CAPÍTULO II: DO REFERENCIAL TEÓRICO
2.3 GESTÃO EDUCACIONAL
Conceitualmente, aos olhares de Tavares (2010), a Gestão Educacional pode ser entendida como o conjunto de utilização racional de recursos (destinados para u-ma determinada Instituição de Ensino ou de capacitação) para a realização de seus fins, que visa melhorar o desempenho produtivo e as características esperadas desta frente aos seus pedidos e determinações superiores.
Já para Santos (2002), a gestão vai além da utilização racional de recursos, e entra na explanação educacional e nos métodos de Avaliação e processo de aprendizagem, ao subentender que “toda Gestão Educacional busca gerir as problemáticas extrínsecas ao ambiente escolar e diminuir seus resultados (negativos) ao processo de aprendizagem” (Santos, 2002, p.7).
Valerien (1993) entende o processo através de um modelo amplificado ao determinar que a Organização e os processos de gestão, incluindo processos pedagógicos-educacionais e métodos de Ensino, assumem diferentes significados conforme a concepção que se tenha de objetivos de educação em relação à toda sociedade e a formação dos alunos; e assim, a Gestão Escolar não possui, às vistas da autora, uma formação específica, mas é baseada nos princípios escolares em que os alunos estão (por exemplo: escola militar – Ensino doutrinário-militar) bem como no modelo de ensi-no que a Instituição está (por exemplo: escola pública: Divisão por séries e avaliações quantitativas).
Estas concepções são seguidas também por Saviani (2000), que dispõe que, através destes modelos amplos (onde não se reconhece quais as metodolo-gias adequadas de Gestão Educacional), é possível entender que todo o processo de gerir ambientes institucionais é dinâmico e atrelado, tendo em vista que depende da ordem geral sob a Instituição (atrelado a
Maia e Costa (2011), compreendem que há, mesmo sem um padrão específico de formação, a necessidade de imperarem-se dois fundamentos da Gestão Educacional que são: (1) processos pedagógicos e (2) processos administrativos. E assim, os autores afirmam que:
A administração escolar pensada e organizada com foco no processo pedagógico e no administrativo constrói uma identidade educacional integrada, [...] e mostra-se necessária para que as instituições de educação atinjam seus objetivos finais – que é o de ensinar. A prática pedagógica e a administrativa, quando voltadas para o processo de Ensino-aprendizagem supera a fragmentação da formação do ser humano, aumentam os resultados dos institutos escolares, e tendendo a produzir o que a sociedade (ou instâncias superiores) esperam em seus formandos (Maia e Costa, 2011, pg. 77)
Assim, embora não haja uma definição específica de como realizar uma atividade de Gestão Educacional, tendo em vista multiplicidade dos fatores sociais, econômicos e Culturais dos locais onde as instituições estão instaladas (Valerien, 1993, p.28), aos olhos de Maia e Costa (2011) é possível auferir que dois setores são demasiados necessários, indiferente do nível de Ensino ou da metodologia abordada no processo de aprendizagem.
Nesta perspectiva, Luck (2000) apresenta o papel do Gestor e da capacitação deste e de sua equipe/atividades como condição prévia para bom funcionamento dos processos de gestão Educacional – que, às vistas do autor – depende exclusivamente da preparação e do Planejamento de atividades. Assim, afirma Luck (2000) que faz-se necessário a todas as modalidades de Gestão Educacional o reconhecimento de saberes que envolvem (1) resolução de conflitos, (2) atuação em situações de tensão; (3) trabalho em equipe, (4) novas alternativas de gestão, (5) negociações, (6) manter processo de comunicação e diálogo abertos, (7) Planejamento e coordenação em reuniões e (8) articulação de interesses diferentes. Por consequência, em um nível maximizado, o processo de Gestão Educacional do autor compreende quatro áreas a mais do que as visões de Maia e Costa (2011), sendo composto por: (1) setor pedagógico, (2) setor administrativo, (3) setor financeiro, (4) setor pessoal, (5) setor de comunicação e (6) setor de eficiência de processos. Estes, inclusive, sempre dentro de um processo de Hierarquia de disposição, isto é, de resultados e referências uns aos outros – disposto no diagrama do Infográfico 1, disponível abaixo.
Fonte: Autor (2020)
Juntos, todos estes setores produzem “um processo de Ensino equilibrado e com a demanda e oferta a partir das visões institucionais para a qual foi criado” (Luck, 2000). E com base no fundamento gráfico acima, é denotável que existe Hierarquia de solução e inferência, isto é, de respeito às decisões.
Assim, os processos de eficiência e de aprendizagem devem respeitar as definições do setor pessoal (e aqui pode-se incluir os métodos de Avaliação dos professores e afins) bem como o setor pessoal deve respeitar e seguir as produções dos setores de comunicação e administrativo, que seguem, respectivamente, os dois principais setores que definem visões institucionais da Instituição (setor pedagógico e setor financeiro). Estas previsões são também mencionadas às análises de Paro (2002), de Martínez (2004) e de Oliveira (2002) com especificação nas áreas de atuação privada. Oliveira (2002), em suas análises, que compreendem definições de Luck (2000), assim afirma que:
No Ensino público ou público-parcial, onde o Estado contribui com as visões institucionais, os processos e definições envolvidos com áreas do setor pedagógico e financeiro são focos centrais da Gestão, tendo em vista que há uma previsão orçamentária máxima e a necessidade de estabelecer uma política que registre-se pelas permissões do art. 37º da Constituição Federal de 1988.
Fica-se perceptível, assim, que na aplicabilidade de uma Gestão Educacional Pública (GEP), os entendimentos de Luck (2000) são aplicáveis quanto as seis áreas que necessitam de existência em um processo de gestão tão quanto as noções de existência de dois setores primordiais de Maia e Costa (2011) também produzem fundamento de uso. Assim, denota-se que, embora inexistência de um modelo programado de Gestão, a vertente Institucional educacional sempre priorizará as visões de metodologia de Ensino e Avaliação e as visões administrativo-financeiras frente a tal.
Conceitualmente, aos olhares de Tavares (2010), a Gestão Educacional pode ser entendida como o conjunto de utilização racional de recursos (destinados para uma determinada Instituição de Ensino ou de capacitação) para a realização de seus fins, que visa melhorar o desempenho produtivo e as características esperadas desta frente aos seus pedidos e determinações superiores. Já para Santos (2002), a Gestão vai além da utilização racional de recursos, e entra na explanação educacional e nos métodos de Avaliação e processo de aprendizagem, ao subentender que “toda Gestão Educacional busca gerir as problemáticas extrínsecas ao ambiente escolar e diminuir seus resultados (negativos) ao processo de aprendizagem” (Santos, 2002, p.7).