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4.1. Descrição das estruturas de governança

A Governança Corporativa do SESI/MS envolve os relacionamentos dos seus órgãos normativos, administrativo, órgãos de fiscalização e controle e demais partes interessadas, estabelecida no Regulamento do SESI, regido pelo Decreto nº 57.375, de 02 de dezembro de 1965, atualizado pelo Decreto n º 6.637, de 5 de novembro de 2008, onde é definido a forma de funcionamento da organização, incluindo as alçadas e as atribuições de cada agente de governança.

Abaixo apresentamos as principais estruturas descrevendo de forma sucinta suas atribuições, composição e funcionamento.

ÓRGÃOS NORMATIVOS

Conselho Nacional: Com jurisdição em todo território brasileiro, o Conselho Nacional do SESI exerce em nível de planejamento, fixação de diretrizes, coordenação e controle das atividades do SESI, a função normativa superior, ao lado do poder de inspecionar, fiscalizar e intervir, em caráter de correição, em qualquer setor institucional da entidade, no centro e nas regiões. Está composto por um presidente, nomeado pelo Presidente da República; do presidente da Confederação Nacional da Indústria; dos presidentes dos Conselhos Regionais, representando as categorias econômicas da indústria; de um delegado das categorias econômicas dos transportes, outro das categorias econômicas das comunicações e outro das categorias econômicas da pesca; de um representante do Ministério do Trabalho; de um representante das autarquias arrecadadoras; e de seis representantes dos trabalhadores da indústria. As reuniões ocorrem ordinariamente em março, julho e novembro e extraordinariamente, em qualquer época, quando convocado. O Conselho Nacional se instalará com a presença de um terço dos seus membros, sendo, porém, necessário o comparecimento da maioria absoluta para as deliberações.

Conselho Regional: É o órgão normativo encarregado de fiscalizar a gestão dos recursos do Regional, votar os orçamentos, retificações, suplementação e transposição de verbas. Além de aprovar o relatório de prestação de contas, apreciar mensalmente a execução orçamentária, aprovar anualmente o inventário de bens móveis e imóveis do Departamento Regional, aprovar os quadros, fixar os padrões de vencimento, determinar o critério e a época das promoções, bem como examinar qualquer reajuste de salário e fiscalizar os atos da gestão. As decisões do Conselho Nacional devem ser seguidas pelos Conselhos Regionais. O Conselho é formado pelo presidente da FIEMS; quatro delegados das atividades industriais; um delegado das categorias econômicas dos transportes, das comunicações e da pesca; um representante do Ministério do Trabalho; um representante do Estado, do Distrito Federal ou do Território; e um representante dos trabalhadores da indústria. As reuniões ocorrem ordinariamente, uma vez por mês e, extraordinariamente, quando convocados pelo presidente, ou pela maioria de seus membros. Os Conselhos Regionais deliberam com a presença de dois terços dos seus membros, sendo as decisões tomadas por maioria de votos.

ÓRGÃOS ADMINISTRATIVOS

Direção Regional: Dirigido pelo seu diretor, que será o presidente da federação de indústrias local, tem como atribuições submeter ao Conselho Regional a proposta do orçamento anual da região;

apresentar o relatório e preparar a prestação de contas da administração regional anualmente; propor

58 criação de bolsas de estudos de escolas de serviço social e de cursos extraordinários ou especializados; promover planos de cooperação com escolas técnicas para realização de cursos ou de serviço social; organizar e administrar o quadro de colaboradores; manter em dia a escrituração contábil; abrir as contas para os fundos da região; autorizar as despesas; representar o Departamento Regional; programar e executar todas as tarefas a cargo da administração regional; preparar e propor convênios, acordos e demais ajustes; organizar comissões técnicas e grupos de trabalho para estudo de casos específicos; exercitar a delegação de poderes que lhe for outorgada pelo Diretor do Departamento Nacional e elaborar o regulamento interno do Departamento Regional.

Superintendência: As atribuições e tarefas da administração regional poderão ser exercidas mediante outorga conferidas ao superintendente designado pelo diretor regional, consoante as peculiaridades locais. São realizadas reuniões com Superintendentes do SESI que têm por objetivo a demonstração de metas físicas e financeiras, buscar o alinhamento de diretrizes e de projetos. Os assuntos tratados nestas reuniões são repassados as áreas do SESI/MS durante as Reuniões do Superintendente com as Lideranças e nas reuniões individuais com as áreas de negócio e apoio.

ÓRGÃOS DE FISCALIZAÇÃO E CONTROLE

Comissão de Orçamento: O Conselho Nacional designa três de seus membros efetivos, um da representação da indústria, outro da representação das atividades assemelhadas e outro da representação oficial, para constituírem a Comissão de Orçamento, de caráter permanente, que terá a incumbência de fiscalizar, no exercício em curso, a execução orçamentária, bem como a movimentação de fundos, no Departamento Nacional e nos Departamentos Regionais.

Auditoria independente: Realizam trabalhos de auditoria operacional, contábil e de gestão, para execução de análise das mutações orçamentárias, financeiras e patrimoniais da entidade, conduzidas de acordo com as normas vigentes do Conselho Federal de Contabilidade e demais legislações pertinentes.

Tribunal de Contas da União: Analisa as prestações de contas anuais do SESI, dado que em sua Lei Orgânica é previsto que a sua jurisdição abrange os responsáveis por entidades dotadas de personalidade jurídica de direito privado que recebam contribuições parafiscais e prestem serviço de interesse público ou social, bem como todos aqueles que lhe devam prestar contas ou cujos atos estejam sujeitos à sua fiscalização por expressa disposição de Lei.

Controladoria Geral da União: A CGU realiza trabalhos de auditoria e monitoramento para apoiar o controle externo no exercício de sua missão institucional.

4.2. Informações sobre dirigentes e colegiados

De acordo com o Regulamento do Serviço Social da Indústria – SESI, os Conselhos Regionais se comporão dos seguintes membros:

a) do presidente da federação de indústrias local, que será o seu presidente nato;

b) de quatro delegados das atividades industriais, escolhidos pelo Conselho de Representantes da entidade federativa;

59 c) de um delegado das categorias econômicas dos transportes, das comunicações e da pesca, escolhido pela respectiva associação sindical de maior hierarquia e antiguidade existente na base territorial respectiva;

d) de um representante do Ministério do Trabalho e Previdência Social, designado pelo titular da pasta;

e) de um representante do Estado, do Distrito Federal ou do Território, designado pelo competente Chefe do Poder Executivo;

f) de um representante dos trabalhadores da indústria, que terá um suplente, indicados pela organização dos trabalhadores mais representativa da região.

Cada Departamento Regional será dirigido pelo seu diretor, que será o presidente da federação de indústrias local.

Dirigentes Cargo ou Função

Sérgio Marcolino Longen Presidente do Conselho Regional e Diretor Regional Bergson Henrique da Silva

Amarilla Superintendente do SESI-DR/MS

Arlene dos Santos Machado

Zancanelli Conselheiro Suplente - Representante titular das Comunicações de MS.

Alonso Resende do Nascimento Diretor Regional em exercício

Yves Drosghic Conselheiro Titular – Representante do Ministério do Trabalho Leif Raoni de Alencar Naas Conselheiro Suplente – Representante do Ministério do Trabalho Edson Milton Genova Conselheiro Suplente - Representante do Governo do Estado de MS.

Irineu Milanesi Conselheiro Titular – Representante das Atividades Industriais Joao Batista de Camargo Filho Conselheiro Titular – Representante das Atividades Industriais José Paulo Rímoli Conselheiro Suplente – Representante das Atividades Industriais Julião Flaves Gaúna Conselheiro Titular – Representante das Atividades Industriais Marcelo Alves Barbosa Conselheiro Suplente - Representante das Atividades Industriais Milene de Oliveira Nantes Conselheiro Suplente - Representante das Atividades Industriais Olga Martinez Torres Conselheiro Titular - Representante titular das Comunicações de MS.

Osvaldo Fleitas Centurion Conselheiro Suplente - Representante das Atividades Industriais.

Paulo Luiz Furtado Lissaraça Conselheiro Suplente– Representante do Ministério do Trabalho.

60 Ricardo José Senna Conselheiro Titular- Representante do Governo do Estado de MS.

Sidnei Pitteri Camacho Conselheiro Titular – Representante das Atividades Industriais Vladimir Benedito Struck Conselheiro Titular– Representante do Ministério do Trabalho.

Fonte: Secretaria da Superintendência SESI MS

4.3. Atuação da unidade de auditoria interna Não aplicável a Unidade Prestadora de Contas.

4.4. Atividades de correição e apuração de ilícitos administrativos

Pelo princípio da legalidade (art. 5°, II, da CF), não há obrigação ao SESI de criar uma unidade de auditoria interna, nem desempenhar atividades de correição e apuração de ilícitos administrativos.

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4.5. Gestão de riscos e controles internos

Como uma política de melhoria da gestão interna, o Sistema FIEMS está desenvolvendo ao longo do ano de 2017, um projeto de Gestão de Riscos Corporativo de caráter estratégico e de visão sistêmica, buscando melhorar seus resultados, sua eficiência e eficácia nas suas ações, assim como, elevar sua conformidade - Compliance, sua prestação de contas - Accountability e melhorar sua governança e transparência, que favorecerão o seu nível de relacionamento com seus clientes e a sociedade.

A Gestão de Riscos do Sistema FIEMS, é uma nova ferramenta de gerenciamento que, somada às de controle interno, permitirá uma maior assertividade e proatividade das ações em nível estratégico, tático e operacional, otimizando, entre outros pontos, o uso dos recursos nos diversos setores da instituição.

O Projeto busca o amadurecimento da gestão e é uma proposta inovadora por parte de nosso Sistema FIEMS, que com a sua implantação estará desenvolvendo, implementando e aprimorando sua gestão e fortalecendo a transparência.

A administração percebe os controles internos como essenciais à consecução dos objetivos da unidade e dão suporte adequado à sua execução. Os procedimentos e as instruções operacionais são padronizados e estão disponibilizados na intranet, sendo de conhecimento de todos os colaboradores. Tais procedimentos são utilizados de forma que as atividades sejam executadas de maneira uniforme e eficiente. Utiliza-se na entidade a segregação de funções nos processos e atividades, sendo uma maneira de mitigar os riscos.

Os controles internos adotados contribuem para a consecução dos resultados planejados pela entidade, sendo aplicado procedimento com metodologia baseado na Resolução do Conselho Federal de Contabilidade CFC nº 1.135 de 21.11.2008, que aprova a NBC T 16.8, que tem como estrutura de controle interno o Ambiente de controle, Mapeamento, Avaliação de riscos, Procedimentos de controle, Informação, Comunicação e Monitoramento, bem como no COSO ERM, com os componentes de Ambiente Interno, Fixação dos Objetivos, Identificação de Eventos,

61 Avaliação do Risco, Resposta ao Risco, Atividades de Controle, Informação e Comunicação e Monitoramento.

Este procedimento tem por objetivo monitorar os controles internos, com a finalidade de atender não somente a legislação vigente, mas também garantir que a administração possa apresentar ao leitor destinatário resultados transparentes e sólidos, que confirmam a eficiência operacional, incluindo avaliação de risco nos processos da entidade, permitindo melhoria dos mesmos e nos resultados.

As atividades de controle adotadas estão diretamente relacionadas com os objetivos de controle, sendo de natureza preventiva ou de detecção, para diminuir os riscos e alcançar os objetivos da unidade.

A entidade tem como prática a identificação e o diagnóstico dos riscos em seus processos operacionais, bem como a identificação da probabilidade de ocorrência destes e a consequente adoção de medidas para mitigá-los. Os riscos operacionais identificados são mensurados e classificados de modo a serem tratados em uma escala de prioridades e a gerar informações úteis à tomada de decisão.

Adicionalmente, na ocorrência de fraudes e desvios, o SESI instaura sindicância para apurar responsabilidades e exigir eventuais ressarcimentos, designando equipe para verificação da ocorrência.

4.6. Política de remuneração dos administradores e membros de colegiados

São considerados administradores, de acordo com o Regulamento do SESI, no âmbito dos órgãos normativos, os membros do Conselho Regional e nos órgãos administrativos o Diretor do Departamento Regional.

A base normativa da remuneração do membro da Diretoria Estatutária e dos Conselheiros é o Regulamento do SESI, regido pelo Decreto nº 57.375, de 02 de dezembro de 1965, atualizado pelo Decreto n º 6.637, de 05 de novembro de 2008. Os membros do Conselho Regional não recebem remuneração. Quanto à remuneração do Diretor Regional, dado que o diretor é o presidente da Federação das Indústrias local, conforme consta no artigo 44 do regulamento do SESI, o mesmo não recebe remuneração.

4.7. Informações sobre a empresa de auditoria independente contratada

O SESI/MS realizou licitação na modalidade Carta Convite, número CV000262016 para contratação de empresa de auditoria independente para prestação de serviços de auditorias de gestão/operacionais e contábeis, para execução de análise das mutações orçamentárias, financeiras e patrimoniais no exercício social de 2016.

A empresa vencedora foi a BDO RCS Auditores Independentes, CNPJ: 54.276.936/0001-79, com sede à Rua Major Quedinho, nº 90, São Paulo/SP. A remuneração do contrato é no valor de R$

53.400,00 (Cinquenta e três mil e quatrocentos reais).

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