Nazaré da Mata, 03 Dezembro 2020.
INÁCIO MANOEL DO NASCIMENTO Prefeito.
Publicado por:
Geisiane Soares da Silva Código Identificador:902FD87F
PREFEITURA MUNICIPAL DE NAZARÉ DA MATA - GABINETE DO PREFEITO
ACORDO DE COOPERAÇÃO TÉCNICA E ADMINISTRATIVA Nº 039/2020
PREFEITURA MUNICIPAL DE NAZARÉ DA MATA –
ACORDO DE COOPERAÇÃO TÉCNICA E
ADMINISTRATIVA Nº 039/2020.A Prefeitura Municipal de Nazaré da Mata, através da Secretaria Municipal de Assistência Social, firmou o Acordo de Cooperação Técnica e Administrativa nº 039/2020 com a Polícia Civil de Pernambuco, com o objetivo de promover a instalação e funcionamento de um Posto de Identificação para emissão de Carteiras de Identidade nesta municipalidade. O presente acordo foi publicado pela Polícia Civil de Pernambuco no DOE/PE de 06/11/2020 e em respeito ao princípio da publicidade, está sendo republicado pelo município no Diário Oficial dos Município-AMUPE.
Nazaré da Mata, 03 de dezembro de 2020.
GERUZA SALUSTIANO DE ALBUQUERQUE
Secretária Municipal de Assistência Social de Nazaré da Mata.
INÁCIO MANOEL DO NASCIMENTO Prefeito Municipal.
Publicado por:
Geisiane Soares da Silva Código Identificador:A6DF1EE3
ESTADO DE PERNAMBUCO MUNICÍPIO DE OLINDA
GABINETE DO PREFEITO DECRETO N° 243/2020
Dispõe sobre prazos e procedimentos contábeis, orçamentários, financeiros, de gestão e contingenciamento de despesas relativos ao encerramento do exercício de 2020 e abertura do exercício de 2021, e dá outras providências.
O PREFEITO DO MUNICÍPIO DE OLINDA, no uso das atribuições legais que lhe são conferidas pela Lei Orgânica Municipal, e
CONSIDERANDO a necessidade de disciplinar procedimentos para o fechamento do exercício de 2020, de natureza orçamentária, contábil, financeira, de gestão e contingenciamento de despesas para cumprimento das disposições legais e das normas de contabilidade aplicadas ao setor público;
CONSIDERANDO a necessidade de harmonizar as providências no âmbito da Administração, para a realização dos procedimentos de fechamento de exercício, que facilitarão a elaboração da prestação de contas 2020;
CONSIDERANDO a necessidade de envio dentro dos prazos dos diversos sistemas de informação de dados do setor público;
CONSIDERANDO a necessidade de atendimento das Normas Brasileiras de Contabilidade Aplicadas ao Setor Público, bem como do Instrução de Procedimentos Contábeis (IPC) 01 e 03;
CONSIDERANDO a necessidade de dar tratamento adequado às despesas inscritas em restos a pagar, para cumprimento da legislação;
CONSIDERANDO que a inscrição de restos a pagar deve observar as disponibilidades financeiras e condições de modo a prevenir riscos e corrigir desvios capazes de afetar o equilíbrio das contas públicas, salvo as exceções previstas no artigo 65, §1º, II, da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF);
CONSIDERANDO a adoção de procedimentos técnicos para operacionalização do orçamento do exercício de 2021;
CONSIDERANDO o Decreto Legislativo n.º 06, de 20 de março de 2020, Decreto Estadual n.º 48.833, de 20 de março de 2020 e o Decreto Municipal n.º 040, de 26 de março de 2020, que tratam sobre Calamidade Pública decorrente do COVID-19;
CONSIDERANDO as flexibilizações concedidas pela LC n.º 173/2020, em especial aos artigos 35,37 e 42 da Lei de Responsabilidade Fiscal;
CONSIDERANDO a necessidade de contingenciamento de despesas, exceto as relacionadas ao combate do COVID – 19;
DECRETA:
Art. 1º. O Poder Executivo Municipal, compreendido pela Prefeitura e os Fundos a ela vinculados, obedecerão os prazos e as orientações contidas neste decreto para efeito de encerramento do exercício financeiro de 2020 e à abertura do exercício de 2021.
Art. 2º. Fica desautorizada a geração de despesas novas a partir do dia 01 de dezembro de 2020, até o encerramento do corrente exercício, sem autorização de Comitê Gestor e com programação autorizada.
Parágrafo único. As regras estabelecidas no caput deste artigo não se aplicam as seguintes despesas:
I – Contratos e convênios com obrigações de conclusão ainda neste exercício, com recursos depositados em conta;
II – Despesas de pessoal, incluindo encargos sociais;
III – Despesas com precatórios e amortização da dívida consolidada pública;
IV – Despesas para acudir situações emergenciais e de excepcional interesse público, ordenadas pelo Comitê Gestor após aceitar as justificativas dos interessados;
V – Despesas necessárias ao cumprimento do art. 212 da Constituição Federal que trata da aplicação mínima na manutenção e desenvolvimento no ensino;
VI – Despesas para aplicação mínima na manutenção das ações de saúde conforme art. 7º da Lei Complementar nº 141 de 2012.
VII – Despesas relacionadas ao combate aos efeitos do COVID - 19 nas áreas de Saúde, Assistência Social e Cultura.
Art. 3º. Todos os dirigentes e responsáveis por órgãos e unidades deverão tomar providências para programar as necessidades de materiais e serviços indispensáveis ao regular funcionamento dos serviços públicos e da Administração Municipal, até o final do exercício.
Art. 4º. Casos emergenciais e situações de excepcional interesse público que ensejem a realização de despesa após a data limite, estabelecida neste Decreto, necessitam de autorização específica de Comitê Gestor.
Art. 5º. O reconhecimento contábil de notas fiscais, faturas e/ou recibos relativos a bens e/ou serviços prestados a Prefeitura e seus respectivos fundos durante o exercício de 2020 devem ser realizados até 11 de dezembro de 2020.
§1º. As dotações orçamentárias de 2021 com a natureza de despesas de exercícios anteriores (DEA) só poderão ser utilizadas exclusivamente para as despesas contempladas no art. 37 da Lei Federal nº 4.320/64.
Art. 6º- As Unidades Orçamentárias deverão:
I – encaminhar, à Secretaria Executiva de Planejamento e Gestão Estratégica - SEPLAG, as solicitações de créditos adicionais ao orçamento vigente até 04 de dezembro de 2020;
II – solicitar, à Secretaria Executiva da Fazenda - SEFAZ, autorização de inclusão ou a alteração de quotas na Programação Financeira até 04 de dezembro de 2020.
Art. 7º- Após aprovação da lei orçamentária, o Poder Executivo expedirá nos trinta dias subsequentes a Programação Financeira e o Cronograma de Desembolso para o exercício de 2021 em atendimento ao dispositivo contido no art. 8º da Lei Complementar nº 101/2000.
Art. 8º- O processamento de documentos da execução orçamentária da Administração, relativos ao exercício de 2020, deverá atender ao seguinte:
I – emissão de Notas de subempenhos até 11 de dezembro de 2020;
II – anulação, até 11 de dezembro de 2020, dos saldos dos empenhos ordinários, globais e estimativos correspondentes às despesas cuja execução não seja mais esperada até o final do exercício de 2020.
Art. 9º. As despesas regularmente liquidadas poderão ser pagas até o dia 30 de dezembro de 2020, consoante a programação aprovada.
§ 1º. Os órgãos da Administração Direta e Indireta poderão estornar os pagamentos referentes a cheques emitidos e não procurados pelos credores na tesouraria até 30 de dezembro de 2020.
§ 2º. Até o expediente do dia 30 de dezembro de 2020 poderão ser tomadas providências adicionais para o fechamento do exercício, que serão estabelecidas pela Secretaria de Fazenda e da Administração e pela Contabilidade Geral do Poder Executivo, para cumprimento da legislação.
Art. 10. O Controle Interno encaminhará ofícios à CELPE, COMPESA, Receita Federal do Brasil, Caixa Econômica Federal e demais órgãos governamentais caso necessário, com o intuito de solicitar que seja fornecida a posição das dívidas que o Município tenha com as concessionárias de água e energia elétrica, INSS, PASEP e FGTS, decorrentes de parcelamentos de débitos, para efeito de conferência, registro e inclusão nos balanços e demonstrações contábeis do exercício de 2020.
Art. 11. Os ofícios que trata o caput do art. 10 deverão ser expedidos de imediato e monitorado os retornos das informações solicitadas.
Parágrafo único. Na hipótese de não haver retorno, até o dia 30 de dezembro, deverá ser designado pelo Controle Interno um servidor para comparecer até a sede da repartição respectiva para obter pessoalmente as informações necessárias.
Art. 12. Tratamento similar ao disposto no art. 10 deverá ser dado aos créditos consignados, cuja exatidão deverá ser aferida junto ao setor de Folha de Pessoal e aos bancos credores, para que os Balanços e Demonstrações Contábeis retratem a real situação existente.
§1º. Deverão ser expedidos ofícios aos bancos solicitando a posição dos créditos consignados com pagamento por meio de retenção na folha de pessoal do Poder Executivo para conferência.
§2º. Havendo inconsistências entre os valores apresentados na dívida flutuante o Setor responsável deverá comunicar a situação ao Controle Interno o qual em conjunto orientará a adoção de medidas adequadas a regularização da situação.
Art. 13. Até o dia 08 de janeiro de 2021, as Secretarias que possuem estoques devem realizar o inventário e encaminhar a Contabilidade
Central o saldo em 31 de dezembro de 2020, para a devida apropriação contábil.
Art. 14. No encerramento do exercício, a parcela da despesa orçamentária que se encontrar devidamente empenhada, mas que ainda não foi paga, será considerada restos a pagar, que se constituirá em dívida flutuante.
§ 1º. Nos termos do art. 36 da Lei Federal nº 4.320, de 17 de março de 1964, distingue-se dois tipos de restos a pagar, os:
I - processados;
II - não processados.
§ 2º. Os restos a pagar processados são aqueles em que a despesa orçamentária percorreu os estágios de empenho e liquidação, restando pendente apenas o estágio do pagamento.
§ 3º. Os restos a pagar não processados são aqueles em que a despesa orçamentária ainda não completou o estágio da liquidação.
Art. 15. Os ordenadores de despesa deverão observar a disponibilidade financeira, por fonte de recurso, para os empenhos emitidos a partir de 01 de maio de 2020, tendo em vista as implicações do Art. 42 da LRF.
Art. 16. Serão inscritas em restos a pagar processados as despesas liquidadas e não pagas no exercício financeiro, ou seja, aquelas em que o serviço, obra ou material contratado tenha sido prestado ou entregue e aceito pelo Município contratante, restando apenas o estágio de pagamento.
Art. 17. Serão inscritas em restos a pagar não processados as despesas não liquidadas, quando o serviço ou material contratado tenha sido prestado ou entregue e que se encontre, em 31 de dezembro de cada exercício financeiro, em fase de verificação do direito adquirido pelo credor ou quando o prazo para cumprimento da obrigação assumida pelo credor estiver vigente.
Art. 18. As obrigações previdenciárias da competência dezembro/2020, tanto para o INSS como para o RPPS, devem ser contabilizados dentro de sua competência e haver disponibilidade financeira suficiente ao final do exercício caso não seja possível a sua quitação.
Art. 19. Os restos a pagar relacionados as despesas de combate ao COVID – 19 devem ser identificados com carimbo especial.
Parágrafo único. Toda documentação relacionada as Receitas e Despesas de recursos aplicados no combate ao COVID – 19 durante o exercício de 2020, devem ser arquivados separadamente das despesas normais para facilitar possíveis auditorias dos órgãos de controle.
Art. 20. A inscrição de despesa em restos a pagar não processados, limitar-se-á a casos específicos.
Art. 21. A inscrição de restos a pagar deve observar as disponibilidades financeiras e condições de modo a prevenir riscos e corrigir desvios capazes de afetar o equilíbrio das contas públicas, conforme estabelecido na Lei Complementar nº 101, de 4 de maio de 2000, respeitados as exceções previstas pela Lei 173/2020.
Parágrafo único. Para preservar o equilíbrio fiscal, deverão ser assegurados os recursos necessários ao pagamento das despesas que ficarem em restos a pagar, como no caso de convênios e contratos de repasses, onde parcelas dos recursos liberadas e a liberar, aguardam o cumprimento de cronogramas físico-financeiros para efeito de liquidação e pagamento.
Art. 22. Prescrevem em 5 (cinco) anos os empenhos inscritos em restos a pagar, nos termos do Decreto Federal nº 20.910, de 06 de janeiro de 1932.
Art. 23. Os credores cujos empenhos, inscritos em restos a pagar não processados, deverão apresentar, no prazo de 30 dias, contados da publicação deste Decreto, a documentação necessária para comprovação da liquidação da despesa.
§ 1º. A documentação para efeito de liquidação da despesa deverá atender as exigências estabelecidas no art. 63 e §§ 1º e 2º da Lei Federal nº 4.320, de 17 de março de 1964.
§ 2º. Decorrido o prazo estabelecido no caput, sem comprovação da liquidação, fica autorizada a anulação dos empenhos inscritos em restos a pagar não processados, observadas as normas de contabilidade e finanças públicas.
Art. 24. Os gestores municipais devem examinar o montante inscrito em restos a pagar de sua secretaria até 31 de dezembro de 2020, determinar a conferência das notas de empenho existentes e revisão na documentação da despesa respectiva, indicando aquelas onde os credores comprovaram, efetivamente, o atendimento das condições para liquidação da despesa e os que não conseguiram comprovar.
Art. 25. Cumprido o disposto no artigo anterior, fica, ainda, o titular da Secretaria autorizado a:
I - anular os empenhos inscritos em restos a pagar que atingiram o prazo de prescrição de 5 (cinco) anos, estabelecido no Decreto nº 20.910 de 6 de janeiro de 1932;
II - anular os empenhos inscritos como restos a pagar não processados, cujos credores não conseguirem comprovar a efetiva realização dos serviços, obras ou fornecimentos e não for possível formalizar a liquidação;
III - anular os empenhos inscritos em restos a pagar, feitos por estimativa, cujos saldos não tenham sido anulados nos respectivos exercícios;
IV - anular empenhos cuja despesa originária resulte de compromisso que tenha sido transformado em dívida fundada, objeto de parcelamento ou termo de confissão;
V - anular empenhos inscritos em restos a pagar em favor de concessionárias de serviços públicos e entidades previdenciárias, onde as obrigações tenham sido transformadas de dívida de longo prazo, por meio de termos de parcelamento, confissão de dívida ou instrumentos equivalentes;
VI - cancelar importâncias registrados como restos a pagar além dos valores correspondidos pelas nota de empenho existentes, impossibilitando a individualização do credor e a efetiva comprovação da existência da obrigação.
§ 1º. O Secretário determinará a anulação dos empenhos inscritos em restos a pagar que se enquadrarem nos requisitos estabelecidos no caput deste artigo.
§ 2º. De posse da autorização do Secretário, os Serviços de Contabilidade ficam autorizados a realizar os respectivos registros contábeis das anulações e cancelamentos respectivos.
Art. 26. Deverá ser dado tratamento diferenciado as despesas inscritas em restos a pagar com recursos vinculados, nos termos da legislação aplicável, inclusive decorrentes de transferências voluntárias do Estado ou da União.
Art. 27. Para atender ao disposto no § 2º e caput do art. 21 da Lei Federal nº 11.494, de 20 de junho de 2007, a inscrição de restos a pagar decorrentes de despesas vinculadas ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação – FUNDEB, será limitado aos saldos financeiros existentes na conta do fundo até 31 de dezembro de cada ano, não podendo exceder a 5% (cinco por cento) dos recursos ingressados na conta do FUNDEB no exercício.
Art. 28. Não deverão ser inscritas em restos a pagar despesas vinculadas ao FUNDEB em valores superiores ao saldo financeiro do fundo, para não constituir despesa sem lastro financeiro.
Art. 29. Os empenhos inscritos em restos a pagar vinculados ao ensino, permanecerão vinculados ao ensino para atender ao art. 212 da Constituição Federal e ao parágrafo único do art. 8º da Lei Complementar nº 101, de 2000 (LRF).
§ 1º. A anulação de restos a pagar vinculados ao ensino, enseja dedução no percentual das receitas de impostos aplicados na manutenção e desenvolvimento do ensino do exercício.
§ 2º. Deverá ser verificado o cumprimento do limite constitucional de no mínimo 25% (vinte e cinco por cento) da receita resultante de impostos, antes de ser anulado empenho inscrito em restos a pagar vinculado ao ensino.
Art. 30. A inscrição de empenhos em restos a pagar com recursos vinculados às ações e serviços públicos de saúde, também atenderão ao parágrafo único do art. 8º da LRF, no tocante a vinculação.
Art. 31. A anulação de empenhos vinculados aos recursos de saúde, enseja dedução no percentual das receitas de impostos aplicados em ações e serviços públicos de saúde no exercício.
Art. 32. Deverá ser verificado o cumprimento do limite constitucional de 15% (quinze por cento) da receita de impostos incidentes para aplicação nas ações e serviços públicos de saúde, antes de ser anulado empenho inscrito em restos a pagar vinculado à saúde, para atender as disposições da Lei Complementar nº 141, de 2012.
Art. 33. Os órgãos encarregados do controle de bens móveis e imóveis e do controle de materiais de almoxarifado deverão providenciar os inventários respectivos, para entregá-los à Contabilidade, consoante disposições do art. 96 da Lei Federal nº 4.320, de 1964.
Parágrafo único. O setor de controle patrimonial deverá encaminhar os valores relacionados a depreciação, amortização e/ou exaustão dos bens públicos até o dia 15 de janeiro de 2021.
Art. 34. Os setores contábil e financeiro da Prefeitura e demais fundos deverão até o dia 07 de janeiro de 2021, providenciar a conferência e o devido registro por competência das obrigações previdenciárias devidas aos regimes geral e próprio de previdência social.
Parágrafo único. Na existência de valores não recolhidos aos regimes geral e próprio de previdência social, tanto relativos à contribuição patronal como da contribuição do servidor, os ordenadores de despesas deverão informar ao Controle Interno o respectivo fato para adoção das medidas saneadores.
Art. 35. Os serviços de contabilidade deverão proceder a conciliação dos valores inscritos da dívida flutuante, informando ao secretário e controle interno a existência de possíveis valores negativos ou inconsistências.
Art. 36. O departamento de tributação deverá encaminhar ao setor contábil da prefeitura as informações relacionadas aos créditos tributários, inclusive os relacionados a dívida ativa tributária, para ajustes nos saldos do balanço patrimonial até o dia 15 de janeiro de 2021.
Parágrafo único. Para atendimento ao disposto no caput deste artigo o departamento de tributação deverá informar ao setor contábil da Prefeitura o valor do ajuste para perdas da dívida ativa tributária, bem como detalhar a metodologia de cálculo, para ajuste do balanço patrimonial em conta retificadora do ativo.
Art. 37. Os departamentos de contabilidade deverão analisar o equilíbrio das fontes de recursos para efeito de levantamento do balanço patrimonial e apuração do superávit financeiro conforme determina Lei Federal nº 4.320/64.
Parágrafo único. Havendo identificação de fontes de recursos negativas os responsáveis pelo setor contábil deverão informar imediatamente o secretário e o controle interno para adoção das medidas saneadoras.
Art. 38. As demonstrações contábeis definitivas do exercício de 2020 dos fundos municipais devem ser levantadas até o dia 05 de fevereiro de 2021.
§1º. Não serão permitidas retificações de balanços após o prazo definido no inciso I do §1º do art. 43 da Lei Federal nº 4.320/64, evitando apontamento nos relatórios de auditoria dos órgãos de controle interno e externo.
§2º. O balanço consolidado do município, será levantado até 15 de março de 2021, o qual contemplará os dados constantes na soma das demonstrações contábeis dos fundos.
§3º. As demonstrações contábeis deverão apresentar notas explicativas conforme Resolução TCE-PE nº 025/2018 e atualizações, ou resolução que determinar a prestação de contas do exercício de 2020.
Art. 39. Os setores contábeis deverão proceder a conciliação bancária de todas as contas, inclusive as relacionadas a aplicações financeiras até o dia 22 de janeiro de 2021.
Parágrafo único. Possíveis pendências de conciliação bancária devem ser imediatamente comunicadas ao gestor responsável e ao Controle Interno para que adotem em conjunto as providências saneadoras.
Art. 40. Os órgãos ou entidades cujo atraso no envio das informações ou documentos necessários provoque a não observância dos prazos legais de envio dos demonstrativos consolidados do Município de Olinda, observados os dispositivos específicos da Lei Complementar Federal nº 101, de 04 de maio de 2000, Lei de Responsabilidade Fiscal - LRF, ficam sujeitos ao bloqueio e suspensão previstos no inciso I, do art. 8º, deste Decreto, sem prejuízo da responsabilização pessoal do agente que lhes der causa, nos termos da referida LRF.
Art. 41. Fica a Diretoria Geral de Administração Financeira – DGAF autorizada a:
I - bloquear ou suspender as quotas estabelecidas na Programação Financeira de 2021, em caso de descumprimento pelos órgãos da Administração, das normas contidas neste Decreto.
II – expedir instruções normativas complementares para a execução deste Decreto.
Art. 42. Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.
Palácio dos Governadores, Gabinete do Prefeito, Olinda, 27 de novembro de 2020.
LUPÉRCIO CARLOS DO NASCIMENTO