entre 0 e 39 anos
2.3 Geração de gaussianas multivariadas
1 > library(MASS)
2 > mu = (0.281, 0.420, 0.252)
3 > Sigma = matrix((2.001, 1.938, 1.783, 1.938, 3.001,
1.247, 1.783, 1.247, 2.610), 3, 3)
4 > y = mvrnorm(n=100, mu, Sigma)
5 > pairs(y)
variávelSigmaamatrizdeovariâniadeinteresse. Noteomoéestipulada
a estrutura de uma matriz de tamanho
3
3
aos dados. A linha 4pro-duza geração, enquantoa linha5mostraomo obterográo exibidona
gura2.6.
var 1
−2 −1 0 1 2 3 4
−2 −1 0 1 2 3 4
−2 −1 0 1 2 3 4
var 2
−2 −1 0 1 2 3 4 −3 −2 −1 0 1 2 3
−3 −2 −1 0 1 2 3
var 3
Figura2.6: Gráodeparesdasoorrêniasdenormaismultivariadas
EmpregandoreursosumpouomaisavançadosdosistemaRépossível
oloaros histogramasdeadaomponentenasdiagonaisdo diagramade
pares. A gura 2.7 mostra oresultado dessa modiação. O ódigo para
produzirestegráo,ompequenasalterações,éoqueonstanapáginade
var 1
−2 −1 0 1 2 3 4
−2 −1 0 1 2 3 4
−2 −1 0 1 2 3 4
var 2
−2 −1 0 1 2 3 4 −3 −2 −1 0 1 2 3
−3 −2 −1 0 1 2 3
var 3
Figura 2.7: Gráode pares ehistogramas dasoorrêniasde gaussianas
Cenários de vida de um
indivíduo
Esseapítulotemomoobjetivointroduzirosoneitosbásiosdeatuária
para elaborar um simuladorestoástio que gere enários de vida de um
indivíduo. Paraisso,oapítuloomeçaapresentandoalgunsonetios
bá-sios edepoisapresentaoproblemaqueserádisutido,suamodelagemea
soluçãoutilizandoaplataformaR.
3.1 Coneitos básios de matemátia atuarial
Um dos elementos básiosdos seguros quelidam om a vida humana éa
tábua demortalidade. Essa seção apresentainiialmenteum modelo
pro-babilístio para a sobrevivênia de um indivíduo. Depois, introduz-se as
tábuas demortalidade.
3.1.1 Modelo probabilístio para sobrevivênia de um
indivíduo
Considereumindivíduoom
x
anoseT
seutempofuturodevida,denotadopor
T (x)
. Portanto, aidadeemqueoindivíduomorreéx + T (x)
.Otempofuturodevida
T
deumindivíduoéumavariávelaleatóriaomumafunçãodedistribuição
G(t) =
Pr(T
t), t
0.
Afunção
G(t)
representaaprobabilidadequeoindivíduomorrerádentro det
anos,paraqualquervalordet
. Assume-sequeafunçãodedistribuição de probabilidadedeT
,denotadaporG
,éonheidaeéontínua,equeG
possuiumafunçãodedensidade
g
(g(t) = G
0(t)
).Dentro desse ontexto, a probabilidade que um indivíduo na idade
x
morra dentro de
t
anos, denotada port q x
, pode ser esrita da seguintemaneira:
t q x = G(t).
Similarmente,aprobabilidadedeumindivíduosobreviverpormais
t
anos,denotadapor
t p x
é:t p x = 1 − t q x .
Aprobabilidadequeumindivíduoom
x
anossobrevivapormaiss
anosedepoismorradentrode
t
anosé:s|t q x =
Pr(s < T < s + t) = G(s + t) − G(s) = s+t q x − s q x .
Aprobabilidadeondiionaldequeumindivíduoom
x
anossobrevivamais
t
anosdepoisdeterhegadoa idadex + s
é:t p x+s =
Pr(T > s + t | T > s) = 1 − G(s + t) 1 − G(s) .
Damesmaforma,pode-sedizerqueaprobabilidadedeumindivíduomorrer
dentrode
t
anosdadoqueeleatingiuaidadex + s
é:t q x+s =
Pr(T
s + t | T > s) = G(s + t) − G(s) 1 − G(s) .
Ovaloresperadodotemporestantedeumindivíduoomidade
x
éE[T ]
,serádenotadopor
e
Æx
,esuadeniçãoé:Æ
e x = E[T ] = Z ∞
0
t g(t) dt.
Deagoraemdiante,se
t = 1
oíndiet
éomitidonasnotaçõesapresen-tadas.
Dene-seagoraa variávelaleatória
K
que representaonúmerodeanosompletosfuturosvividosporumindivíduoomumaidade
x
. Assim,pode-sedizerque
Pr
(K = k) =
Pr(k
T < k + 1) = k p x q x+k , k = 0, 1, . . .
O valor esperado de
K
é hamado de valor esperado de trunamento doSeja
S
umafração doano duranteoqualoindivíduoomidadeiniialx
morre,istoé,T = K + S.
A variável aleatória
S
tem distribuiçãoontínuaentre0
e1
. Comousu-almente éfeito, nesse trabalhoonsidera-se que a variável
S
édistribuída uniformementeentre0
e1
. Seráonsideradotambémnessetrabalho,omotambémédeostumenaliteratura,queasvariáveis
K
eS
são independen-tes.Parainteirospositivos
m
,pode-sedenira variávelaleatóriaS (m) = 1
m [mS + 1],
que é obtida omo um arredondamento para o menor múltiplo de
1/m
maiorque
S
. A funçãode probabilidadedeS (m)
estádenida nospontos1
m , m 2 , . . . , 1
. ObservequeaindependêniaentreK
eS
implianaindepen-dêniaentre
K
eS (m)
. Mais ainda, omo foi assumido queS
é uniformeentre
0
e1
, então pode-se provar queS (m)
tem uma distribuiçãodisreta uniforme.3.1.2 Tábuas de mortalidade
Partindo-sedeumnúmerofehadodepartiipantes,denominadoraiz,em
que o gênero pode ser levado em onsideração, a tábua de mortalidade
trata-se de uma tábua determinadapelas taxas anuaisde mortalidade ou
desobrevivênia.
Existemváriostiposdetábuasatuariais,omoaAT-49,AT-83ea
AT-2000,ondeATquerdizerannuitytableeonúmerorefere-seaoanoemque
asestatístiaspassadasomeçaramavaler. Tábuasmaismodernas,omoa
AT-2000, sãoadotadas emvárias empresasno Brasil, prinipalmente para
planosmaisexíveisomooPGBL.Elapossuiotempodevidamédiomais
elevadoqueasoutras,reduzindoassim,ovalordobenefíioaserpagopelas
empresas.
Porexemplo,naAT-49aexpetativadesobrevidaparaalguémom60
anoséde18,5anos,naAT-83éde22,6enaAT-2000éde24,6. Astábuas
mais modernasnão devem servistasomoinjustasou benéas apenasàs
seguradoras. Reetemasmudançasquea soiedadevem sofrendo,omoo
aumentodaexpetativadevida,melhoresondiçõessanitáriaseavançosna
mediina. NosEstadosUnidos,porexemplo,aquantidadedepessoas
en-tenáriaspassoude4000em1940,paramaisde61000,em1997. Emresumo,
se uma empresatrabalharom tábuasdesatualizadas,ela orreo risode
não teromopagarnofuturoarendamensal vitalíiaaosbeneiários.
Aonstruçãodessastábuaspodeseroriundadaexperiêniadas
segura-dorasousevalerdosdadosdosensosdemográos. Nãoexisteaindauma
tábua de mortalidade genuinamente brasileira. Oprinipal motivo é que
aindanãodeutempoparaonstruí-la,poisseriapreisoobservaravidade
umgrupodepessoasporumlongoperíododetempo.
Astábuas,sobondiçãouniversal,sãoompostasdeseisolunas:
x :
olunade idades,em anos;l x :
númerode pessoas vivas naidadex
do grupoem estudo,de umtotaliniialhipotétiode100.000novosnasimentos;
d x :
númerodepessoasdogrupoquemorrementreasidadesx
ex+ 1
;q x :
probabilidadeanual de morte, ou seja, a razão entre o número depessoasdogrupoquemorremnumaidadew
(d w
)pelonúmerodepessoasdaidade de
w
(l w
). Matematiamente,tem-se:q x = d l x
p x :
probabilidadeanual de sobrevivênia,obtida pela relaçãop x = 1 − q x
;e x :
expetativa devidaparaumindivíduoomidadex
.Observequeadistribuiçãode
K
eoutrasvariáveispodemseraluladaspela tábua.Por exemplo,
k p x = p x p x+1 p x+2 . . . p x+k−1 , k = 1, 2, 3, . . .
Para se obter a distribuiçãode
T
através da tábua deve-se usar umainterpolação. Umtipode interpolaçãosupõeque
u q x
éuma funçãolinearem
u
,parau
entre0
e1
,ex
éumnúmerointeiro. Emoutraspalavras,issosignia queé assumidauma distribuiçãouniforme desobrevidaaolongo
doano.
Apresenta-se nas tabelas 3.1, 3.2 e 3.3 a tábua de mortalidade
ame-riana masulina de 2004, disponível no endereço http://www.d.gov/
nhs/produts/pubs/pubd/nvsr/51/51_03.htm.
3.2 Apresentação do problema
Uma das grandes inertezas que um gerente de ativos e passivosde uma
seguradorano ramo vida deseja modelaré a sobrevivênia de um
indiví-duo que possui uma apólie om ela. Assim, nesse trabalho, o primeiro
problema que será onsiderado nesse livro é o de gerar enários de uma
variávelaleatória
M
que representa onúmerode meses queum indivíduosobrevivea partirdo momento em que ele fez um segurode previdênia.
Parasimpliaroproblema,assumaqueesseindivíduoaderiuaoplanono
diadeseu
n
-ésimoaniversárioequeaprobabilidadedesobrevivêniadesse indivíduoobedeea leidedistribuiçãodenidapela tábuademortalidadeamerianamasulinade2004.
3.3 Modelagem
Paramodelarainertezaemrelaçãoàsobrevivêniadoindivíduoutilizando
atábuademortalidadeamerianamasulinade2004,osimuladorgerauma
variávelaleatóriadistribuídaporumaBernoulli(
q x
),ondeq x
éaprobabi-lidade doindivíduo na idade
x
morrerentre o anox
ex + 1
. Para istoégeradoum número aleatório uniformemente distribuído entre
[0, 1]
. Se onúmerogeradofor maiordo que
q x
, então oindivíduo sobreviveeopro-essoérepetidoparaoanoseguinte. Casoontrário,seonúmerogeradofor
menorouiguala
q x
,oindivíduomorre. Restasaberemqualmêsoorreamorte.Paraisto,osimuladorgeraumnúmeroaleatóriodisretodistribuído
uniformemente entre
1
e12
eo mêsem questão orresponderáao mês da3.4 Simulação usando o R
Oprimeiropassoparaimplementarosimuladoréodearregaratábuade
mortalidadenoR.Amaneiramaisfáiléarregá-lanosistemaatravésdeum
arquivo,que pode serriadoopiandoa tábua linhaporlinha, separando
adavalorporumúnioespaçoembrano. Coloamostambémnaprimeira
linhadoarquivoosseguintesarateres: xl dpq. Esseabeçalhoindia
que a primeiraoluna serefere à idade, a segunda ao númerode pessoas
vivas,a tereiraaonúmerodepessoasque morreramnodeorreerdaquele
ano,aquartaà probabilidadedesobreviverpormaisumanodadaa idade
x(ouseja,ovalorde
p x
),e,nalmente,aquintaindiandoaprobabilidade denão sobreviver(q x
).Para arregar a tabela no R existe uma função que lê de um arquivo
texto(formatoASCII)osseusdados. Essafunçãohama-seread.table,e
elaretornaumtipodedado,quenoRéahamadodedataframe. Os
ar-gumentosbásiosdessafunçãosãoonomedoarquivo,umaginformando
seexiste umalinhadeabeçalho(header),oaraterquerepresentao
se-paradordosnúmerosdatabela,eoaraterqueindiaopontodeimal(.
ou,). Noódigo3.1,aprimeiralinhalêatabeladoarquivoAT2004.txt
armazenando-a navariávelAT2004M.Asegundalinhadesseódigomostra
oomandoparaveroonteúdodatabela. Natereiralinha,oonteúdoda
oluna"p"databelaéarregadonavariávelp_x.