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História dos Conceitos de

No documento Análises de Riscos de Sucesso (páginas 36-52)

Riscos x Perigos

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Questionado sobre o assunto, o engenheiro Jorge Reis, respeitável ex-pesquisador da Fundacentro, responsável pela elaboração de normas regulamentadoras e por inúmeras outras contribuições para a área de engenharia de segurança esclarece:

 As definições em inglês envolvem os termos

"damage, risk e hazard".

 Ao ser feita a tradução, profissionais que trabalhavam na Fundacentro não atentaram para a legislação nacional e, inadvertidamente, usaram a palavra "perigo", quando a versão dessa palavra seria "danger" em inglês.

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 Em nossa legislação fica bem claro que o perigo advém do risco acentuado e sem controle; ao se procurar traduzir a palavra por semelhança, corre-se o risco (perigo??) de cometer falhas grotescas.

 Todos os trabalhos em português que se basearam naquela tradução carregam a mesma inadequação.

 Como já discutimos intensamente, no GTTE, grupo Técnico Tripartite que antecedeu a NR 10, apesar de ser considerado um risco, um revólver vai representar perigo no momento em que ele está carregado ou não, se está nas suas mãos, nas mãos de um policial ou apontado para sua cabeça por um bandido, ou seja, pelo próprio bom senso, a palavra "perigo" não representa uma constante, mas uma variável cuja intensidade muda em

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função da forma como o risco (revólver) se apresenta!

 Ou ainda, uma piscina cheia de água é um risco para uma pessoa que não saiba nadar, e um perigo quase nulo se a pessoa estiver a um quilômetro de suas bordas, mas vai se tornando um perigo maior à medida que essa pessoa se aproxima dela.

 Em inglês, pode-se verificar que "hazard" não é simples sinônimo de "danger", cada palavra reflete um conceito distinto.

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 Evento Perigoso - É a única intersecção entre o risco e o perigo.

 Causa - São os motivos pelos quais os desvios ocorrem. As causas dos desvios podem advir de falhas do sistema, erro humano, um estado de operação do processo não previsto.

 Efeito - São os resultados

decorrentes de um desvio da

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intenção de operação em um determinado nó-de-estudo.

 Cenário acidental - É definido como sendo o conjunto formado pelo perigo identificado, suas causas e cada um de seus efeitos.

(Derramamento de líquido no chão) devido (preenchimento excessivo do copo pelo garçom), gerando insatisfação do cliente.

Worst Case - Pior hipótese, quanto a frequência e efeitos.

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Quebra do copo, com derramamento de líquido sobre o cliente, devido falha do garçom, gerando perda do cliente e necessidade de reparo de danos morais.

 Probabilidade/ Frequência - Probabilidade de ocorrência da causa. Número de ocorrências de um evento por unidade de tempo. Poderá ser determinada pela experiência ou por banco de dados.

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Tabela 3: Frequências de Eventos.

Denominação

Frequência

(anual) Descrição

EXTREMAMENTE

REMOTA f < 10-4

Conceitualmente possível, mas extremamente improvável de ocorrer durante a vida útil do

Pouco provável de ocorrer durante a vida útil do processo/ instalação.

PROVÁVEL

10-2 < f <

10-1

Esperado ocorrer até uma vez durante a vida útil do processo/ instalação.

FREQUENTE f > 10-1

Esperado de ocorrer várias vezes durante a vida útil do processo/ instalação.

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Pode ser utilizada também uma escala descritiva para facilitar a classificação, como por exemplo:

 Escala de frequência

 5 = Frequente = Diário

 4 = Provável = Semanal

 3 = Improvável = Mensal

 2 = Remoto = Anual

 1 = Extremamente remoto = Sem registro

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 Gravidade/ Severidade - Medida das consequências dos efeitos.

A escala de gravidade de efeitos pode sem ser concentrada em somente uma dimensão, como na tabela 4, ou com múltiplas dimensões como na tabela 5.

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Tabela 4: Gravidade de Efeitos com uma dimensão.

Categoria de severidade Efeitos

I – Desprezível Nenhum dano ou dano não mensurável.

II – Marginal Danos irrelevantes ao meio ambiente e à comunidade externa.

III – Crítica

Possíveis danos ao meio ambiente devido a liberações de substâncias químicas, tóxicas ou inflamáveis, alcançando áreas externas à instalação. Pode provocar lesões de gravidade moderada na população externa ou impactos ambientais com reduzido tempo de recuperação.

IV – Catastrófica

Impactos ambientais devido a liberações de substâncias químicas, tóxicas ou inflamáveis, atingindo áreas externas às instalações. Provoca mortes ou lesões graves na população externa ou impactos ao meio ambiente com tempo de recuperação elevado.

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Tabela 5: Gravidade de Efeitos com “n” dimensões.

Nível Segurança e

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Da mesma forma que a frequência, a gravidade também deve ser desenvolvida através de uma escala.

 Escala

 5 = Catastrófico = 100

 4 = Critico = 80

 3 = Marginal = 60

 2 = Perceptível = 40

 1 = Imperceptível < 40 (Aconteceu o desvio, mas o efeito é muito pequeno frente o tamanho do sistema).

 Acidente - Evento específico não planejado e indesejável ou uma sequência de eventos que geram consequências indesejáveis.

 Incidente - É o quase acidente. Quando ocorreu o evento perigoso, porém sem danos.

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 Pirâmide de Bird - Em 1969, um estudo sobre acidentes industriais foi promovido por Frank E.

Bird Jr., que era Diretor de Serviços de Engenharia para uma Companhia de Seguros dos Estados Unidos. Ele estava interessado na relação entre um acidente com lesão grave para 29 acidentes com lesões menores e 300 incidentes (acidentes sem lesão), relação esta que foi discutida em 1931, no livro “Prevenção de Acidentes Industriais, de H.W.Heinrich, que referenciou a figura a seguir:

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Figura 1: Piramide de Bird

 Gerenciamento de Risco - Processo de controle de riscos compreendendo a formulação e a implantação de medidas e procedimentos técnicos e administrativos que têm por objetivo prevenir, reduzir e controlar os riscos, bem como manter

1 morte 10 perda menor 30 dano a propriedade

600 quase perda 6000 desvios de processo (?)

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uma instalação operando dentro de padrões de segurança considerados toleráveis ao longo de sua vida útil.

Resumindo...

Riscos Associados Atividade Perigosa

Redução de Consequências

(proteção) Redução de

Frequências (Prevenção)

Gerenciamento dos Riscos

Figura 2: Processo resumido de Gerenciamento de Riscos.

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 Nó/ Ponto selecionado - São os pontos do processo, localizados através dos fluxogramas da planta, que serão analisados nos casos em que ocorram desvios.

Dicas:

 Marque os nós de acordo com as

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