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7.1.GESTÃO DE RISCO

7.1.1.RISCO DE MERCADO

No que se refere ao risco de mercado, o Banco aplica modelagem para gestão de riscos e define limites de exposição, com a elaboração de relatórios diários de acompanhamento dos riscos dos ativos constantes da carteira de negociação. Dentre as métricas aplicadas, destacam-se:

Análise de sensibilidade;

Valor em Risco (VaR);

Teste de estresse.

Os relatórios produzidos são apresentados ao Comitê de Risco de Mercado e Liquidez e de Planejamento de Capital, além de reportados à Alta Administração. No primeiro semestre de 2016, os limites em função do Patrimônio Líquido (PL) e de valores do VaR da carteira trading do Conglomerado Prudencial foram revistos, a fim de alcançarem maior aderência em relação às posições detidas pelo Conglomerado Prudencial. O processo de gestão do risco de mercado é realizado em duas frentes: gerencial e legal.

O processo gerencial se utiliza do acompanhamento diário dos valores de VaR das carteiras de negociação e de não-negociação, bem como de seus limites, além da

realização de testes de estresse e de backtestings trimestrais. A gestão com foco

legal é voltada à apuração e ao acompanhamento da alocação de capital para o risco de mercado.

7.1.2.RISCO DE LIQUIDEZ

O BRB mantém níveis de liquidez adequados aos compromissos assumidos pela Instituição. A gestão do risco de liquidez do BRB é realizada por meio dos seguintes instrumentos:

Projeções dos indicadores de gestão do risco de liquidez (Reserva Mínima de

Liquidez – RML, Índice de Liquidez de Curto Prazo – ILCP e Fluxo de Caixa Projetado);

Teste de Estresse;

Simulações de movimentações financeiras relevantes para prever

antecipadamente seu impacto na gestão do risco de liquidez;

Com relação ao gerenciamento do risco de liquidez, no primeiro semestre de 2016, foi dada continuidade ao acompanhamento sistemático, pela Alta Administração, das informações de monitoramento da liquidez de curto prazo, com vencimentos até 90 dias, conforme prevê a Resolução BC nº 4.090/12.

Além disso, a área responsável pela gestão do risco de liquidez analisa os descasamentos estruturais provenientes do saldo líquido resultante da diferença dos ativos negociáveis e passivos exigíveis da instituição, contabilizados nos vencimentos maiores que noventa dias. O gerenciamento é diário e é reportado à Alta Administração e ao Comitê de Risco de Mercado e Liquidez e de Planejamento de Capital.

O processo de gestão de riscos no BRB encontra-se disponível no sítio de relações

com investidores (http://ri.brb.com.br), no link “Relatório de Gestão de Riscos”.

7.1.3.RISCO DE CRÉDITO

O controle da exposição ao risco de crédito do BRB que decorre principalmente das operações de crédito, dos títulos e valores mobiliários, dos compromissos de crédito e da prestação de garantias financeiras é realizado por meio do monitoramento de indicadores como:

Atraso;

Prejuízo;

Inadimplência;

Evolução do volume de operações de crédito;

Provisão;

Índice de Cobertura.

São utilizados, ainda, os seguintes limites para a gestão:

Limites de risco ao valor da exposição do cliente;

Limite de Crédito Global – LCG;

Limites por setor da economia;

Com base nesses indicadores e do estabelecimento de limites, as informações são reportadas à Alta Administração e, mensalmente, ao Comitê de Risco de Crédito, onde são definidas estratégias para mitigação do risco.

7.1.4.RISCO OPERACIONAL

O BRB busca mitigar o risco operacional por meio do acompanhamento sistemático do banco de dados de perdas operacionais, do monitoramento dos indicadores chaves de risco, do mapeamento periódico dos processos críticos nas atividades fins realizadas pela instituição, além do acompanhamento dos riscos operacionais relacionados à prestação de serviços terceiros. Esse acompanhamento tem como ênfase a identificação do grau de exposição ao risco, sua mensuração, o controle, a prevenção e a sua redução.

No 1° semestre de 2016, foram realizadas ações de gestão de risco operacional voltadas à identificação, à mensuração e à mitigação dos riscos nos processos da instituição. Foram realizados trabalhos de mapeamento de riscos operacionais nos processos de:

Correspondentes não bancários;

Recuperação de Crédito;

Assessoramento Jurídico;

Gestão da Central de Serviços e Incidentes de TI;

Gestão de Serviços de Terceiros em TI;

Gestão de Problemas de TI;

Precificação de Ativos.

7.1.5.POLÍTICA DE RISCO REPUTACIONAL

Em cumprimento às diretrizes da Política de Responsabilidade Socioambiental (PRSA), o BRB implementou a sua Política de Gestão do Risco Reputacional e de Imagem, a fim de garantir a qualidade, a transparência, a veracidade, a equidade e a tempestividade na prestação de informações a todos os públicos com os quais o Banco se relaciona.

7.2.CONTROLES INTERNOS E CONFORMIDADE

No primeiro semestre de 2016, as unidades responsáveis pelos processos de Controles Internos e de Compliance do BRB atuaram em consonância com os procedimentos descritos na Política de Controles Internos e Conformidade e nas demais normas institucionais que regulamentam as atividades, com o objetivo de garantir o alinhamento dos processos internos às diretrizes estabelecidas.

Além disso, o Conselho de Administração do BRB aprovou a nova metodologia de controles internos, alinhada às diretrizes do Committee of Sponsoring Organizations of the Treadway Commission (COSO 2013), que engloba as etapas de mapeamento de processos, identificação e avaliação de riscos operacionais e implementação de controles internos.

Com isso, as normas internas relacionadas ao assunto foram revisadas e publicadas no portal de normativos da Instituição, em aderência à Resolução 2.554/98 do Banco Central e em conformidade com a metodologia de controles internos aprovada pela Administração.

Inicialmente foram visados processos críticos da instituição, contemplando a identificação e avaliação dos riscos, a verificação de conformidade normativa e a identificação de controles. Como resultado do trabalho, as unidades responsáveis pelos riscos estão adotando os procedimentos necessários para mitigar as fragilidades identificadas. Essas ações corretivas estão sendo acompanhadas por meio de planos de ação e reportados periodicamente à alta administração e aos órgãos que integram o ambiente de governança.

De modo complementar, o BRB implementou, ainda no período de referência, uma nova solução para monitoramento dos planos de ação, possibilitando a melhoria da gestão das fragilidades e a otimização dos recursos alocados na área de controles internos.

O Banco desenvolveu, ainda, trabalhos de validação de modelos quantitativos e estatísticos, obedecendo ao cronograma de trabalhos previstos para o exercício 2016, com o objetivo de assegurar a efetividade dos sistemas internos de mensuração e de gerenciamento de riscos, além da sua adequação aos diferentes usos a que se aplicam.

Ato contínuo, o programa de aculturação e treinamento em controles internos foi remodelado, com vistas a disseminar as melhores práticas e orientações sobre o assunto em âmbito corporativo. Em um primeiro momento, a primeira ação do programa de aculturação envolve a disponibilização de treinamento interno para o corpo funcional, que será disponibilizado no início do segundo semestre de 2016. Assim, o desempenho das atividades de Controles Internos e de Conformidade do BRB garantiu normalidade ao ambiente de negócios e possibilitou que os riscos inerentes às atividades da Instituição fossem identificados e administrados adequadamente.

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