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O Mercantil do Brasil dispõe de Estrutura de Gerenciamento de Capital que compreende o processo contínuo de monitoramento e controle do capital mantido pela instituição, a avaliação da necessidade de capital para fazer face aos riscos a que está sujeita e o planejamento de metas e de necessidade de capital, considerando os objetivos estratégicos.

A Estrutura de Gerenciamento de Capital Mercantil do Brasil abrange todas as Instituições do Conglomerado Financeiro, considerando também os possíveis impactos oriundos dos riscos associados às demais empresas integrantes do consolidado econômico-financeiro. Esta estrutura é compatível com a natureza das suas operações, a complexidade dos produtos e serviços oferecidos, e a dimensão de sua exposição a riscos. É constituída em uma unidade única, centralizada na Gerência de Gestão da Estratégia e Orçamento e subordinada ao Comitê Diretivo do Mercantil do Brasil.

Com o objetivo de garantir a efetividade do Gerenciamento de Capital, a organização estrutural contempla, ainda, uma atuação compartilhada de responsabilidades e controles, em que todos os envolvidos devem acompanhar a conformidade de seus processos, estabelecendo e praticando controles internos e planos de ação que minimizem os riscos e corrijam as deficiências.

Em conformidade com a Política Institucional de Gerenciamento de Capital Mercantil do Brasil, o Capital compreende componente indispensável do processo decisório dos negócios, sendo seu gerenciamento fator de diferenciação competitiva e de avaliação da relação risco-retorno e, com as novas exigências advindas das recomendações de Basileia III, o uso eficiente do Capital torna-se foco da gestão, em um ambiente em que o importante é a capacidade da Instituição em rentabilizá- lo.

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Como principais objetivos do Gerenciamento de Capital, o Banco visa:

• Utilização eficiente do Capital, por meio da alocação em negócios considerando o binômio risco versus retorno.

• Otimização do Capital alocado em segmentos de negócios e produtos de maior rentabilidade.

• Projeções de metas de Capital para atendimento aos objetivos estratégicos definidos no Planejamento Estratégico e Mercadológico Mercantil do Brasil. • Gestão integrada de riscos, considerando os pilares I e II de Basileia II.

• Garantir sua posição de solidez no mercado financeiro, ao adotar as melhores práticas de gestão e mitigação de riscos, em atendimento aos requisitos de Basileia III.

A Política Institucional de Gerenciamento de Capital Mercantil do Brasil apresenta ainda os mecanismos e procedimentos que compõem o gerenciamento de Capital, mantendo o Capital compatível com os riscos incorridos pela Instituição. Está integrada às estratégias e aos negócios de cada Instituição do Conglomerado Financeiro Mercantil do Brasil, com o intuito de alinhar todos os processos existentes e praticados com as políticas vigentes.

A gestão do capital possibilita à Instituição uma avaliação consistente do Capital necessário para suportar o crescimento projetado, além da adoção de uma postura prospectiva, antecipando a necessidade de Capital decorrente de possíveis mudanças nas condições de mercado.

Neste contexto, o Banco gerencia a estrutura de Capital com a finalidade de atender também aos requerimentos mínimos de capital regulamentar exigidos.

No plano normativo vale destacar que o Acordo de Basileia tem como parâmetro internacional obrigatório para as instituições financeiras que a relação de capital regulamentar, mais conhecido no Brasil como Patrimônio de Referência, e a exposição ao risco seja de no mínimo 8%, ante 11% no Brasil.

A avaliação da adequação do Patrimônio de Referência, que tem por objetivo mensurar a necessidade de capital para suportar todos os riscos inerentes aos negócios, é realizada através de um processo de avaliação e monitoramento de seu desempenho no decorrer das atividades para, caso necessário, proceder a sua adequação.

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A partir de outubro de 2013, entraram em vigor novas regras de mensuração do capital regulamentar, conhecido como Basileia III, nos termos da Resolução CMN nº 4.192/13, com nova metodologia de mensuração, análise e administração de riscos de crédito e riscos operacionais. Complementarmente, em conformidade com a Resolução nº 4.193/13, ficou estabelecida a exigência mínima de 11,00% de Patrimônio de Referência em relação aos ativos ponderados pelo risco, até dezembro de 2015; requerimentos mínimos de Capital Nível I de 5,5%, até dezembro de 2014, e de Capital Principal de 4,5% a partir de outubro de 2013.

Referido Patrimônio de Referência é composto por: Nível I – Constitui-se, de modo geral, pelo somatório:

a) Capital Principal: ações, reservas, ajustes de avaliação, lucros retidos e dedução dos ajustes prudenciais nos termos dos artigos 4º e 5º da Resolução CMN nº 4.192/2013;

b) Capital Complementar: instrumentos elegíveis a capital nos termos do artigo 6º da Resolução CMN nº 4.192/2013.

Nível II – Inclui, de forma geral, demais instrumentos elegíveis a capital, nos termos do artigo 7º da Resolução CMN nº 4.192/2013, observados os limites estabelecidos nos artigos 27 s 29 de referida Resolução.

No Brasil, a relação entre o Patrimônio de Referência e a exposição ao risco de no mínimo 11%, é calculada de forma consolidada com base no patrimônio líquido em BRGAAP, abrangendo todas as subsidiárias que sejam instituições financeiras. Além disso, têm-se fatores distintos de ponderação de risco atribuídos a determinados ativos e outras exposições e exigência de alocação de parcela do patrimônio para cobrir riscos operacionais e de mercado.

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No Banco, o Patrimônio de Referência é calculado conforme segue:

Descrição Basileia III Basileia II

Dez.2013 Dez.2012

a) Patrimônio de Referência - PR (a = b + c) (1)

1.417.110 1.258.101

b) Patrimônio de Referência Nível I 897.184 838.555

b.1) Capital Principal – CP (2)

897.184 838.555

b.1.1) Patrimônio líquido 897.906 872.809

b.1.2) (-) Reservas de Reavaliação (Res.3.444/07) - (269)

b.1.3) (-) Créditos Tributários Excluído do Nível I do PR (Res. 3.444/07) - (1.033)

b.1.4) (-) Ativo Permanente Diferido (Res. 3.444/07) - (32.952)

b.1.5) (-) Ajuste Prudenciais (Res. 4.192/13) (722) -

b.2) Capital Complementar - CC (Res. 4.192/13) - -

c) Patrimônio De Referência Nível II 519.926 419.546

c.1) Dívidas Subordinadas 519.926 419.277

c.2) Reservas de Reavaliação (Res.3.444/07) - 269

d) Ativos Ponderados por Risco (RWA) 10.605.422 10.162.923

d.1) RWA Para Risco de Crédito por Abordagem Padronizada - RWAcpad 10.033.320 9.661.507

d.2) RWA Para Risco de Mercado - RWAmpad 1.828 4.462

d.3) RWA Para Risco Operacional Por Abordagem Padronizada - RWAopad 570.274 496.954

e) Patrimônio de Referência Mínimo Requerido para o RWA (e = d x 11%) 1.166.596 1.117.922

f) Margem Sobre o Patrimônio de Referência Requerido (f = a - e) 250.514 140.179

g) Patrimônio de Referência Nível I Mínimo Requerido para o RWA (g = d x

5,5%) 583.298 558.961

h) Margem sobre o Patrimônio de Referência Nível I Requerido (h = b - g) 313.886 279.594

i) Capital Principal Mínimo Requerido para o Rwa (i = d x 4,5%) 477.244 457.332

j) Margem sobre o Capital Principal Requerido (j = b.1 - i) 419.940 381.223

k) Valor Correspondente ao Rban 18.076 9.458

l) Patrimônio de Referência Mínimo Requerido para o Rwa e para Rban (l = e + k) 1.184.672 1.127.380

m) Margem sobre o PR Considerando a Rban (m = a - l) 232.438 130.721

n) Índice de Basileia(n = a/d x 100) 13,36 12,38

o) Capital de Nível I (o = b/d x 100) 8,46 8,25

p) Capital Principal (p = b.1/d x 100) 8,46 8,25

(1) Em dezembro de 2012 o Patrimônio de Referência foi apurado de acordo com a Resolução CMN 3.444/07 e em dezembro de 2013 passou a ser apurado com base na Resolução CMN 4.192/13.

(2) Apresentado em dezembro de 2012 para efeito de comparabilidade.

Os recursos aplicados no ativo permanente, apurados de forma consolidada, estão limitados a 50,00% do valor do patrimônio líquido ajustado na forma da regulamentação em vigor. O Banco optou pela apuração dos índices de imobilização e de risco consolidados, abrangendo todas as instituições financeiras do conglomerado, posicionando-se o índice de imobilização em 17,72% (14,12% em dezembro de 2012).

75 27. Transações com Partes Relacionadas 27.1 Operações de partes relacionadas

Os saldos e resultados das operações de partes relacionadas, vide nota explicativa nº 2.2.1, realizadas a valores de mercado, considerando a ausência de risco, são como segue: ATIVOS PASSIVOS Empresas Aplicações interfinan- ceiras de liquidez Outros créditos Depósitos Totais Recursos de aceites e emissão de títulos Operações Compro- missadas Outras obrigações Dezembro de 2013

Banco Mercantil de Investimentos S.A. (1) - 412 68.483 - 11.671 -

Mercantil do Brasil Corretora S.A. (1) - 20 83 - 12.944 -

Mercantil do Brasil Distribuidora S.A. (1) - 142 29 - 7.068 -

Mercantil do Brasil Financeira S.A. (1) 1.081.891 4.549 3.655 - 27.603 -

Mercantil Administração e Corretagem de

Seguros S.A. (1) - 1 1.244 - - -

Mercantil do Brasil Leasing S.A. (1) - 107 161 - 20.923 -

Mercantil do Brasil Imobiliária S.A. (1) - 13 17.368 - - -

Mercantil do Brasil Administradora e Corretora

de Seguros e Previdência Privada S.A. (1) - 3.199 28.345 - - -

Serviços e Negócios Imobiliários S.A. (1) - 5 4.858 - - -

Companhia Securitizadora de Créditos

Financeiros (1) - 5 6.021 - - -

Mercantil do Brasil Empreendimentos

Imobiliários S.A. (1) 250 9.251 - - 36

Outros (2) - - 102.074 7.763 - 967

Total 1.081.891 8.703 241.572 7.763 80.209 1.003

Dezembro de 2012

Banco Mercantil de Investimentos S.A. (1) - 744 169.132 - 21.165 -

Mercantil do Brasil Corretora S.A. (1) - 15 87 - 9.854 -

Mercantil do Brasil Distribuidora S.A. (1) - 95 31 - 5.530 -

Mercantil do Brasil Financeira S.A. (1) 498.924 3.376 14 - 10.622 -

Mercantil Administração e Corretagem de

Seguros S.A. (1) - 1 667 - - -

Mercantil do Brasil Leasing S.A. (1) - 116 93 - 15.584 -

Mercantil do Brasil Imobiliária S.A. (1) - 705 18.468 - - -

Mercantil do Brasil Administradora e Corretora

de Seguros e Previdência Privada S.A. (1) - 1.469 16.948 - - -

Serviços e Negócios Imobiliários S.A. (1) - - 357 - - -

Companhia Securitizadora de Créditos

Financeiros (1) - 655 7.458 - - -

Mercantil do Brasil Empreendimentos

Imobiliários S.A. (1) - 803 10.791 - - 426

Outros(2) - - 104.481 4.648 - 7.393

76 Receitas / (Despesas) Empresas Dez / 2013 Dez / 2012 Resultado da intermediação financeira Outras receitas / (despesas) Resultado da intermediação financeira Outras receitas / (despesas)

Banco Mercantil de Investimentos S.A. (1) (9.138) 1.945 (28.817) 3.658

Mercantil do Brasil Corretora S.A. (1) (797) 247 (702) 189

Mercantil do Brasil Distribuidora S.A. (1) (509) 59 (433) 63

Mercantil do Brasil Financeira S.A.(1) 75.726 33.288 18.740 8.367

Mercantil Administração e Corretagem de

Seguros S.A. (1) (48) 9 (27) 8

Mercantil do Brasil Leasing S.A. (1) (1.477) 229 (1.037) 317

Mercantil do Brasil Imobiliária S.A. (1) (1.330) 146 (1.635) 163

Mercantil do Brasil Administradora e Corretora de

Seguros e Previdência Privada S.A. (1) (1.685) 455 (583) 265

Serviços e Negócios Imobiliários S.A.(1) (247) 36 (31) 4

Companhia Securitizadora de Créditos

Financeiros (1) (501) 62 (605) (328)

Mercantil do Brasil Empreendimentos Imobiliários

S.A. (1) (750) (325) (393) (358)

Outros (2) - (9.477) - (7.393)

Total 59.244 26.674 (15.523) 4.955

(1)

Controladas direta e indiretamente

(2) Controladores e pessoal chave da administração

27.2 Remuneração dos Administradores e Benefícios Pós-Emprego

Anualmente, na Assembleia Geral Ordinária é fixado o montante global da remuneração dos membros do Conselho de Administração e da Diretoria Executiva do Banco Mercantil do Brasil, conforme previsto no Estatuto Social. Até 31 de dezembro de 2013, não ocorreu qualquer deliberação quanto a benefícios pós- emprego.

• Benefícios de Curto Prazo

Descrição 31/12/2013 31/12/2012

Honorários do Conselho de Administração e da Diretoria

Executiva 22.516 20.003

Remuneração Fixa 22.109 18.006

Participação Estatutária 407 1.997

Pagamento em espécie – curto prazo 358 1.226

Pagamento em cotas de fundo de ações do MB – longo prazo 49 771

• Benefícios de Rescisão do Contrato de Trabalho e Remuneração Baseada em Ações

77 27.3 Outras Informações

Não são efetuados empréstimos ou adiantamentos a quaisquer subsidiárias, membros do Conselho de Administração, da Diretoria Executiva, bem como a seus respectivos cônjuges e parentes até 2º grau.