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Avaliar níveis de triglicerídeos e colesterol (IV-VI): triglicerídeos (valores normais: até 100 mg/dl para pacientes com 2-9 anos, até 130 mg/dl para pacientes com 10-19 anos, até 199 mg/dl para pacientes acima de 19 anos), colesterol total (valores normais: até 199 mg/dl para pacientes de 2- 19 anos, até 239 mg/dl para pacientes acima de 19 anos), HDL (valor normal: acima de 40 mg/dl), LDL (valores normais: até 129 mg/dl para pacientes de 2-19 anos, até 159 mg/dl para pacientes acima de 19 anos

(SONIS; FAZIO; FANG, 1996; PETERSON; ELLIS; HUPP et al., 2005 e MILORO; GHALI; LARSEN et al., 2009).

Se o paciente apresentar alguma descompensação, é necessário encaminhá-lo ao médico, uma vez que excessos de lipídios e colesterol podem levar ao desenvolvimento de doenças cardiovasculares graves (IV-VI) (SONIS; FAZIO; FANG, 1996; PETERSON; ELLIS; HUPP et

al., 2005 e MILORO; GHALI; LARSEN et al., 2009).

4.12 Hiperuricemia

Corresponde ao aumento dos níveis séricos do ácido úrico. Os valores normais do ácido úrico no plasma não devem ultrapassar os 7,9 mg/dl. Pode gerar insuficiência renal (ver disfunção renal) e gota (artrite inflamatória aguda provocada pela deposição de cristais de ácido úrico no líquido articular, gerando uma reação inflamatória intensa). É necessário que os níveis de ácido úrico de pacientes que façam uso da Didanosina sejam avaliados antes de qualquer procedimento cirúrgico (IV-VI) (SONIS; FAZIO; FANG, 1996; PETERSON; ELLIS; HUPP et al., 2005 e MILORO; GHALI; LARSEN et al., 2009).

Nos casos de Gota, considerações especiais devem ser levadas em conta quanto à prescrição de analgésicos. Doses pequenas de AAS possuem efeito antiuricosúrico e, em raras ocasiões, podem precipitar um episódio agudo de gota. Portanto, é aconselhável que não se prescreva drogas que contenham AAS para estes pacientes (IV-VI) (FUCHS; WANNMACHER; FERREIRA, 2004; ANDRADE, 2006; WANNMACHER; FERREIRA. 2007 e CENTRALX BULAS, 2010).

4.13 Hipotireoidismo

Avaliar níveis de T3, T4 e TSH. Baixo risco (pacientes assintomáticos, exame físico e provas de função da tireóide em limites normais nos últimos seis meses): esquema normal para procedimentos cirúrgicos (IV-VI). Médio risco (pacientes assintomáticos, não possuem exame físico e provas funcionais da tireóide recentes): minimizar o uso de Adrenalina e depressores do sistema nervoso central (ex: analgésicos narcóticos, barbitúricos, benzodiazepínicos), considerar reavaliação médica e laboratorial pré-operatória em procedimentos de média e alta complexidade (V-VI). Alto risco (pacientes sintomáticos): adiar qualquer procedimento cirúrgico eletivo (IV-VI) até avaliação médica (provas de função da tireóide devem estar normalizadas antes dos procedimentos cirúrgicos). Em casos de urgência/emergência, considerar hospitalização do paciente (SONIS; FAZIO; FANG, 1996; PETERSON; ELLIS; HUPP et al., 2005 e MILORO; GHALI; LARSEN et al., 2009).

4.14 Leucopenia

Solicitar hemograma completo com leucometria diferencial e linfometria. Valores de leucócitos (valor-controle: 5.000-10.000 células p/mm³) abaixo dos valores padrão implicam em resposta imunológica

deficiente, podendo gerar infecções no pós-operatório. Em casos de leucopenia leve, procedimentos cirúrgicos básicos (IV) podem ser realizados em ambiente ambulatorial com prescrição de profilaxia antibiótica. Em procedimentos cirúrgicos moderados e extensos (V-VI) a hospitalização deve ser considerada, devendo também ser feita a prescrição de profilaxia antibiótica e tratamento terapia antibiótica no pós-operatório. Em casos de leucopenia severa, qualquer procedimento cirúrgico eletivo (IV-VI) deve ser postergado até que os valores voltem a uma margem segura (encaminhar o paciente ao médico responsável). Em casos de urgência/emergência, os procedimentos devem ser realizados em ambiente hospitalar e com realização de profilaxia antibiótica e terapia antibiótica no pós-operatório (SONIS; FAZIO; FANG, 1996; PETERSON; ELLIS; HUPP et al., 2005 e MILORO; GHALI; LARSEN et al., 2009).

Evitar o uso AINES e Dipirona Sódica, pois estes fármacos são contraindicados para pacientes com discrasias sanguíneas (IV-VI). Não prescrever AAS, pois o mesmo possui efeito antiagregante plaquetário (IV- VI) (FUCHS; WANNMACHER; FERREIRA, 2004; ANDRADE, 2006; WANNMACHER; FERREIRA, 2007 e CENTRALX BULAS, 2010).

4.15 Linfopenia

Solicitar hemograma completo com leucometria diferencial e linfometria. TCD4+ acima de 500 células/µl (resposta imunológica razoável): conduta normal, porém com terapia antibiótica no pós-operatório em procedimentos cirúrgicos simples (IV) e profilaxia antibiótica seguida por terapia antibiótica no pós-operatório para procedimentos cirúrgicos moderados e extensos (V-VI). TCD4+ inferior a 500 células/µl (comprometimento imunológico significativo): procedimentos cirúrgicos básicos (IV) podem ser realizados em ambiente ambulatorial com prescrição de profilaxia antibiótica e terapia antibiótica no pós-operatório. Em procedimentos cirúrgicos moderados e extensos (V-VI) a hospitalização deve ser considerada, devendo também ser feita a prescrição de profilaxia antibiótica e terapia antibiótica no pós-operatório. TCD4+ inferior a 200 células/µl (comprometimento imunológico grave): qualquer procedimento cirúrgico eletivo (IV-VI) deve ser postergado até que os valores voltem a uma margem segura (encaminhar o paciente ao médico responsável). Em casos de urgência/emergência, os procedimentos devem ser realizados em ambiente hospitalar com e com realização de profilaxia antibiótica e terapia antibiótica no pós-operatório (SONIS; FAZIO; FANG, 1996; PETERSON; ELLIS; HUPP et al., 2005 e MILORO; GHALI; LARSEN et al., 2009).

Evitar o uso AINES e Dipirona Sódica, pois estes fármacos são contraindicados para pacientes com discrasias sanguíneas (IV-VI). Não prescrever AAS, pois o mesmo possui efeito antiagregante plaquetário (IV- VI) (FUCHS; WANNMACHER; FERREIRA, 2004; ANDRADE, 2006; WANNMACHER; FERREIRA, 2007 e CENTRALX BULAS, 2010).

Solicitar hemograma completo com leucometria diferencial e linfometria. Valores de neutrófilos (valor-controle: 50-70% das células da série branca) abaixo dos valores padrão implicam em resposta imunológica deficiente, podendo gerar infecções no pós-operatório. Em casos de neutropenia leve, procedimentos cirúrgicos básicos (IV) podem ser realizados em ambiente ambulatorial com prescrição de profilaxia antibiótica. Em procedimentos cirúrgicos moderados e extensos (V-VI) a hospitalização deve ser considerada, devendo também ser feita a prescrição de profilaxia antibiótica e terapia antibiótica no pós-operatório. Em casos de neutropenia severa, qualquer procedimento cirúrgico eletivo (IV-VI) deve ser postergado até que os valores voltem a uma margem segura (encaminhar o paciente ao médico responsável). Em casos de urgência/emergência, os procedimentos devem ser realizados em ambiente hospitalar e com realização de profilaxia antibiótica e terapia antibiótica no pós-operatório (SONIS; FAZIO; FANG, 1996; PETERSON; ELLIS; HUPP et al., 2005 e MILORO; GHALI; LARSEN

et al., 2009).

Evitar o uso AINES e Dipirona Sódica, pois estes fármacos são contraindicados para pacientes com discrasias sanguíneas (IV-VI). Não prescrever AAS, pois o mesmo possui efeito antiagregante plaquetário (IV- VI) (FUCHS; WANNMACHER; FERREIRA, 2004; ANDRADE, 2006; WANNMACHER; FERREIRA, 2007 e CENTRALX BULAS, 2010).

4.17 Pancreatite

Inflamação do pâncreas, podendo ser aguda ou crônica, a qual pode gerar comprometimento sistêmico severo e levar à morte. É um dos principais efeitos adversos causados pelo uso da Didanosina. Em pacientes que apresentem este quadro, é necessário que o cirurgião-dentista entre em contato com o médico responsável pelo paciente antes de realizar qualquer procedimento cirúrgico eletivo para avaliação pré-operatória (IV-VI). Avaliar níveis de lipase e amilase (valores acima de três vezes o valor controle são sugestivas de quadro de pancreatite). Pode gerar casos de trombocitopenia e elevação do tempo de protrombina (ver coagulopatias) (SONIS; FAZIO; FANG, 1996; PETERSON; ELLIS; HUPP et al., 2005 e MILORO; GHALI; LARSEN et al., 2009).

4.18 Sífilis

Requisição de hemograma completo com leucometria diferencial/linfometria, carga viral e de sorologia para sífilis (VDRL e FTA- ABS) para avaliação do quadro imunológico do paciente (IV-VI). Em pacientes que se apresentam com a doença ativa, os procedimentos cirúrgicos eletivos devem ser adiados devido ao comprometimento imunológico (IV-VI). Em casos de urgência/emergência, considerar tratamento com hospitalização do paciente (IV-VI). Estar atento as condições gerais do paciente, pois a AIDS acelera a evolução da sífilis, além desta poder gerar comprometimento cardiovascular, hepático, neurológico e renal (SONIS; FAZIO; FANG, 1996; PETERSON; ELLIS; HUPP et al., 2005 e MILORO; GHALI; LARSEN et al., 2009).

4.19 Taquicardia

Antes de qualquer procedimento cirúrgico, consultar o médico do paciente para avaliação pré-operatória IV-VI). Minimizar ao máximo o estresse, podendo ou não usar técnicas auxiliares de sedação (IV-VI). Para procedimentos mais estressantes (V-VI), considerar a hospitalização do paciente (SONIS; FAZIO; FANG, 1996; PETERSON; ELLIS; HUPP et al., 2005 e MILORO; GHALI; LARSEN et al., 2009).

Optar pelo uso da felipressina como agente vasoconstritor, com dose máxima de 0,27 UI. Em casos onde a felipressina não esteja disponível, utilizar adrenalina e limitar a dosagem para 0,04 mg a cada 30 minutos (IV-VI) (MALAMED, 2005 e MARZOLA, 2008).

4.20 Tuberculose

Requisição de hemograma completo com leucometria diferencial/linfometria e carga viral para avaliação do quadro imunológico do paciente (IV-VI). Avaliar PPD (enduração maior do que 5mm indica provável diagnóstico de tuberculose em estágio ativo) (IV-VI). Definir quadro de risco do paciente (baixo risco: pacientes já tratados e sem evidência da doença, médio risco: PPD positivo sem evidência da doença, alto risco: PPD positivo com presença de sintomatologia). Qualquer procedimento cirúrgico eletivo (IV-VI) deve ser postergado em pacientes que estão em quadro de alto risco. Em casos de urgência/emergência, os procedimentos cirúrgicos devem ser realizados com hospitalização do paciente (IV-VI). Evitar a produção de aerossóis, pois estes podem conter partículas potencialmente infectantes (SONIS; FAZIO; FANG, 1996; PETERSON; ELLIS; HUPP et al., 2005 e MILORO; GHALI; LARSEN et al., 2009).

CONCLUSÕES

Desde o seu reconhecimento como entidade patológica em 1981, a AIDS começou a se disseminar em uma escala cada vez maior, inclusive no Brasil, atingindo a estimativa de 506.000 casos relatados até então na população brasileira. Portanto, na atualidade a situação clínica de se tratar no consultório odontológico um paciente soropositivo está se tornando cada vez mais corriqueira. Para isso, é preciso que o CD esteja preparado para tratar esta classe especial de pacientes, principalmente durante os tratamentos cirúrgicos odontológicos, que sofrem a maior implicação clínica devido à evolução e controle da doença.

Tanto a evolução da AIDS quanto o uso dos antiretrovirais para o seu controle levam a implicações clínicas no paciente, podendo estas ser tanto entidades patológicas quanto disfunções sistêmicas, tornando a abordagem cirúrgica odontológica nesse tipo de paciente a se tornar mais criteriosa. É fundamental que o CD atue em conjunto com o médico responsável pelo paciente, bem como realizar o planejamento adequado para cada caso, levando em consideração que cada paciente apresentará patologias, disfunções sistêmicas, além do uso de medicações diferentes

ser evitadas e a abordagem cirúrgica odontológica terá a maior taxa de sucesso possível.

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