2.3 Trabalhos Correlatos
3.0.1 Gerenciamento de Demandas
Este processo é o responsável por toda a coleta e avaliação das demandas da
organização, desde a coleta de demandas até a escolha de qual será contratada, além de
todo o processo de melhoria contínua do modelo.
Na na etapa de coleta de demandas, é eleito um time para cuidar dos processos de
aquisição, ficando estes responsáveis pela coleta das demandas, que vem da alta direção
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e também como sugestões dos colaboradores, haja visto que estes tem uma visão mais
completa sobre as atividades do dia a dia da organização.
A partir desta etapa, uma lista de demandas é gerada e então o Kanbam de
demandas da organização é atualizado. Se houverem novas demandas, começam as fases
de análise, caso contrário, a procura por novas demandas continua.
O processo de análise é composto por 3 outros subprocessos:
∙ Análise de demandas;
∙ Análise de viabilidade;
∙ Análise de riscos.
Cada uma levando em consideração um aspecto diferente, mas extremamente
im-portante na escolha como um todo.
A análise de demandas leva em consideração todos os documentos produzidos até
o momento, também levando em conta documentos gerados por processos anteriores. A
partir disso, fornece um relatório para as etapas subsequentes.
As análises de risco e viabilidade ocorrem em paralelo, e são extremamente
im-portantes dentro do processo de aquisição.A análise de risco, consiste na análise da
docu-mentação gerada até o momento, e então em uma análise swot e a confcção de um gráfico
burndown de riscos. A análise de viabilidade, que pode ser vista na Figura 3, consiste
em duas etapas distintas. Primeiro uma análise do problema em sí, e se o mesmo pode ser
resolvido apenas mudando o processo interno da empresa. Se o problema não puder ser
resolvido de forma simples, então é feito todo o estudo padrão de viabilidade da aquisição,
focando em pessoal, recursos e valor.
Figura 3 – Análise de Viabilidade
A análise do processo é de extrema importancia dentro do modelo, pois permite
a organização analisar todo o processo que envolve a demanda e então poder perceber se
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é realmente necesssário realizar uma aquisição para atende-la, ou se somente mudando o
processo interno, é possível melhorar o seu desempenho, evitando assim uma compra.
Continuando o processo de gerenciamento de demandas, temos as fases de ranking
e de escolha das demandas. O rank começa com a escolha dos critérios de avaliação, sendo
então gerada uma lista com o ranking das demandas. O processo de escolha se utiliza desta
lista, enviando então a demanda escolhida para o início do modelo, como pode ser visto
na Figura 1.
Os dois processos que restam, Melhoramentos e o Gerenciamento de subprocessos,
são também processos contínuos dentro do modelo. Ambos tem inspiração nos métodos de
controle e aprimoramento das metodologias ágeis, principalmente o Scrum [13] e o SAFe
[14].
O gerenciamento do subprocesso, como pode ser visto naFigura 4, é responsável
por avaliar o progresso das demandas em andamento, pelas reuniões de acompanhamento
e também pela análise do custo X beneficio.
Figura 4 – Gerenciamento de Subprocesso
A análise de progresso, tem como objetivo analisar as demandas já entregues,
atu-alizando o Kanbam para que todos possam acompanhar o progresso de cada processo,
me-lhorando a comunicação e também a disseminação de informação dentro da organização.
Além destas tarefas, esta etapa também é responsável pela geração de dados qualitativos
e quantitativos a respeito das aquisições feitas pela organização, dados estes que serão
usados nos processos de aprimoramento do modelo.
As reuniões são inspiradas nas reuniões diárias do Scrum [13], e tem como objetivo
mostrar como o processo tem caminhado e quais os empecilhos encontrados pelos membros
da equipe em realizar os seus trabalhos. Isso é extremamente importante, pois permite
corrigir pequenas falhas que podem acabar gerando um prejuízo maior se deixadas de
lado. As reuniões não precisam ser diárias, ficando a cargo de cada organização definir
um prazo específico para a realização das mesmas, sendo recomendado que sejam feitas
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pelo menos uma vez por semana, até que a empresa adquiria um certo grau de maturidade.
O gerenciamento de demandas, inspirado no gerenciamento de portifólio do SAFe
[14] e que pode ser visto na Figura 5, é uma das partes mais importantes dentro do
gerenciamento de subprocessos, pois ele analiza o custo benefício das demandas mais
re-centes em relação as demandas em andamento, comparando se é mais vantajoso continuar
com os processos em andamento, ou encerrá-los, a fim de dar início a um novo processo
de aquisição que gere mais benefíos a empresa. Para isso, é feita uma análise completa
dos processos em andamento e dos novos processos, levando em consideração os pontos
envolvidos em encerrar um processo, o começo de outro e se isso é de algum modo mais
vantajoso para a organização.
Figura 5 – Gerenciamento de Demandas Internas
O processo de melhoria contínua existe para promover a adaptação do modelo para
a organização de forma plena, sempre buscando uma melhora na qualidade dos processos
desenvolvidos pelo modelo e também pela organização.
O processo de melhoria contínua, que pode ser visto na Figura 6, funciona
ana-lisando a documentação gerada por todas as fases do modelo, além de tudo aquilo que
foi gerado nas reuniões periódicas, analisando então os pontos positivos e negativos de
cada processo realizado, e também as dificuldades enfrentadas pela equipe, gerando assim
uma visão completa sobre tudo o que foi feito e gerando um melhor entendimento dos
processos, possibilitando assim uma melhor visão de como melhorá-los e a implantação
de melhorias que possam ajudar a organização a ganhar produtividade.
No documento
MATHEUS SANTANA DA SILVA GAIA MODELO DE MATURIDADE PARA AQUISIÇÃO DE SOFTWARE
(páginas 29-33)