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12. At regular intervals, the team reflects on how to become more effective, then tunes

4.3. Guia e Sugest˜ oes de Utilizac ¸˜ ao

4.3 g u i a e s u g e s t ˜o e s d e u t i l i z a c¸ ˜a o

Nesta sec¸c˜ao ´e apresentado um guia e algumas sugest˜oes de utiliza¸c˜ao do Management of Planned Value que as equipas podem seguir para gest˜ao eficiente de m´etricas em projetos de desenvolvimento de software.

1. A cada entrega de cada vers˜ao do produto, estipular um tempo necess´ario para o teste por parte do utilizador final ao mesmo e recolher o feedback sobre a qualidade de uti- liza¸c˜ao.

2. Em caso de projetos de grande complexidade, risco e com grande n´umero de m´etricas para serem monitorizadas, sugere-se a cria¸c˜ao de um PMO para monitoriza¸c˜ao das m´etricas.

3. Algumas m´etricas devem ser tratadas como Key Performance Indicators (KPIs). Em caso de d´uvida, ou mesmo para confirma¸c˜ao, se determinada m´etrica deve ser tratada como KPI, devem-se efetuar dois passos: 1) perceber se a m´etrica segue objetivos SMART (ver Sec¸c˜ao1.5) e 2) responder, para cada m´etrica, positiva ou negativamente `

as seguintes quest˜oes, propostas por Kerzner [14]: • ´E preditiva?

• ´E quantific´avel?

• ´E contest´avel/discut´ıvel?

• ´E relevante?

• ´E autom´atica?

Se a maioria das respostas para determinada m´etrica for positiva, ´e prov´avel estarmos perante um KPI.

4. O gestor de projeto deve-se reunir com todos os stakeholders que considere necess´ario no in´ıcio do projeto e chegar a um acordo sobre o que constitui o sucesso do projeto.

5. O gestor de projetos deve chegar a um acordo sobre que m´etricas devem ser monitori- zadas para verificar se o sucesso foi atingido. Algumas m´etricas dever˜ao ser tratadas como KPIs.

6. O gestor de projetos (em certos casos, juntamente com o PMO) dever´a preparar dash- boards para entregar a cada stakeholder.

7. No fecho do projeto, dever´a ser mantido um registo das m´etricas utilizadas, para que possam ser reutilizadas em projetos similares no futuro.

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• Deve compreender a cultura e valores da organiza¸c˜ao,

• Deve funcionar como mentor a todos os que pretendam utilizar ou analisar a m´etrica,

• Deve ter respeito por toda a equipa afeta aos trabalhos relacionados com o projeto,

• Deve ser capaz de executar melhorias cont´ınuas na m´etrica, incluindo melhorias nas t´ecnicas utilizadas para medi¸c˜ao,

• Deve ser capaz de suportar a promo¸c˜ao do uso de m´etricas,

• Deve suportar o trabalho do PMO, caso este exista, ajudando a determinar se a m´etrica mant´em a sua validade.

9. ´E comum selecionarem-se m´etricas em demasia, pois tudo parece importante. Tentar encontrar um balan¸co e acordar quais as m´etricas relevantes.

10. Durante a defini¸c˜ao da m´etrica (nas fases de inicia¸c˜ao e planeamento), incluir os sta- keholders de forma a que estes possam perceber o processo e torna-lo o mais adequado poss´ıvel para que seja atingido o sucesso.

11. Pedir a opini˜ao ao pessoal mais experiente.

12. Se forem selecionadas m´etricas relativas aRH, assumir que estes apenas v˜ao ser produ- tivos durante cerca de 80% do tempo. Assim, considerar uma aloca¸c˜ao inferior a 80% para cada RH.

13. RHque est˜ao alocados a m´ultiplos projetos levam mais tempo a completar tarefas devido ao tempo necess´ario para a troca de contexto.

14. Ter sempre planos de contingˆencia para eventos inesperados e resolu¸c˜ao de problemas.

15. Reservar tempo suficiente para fazer uma estimativa adequada do projeto. As estima- tivas apressadas s˜ao estimativas imprecisas e de alto risco. Para grandes projetos de desenvolvimento, a etapa de estimativa deve ser considerada como um mini projeto.

16. Sempre que poss´ıvel, utilizar dados de projetos anteriores similares, realizados dentro da mesma organiza¸c˜ao. Isto resultar´a numa estimativa com mais precis˜ao.

17. Se a organiza¸c˜ao n˜ao recolhe dados de projetos anteriores, ser´a uma boa ocasi˜ao para iniciar a arquivar os mesmos e tornar este procedimento habitual.

18. Considerar as estimativas dos membros da equipa, pois as estimativas efetuadas por quem efetua o trabalho de desenvolvimento s˜ao mais precisas em compara¸c˜ao `as estima- tivas efetuadas por quem n˜ao est´a inclu´ıdo na equipa de desenvolvimento.

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19. Considerar as estimativas de v´arias pessoas e diferentes t´ecnicas para garantir o menor erro poss´ıvel.

20. Observar e relacionar as estimativas e perceber a convergˆencia ou divergˆencia entre as mesmas.

21. Re-estimar o projeto v´arias vezes durante o seu ciclo de vida de forma a manter os valores atuais e efetuar as devidas corre¸c˜oes o mais depressa poss´ıvel.

22. De forma a que se obtenham estimativas confi´aveis, devem-se considerar os seguintes passos:

• Estimar tendo por base projetos semelhantes j´a conclu´ıdos;

• Utilizar t´ecnicas de decomposi¸c˜ao simples e a partir do resultado desta gerar esti- mativas de custo e esfor¸co do projeto;

• Utilizar v´arias t´ecnicas de estimativa diferentes para poder analisar e comparar os resultados.

Apesar de serem propostas dezenas de m´etricas que podem ser monitorizadas em projetos de desenvolvimento de software, n˜ao ´e de todo vi´avel monitorizar todas as m´etricas apre- sentadas nesta disserta¸c˜ao, dado o esfor¸co necess´ario para tal atividade. Tal como referido anteriormente nesta disserta¸c˜ao, um n´umero elevado de m´etricas pode provocar atrasos e atrapalhar o progresso, levando ao insucesso do projeto.

Como o maior n´umero de m´etricas apresentadas s˜ao relativas aos modelos de qualidade, aconselha-se a reunir com o cliente e perceber quais as caracter´ısticas dos modelos que tˆem maior relevˆancia para o sistema ou software a desenvolver e que v˜ao acrescentar valor para o utilizador final.

Para perceber quais as caracter´ısticas mais relevantes, ´e proposto o seguinte m´etodo:

1. Classifica¸c˜ao da relevˆancia - solicitar ao Product Owner que classifique cada um dos fatores de qualidade do software de 1 a 5, sendo 1 menos aplic´avel e 5 mais aplic´avel, em termos do produto de software.

2. Identifica¸c˜ao de 3 fatores de qualidade chave - perguntar tanto aos stakeholders externos, como `a equipa de desenvolvimento, quais s˜ao os 3 fatores de qualidade de software que eles mais desejam e que priorizem os mesmos de 1 a 3, sendo o 1 o mais priorit´ario e 3 o menos priorit´ario. Anotar os aspetos que levaram `a decis˜ao, para compreender as necessidades de cada um.

3. Encontrar o consenso - reunir o Product Owner, os stakeholders externos e os membros da equipa de desenvolvimento de software para discutir e chegar a um consenso sobre quais as caracter´ıstica de qualidade de software que ser˜ao focadas no projeto.

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Este m´etodo n˜ao ´e r´ıgido, pelo que podem ser identificadas mais do que 3 caracter´ısticas de qualidade de software tidas como chave para o sucesso do produto. No entanto, deve-se manter o foco no que realmente ´e essencial.

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C O N C L U S ˜A O

Terminado o estudo, segue-se um conjunto de conclus˜oes, identifica¸c˜ao de limita¸c˜oes e su- gest˜oes para trabalhos futuros.

Tal como apresentado no Cap´ıtulo1, esta disserta¸c˜ao pretende responder a duas perguntas de investiga¸c˜ao:

• Quais s˜ao as principais m´etricas a monitorizar durante o desenvolvimento de software de forma a concluir o mesmo com sucesso?

• Quais os processos e/ou atividades que devem ser utilizados para acompanhar as m´etricas selecionadas?

Para responder `as perguntas de investiga¸c˜ao propostas, primeiro foi feito um levantamento do estado da arte e fundamentos te´oricos sobre a disciplina da Gest˜ao de Projetos e da Engenharia de Software. Foram estudadas abordagens ´ageis e tradicionais, tendo-se optado pela metodologia Scrum para este estudo. Dentro do ˆambito da Engenharia de Software, foi percebida a importˆancia da qualidade do software para a entrega do software com sucesso, raz˜ao pela qual a qualidade tem especial destaque nesta disserta¸c˜ao.

Assim, no quarto cap´ıtulo, Management of Planned Value, foi apresentada uma sugest˜ao de um processo que se deve seguir para a gest˜ao das m´etricas, respondendo `a segunda pergunta de investiga¸c˜ao, assim como m´etricas relativas `a metodologia Scrum, um exemplo de uma dashboard EVMem contexto ´agil, e m´etricas relativas aos modelos de qualidade apresentados pela ISO 25010 (SQuaRE), respondendo `a primeira pergunta de investiga¸c˜ao. Foi ainda apresentado um conjunto de sugest˜oes e um guia que ajudam na monitoriza¸c˜ao das m´etricas em projetos de desenvolvimento de software.

O processo apresentado para gest˜ao das m´etricas consiste em quatro passos: definir o su- cesso, identificar e selecionar as m´etricas, medir o progresso e refinar e melhorar. Apesar de ser sugerida a utiliza¸c˜ao deste processo em projetos Scrum, pode tamb´em ser aplicado a projetos tradicionais ou com abordagens mistas. Neste caso poder˜ao ser feitas algumas altera¸c˜oes ao processo, de forma a torn´a-lo o mais adequado poss´ıvel. No decorrer do estudo, levantou-se a seguinte quest˜ao: ”Adicionando o processo a abordagens ´ageis, estar´a a flexibi-

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lidade da abordagem comprometida?”. Em resposta afirmativa, a diminui¸c˜ao da flexibilidade da abordagem ´e vista como uma limita¸c˜ao do Management of Planned Value.

O maior desafio foi a identifica¸c˜ao de m´etricas gerais relativas `as carater´ısticas qualidade, pois v´arias caracter´ısticas dos modelos Quality In Use Model e System/Software Product Quality Model s˜ao relativas a um produto concreto. Mesmo partindo de um produto ou ideia concreta do produto, existem v´arias barreiras `a medi¸c˜ao da qualidade, tais como requisitos mal definidos ou que n˜ao s˜ao levados em considera¸c˜ao, a qualidade provoca custos adicionais e o cliente nem sempre tem isso em conta, existem barreiras resultantes da defini¸c˜ao pouco clara de quem s˜ao os utilizadores do sistema e quais os contextos de uso, entre outras desvantagens.

Analisando as m´etricas de qualidade propostas, existem duas m´etricas que surgem asso- ciadas `a grande maioria das sub-caracter´ısticas e que podem parecer repetidas: o ”Tempo de observa¸c˜ao”e o ”Tempo de opera¸c˜ao”. No entanto, podem ser medidas vers˜oes diferentes de cada m´etrica, dependendo da sub caracter´ıstica ou da necessidade. Por exemplo, para determinada sub caracter´ıstica, pode ser interessante registar o tempo de opera¸c˜ao total do sistema e o tempo de opera¸c˜ao de determinada funcionalidade. Estas duas m´etricas fornecem tamb´em informa¸c˜ao sobre qual foi o tempo dispensado a testar o sistema. Se o tempo de observa¸c˜ao for muito reduzido, podem n˜ao ser sido feitos testes suficientes, e a qualidade das medi¸c˜oes pode ser afetada ou estas n˜ao apresentarem a devida confian¸ca.

Na grande maioria das sub carater´ısticas ´e apresentada uma m´etrica que mede o ”N´ıvel de satisfa¸c˜ao em rela¸c˜ao a (...)”determinado aspeto de qualidade. Estas m´etricas informam sobre a experiˆencia do utilizador final em rela¸c˜ao ao uso da aplica¸c˜ao. Utilizando estas m´etricas, ´e poss´ıvel receber feedback de forma mais completa, garantindo que nenhum aspeto crucial para o sucesso ´e esquecido. O ”N´ıvel de satisfa¸c˜ao”depende tamb´em do ”Tempo de observa¸c˜ao”. Isto ´e, os n´ıveis de precis˜ao e de confian¸ca na medi¸c˜ao do ”N´ıvel de satisfa¸c˜ao”aumentam conforme o tempo dispensado pelo utilizador a testar o sistema e a observar o seu comporta- mento.

A lista de m´etricas propostas n˜ao ´e final, apesar da sua extens˜ao. Certamente que, no futuro, muitas outras m´etricas poder˜ao ser identificadas e adicionadas a esta lista. Adicionando contexto ao estudo, muitas outras m´etricas dependentes do contexto e dos crit´erios de sucesso do projeto poder˜ao ser identificadas. Apesar de terem sido propostas dezenas de m´etricas, espera-se que, aplicando a um contexto espec´ıfico, o n´umero seja bastante mais reduzido e que algumas das m´etricas selecionadas sejam tratadas como KPIs.

Este estudo pode ainda ser continuado e melhorado. Como sugest˜oes de trabalhos futu- ros, aponta-se a 1) valida¸c˜ao pr´atica desta disserta¸c˜ao num projeto real, quer este siga uma abordagem ´agil ou um abordagem tradicional na sua gest˜ao, 2) compara¸c˜ao dos resultados e conclus˜oes obtidas da aplica¸c˜ao do Management of Planned Value nas diferentes abordagens, 3) identifica¸c˜ao de Key Performance Indicators (KPIs), 4) a cria¸c˜ao de um mecanismo au- tom´atico de gest˜ao de m´etricas, 5) o desenvolvimento de um sistema de informa¸c˜ao capaz de

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fornecer informa¸c˜ao em tempo real acerca das m´etricas selecionadas e que permita a sele¸c˜ao de m´etricas a visualizar por parte dos stakeholders, podendo estes escolher que m´etricas de- sejam analisar, ou ainda 6) identificar novas m´etricas para outras ´areas de conhecimento do PMBoK, tais como m´etricas relativas `a comunica¸c˜ao ou ao risco.

B I B L I O G R A F I A

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