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I Despolarização dos Estímulos da Memória

Graças à Fisiologia e à Bioquímica, começamos a entender o funcionamento íntimo de nosso corpo físico. Estamos muito longe, ainda, de dominar inúmeras funções orgânicas, sobretudo as do sistema nervoso. Mas já avançamos bastante.

A determinação do "Ciclo de Krebs" , por exemplo, fez com que compreendêssemos a degradação energética das substâncias orgânicas assimiláveis e sua utilização pelo organismo vivo. Mas não sabemos os porquês da imensa maioria dos fenômenos vitais, pois ainda não atinamos com o que seja, em realidade, a Vida. Detectamos sua presença pelos fenômenos que causa, não por sua natureza. Ela escapa ao bisturi e ao microscópio eletrônico, situando-se, portanto, em dimensão além da física.

Se nosso corpo material, palpável e mensurável, ainda tem mistérios indecifráveis para a argúcia dos investigadores e sofisticação de seus equipamentos, que haveremos de pensar em relação à fisiologia da alma? Sua imensa e misteriosa complexidade está tão fora do alcance da Ciência (pelo menos, nos moldes em que esta a investiga) que os cientistas se bloqueiam em atitude primária e radical: negam-lhe a existência. A Medicina, por causa disso, se torna míope ao tangenciar fenômenos da alma. Vê o corpo somático unicamente, de debaixo de uma ótica materialista que a Física Quântica tem mostrado inconsistente, para não dizer turva. Mesmo a Psiquiatria, que lida com manifestações da alma (ou deveria lidar), foge da cura do paciente quando o trata apenas com substâncias químicas de ação exclusivamente física.

FREUD tentou tratar o enfermo mental abordando a doença de modo mais compatível com a realidade dela. Mas falhou ao não considerar o Espírito imortal como sede da individualidade; em conseqüência, não poderia nem mesmo considerar ou investigar a reencarnação, quanto mais admiti-la: reencarnação é fenômeno do Espírito. Ora, sem considerar o continuum eterno que é o Homem, não há como entendê-lo, nem suas doenças.

É profundamente lamentável que a interpretação psicanalítica do Mundo Interior das pessoas tenha ficado ao sabor do intelecto do analista, com conclusões tão afastadas da realidade patológica que só podem ser fantasiosas. A terapêutica, naturalmente, se mostra ineficaz, mesmo quando os analistas se aproximam da etiologia do distúrbio nervoso: a metodologia não é compatível com a realidade do Espírito.

Exatamente por isso, e apenas por isso, não conseguiram - por exemplo - descobrir e aplicar método científico objetivo, utilizável por qualquer operador, para penetrar na intimidade das recordações humanas, possibilitando alterá-las.

Descoberta da Lei. Desenvolvimento da técnica

É, no entanto, o que já conseguimos com a técnica de "despolarização dos estímulos da memória", arma poderosa no tratamento de inúmeros focos de neuroses e psicoses.

Conforme a teoria de PAVILOV, a aprendizagem é fruto de repetição de estímulos, de modo

sistemático e progressivo. Na estrutura tissular neuronal, o registro do estímulo se processa sempre polarizado; o neurônio dá passagem à corrente elétrica do estímulo sempre em um só sentido. Seria de se supor, então, que, quando gravados na memória, os estímulos obedecessem a uma polarização estratigráfica semelhante à de um gravador magnético comum.

A Apometria, que já nos abrira tantos caminhos, poderia se constituir também na chave para penetração na memória.

Passamos a pesquisar. Projetamos concentrados campos magnéticos sobre o córtex cerebral, até atingir as áreas da memória.

Tivemos êxito inesperado.

Repetimos a experiência várias vezes, sempre com êxito. Chegáramos à Lei:

Toda vez que aplicarmos energias específicas de natureza magnética, na área cerebral de espírito encarnado ou desencarnado, com a finalidade de anularmos estímulos eletromagnéticos registrados nos "bancos da memória", os estímulos serão apagados por efeito de despolarização magnética neuronal, e o paciente esquecerá o evento relativo dos estímulos.

Em gravador de fita comum, os estímulos eletromagnéticos tomam a forma de pequenos campos magnéticos no material magnetizável da fita magnética (ferro, cromo etc.). conforme a intensidade da variação da corrente que passa nas bobinas das cabeças escritoras. O processo obedece a uma seqüência regular de fatores espaço-tempo distribuídos ao longo da fita. Microscopicamente, a superfície da cinta virgem se modifica, formando uma espécie de grumos, orientados segundo o campo magnético criado.

Temos razões para crer que o processo de despolarização da memória funciona de modo semelhante, a nível microscópico. Os neurônios cerebrais do cérebro astral (ou físico, no caso dos encarnados) sofrem alterações espaciais por efeito do fluxo (sigma) da carga magnética emitida pelo operador. Com isso, se modifica o trajeto elétrico da rede de neurônios que responde pelo armazenamento dos estímulos, isto é, se altera a memória.

Quando se pretende apagar uma gravação em fita magnética, basta passá-la novamente pelo mesmo campo, que agora é de intensidade mais forte e regular. Há, então, completa despolarização dos campos anteriormente formados, e a fita é apagada. No caso humano, o apagamento dos estímulos magnéticos (que organizaram os campos elétricos dos neurônios) obedece à mesma Lei, mutatis mutandis.

Com essa simplicidade, e em poucos segundos, se apagam totalmente da memória dos desencarnados cargas emotivas deletérias (ódio, vingança, humilhações, rancores etc.) que polarizam sua atenção e obstruem as idéias e sentimentos altruístas que teriam, se desfrutassem de normalidade.

Em encamados, temos observado que o evento perturbador não é completamente apagado, mas o paciente já não o sente mais como antes: o matiz emocional desapareceu. Despolarizada a mente, a criatura passa a não se importar mais com o acontecimento que tanto a mortificava. Acreditamos que isso acontece porque a imagem fica fortemente gravada no cérebro físico, cujo campo magnético remanescente é muito forte, por demais intenso para que possa ser vencido em uma única aplicação. Já a emoção, que fica registrada no cérebro astral, esta é facilmente removida.

Técnica:

(Aplicação em desencarnados incorporados)

Colocadas as mãos espalmadas sobre o crânio do médium, ao longo dos hemisférios cerebrais, comandamos um forte pulso energético, contando: l! Em seguida, trocamos a posição das mãos, de modo que fiquem nos hemisférios opostos aos de antes, e projetamos outro pulso, contando: 2! Voltamos à posição anterior e contamos: 3! E assim por diante, sempre trocando a posição das mãos.

Desde 1973 estamos usando esta técnica com pleno êxito, no tratamento de obsessores; com encarnados, em alguns casos (terapêutica de vícios e da toxicomania, por exemplo).

A troca da posição das mãos é necessária. Cada mão representa um pólo magnético, que deve ser invertido.

Durante a fase experimental nos deparamos com um fato imprevisto: quando se aplica a despolarização em espírito desencarnado, ele salta, automaticamente, para à encarnação anterior. O fenômeno é estranho, mas constante. Parece ser efeito do potente campo magnético do operador, que, por ser de natureza isotrópica, abrange de uma só vez a presente encarnação e a memória de outras, gravadas, de algum modo desconhecido, em alguma dimensão do cérebro. Seja como for, se fizermos nova despolarização o espírito salta para encarnação anterior. E assim sucessivamente - sempre - a cada despolarização.

Os resultados. E cuidados.

Na prática, a técnica dá resultados extraordinários. Já nos acostumamos a ver espíritos obsessores, espumantes de ódio contra sua vítima, desejando por todos os meios destruí-la e fazê- la sofrer, retomarem de uma despolarização totalmente calmos, e até negando, formalmente, conhecer a criatura que, antes, tanto demonstravam odiar. Todo um drama vivido, às vezes, durante séculos, se apaga por completo da memória do espírito.

Antes de trazer o despolarizado de volta da encarnação em que se situou, costumamos impregnar seu cérebro, magneticamente, com idéias amoráveis, altruísticas, fraternas etc., usando a mesma técnica - só que agora visando a polarização. Para tanto, basta ter o cuidado de não trocar a posição das mãos: estamos polarizando o cérebro. Faz-se a contagem lentamente, expressando em voz alta a idéia a ser impressa na mente do desencarnado. Por exemplo:

Meu amigo, de agora em diante tu serás um homem muito bom, amigo de todos ... 1! ... muito bom ... 2! ... amigo .... 3! .... amigo ... 4! ... bom ... 5! .... muito bom ... 6! .... sempre amigo e bom ... 7!

Em outra contagem, se pode imprimir:

Meu caro, de agora em diante tu serás muito trabalhador ....1! ... muito trabalhador ... 2! .... responsável ... 3! .... cumpridor de tuas obrigações ... 4! .... trabalhador ... 5! .... muito trabalhador ... 6! ... 7!

Em mais contagens, se poderá imprimir: .... gostarás muito de tua família ... .... serás feliz, muito feliz ...

.... serás uma pessoa alegre etc. etc.

Despolarizado o espírito e trazido de volta ao presente, não devemos soltá-lo na erraticidade. Será preciso encaminhá-lo à um hospital do astral, para que complete sua recuperação e possa se reintegrar, o mais rápido possível, em seus rumos evolutivos.

A despolarização da memória poderá não surtir resultado em espíritos mentalmente muito fortes, como os magos negros. Estes, tendo recebido iniciações em templos do passado (das quais se desviaram), possuem, ainda, campos magnéticos que os tornam poderosos. Para esses, o procedimento é outro.

Esclarecemos aos pesquisadores que nos sucederão que o tratamento é puramente magnético, não usa forma alguma de sugestão e é infinitamente superior à sugestão. Os efeitos do hipnotismo costumam não ter durabilidade porque, nele, um estímulo se sobrepõe a um outro mais antigo, sem apagá-lo. Ora, os antigos logo hão de ressurgir ao nível da consciência, dominando os novos, e dentro de pouco tempo tudo fica na mesma. Na despolarização, ao contrário, se apagam os estímulos mais antigos, e todos os outros - sobre o assunto. O cérebro fica pronto para receber estímulos novos, positivos.

Para coroar o tratamento de encarnados e desencarnados, procuramos encontrar a encarnação em que desfrutaram de mais alegria, paz, felicidade, a fim de que, voltando, fiquem com a recordação mais positiva possível. Se, submetidos a um tratamento que muitas vezes é dramático, eles caírem em encarnação cheia de tropeços dolorosos, fazemos nova despolarização até encontrarmos uma melhor. E, só então, trazemo-los de volta ao presente.

Temos empregado a despolarização, com bastante êxito, em tratamento de vícios de encarnados, sobretudo toxicomania em jovens. Como a técnica apaga as emoções que alimentam o vício, a cura sobrevem, naturalmente. Será ainda mais rápida se o paciente tiver terapia de apoio bem orientada, ou se se filiar a algum movimento saudável, antivício.

Importância da assistência espiritual

Como esta técnica foi descoberta, experimentada e desenvolvida por nós, sentimo-nos profundamente responsáveis por suas conseqüências em nossos irmãos humanos.

O trabalho da Casa do Jardim se desenvolve dentro de um plano de auxílio a sofredores elaborado pelo Alto e seguido por todos nós, trabalhadores encarnados e desencarnados. Mais do que o juramento de Hipócrates, portanto, nos guiam os ideais e ensinamentos do Evangelho. Realizações científicas, estudos e pesquisas são apenas subproduto de nossa atividade em favor do próximo.

Recomendamos cuidado, criterioso cuidado na aplicação dessa Lei e dessas técnicas. Antes de tudo, os trabalhos espirituais devem contar com assistência elevada, do Mundo Maior - sem o

qual todo o êxito poderá estar comprometido, mesmo que não pareça, inicialmente. Além disso, não se deverá tratar de forma leviana espíritos rebeldes e poderosos, bem como as falanges que eles comandam. Sem cobertura, é temeridade.

Casos Ilustrativos

Caso nº 1

Paciente: I. C. C., estudante, cor branca, sexo masculino. Idade: 19 anos

Data do atendimento: julho / 1984.

História clínica

Há cerca de dois anos o paciente se habituara a tomar "calmantes". Junto com um grupo de companheiros, a princípio, fumava maconha. Algum tempo depois, a droga já não o satisfazia; passou a usar cocaína vez por outra, quando conseguia dinheiro para adquiri-la.

Interrompeu os estudos e passou trabalhar, a fim de conseguir dinheiro para o vício. Agora o tóxico fazia parte inseparável de sua existência, era necessidade cada vez mais premente. Por essa razão, passou a experimentar outros estupefacientes. Seus amigos, todos viciados, descobriram que, próximo às coudelarias do Jockey Club (Porto Alegre) havia abundância de uma espécie de cogumelos venenosos, que cresciam em terrenos adubados com estrume de cavalo. Passaram a fazer com os cogumelos uma alcoolatura forte, de cor preta intensa, que ingeriam em pequenas doses, com café preto.

Em pouco tempo, a ação deste tóxico (provavelmente mescalina), junto com os outros já usados, produziu seu efeito deletério. O jovem começou a alhear-se do ambiente, permanecia cada vez mais em casa, dela saindo à noite, para juntar-se aos amigos (seus e dos tóxicos).

Deixou o emprego. Não podia mais estudar, por ser incapaz de assimilar a mais simples equação matemática. De alegre e comunicativo que era, passou a ensimesmado, alheio ao ambiente e totalmente desinteressado, mesmo pelos problemas mais urgentes da família. Os familiares (principalmente a mãe), mostravam-se desesperados. Viam, impotentes, o rapaz despencar num abismo.

Tratamento

Aberta a freqüência do paciente, tivemos uma surpresa. Não constatamos a presença de magos negros, que, via de regra, estão por trás dos casos de toxicomania. Apareceram apenas alguns pobres toxicômanos desencarnados, que se associaram aos rapazes, em triste intercâmbio de sensações grosseiras, obtidas pelo efeito das drogas. Os obsessores, em péssimo estado, aproveitavam a oportunidade para vampirizar as energias vitais emanadas deles, encarnados. Espíritos doentes e fracos, sem outro objetivo a não ser o vício, foi fácil afastá-los através da projeção de campos-de-força poderosos. Foram conduzidos ao H.A.C., para tratamento.

O caso era de obsessão simples. O parasitismo dos desencarnados mais parecia um caso de simbiose, em que eles e os rapazes, inconscientemente, trocavam entre si experiências sensoriais, comuns nesse tipo de relacionamento. Feito o diagnóstico, passamos a tratar o paciente.

O rapaz se encontrava em casa, pois disso nos deram conta dois médiuns desdobrados, que. foram à sua residência para examinar o ambiente.

Procedemos ao desdobramento do enfermo, à distância, trazendo-o - em espírito - para nosso ambiente de trabalho. Incorporamo-lo em um médium, como se fosse espírito desencarnado. Apresentava-se em estado lastimável. Pedia apenas um pouco de droga, só queria estar numa "boa" ... na triste linguagem da juventude niilista de nossos dias.

Aplicamos-lhe, de imediato, a despolarização da memória visando apagar de sua mente o desejo do tóxico, imagens e hábitos viciosos. Com o choque da despolarização, ele saltou para encarnação anterior, onde fora robusto aldeão, na Alemanha, exercendo atividade braçal (lenhador) na Floresta Negra. Havia sido muito ativo, extremamente forte e bronco. Sua vida, porém, fora saudável: em contato com a natureza, hauria das matas e montanhas uma simplicidade natural, que se refletia em ingenuidade e pureza dos costumes.

Aproveitamos essas características do passado como fator terapêutico, e o fixamos firmemente nessa fase de rua evolução. Polarizamos positivamente seu cérebro com saudáveis idéias de amor ao trabalho, idéias de bondade, fraternidade, amor à natureza etc. Terminado o tratamento, conduzimo-lo de volta ao corpo, que nessas ocasiões costuma cair em leve sono. E o acoplamos firmemente em seu próprio corpo físico, ativando bastante todos os chakras.

Poucos dias depois do atendimento, deram-nos notícias do paciente. A conduta dele estava mudando: de criatura em vias de robotização, passou a se mostrar disposto e inusitadamente ativo: começou por pintar seu quarto, depois a cozinha, e estava pintando toda a casa! Voltara a trabalhar e pretendia continuar os estudos. Aceitando os conselhos de rua mãe, começou a freqüentar a Igreja. Deixou completamente o vício, o que se confirmou, depois, como atitude definitiva.

Discussão do Caso

Toxicomania em fase inicial, fruto de perversão dos costumes. Muito jovem, curioso como todo adolescente, e sem formação religiosa sólida e vivenciada (sem orientação segura, portanto), foi presa fácil para os exploradores do vício. Caiu em suas garras, como tantos outros. Sob obsessão simples, teve a memória despolarizada e, os obsessores, afastados e tratados. Foi colocado em ressonância com encarnação anterior, muito sadia. E recebeu, por fim, repolarização positiva.

Ficou curado.

NOTA: Alertamos: o tratamento de pacientes envolvidos rom tóxicos quase nunca apresenta a

simplicidade do caso ora relatado: Costuma ser difícil, muito difícil - mesmo o tratamento espiritual - por implicar enfrentamento de magos negros, com toda sua densa e sofisticada ação maléfica.

Caso nº 2

Paciente: A. J. P. - sexo masculino, comerciário, branco, residente em BUENOS AIRES Idade: 30 anos

Data do atendimento: à distância, em 28.08.76.

História clínica

Após o casamento, A. J. P. de repente começou a ter perturbações de natureza neurológica, algo semelhante a crises epiléticas (porém mais fracas), que o inutilizavam para o trabalho durante um ou dois dias. Sensação de adormecimento nas extremidades. Tonturas. Cefaléia. Vômitos. Prostração. Tremores na língua e sonolência.

As crises eram freqüentes, a intervalos curtos, depois espaçando-se, chegando a um período de três meses entre os surtos. Estava sofrendo há cerca de três anos.

Tratamento

Atendido à distância respondendo a pedido de auxílio da esposa, que nos escrevera.

No dia marcado para o tratamento, enviamos dois médiuns à casa do paciente, desdobrados por apometria e acompanhando a equipe espiritual chefiada pelo Dr. JOHN, médico canadense

desencarnado, que na ocasião estagiava no Hospital Amor e Caridade. Lá chegando, depararam com o paciente acamado, muito abatido, como se tivesse saído de uma crise. Junto à mesinha de cabeceira, observaram vidros de medicamentos, um deles específico para epilepsia. Espiritualmente, o enfermo se encontrava envolvido por densas faixas vibratórias (à semelhança de escamas) que o envolviam todo, mais compactas ao redor da cabeça.

Iniciaram o tratamento removendo essas camadas, com muito cuidado. Revitalizaram o cérebro, depois; e, em seguida, todo o sistema nervoso.

Estudando melhor o material estranho retirado do doente, procuravam descobrir sua origem e os obsessores porventura responsáveis, a enfermidade parecia causada por evidente obsessão, embora não tivessem identificado a presença de entidades desencarnadas. Havia apenas um campo vibratório, de certa forma intenso, oscilando no ambiente.

Procuraram localizar a estação emissora do sinal e constataram que, a dez quilômetros do local, havia uma casa habitada por uma mulher jovem e seu filho, criança de cerca de quatro anos. Era ela o foco emissor do campo magnético.

Investigando, verificaram que a jovem vivia intenso drama afetivo. Tivera, há alguns anos, ligação amorosa muito viva com o paciente (antes do casamento deste), de que resultara o nascimento do garotinho. Apesar das clássicas juras de amor eterno, A. J. P. em pouco tempo abandonou-a, para casar-se com outra.

Chocada e frustraria (mormente quando lhe nasceu o filho), ela constantemente relembrava a figura simpática do seu amado e os sonhos de amor desfeitos, com isso vibrando intensamente pelas recordações dos momentos felizes vividos a sós com seu amor.

Nesse ponto, o médico desencarnado nos esclareceu que o problema residia na constante emissão de pensamentos que atingiam o paciente em cheio, embora a moça não tivesse intenção de prejudicá-lo. A imagem dele em seu cérebro, de forma contínua, matizada intensamente pelo sentimento frustrado (a emoção realimentava a imagem), criara uma forma-pensamento de enorme intensidade (vetor do fluxo magnético), capaz de interferir na fisiologia dos neurônios cerebrais do ser amado causando-lhe a perturbação.

Primeiro tratamos a moça, pivô do drama. Fizemos seu desdobramento à distância, pela apometria, trouxemo-la em corpo mental e a incorporamos em uma das médiuns, como se fora espírito desencarnado. Procedemos, então, à despolarização de sua mente. Em seguida, imprimimos-lhe idéias positivas de paz, esperança, alegria, focalizando principalmente o pequenino, seu filho. Mostramos o futuro brilhante que ela deveria esperar dele, dentro de alguns anos, e as alegria que o filho certamente haveria de lhe dar, sobretudo em sua velhice. Já carregada dessa idéias positivas, conduzimo-la de volta ao lar, à cozinha onde ela se encontrava semi- adormecida. Fizemos o acoplamento do seu corpo físico e ativamos todos os chakras.

Acordou agradavelmente surpreendida (os médiuns presenciavam tudo isso). Começou a alisar os cabelos, depois o avental, sem saber o que se passara com ela. Neste momento surgiu a criança, de outra peça da casa, correndo ao seu encontro. Ela se abraçou ao filho, beijando-o sofregamente, em lágrimas, como se não o visse há muito tempo. As idéias impressas em seu cérebro astral já tinham começado a fazer efeito ...

O apagamento da estratificação da memória não fez com que ela esquecesse completamente o drama, gravado no cérebro físico. Mas ele foi apagado no cérebro astral. Com isso, o quadro emotivo foi esquecido, permanecendo apenas como se fora lembrança remota, próxima de esquecimento total, não podendo mais se constituir, portanto, em foco de problemática neurótica ou emocional. Com a polarização positiva, o Passado se tornou apenas pesadelo distante.

Discussão

Caso de interferência magnética de características maléficas, por forte ação de fluxo magnético polarizado (vetor ) emitido pela mente poderosa de pessoa encarnada. Ação mental de encarnado sobre outro encarnado, sem interveniência de desencarnados.

A ação intempestiva provocava, na última, seu desdobramento espiritual. O campo magnético forçava o espírito a sair violentamente do corpo físico, razão por que o enfermo se