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111Glossário complementar

No documento Manejo e Sanidade no Cultivo (páginas 111-115)

ABIÓTICO: É o conjunto de todos os fatores não vivos de um ecossistema, mas que influenciam no

meio biótico, como temperatura, pressão, pluviosidade, relevo, etc.

ANIMAL AQUÁTICO: peixes, moluscos, crustáceos e outros animais destinados à aquicultura, em qualquer fase

de seu desenvolvimento.

ANTIBACTERIANOS: que mata ou impede o desenvolvimento ou a reprodução de bactérias.

ASSEPCIA: prática que visa à redução de contaminação (por bactérias, vírus, fungos e outros

parasitas).

BIÓTICO: É o conjunto de todos os organismos vivos como plantas, animais e decompositores, que

vivem em um ecossistema.

CERTIFICADO SANITÁRIO:

documento emitido pelo órgão oficial, do qual consta o estado sanitário do estabele- cimento de cultura no que diz respeito ao monitoramento das doenças de notificação obrigatória e as de certificação, em conformidade com a legislação vigente.

ECTOTÉRMICOS: referente a animais cuja temperatura varia conforme a do ambiente que os rodeia. Sinonimo de Pecilotermicos.

EMBOLIA:

É denominada embolia a obstrução de um vaso pelo deslocamento de um êmbolo até o local da obstrução, que pode ser um corpo estranho, um trombo, tecido adiposo ou ar, denominada embolia gasosa.

ESPÉCIE EXÓTICA: espécie aquática de origem e ocorrência natural fora dos limites das águas sobe jurisdi-

ção federal, mesmo que tenha sido já artificialmente introduzida em tais águas.

EXOFTALMIA: A exoftalmia é a protuberância do olho anteriormente para fora da órbita. Ela pode ser

tanto bilateral quanto unilateral.

FÁRMACO:

Na terminologia farmacêutica fármaco designa uma substância química conhecida e de estrutura quimica definida dotada de propriedade farmacológica. Em termos correntes, a palavra fármaco designa todas as drogas utilizadas em farmácia e com ação farmacológi- ca ou pelo menos com interesse médico.

FOCO DE DOENÇA: aparecimento de uma doença em um estabelecimento de aquicultura.

GUIA DE TRÂNSITO ANIMAL (GTA):

é o documento obrigatório para trânsito de animais aquáticos emitido para qualquer movimentação e finalidade.

HEMORRAGIA: Hemorragia ou sangramento é a perda de sangue do sistema circulatório.

LARVA: período da vida dos animais aquáticos que sucede o embrião, podendo apresentar várias

fases de desenvolvimento.

LOTE:

grupo de animais aquáticos de um estabelecimento de aquicultura que pertença à mesma espécie, proceda da mesma desova e tenha compartilhado o mesmo suprimento de água.

MOLUSCO:

animal aquático pertencente ao filo Mollusca, do subgênero Metazoos, caracterizado por corpo mole e sem divisões, a maioria das espécies está envolto em uma concha calcárea, incluindo, entre outros, ostras, mexilhões e vieiras (pectens).

MONITORAMENTO DAS POPULAÇÕES:

acompanhamento sanitário acrescido de análises laboratoriais que incluem: testes soro- lógicos, provas com materiais biológicos ou não e análises epidemiológicas das condições de saúde dos animais aquáticos, com padronização dos resultados.

PARENTAL: Via parenteral é toda aquela que não precisa passar pelo sistema digestivo antes de chegar ao sangue. A via parenteral é a que chega ao sangue direto. Exemplos: injeções

intramuscular, endovenosa, intradérmica e subcutânea.

PRODUTOS DE ANIMAIS AQUÁTICOS:

produtos destinados à cria (ovos, embriões, cistos, gametas, larvas, alevinos e outros), ao consumo humano, ao consumo animal, ou para uso farmacêutico, biológico ou industrial.

PRODUTO BIOLÓGICO:

reagente biológico utilizado para o diagnóstico de certas doenças, soro para a prevenção e o tratamento de certas doenças, vacina para prevenção de doenças, material genético de agentes infecciosos e tecido endócrino de peixes ou utilizados em peixes.

QUARENTENA:

instalação ou conjunto de instalações mantidas em completo isolamento e em condições de biossegurança, destinadas à recepção de animais aquáticos vivos, em qualquer de suas fases de desenvolvimento, após o processo de translado ou importação.

QUIMIOTERÁPICOS: São substâncias antimicrobianas produzidos por síntese química em laboratório e não

por micro-organismos.

RESPONSÁVEL TÉCNICO:

médico veterinário responsável pelo controle sanitário dos estabelecimentos de aquicultu- ra.

SEMENTE: toda forma jovem de animal aquático, incluindo ovo, ovo embrionado, alevino, náuplio,

larva e pós-larva.

TERATOGÊNICO: Chamamos de agente teratogênico tudo aquilo capaz de produzir dano ao embrião.

TOXINAS: É uma substância de origem biológica que provoca danos à saúde de um ser vivo ao

entrar em contacto ou através de absorção.

TRANSMISSÃO HORIZONTAL:

Forma de transmissão de doença onde os patógenos são transmitidos por contato direto entre os animais, contato com fluidos corporais, excreções contaminadas ou ainda proveniente da água, que é a principal via de contaminação por bactérias, protozoários e alguns vírus;

TRANSMISSÃO VERTICAL:

Forma de transmissão de doença onde os patógenos infectam os espermatozoides e/ou ovócitos e os animais já nascem com a doença.

VIBRIOSE: Doença que apresenta como agente etiológico bactérias autóctones de ambiente

marinho.

e-Tec Brasil

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Referências

Doenças de Peixes – Profilaxia, diagnóstico e tratamento – Pavanelli, Eiras

e Takemoto – Editora Experiências Brasileiras – Poli, Andreatta e Beltrame – Editora Multitarefa, 2004.

Manual Purina de Biosseguridade no cultivo de camarões marinhos –

Jesús Zendejas Hernandez – Paulínia – São Paulo, 2000.

Sanidade de organismos aquáticos – Ranzani Paiva, Takemoko e Lizama

– Editora Varela – São Paulo, 2004.

Sanidade de organismos aquáticos no Brasil – Ângela Teresa Silva Souza

(organizadora) – Maringá PR: Abrapoa, 2006.

Programa de biosseguridade para fazendas de camarão marinho –

ABCC Associação Brasileira de Criadores de Camarão – 1ª edição – 2005.

Regulamento Técnico do Programa Nacional de Sanidade de Animais Aquáticos PNSAA – Instrução Normativa Nº53 de 02/07/2003.

Revista Panorama da Aquicultura – Edição: 102 - Sanidade Aquícola:

Introdução de Animais - jul/ago, 2007.

Revista Panorama da Aquicultura – Edição: 104 - O mau sabor do

pescado: conjecturas e atualidades sobre off-flavor - nov/dez, 2008.

Revista Panorama da Aquicultura – Edição: 105 - Sanidade Aquícola:

Antibióticos na Aquicultura - jan/fev, 2008.

Revista Panorama da Aquicultura – Edição: 108 - Manejo na Produção de

Revista Panorama da Aquicultura – Edição: 109 - Sanidade Aqüícola: A

troca indesejável de patógenos; Manejo na Produção de peixes, Parte 2 - set/ out, 2008.

Revista Panorama da Aquicultura – Edição 110 - Manejo na produção

de peixes - Parte 3: O preparo dos tanques, estocagem dos peixes e a manutenção da qualidade da água - nov/dez, 2008.

Revista Panorama da Aquicultura – Edição 111 – Manejo na Produção

de peixes – Parte 4: Manejo Nutricional e Alimentar; Sanidade Aqüícola: Programas de repovoamento de peixes em rios: que riscos sanitários podem estar associados? – jan/fev, 2009.

Revista Panorama da Aquicultura – Edição 112 - Manejo na produção de

peixes – Parte 5: Boas práticas no manejo sanitário – mar/abril, 2009.

Revista Panorama da Aquicultura – Edição 113 - Manejo na Produção de

peixes – Parte 6: Boas práticas nas despescas, manuseio e classificações dos peixes – mai/jun, 2009.

Revista Panorama da Aquicultura – Edição 114 - Manejo na produção de

peixes – Parte 7: Boas práticas no transporte de peixes vivos – jul/ago, 2009.

Revista Panorama da Aquicultura – Edição 117 – Sanidade Aquícola:

Manejo Sanitário na Larvicultura – jan/fev, 2010.

XI ENAR – Encontro Nacional da Ranicultura. Curso: Manejo Sanitário de

criação de rãs. Flávio Luiz de Souza Júnior e Marcio Hipolito, 2001.

XI ENAR – Encontro Nacional da Ranicultura. Curso: Noções básicas sobre

a criação de rãs. João Simões Paiva Neto, Andréa Galvão César Pimenta e Cláudia Maris Ferreira, 2001.

No documento Manejo e Sanidade no Cultivo (páginas 111-115)