gênero. Fez-se a mesma proposta que as visitas anteriores, verificar quais brinquedos educativos haviam disponíveis.
Foram apresentados brinquedos de montagem blocos e quebra cabeças tridimensionais, conforme figura 19.
Figura 19 - Jogos de encaixe
Fonte: Elaboração do Autor, 2017
No ambiente virtual não se torna diferente estas relações. Em acesso aos sites da PBKids Brinquedos e RiHappy (figura 20), lojas do ramo de brinquedos, são apresentadas as categorias no menu principal, segmentando por idade, personagens e marcas.
Figura 20 - Página principal das lojas de brinquedo
Fonte: Ri Happy e PBKids Brinquedos, 2017.
A ideia de segmentação de gênero é reforçada quando uma das categorias apontando para divisão entre meninos e meninas.
Os brinquedos (Figura 21) destinados a faixa etária de 2 à 4 anos, possuem cores uniformes bem saturadas e formas simples. Alguns dos brinquedos pesquisados apresentam a proposta de profissões, porém reforçando uma visão tradicional estereotipada de qual profissão é adequada para determinado gênero, conforme podemos observa na figura 22.
Figura 21 - Característica visuais dos brinquedos
Figura 22 - Brinquedo de encaixe “Escolhendo profissões” da Toyster
Fonte: Toyster, 2017.
O brinquedo Escolhendo Profissões da Toyster é um quebra-cabeça educativo de peças grandes. Ensina as crianças sobre profissões, possibilitando a montagem dos personagens (segmentados em cabeça, tronco e membros) por meio de associação de cores e permite a troca das peças podendo criar novas profissões.
Nas lojas pode-se observar que após a faixa de 4 anos, os brinquedos educativos começam a ficar mais direcionados para o gênero da criança, onde as embalagens apresentam um pelo de cores, azul e cinza para eles e rosa para elas, e a representação de imagens estampadas, de meninas ou meninos brincando com o brinquedo.
3.1.3 Levantamento de Dados
Os resultados coletados para brinquedos educativos, mostram a predominância de vendas de brinquedos de encaixe, como blocos de encaixe e quebra cabeças.
Com estas informações montou-se uma matriz para análise sincrônica (Quadro 6), que visa fazer comparativos de produtos similares e concorrentes (PASMINO, 2015, p.64).
Quadro 6 - Análise Sincrônica dos brinquedos educativos de encaixe
Brinquedo
Minha escolinha Monta Tudo Big Block
Tipo Quebra cabeça Blocos de encaixe Blocos de encaixe
Faixa etária +3 anos +3 anos +24 meses
Aprendizado Associação de
ideias Estimular Criatividade
Percepção visual, raciocínio lógico e coordenação motora
Temática Vida escolar Lúdica/abstrata Zoológico
Número de
peças 30 peças 96 peças 53 peças
Uso de cores Primárias e
secundárias Primárias e secundárias Primárias e secundárias
Uso de Formas Formas geométricas com apêndices de encaixe nas extremidades
Formas geométricas com apêndices de encaixe nas extremidades Formas geométricas com apêndices de encaixe nas extremidades e recortes vazados no centro da forma
Material MDF Polímero Polímero
Fabricante Xalingo Elka Estrela
Fonte: Elaboração do Autor, 2017.
Com a coleta das informações pode-se perceber a venda significativa de brinquedos de encaixe para crianças na faixa e 2 a 4 anos, sempre integrados de um aspecto lúdico para atrair a atenção da criança e poder oferecer um aprendizado durante a brincadeira. O número de peças varia, porém, as dimensões apresentadas nas peças são grandes. O uso das cores é de forma saturada e formas geométricas simplificadas.
A classificação do material dos brinquedos é algo dificultoso de se obter por meio das informações contidas nas embalagens, as quais geralmente contém a identificação de: madeira ou plástico. Por fim, se observa que o mercado nacional é bem aceito entre os consumidores
Dando continuidade à coleta de informações, foi realizada pesquisa das necessidades do consumidor (PAZMINO, 2015, p.102), aplicada por meio de um questionário on-line (Apêndice A) aos pais e responsáveis, que tivessem em seu núcleo familiar ou de convivência crianças de 2 a 4 anos.
Como resultado se obteve uma boa adesão para a proposta de um novo brinquedo, e visto que alguns facilitadores, os quais não tinham domínio do assunto, se dispondo a brincar e aprender junto com a criança.
Para o levantamento antropométrico adotou-se as tabelas de medidas (Anexo B) disponibilizadas por Tilley (2005).
Por fim em entrevista realizada com a pedagoga Paula Regina Correa (Apêndice C), foi possível ter acesso a informações para o desenvolvimento de um brinquedo educativo para o ensino da diversidade de gênero indicado à crianças de 2 a 4 anos.
3.2 IDEAÇÃO
A etapa de ideação se inicia com a análise dos dados coletados na etapa anterior e a geração de alternativas que contemplem os requisitos do projeto.
3.2.1 Análise de Dados
Como base nos dados levantados durante a aplicação do questionário on-line, com pessoas que possuem convivência social com criança de 2 a 4 anos, se obteve os seguintes resultados (Apêndice B): Aproximadamente noventa e cinco por cento dos responsáveis interage com as crianças ao brincar, sendo 29% mães, 57% tios/tias, 7% pais e 7% irmãos/irmãs. Noventa por cento dos entrevistados tem conhecimento do que é identidade de gênero, desta
parcela 85% se disponibilizariam a brincar com um brinquedo que ensinasse sobre identidade de gênero com a criança e 15% não brincariam.
Em contrapartida, os entrevistados que não sabiam o que é identidade de gênero (105 da amostra), 82% brincariam com as crianças e 18% não.
Com estes resultados se conclui a adesão dos responsáveis a um brinquedo que discuta e ensine a diversidade de gênero a crianças de 2 a 4 anos.
A análise sincrônica revela sobre os aspectos formais e didáticos dos brinquedos de maior venda, os brinquedos de encaixe. Apresentando propostas tanto bidimensionais quando tridimensionais, incentivando a criatividade e o desenvolvimento cognitivo e da percepção espacial do usuário, auxiliados pelas temáticas do cotidiano vivida pela criança. O uso das formas básicas (triangulo, quadrado e círculo), com reentrâncias de encaixe macho e fêmea, unidos com o uso da saturação das cores primarias e secundarias, promovendo a facilidade da montagem dos brinquedos.
Paula (2017) conta em sua entrevista a importância do tema, identidade de gênero, para as crianças desde cedo. Não é necessariamente ensinar, é apresentar e trabalhar com o assunto. A forma mais adequada para se apresentar o tema é por meio do lúdico, mas sempre trazendo exemplos do cotidiano da criança, onde facilitar a materialização e entendimento do que está sendo abordado.
O brinquedo seria uma ótima ferramenta para falar cobre identidade de gênero e não necessariamente precisaria de um facilitador, o responsável pela criança, para desenvolver a brincadeira, pois deixar a criança fluir a imaginação é um momento rico e de aprendizagem.
O brinquedo educativo não desqualifica os demais brinquedos, que também educam, apenas se diferencia em sua construção, onde o mesmo é planejado para este intuito de educar. Abordar o tema de identidade de gênero irá contribuir para a formação de novos adultos, com um entendimento melhor de minorias, representatividade e respeito, completa Paula (2017).
3.2.2 Criação
A etapa de Criação se inicia com a delimitação do tema do brinquedo: identidade de gênero; e a seleção de como abordar este assunto para crianças de 2 a 4 anos, sendo selecionada a temática profissões, com base na entrevista realizada junto com a pedagoga. A intenção é apresentar a criança profissões existentes, porém fora do padrão convencional apresentado nos demais brinquedos, fazendo assim a inversão de estereotipo de gênero para cada profissão.
Ao início se definem as profissões a serem trabalhadas nas propostas de brinquedos. Se utilizou a ferramenta de Brainstorm, uma ferramenta de criatividade. Foram elencadas 50 profissões e destas foram selecionadas, com base no quesito de estereótipo de gênero, 8 profissões a serem trabalhadas no brinquedo: Bailarino, Professor, Costureiro, Bombeira, Motorista de ônibus, Mecânica de carros, Empregado doméstico e Pedreira. Concluída a definição das profissões se deu início a geração de alternativas, foram seis propostas estudadas e uma elencada como conceito final do produto.
Com o uso de ferramentas de criatividade do Mapa mental (Figura 24) e Análise de tarefa (Figura 25), ambas aplicadas conforme apresentadas por Pazmino (2015) e pode-se nortear a geração das alternativas. O mapa mental aborda os principais requisitos para o projeto como: cores, formas, jogabilidade, segurança, material, encaixes, temática e proposta espacial (bidimensional ou tridimensional).
Figura 23 - Mapa Mental
Fonte: Elaboração do Autor, 2017
Figura 24 - Análise da tarefa: Brincar
Para a Análise de tarefa se verificou os passos seguidos por uma criança ao fazer uso de um brinquedo de encaixe, os momentos que envolviam abrir e fechar embalagem foram desconsiderados.
A primeira alternativa gerada (Figura 25) traz um conjunto de vinte e quatro peças, com oito conjuntos de encaixe, cada conjunto representando uma profissão.
Figura 25 - Alternativa 01
Fonte: Elaboração do Autor, 2017
A proposta seria a criança poder montar o personagem (cabeça, tronco e membros) associando as cores e havendo a possibilidade de fazer a troca dos segmentos do personagem.
A segunda alternativa gerada (Figura 26) é composta por um conjunto de 32 peças, sendo oito cenários e pertencente a cada um haveria um personagem.
Figura 26 - Alternativa 02
Fonte: Elaboração do Autor, 2017
Cada conjunto é composto por uma base, um cenário e um personagem, o conjunto representaria o ambiente de trabalho de cada uma das profissões. O encaixe seria realizado entre base e cenário e podendo ser possível o encaixe entre os conjuntos, trazendo a ideia de uma cidade onde os personagens podem interagir entre si. Cada personagem pode ser montado conforme a criança desejar, pois a cabeça é separada do corpo.
Na terceira alternativa gerada (Figura 27) compõem um boneco principal e vários acessórios representativos das profissões.
Figura 27 - Alternativa 03
Fonte: Elaboração do Autor, 2017
O personagem não apresentaria gênero, sua cabeça e braços são articulados e as mão possuem um sulco para encaixe dos objetos. Os objetos seriam agregados ao personagem por encaixe e contato (por imãs ou velcro).
A quarta alternativa gerada (Figura 28) é composta por seis peças, se configura por 4 cenários e cada um deles com um personagem.
Figura 28 - Alternativa 04
Fonte: Elaboração do Autor, 2017
A proposta traz duas placas que ao se encaixarem dariam estrutura para quatro cenário e assim possibilitando a brincadeira com os personagens em seu ambiente de trabalho.
A quinta alternativa gerada (Figura 29) é um livro em sanfona ilustrado, cada página seria um cenário e cada cenário contendo objetos para interagir com os personagens durante a brincadeira, ao fechar o livro os personagens estariam fixos na capa.
Figura 29 - Alternativa 05
Fonte: Elaboração do Autor, 2017
A sexta alternativa gerada (Figura 30) é composta por 12 ou 18 peças, trazendo personagens para serem montados em um cilindro de base quadrada ou hexagonal. A criança ao brincar, combina as partes (cabeça, tronco e membros) do personagem encaixando as peças com auxílio de um imã colocado em cada peça, formando no final um quebra-cabeça tridimensional.
Figura 30 - Alternativa 06
Fonte: Elaboração do Autor, 2017
Para seleção do conceito final foi montada uma matriz de decisão (Quadro 7), dispondo as alternativas em linhas e para a colunas elencando os requisitos: Segurança, Jogabilidade, Proposta, Materiais e Simplicidade. Cada um dos requisitos receberam uma pontuação de 1 à 5, sendo nota 1 – ruim, 2- regular, 3- bom, 4 – ótimo e 5 – Excelente.
Quadro 7 - Matriz de decisão para o conceito final
Segurança Jogabilidade Proposta Materiais Simplicidade Soma
Alternativa 01 5 3 2 4 5 19 Alternativa 02 5 5 4 5 5 24 Alternativa 03 1 3 3 3 4 14 Alternativa 04 4 3 2 3 4 16 Alternativa 05 4 5 4 4 4 21 Alternativa 06 4 3 2 3 3 15
Foram feitas as somatórias das pontuações para revelar a alternativa escolhida. O conceito final foi selecionado a partir da alternativa 02, com a soma de 24 pontos, trabalhando com a ideia de oito cenários que ao se encaixarem compõe uma cidade.
Iniciou-se então o estudo para melhoria da proposta (Figura 31), simplificando os encaixes, formas e o número total de peças. Transformou-se o cenário em mais instrutivo, incluindo um balão de fala para cada personagem que irá compor o cenário. Na primeira etapa