• Nenhum resultado encontrado

GIACOMONI, J Orçamento público São Paulo: Atlas 2005.

No documento REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL (páginas 76-80)

Investimentos com recursos não onerosos

22 GIACOMONI, J Orçamento público São Paulo: Atlas 2005.

Plano Nacional de Saneamento Básico

75

Fonte: Siafi Gerencial. Informações disponibilizadas pelo MCidades e IBGE, Indicadores Econômicos23. Valores atualizados pelo IGP-DI da FGV para dezembro de 2012.

FIGURA 4.29 Recursos não onerosos. Participação relativa dos recursos comprometidos no PIB brasileiro,

2003 - 2011

O PAC 1 (2007-2010) previu inicialmente para o setor cerca de R$ 40 bilhões, sendo R$ 12 bi- lhões de recursos orçamentários (66% por intermédio do MCidades e 33% pela Funasa), R$ 20 bilhões de financiamento e R$ 8 bilhões como contrapartida dos estados, municípios e prestadores de serviços24.

Para a segunda fase do PAC (2011-2014) o Governo Federal anunciou investimentos da ordem de R$ 45 bilhões para a área de saneamento.

Pelas Figuras 4.30 e 4.31 verifica-se a relevância das rubricas orçamentárias do PAC para o setor de saneamento básico. Em 2007, aproximadamente 57,8% (R$ 3,8 bilhões) dos compromissos com recursos não onerosos foram realizadas em rubricas orçamentárias do PAC. Essa proporção sofreu aumento expressivo nos dois anos seguintes à criação do Programa, principalmente no ano de 2009, quando o peso relativo de seus recursos no total comprometido foi de 70%.

Em relação aos desembolsos, pode-se inferir que o incremento deles a partir de 2008 já é reflexo da aplicação das contratações realizadas a partir de 2007, resultado da prioridade conferida ao PAC25. Destaque deve ser dado para o ano de 2010, quando foram desembolsados por meio do PAC em torno de 90% do total de desembolsos realizados com recursos orçamentários.

23 Disponível em: http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/indicadores/pib/defaulttabelas.shtm>. Acesso em: 22 Fev. 2013. 24 BRASIL. MINISTÉRIO DAS CIDADES. Resultados, projeções, ações. 2009, 123p. Brasília: 2009.

25

BRASIL. MINISTÉRIO DAS CIDADES. SECRETARIA NACIONAL DE SANEAMENTO AMBIENTAL. Gasto público em saneamento básico. Relatório de aplicações de 2008. 88p. Brasília: 2009

Fonte: MCidades.

FIGURA 4.30 Recursos não onerosos. Participação relativa dos compromissos de gastos do PAC no total de recursos

comprometidos, 2007 - 2011 (em %)

Fonte: MCidades.

FIGURA 4.31 Recursos não onerosos. Participação relativa dos desembolsos do PAC no total de recursos

desembolsados, 2007 - 2011 (em %)

A Tabela 4.12 mostra que R$ 18,5 bilhões (44,7%) dos recursos não onerosos, entre 2003 e 2011, foram comprometidos com a região Nordeste do país e R$ 9,5 bilhões (23,0%) com a Sudeste. A distribuição dos recursos desembolsados seguiu a mesma tendência de distribuição dos comprometidos. A região Nordeste recebeu R$ 11,4 bilhões (46,8%) do total de gastos não onerosos desembolsados, entre 2003 e 2011, e a região Sudeste R$ 5,0 bilhões (20,9%). É importante ressaltar que os valores

Plano Nacional de Saneamento Básico

77

disponíveis para os investimentos em saneamento básico são superiores aos apresentados na Tabela 4.12,

haja vista que neles não estão incluídas as contrapartidas ofertadas pelos proponentes e nem os recursos oriundos dos Fundos Estaduais de Recursos Hídricos.

Observando-se a evolução temporal, verifica-se em 2010 e 2011 uma redução nos recursos comprometidos, não significando necessariamente que o desempenho dos investimentos com recursos não onerosos venha apresentando tendência declinante. Os recursos comprometidos referem-se a em- penhos apenas de parte dos valores contratados no ano de referência, e em anos anteriores, e que são executados ao longo do tempo. Com o início do PAC, em 2007, os valores comprometidos elevaram- -se naquele ano e nos anos seguintes, sendo que, na medida em que os empreendimentos foram sendo executados, os desembolsos foram se estabilizando.

TABELA 4.12 Recursos não onerosos. Compromissos e desembolsos por macrorregião, 2003- 2011 (em milhões de

reais) Região Compromissos 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 Total Norte 95,55 153,66 304,86 447,31 596,13 670,16 1.014,39 443,84 377,45 4.103,34 Nordeste 392,13 813,43 1.270,08 1.474,48 3.146,58 3.679,09 3.376,30 2.404,94 2.016,76 18.573,78 Sudeste 228,42 298,90 652,63 756,33 1.113,54 1.658,80 2.385,43 1.341,92 1.118,51 9.554,46 Sul 66,34 159,13 251,65 256,00 413,19 536,51 800,05 622,95 485,74 3.591,57 Centro Oeste 169,93 274,59 570,51 659,43 1.421,60 888,25 738,73 361,48 583,95 5.668,47 Nacional 0,00 0,00 0,00 0,00 20,38 2,43 0,01 1,91 5,45 30,17 Total 952,37 1.699,71 3.049,73 3.593,54 6.711,41 7.435,24 8.314,91 5.177,03 4.587,85 41.521,78 Região Desembolsos 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 Total Norte 140,86 111,73 64,46 216,34 305,50 363,63 357,49 229,98 298,79 2.088,80 Nordeste 549,74 556,06 516,30 874,59 1.102,53 1.838,28 1.946,06 1.971,45 2.047,84 11.402,85 Sudeste 132,43 109,97 118,46 324,45 509,88 1.054,71 1.018,86 932,32 884,27 5.085,35 Sul 46,96 84,90 142,44 167,53 172,38 271,01 280,54 278,85 351,35 1.795,97 Centro Oeste 200,01 222,31 374,10 513,85 369,32 757,46 514,85 263,68 394,82 3.610,40 Nacional 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 6,66 363,35 0,00 10,42 380,43 Total 1.070,00 1.084,96 1.215,76 2.096,77 2.459,62 4.291,75 4.481,16 3.676,30 3.987,48 24.363,80

Fonte: Siafi Gerencial. Dados disponibilizados pelo MCidades. Notas:

1) Nacional são valores não identificados por macrorregião. 2) Valores atualizados pelo IGP-DI da FGV para dezembro de 2012 .

3) Estão incluídos os seguintes órgãos: MCidades, Ministério da Defesa, Ministério do Desenvolvimento Social, MI, MMA, MS e Ministério do Trabalho e Emprego.

Em outra análise, e em consonância com a trajetória ascendente dos gastos orçamentários em saneamento básico em todas as macrorregiões, os investimentos per capita nos quatro componentes do saneamento básico também cresceram. Contudo, os dados ainda sugerem uma desigualdade no acesso aos recursos entre as cinco macrorregiões brasileiras. No caso do componente abastecimento de água, entre os anos de 2005 e 2011, os investimentos variaram de R$ 14,6 a R$ 108,6 por habitante excluído

do acesso26, com destaque para o ano de 2009. A partir de 2007, observa-se um salto no valor dos desembolsos, que passaram de R$25,8, nesse ano, para R$ 108,6 em 2009 - incremento de 320% em dois anos. O decréscimo dos desembolsos per capita no ano de 2010 deve ser considerado com cautela, uma vez que as bases de dados utilizadas para o cálculo da população excluída do acesso, seja do abaste- cimento de água, seja dos demais componentes, foram diferentes. Para os anos de 2005 a 2009 e 2011, foram utilizadas as PNAD e para o ano de 2010, o Censo Demográfico.

Conforme já mencionado, as PNAD são pesquisas amostrais realizadas anualmente em todo o País, com exceção das áreas rurais de Rondônia, Acre, Amazonas, Roraima, Pará e Amapá. Além disso, a classificação das zonas urbanas e rurais é realizada com base na legislação vigente por ocasião dos censos demográficos. Desta forma, mesmo que a legislação tenha alterado a classificação de determi- nadas áreas no período intercensitário, a definição empregada por ocasião do Censo Demográfico de 2000 foi mantida para as pesquisas da PNAD realizadas nesta década (o mesmo ocorre com o Censo Demográfico de 2010 e para as PNAD de seu decênio). Portanto, a evolução das estatísticas por si- tuação do domicílio (urbana e rural) não são captadas integralmente e as diferenças se intensificam à medida que os resultados obtidos se afastam do ano de realização do censo demográfico - marco para a classificação da situação do domicílio27. Já os censos demográficos pesquisam todos os domicílios do Brasil, ou seja, diferentemente das PNAD, os censos contemplam o universo populacional e por isso constituem a principal fonte de referência para o conhecimento das condições de vida da população em todos os municípios e em seus recortes territoriais internos (distritos, subdistritos, bairros e situação do domicílio) (IBGE, 2011)28.

Os dados indicam que as regiões Norte e Nordeste receberam os menores investimentos per

capita por excluídos. As regiões Sudeste e Centro-Oeste aparecem com investimentos per capita supe-

riores, embora tenham os menores deficits dos serviços (Figura 4.32).

26 O indicador utilizado refere-se à população total sem acesso à rede pública de água e a poços/nascente, sem canalização interna. 27 Disponível em: <http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/trabalhoerendimento/pnad98/saude/metodologia.shtm>. Acesso

em: 16 março de 2013.

No documento REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL (páginas 76-80)

Outline

Documentos relacionados