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Capítulo 4: Contributo da Cruz Vermelha em Angola (CVA)

4.2. Historial, objectivos, missão e valores da CVA

A Cruz Vermelha de Angola (CVA) é uma associação humanitária nacional, criada pelo Decreto nº. 25/78, de 16 de Março de 1978 e, reconhecida, a 1 de Outubro de 1986, pelo Comité Internacional da Cruz Vermelha. Por outro lado, a CVA está filiada como Membro da Federação das Sociedades Nacionais da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho.

Em função de pertencer ao Movimento Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho, a Cruz Vermelha de Angola é constituída em conformidade com as Convenções de Genebra, de que a República de Angola é parte aderente. De acordo com o seu decreto de criação, a CVA é uma associação auxiliar dos poderes públicos, com fins assistenciais e de utilidade pública, dotada de personalidade jurídica e de autonomia administrativa e financeira, e com carácter voluntário e desinteressado. Tal como é regido a todas as Sociedades Nacionais, a CVA define a sua identidade baseada nos 7 (Sete) Princípios Fundamentais do Movimento, nomeadamente, humanidade,

imparcialidade, neutralidade, independência, carácter voluntário, unidade e universalidade.

No que tange a sua representatividade local, a CVA está presente nas 18 (Dezoito) províncias do país, através de suas delegações provinciais e noutras até em alguns municípios.

Ao longo dos últimos anos, a CVA tem implementado um processo de mudanças, visando efectivar e revitalizar uma reforma institucional profunda, proporcionando a abertura de novas oportunidades para nova a equipa de liderança, bem como melhorar a sua capacidade de resposta às demandas que têm surgido no país. O desafio à implementação das reformas administrativas, cujo apelo é cada vez maior, pois o grito de socorro por parte dos vulneráveis74 angolanos localizados em todas as partes do país, vitimas de doenças diversas, catástrofes naturais e ou provocados pelo homem e educação sobre o risco de minas, aumenta gradativamente.

Depois da realização da sua 3ª Assembleia Geral em Outubro de 2006, que marcou o início do dito processo de mudanças, a Cruz Vermelha de Angola tem procurado efectivar mudanças organizacionais sistemáticas. Em cumprimento ao estipulado nos seus estatutos, o referido processo teve o seu iniciou no momento em que se realizaram as Assembleias nas 18 províncias do país. Passados cerca de quatro anos, a CVA continua com a implementação progressiva do seu processo de reformas internas, que continua a requerer uma significante atenção e apoio da junta de governação nacional, parceiros seniores, e demais entidades da sociedade angolana.

No entanto, a participação e funcionalidade não activa e dinâmica da junta de governação, eleita na passada Assembleia Geral realizada em 2006, tem sido um dos factor impeditivo ao processo de recuperação estrutural, laboral e organizacional da CVA.

De igual modo, ao longo dos tempos tem se notado grande falta de disponibilidade de recursos humanos experientes e capazes, o que torna o processo mais

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Vulneráveis: Pessoas necessitadas e que por si só não conseguem proteger ou salvar suas vidas e ou fazer respeitar as suas dignidades humanas, nem tão pouco

complicado e difícil. No sentido de se aumentar a qualidade e as capacidades dos recursos humanos da Cruz Vermelha de Angola, a organização tem primado pelo recrutamento de profissionais competentes no mercado de emprego, onde, a grande competitividade compensatória existente tem impedido o cumprimento desse propósito. Consequentemente, a referida competitividade tem dificultado o recrutamente e ou a retenção enquadramento de quadros humanos qualificados e necessários ao desenvolvimento da instituição.

Objectivos:

Á luz dos seus Estatutos actuais, a Cruz Vermelha de Angola tem como objectivo geral prevenir e aliviar o sofrimento humano sem discriminação de nacionalidade, raça, sexo, crença religiosa, língua, classe, e opinião política, e essencialmente assistir os doentes e feridos em momentos de conflitos armados e ou catástrofes de diversas naturezas, bem como oferecer, em tempo de paz, programas de acção no campo da saúde e de serviços sociais.

Como objectivos específicos, a CVA tem delineado os seguintes:

 Preparar-se nos tempos de paz para as actividades dos tempos de guerra, a fim de realizar, em caso de conflito armado, todas as tarefas para as quais a Sociedade Nacional é criada, indiscriminadamente a favor de todas as vítimas civis e militares.

 Contribuir na melhoria da saúde, na prevenção das enfermidades para o alívio do sofrimento, com programas de formação e entre - ajuda aos serviços da colectividade, adaptados às condições locais e coordenados com os programas do Governo.

 Organizar, dentro do plano nacional, os serviços de socorros de urgência em favor das vítimas de desastres de qualquer natureza.

 Recrutar e instruir o pessoal necessário à execução das tarefas que compete à instituição.

 Promover a participação das crianças e jovens nas actividades da Cruz Vermelha.  Divulgar os princípios humanitários da Cruz Vermelha e do Direito Internacional

Humanitário através de um serviço permanente de informação e difusão, de forma a desenvolver entre a população, principalmente entre as crianças e os jovens, os ideais da paz, respeito mútuo e compreensão entre todos os homens e povos.  Participar no programa nacional de sangue.

 Cooperar com os poderes públicos para fazer respeitar o direito internacional humanitário e proteger os emblemas da Cruz Vermelha e o Crescente vermelho.

Visão, Missão e Valores

Como visão, a CVA pretende “Ser uma referência nacional no atendimento dos mais

vulneráveis”.

Na mesma linha de acção, a organização tem como missão “Aliviar o sofrimento dos

mais vulneráveis, onde quer que esteja, mobilizando o poder da humanidade”

Dos valores primados e orientados pela Assembleia Geral de 2006 e que a CVA considera importante desenvolver durante este período, figuram:

Ética: Orienta que o desenvolvimento das actividades deve sempre ser pautado pela ética que regula o funcionamento dos membros de uma sociedade da Cruz Vermelha e dos seus 7 princípios fundamentais;

Respeito nas relações sociais: Para que as regras de boa convivência sejam observadas, orienta-se que no seio da família da CVA não devem existir excepções à exigência de trato respeitoso e educado durante o exercício das diferentes actividades;

Transparência na gestão: Recomenda-se que todos os bens da CVA deve são geridos em consideração aos fins a que se destinam. Nesta ordem de ideias, nenhum colaborador ou trabalhador da organização deverá apropriar-se de algo que não lhe pertence em benefício próprio;

Qualidade na prestação de serviços: Os stakeholders esperam da CVA uma alta qualidade, precisão e credibilidade nos serviços que presta à população;

Valorização dos recursos humanos: São os trabalhadores e os voluntários da CVA que contribuem para o seu sucesso. Para a manutenção de uma imagem positiva destes para o ambiente externo, devem ser continuamente capacitados, valorizados e reconhecidos.

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