4. RESULTADOS E DISCUSSÃO
4.2 REVISÃO SISTEMÁTICA PARA IDENTIFICAR AS DIRETRIZES
4.2.3 GERENCIAMENTO DE TRANSPORTE RODOVIÁRIO
O gerenciamento de transporte rodoviário consiste simultaneamente, na atuação estratégica, tática e operacional. A gestão no transporte atua diretamente nos processos que envolvem distribuição de produtos ponto a ponto e também na locomoção de pessoas numa região. Essa gestão deve acontecer alinhada às pessoas que contemplam uma determinada área seja numa empresa, sociedade ou governo.
O gerenciamento do transporte exige que seu gestor tenha uma visão geral da operação, acompanhando e aplicando ações que determinem o controle dos processos. Essa visão influenciará no controle dos custos envolvidos numa gestão, pois o mesmo está atrelado a qualquer transporte.
Os custos de transportes podem ser fixos ou variáveis, dependendo do escopo da operação, cabendo ao gestor ter a vivência nestes processos e um acompanhamento constante da operação para que nada saia fora do controle.
Por meio dos indicadores de performance os gestores terão a capacidade de gerenciar o transporte definindo com suas métricas e percentuais, buscando alguma alteração na tomada
de decisão, bem como o controle de despesas com abastecimentos, manutenções preventivas e periódicas, desgaste com os pneus, aliados a um sistema que gere economia e controle todos os custos e ocorrências que possam ocorrer. Estes processos obtém as informações necessárias ao gerenciamento das informações que serão reportadas ao cliente interno ou externo dentro de uma organização.
O controle de abastecimento pelo gestor é fundamental, devido ao alto custo envolvido neste processo e o cuidado para não haver desvio ético ao longo do processo. Além desta responsabilidade está atrelado o controle dos pneus, fator esse que deve ser considerado crítico numa frota de veículos devido ao alto valor de cada pneu e o risco do mesmo ser trocado sem necessidade ou podendo ser desviado em atitude não ética.
A execução dessa administração do transporte compreende tomar decisões operacionais no controle da frota movimentando toda a estrutura para assegurar que o serviço seja realizado com qualidade e custos controlados. Para ter o controle de frota a gestão de transporte além de fazer o acompanhamento interno das operações deverá fazer a gestão externa da mesma, seja por meio de sistemas que indicarão a posição dos veículos bem como, a rastreabilidade das entregas e a disponibilização exata da localização em tempo real dos veículos, trazendo informações que são reportadas para os clientes e equipe interna. Cabe observar que essa frota poderá ser própria ou terceirizada e o gestor que terá essa tomada de decisão, a qual deverá ser alinhada com a organização toda vez que acontecer a reprogramação de veículos.
Diante disso, a gestão do transporte é considerada estratégica na logística das empresas, pois visa a satisfação e fidelização dos clientes ao produto ou serviço a ser prestado ou entregue, tendo um viés de otimização de custos e objetivando lucros para o negócio.
Quadro 8 - Diretrizes para o Gerenciamento de Transporte Rodoviário Sustentável
Gerenciamento Transporte Sustentável
Conceito/Diretriz Referências
Consiste em gerenciar a rede de transporte,
estabelecer uma análise econômica, analisar a estratégia definida e ao longo do processo corrigir algum desvio desse foco
Vlek (1995) Zagorianakos (2004) Koroneos e Nanaki (2007) Arena et al (2012) Schoeman (2013) Raslavičius et al (2014) Verma et al (2014) Farkavcova et al (2017) Laha (2017) Tayarani et al (2018) Heinold e Meisel (2018) Bones et al (2013)
Engloba na análise de demanda, definir a quantidade de veículos, o desenho das rotas com o menor trajeto afim de reduzir as emissões de CO² e a unitização de cargas
(Wang e Yeo, 2017)
Consiste no mapeamento de processos uma forma de entender como funciona cada etapa. Obter a melhoria contínua na preservação ambiental, social e econômica
Hammer, (2010
terceiro o controle de emissões de CO², por meio de indicadores de velocidade, utilizando o tacógrafo Engloba a definição do nível de serviço o alinhamento das expectativas e da qualidade do produto e serviço sejam entregues conforme acordos comerciais e econômicos
Swart, 2015)
Consiste na definição das métricas necessárias para ter o controle na realização das atividades visando
otimização de custos e com viés sustentável
Morrison et al (2011)
Envolve estimar, orçar e fazer o controle de custos
para que eles alcancem os objetivos e metas para os quais foram aprovados e acordados
Arvidsson et al (2013) Nocera e Cavallaro (2017) Chesneau et al (2011)
Consiste em acompanhar e controlar as tarefas,
garantir que as etapas e prazos estejam dentro do alinhamento e do orçamento previsto
Oliveira et al (2014) Finnveden e Åkerman (2014) Espinet et al (2016) Zagorianakos (2004) Oliveira et al (2014) Engloba a manutenção corretiva e preventiva um
desafio constante. Por meio da gestão de abastecimento é dado uma atenção ao consumo e poluentes
ambientais.
Balasubramaniam et al (2017)
Consiste nas práticas sustentáveis um apoio dos
decisores, na busca de alternativas de veículos que não utilizem combustíveis fósseis
(Hahn, Preuss, Pinkse e Figge, 2014; Neugebauer, Figge e Hahn, 2016)
Envolve nas aquisições do projeto uma das fases importantes dentro das organizações, porque trata de compra, investimentos e premissas contratuais
(Montes, 2017)
Engloba na localização fatores em relação às distâncias de fábrica, fornecedor e cliente, porque quanto menor às distâncias, menor será a emissão de CO²
Prause (2014) Bacenetti et al (2015) Wang et al (2018) Mok et al (2005)
Consiste na gestão de pessoas um desafio, já que são vários aspectos envolvidos. Fazer com que a equipe lide bem com a pressão, promovendo equidade e resultado
Iftekhar e Tapsuwan (2010) Laha (2017)
Envolve os fatores de análise e avaliação de riscos para a redução das probabilidades e que devem ser
consideradas no gerenciamento de riscos
(Zdanyte e Neverauskas, 2011)
Consiste na gestão da comunicação e nível de serviço ao cliente avaliar os indicadores de transporte
ecoeficiente
(Laeequddin et al, 2012)