• Nenhum resultado encontrado

DESENVOLVIMENTO DA METODOLOGIA

KFASB 2.0 1 REPROJETO CONCEITUAL [x Etapa 2

4) Gerar os totais

O total de cada alternativa é gerado através da equação: Tj = £ pcci ■ vcij.

As alternativas melhores colocadas devem passar por um novo processo de avaliação, escolhendo a melhor colocada como a nova referência. Desta forma, evidencia-se o melhor conceito segundo os critérios adotados.

Ao final desta tarefa obtém-se um indicativo da melhor concepção modificada para o produto. Este indicativo representa os resultados das modificações na concepção do produto

existente levando em conter os requisitos ambientais e de usuários.

Essa concepção deve ser apresentada aos responsáveis pelo projeto para a análise dos ganhos ambientais obtidos na concepção modificada selecionada, bem como o potencial de ganho nas próximas fases da RePMA. A principal dificuldade em determinar os ganhos ambientais da concepção modificada, em relação à existente, é a diferença no nível de detalhamento entre suas descrições. A concepção modificada é descrita de forma mais abstrata do que a concepção do produto existente, pois já se tem determinado o leiaute detalhado e os parâmetros de engenharia do mesmo.

2) Idéias para comparação (aj)

1) Critérios de comparação (cci)

Pesos

(pcci) 3) Valores de comparação (vcij)

4) Totais

Figura 4-18 - Matriz de avaliação. Adaptada de Back e Forcellini (1999, p. 6-4)

Nos casos nos quais as modificações não foram muito profundas pode-se optar em aplicar a ACV-simplicada para determinar o ganho ambiental, para tanto será necessário fazer suposições para permitir a avaliação da concepção modificada. Por exemplo os materiais e processos de fabricação sendo considerados semelhantes, quando possível, aos da concepção do produto existente. A desvantagem em utilizar a ACV-simplificada nestes casos é o tempo necessário para a sua aplicação e também a quantidade e influência das suposições realizadas. Por outro lado tem a vantagem de apresentar o ganho ambiental em termos quantitativos.

Uma vez determinado o ganho ambiental da concepção modificada, a equipe de reprojeto deve fazer uma projeção dos possíveis ganhos que poderão ser obtidos na fase de reprojeto preliminar e detalhado. Esta projeção baseia-se nas possibilidades de ganhos obtidos pela realização do leiaute e no detalhamento da concepção modificada.

Os resultados dessa etapa, e como conseqüência do reprojeto conceituai, devem ser apresentados aos responsáveis pelo produto, o qual deve-se dar com o reprojeto preliminar e detalhados. A proposição de métodos e ferramentas para essas fases não fazem parte do escopo desse trabalho, conforme já mencionado nos objetivos.

4.6 Considerações finais

Neste capítulo apresentou-se a metodologia de reprojeto de produto para o meio ambiente (RePMA), com o detalhamento das fases de reprojeto informacional e conceituai. A RePMA caracteriza-se como uma metodologia de natureza prescritiva de desenvolvimento de produto na qual se propõem a sistematização do processo de reprojeto. As atividades são distribuídas em fases, etapas e tarefas. Por outro lado, caracteriza-se com uma abordagem que procura reduzir o impacto ambiental do ciclo de vida do produto, através de alterações no projeto deste. Para tanto, apresentou-se um conjunto de elementos (orientações e métodos) de suporte as atividades da equipe de reprojeto na identificação e redução do impacto ambiental.

Num primeiro momento, apresentou-se uma descrição geral da RePMA, descrevendo-se as atividades e objetivos de cada fase e sua interligação com as outras fases do processo de reprojeto. Destacou-se que a passagem de uma fase para outra depende da aprovação de seus resultados pelos responsáveis pelo produto e dos possíveis ganhos ambientais que podem ser obtidos com a continuação do processo de reprojeto.

Também se destacou que este processo depende da determinação do nível de reprojeto (original, adaptativo e paramétrico) mais adequado à redução do impacto ambiental do produto. Esta determinação ocorre no reprojeto informacional e é fundamentado no quanto as atividades específicas de cada nível de reprojeto podem atender os requisitos de usuários e ambientais.

A determinação do nível de reprojeto define o caminho a ser percorrido no processo de reprojeto. No caso do reprojeto original, realizam-se as fases de reprojeto conceituai, preliminar e detalhado, por outro lado no reprojeto adaptativo, realiza-se as fases de reprojeto preliminar e detalhado e por fim no reprojeto paramétrico, realiza-se a fase de reprojeto detalhado.

Noutro momento, apresentou-se o detalhamento das fase de reprojeto informacional e conceituai. O reprojeto informacional tem como objetivo principal esclarecer o problema de reprojeto através da determinação do nível de reprojeto e a elaboração das especificações do reprojeto. O reprojeto conceituai, por sua vez, consiste nas atividades de alterações na concepção do produto existente com o objetivo de atender as especificações de reprojeto.

O detalhamento destas fases consistiu-se em apresentar o fluxo de informações entre as etapas de cada fase e os elementos de suporte às tarefas destas etapas. A elaboração destes elementos foi conduzida com apoio das considerações estabelecidas nos capítulos de estado da arte, de fundamentos sobre metodologia de projeto e dos trabalhos desenvolvido no NeDIP/UFSC. Dentre estas influências pode-se destacar:

• O detalhamento da fase de levantamento de informações, devido a sua importância e singularidade no reprojeto de produtos;

• A consideração de diferentes níveis de reprojeto e, frente a falta de esclarecimento de como determinar o nível mais adequado, apresentou-se orientações para a determinação do nível de reprojeto;

• Destacou-se a necessidade de equipes multidisplinares (responsáveis pelo produto) para suportar a continuação do processo de reprojeto;

• A consideração ambiental em conjunto com outras demandas, através da utilização dos requisitos de usuários em conjunto com os requisitos ambientais nos processos de tomada de decisão;

• Apresentação da metodologia segundo fluxogramas de atividades;

• A divisão do processo de reprojeto em quatro fases: informacional, conceituai, preliminar e detalhado;

• Orientações para realizar a atividade de determinação da realização do processo de reprojeto; e

• Destacou-se a necessidade do envolvimento da gerência no esclarecimento das estratégias ambientais da empresa em relação aos seus produtos.

Em comparação com as abordagens para o reprojeto de produto, a RePMA destaca-se em propor orientações para o levantamento e avaliação das informações sobre o produto a partir das documentações e dos clientes e usuários. Mais particularmente destaca-se em propor um método para suporta a determinação do nível de reprojeto, o que não foi apresentado em Otto e Wood (1998) (cf. item 2.2.1).

Por sua vez, a comparação em relação às propostas de PPMA (cf. item 2.4), a RePMA destaca-se em apresentar de forma sistemática a demanda ambiental em conjunto com outras demandas numa estrutura de métodos amplamente estudados na área de desenvolvimento de metodologia de projeto, em particular no NeDIP/UFSC.

Entretanto não se tratou diretamente sobre a aplicação da RePMA, mas pode-se considera que sua aplicação está sujeita aos obstáculos em relação ao PPMA (cf. Tabela 3-2) e, que apesar de ser apresentada de forma seqüencial, na sua aplicação pode ocorrer atividades simultâneas, dependendo do gerenciamento do processo de reprojeto.

Procurar-se-á identificar os aspectos relacionados à aplicação da RePMA através do estudo de caso do reprojeto de uma cafeteira elétrica, apresentada no próximo capítulo.

Es t u d o

d e

c a s o:

r e p r o j e t o

d e

u m a