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Conforme se infere dos inclusos documentos, os peticionários são senhores e

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legítimos possuidores de uma gleba de terras rurais constante de aproximadamente 1.250,00 hectares, denominada Fazenda ____________________, situada no município e comarca de ____________________, adquirida por força da escritura pública de compra e venda, lavrada no livro nº 353, fls. 22 em data de 15/08/85, que foi devidamente matriculada sob o nº R1/ 76.550, livro nº 02, ficha 01, em data de 15.08.85, com as seguintes características e confrontações:

Do marco MP-1, ao rumo de 13º 25’NE, a uma distância de 521,00 metros, divisa com terras da Fazenda ______________________, atual ____________________, até o M.2. Daí, ao rumo de 89º 45’NE, a uma distância de 1.212,00 metros, divisa com terras da Fazenda ______________________, atual Fazenda ______________________, até o M.3. Daí, até o marco M.5, seguiu-se divisando com terras de ____________________, com o M.3 em 20º 45’SE e 210,00 metros;

M.4 em 12º 10 SE e 50,00 metros, transpondo nesse alinhamento a estada que demanda de _________ a ____________________, até o M. 5, cravado à beira da margem direita do Ribeirão ____________________, seguindo daí em linha de levantamento do Ribeirão acima, por rumos e distâncias variáveis, sempre pela margem direita até o marco M.6. Deste marco ao rumo de 33º 32’ SE a uma distância de 760,00 metros, divisas com terras da Fazenda ____________________, até encontrar o marco M.9 com o M.7 em 72º 25’ SW e r.

50,00 metros, transpondo o Ribeirão _______; M.8 em 36º 15’NW e 1.412,00 metros transpondo o Córrego _______. Do marco M.9 ao rumo de 69º 25’NE, a uma distância de 1.321,00 metros, divisa com terras da Fazenda ______________________, atual _________ até chegar ao marco MP.1, ponto de partida.

LIMITES E CONFRONTAÇÕES: Ao Norte, com terras da Fazenda ______________________, atual ____________________, terras da Fazenda ______________________, atual Itaú e terras de __________ bem com a Estrada que demanda de _______ a _______. Ao Sul, com terras da Fazenda Ribeirão _______ e Ribeirão _______. A Leste, com terras da Fazenda _________ e Ribeirão _______. Ao Oeste, com terras da Fazenda Ribeirão _______.

Os autores exercem posse mansa e pacífica, por si e seus antecessores desde os tempos imemoriais, valendo dizer, a longissimi temporis, sem contestação nem

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oposição, de modo contínuo e efetivo, onde inseriram relevantes benfeitorias, tais como: casa de sede de material, casa de empregados, currais, mangueiro, brete, galpão, pocilga, quintal, pomar, roças, quase toda gleba formada em pastagens artificiais, estradas de penetração, cercas de divisas com 4 (quatro) fios de arame liso, além de divisões internas.

Como se tudo isso não bastasse, mantém ali os autores, criação de gado vacum em grande número, aproximadamente, 1.000 (mil) cabeças, além de animais de custeio e prepostos (trabalhadores rurais) encarregados de zelar por tudo.

Ressalte-se que o ____________, ora requerente é responsável pela formação de invernadas na parte conhecida com a denominação especial de Fazenda __________.

Pois bem. Os requerentes estavam gozando os seus direitos de propriedade e posse na referida gleba, quando aproximadamente há uns 25 (vinte e cinco) dias tiveram a sua área invadida pelo requerido __________________, na parte denominada de __________________, empregando para isso, alguns jagunços armados, onde iniciaram picadas e colocação de estacamento sob a alegação de que ali lhe pertencia.

No entanto, os peticionários usando das prerrogativas do art. 1.210, § 1º, do Código Civil Brasileiro rechaçaram a invasão, expulsando o requerido e seus capangas com os meios próprios, no tempo e modo devidos, sem, contudo, extrapolar os limites da necessidade da legítima defesa da propriedade.

O requerido embora abandonasse o imóvel em questão, saiu prometendo que voltaria a invadir na forma de revanche.

Por tais motivos, com base no que dispõe a artigo suso mencionado (caput, parte final) do Código Civil Brasileiro, resta recorrer ao Estado-Juiz para pedir lhes seja deferido o interdito proibitório ou preceito cominatório contra o ora requerido, para não voltar a invadir a área em questão, sob pena de incorrer em multa diária ou preceito que fixar este juízo, além de incorrer em crime de desobediência, como é de direito.

II – DO DIREITO

A pretensão ora formulada encontra fundamento no que dispõe o art. 1.210

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(última parte) do Código Civil Brasileiro, o qual está assim redigido:

Art. 1.210. O possuidor tem direito de ser mantido na posse em caso de turbação, restituído no de esbulho e segurado de violência iminente, se tiver justo receito de ser molestado.

Mutatis mutandi, o art. 567 do CPC em vigor, igualmente dispõe:

Art. 567. O possuidor direto ou indireto que tenha justo receio de ser molestado na posse poderá requerer ao juiz que o segure da turbação ou esbulho iminente, mediante mandado proibitório em que se comine ao réu determinada pena pecuniária caso transgrida o preceito.

Os documentos acostados na presente petitio principii, provam quantum satis, as condições da ação e os pressupostos de ordem instrumental civil para o desenvolvimento válido da causa, a saber:

A Posse dos Autores

Provada está a posse pela existência da ocupação material conforme definido no art.

1.196 do Código Civil, porque os autores têm de fato o exercício pleno dos poderes inerentes ao domínio, ou seja, exercem a apreensão física da propriedade por tempos imemoriais, exteriorizando a apreensão física da propriedade pelos sinais visíveis de posse.

Os sinais de apreensão física da gleba são visíveis, portanto suficientes para exteriorizar o exercício dos poderes de fato em virtude das relevantes benfeitorias já referidas in causa petendi.

A Ameaça de Turbação

Está caracterizada pela invasão ocorrida e malograda, conforme ficou explicado e esclarecido pela res in iudicium deducta, inclusive, a qual foi repelida por desforço próprio.

Data dos Fatos

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A ameaça de turbação e o justo receio de iminente molestação da posse dos autores está provado porque já foi manifestada em fatos concretos, porque ocorreu há 25 (vinte e cinco) dias passados, portanto, menos de ano e dia, suscetível de se processar o presente pedido de proteção possessória pelo rito especial conforme estabelecidos no art. 567 e seguintes, do Código de Processo Civil em vigor.

Consequência

A ameaça perpetrada na propriedade do autor de forma inusitada, causou intranquilidade e insegurança aos requerentes, os quais se sentem no direito de pedir a prestação jurisdicional em forma de embargos à primeira ou interdito proibitório, porque são realmente possuidores na justa expressão jurídica da palavra.

Vejamos o Direito Pretoriano:

O interdito proibitório tem por objeto a defesa preventiva da posse, pelo que para seu exercício, não necessita ter ainda havido violação. A finalidade do interdito é justamente obstar que a violação se verifique. RT 209/406.

Como ação preventiva, o interdito proibitório não parte de um fato consumado, turbação ou esbulho, mas da previsão fundada de que um outro possa ocorrer a qualquer momento, daí, porque, indispensável se dê ao autor a oportunidade de provar o alegado. Ac. unân. da 1ª Câm. do TJ MG de 3.882, na apel. nº 58.707, rel.

des. Monteiro de Barros. Jurispr. Mineira vol. 88/121.

A decisão concessiva da liminar em interdito proibitório, pode ser sucinta, limitando-se a indicar ter sido feita a prova dos requisitos para a concessão da proteção possessória. Ac. unân. da T. Cível do TJ MS, de 20/02/84, no agr. 679/83, rel. des.

Leão Neto do Carmo. ADCOAS, 1.984, nº 97.825.

O íntimo convencimento do Magistrado, para o deferimento liminar da medida prevista no artigo 932 do CPC, deve Ter por base não só a prova da posse por parte do autor, como também a do justo receito de vê-la ofendida. Ac. unân. da 1ª Câm.

Do TJ SC, de 20.05.82, no agr. Nº 2.073, rel. des. Napoleão Xavier do Amarante.

Jurispr. Catarinense, vol. 37/347.

Na communis opinium doctoris, o fundamento filosófico da proteção possessória, como prelecionou o preclaro J.M. de Azevedo Marques, é em resumo: o respeito à

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personalidade humana, aliado ao princípio social que não se permite a ninguém fazer justiça com as próprias mãos.

Manoel Martins Pacheco Prates, na sua monografia intitulada Teoria Elementar da Posse- ed. de 1926, pág. 127 preleciona que: Interdicto prohibitório – Código Civil, art. 501. Pertence à espécie dos interditos retinendae possessionis.

Tem por fim evitar a turbação ou mesmo esbulho na posse. Se o receio é fundado, o possuidor pede ao juiz segurança contra o ataque iminente.

Concede o juiz a segurança impetrada, por via de mandado, no qual ordena ao indicado autor da ameaça que se abstenha de qualquer ato agressivo e comina-lhe pena, para o caso de transgressão do preceito cominado.

Este interdito é, às vezes, denominado de ação de preceito cominatório proveniente da sanção que o acompanha ou consta do mandado. C.C. art. 501 (este artigo foi substituído pelo art. 1.210, última parte, do Código Civil em vigor).

Quanto aos elementos de provas bem certo é que seguem inclusos, além da escritura pública de compra e venda do referido imóvel, devidamente registrada no CRI do Termo, seguem também a cópia do Boletim de Ocorrência policial, mapa da propriedade, memorial descritivo, contratos de empreitada das benfeitorias, recibos, notas fiscais, autorização de desmate pelo Ibama, cédulas rurais de financiamentos bancários, inscrição de produtor agropecuarista, fotografias do local da invasão, declarações dos vizinhos, enfim, um acervo relevante de documentos comprobatórios do fato da posse.

A iminência da violação ou turbação restou provada, quer pela juntada do B.O., quer pelas fotografias do local, atestadas pelas declarações dos vizinhos, bem como pelos sinais de estaqueamentos e picadas.

Por isso, a ação tem conteúdo, oportunidade e procedência.

Do Requerimento

Ex positis, pede e requer a V.Exa. seja recebida a presente Ação de Interdito Proibitório, processada na forma da lei, digne deferir in limine litis et inaudita altera pars a expedição de competente mandado proibitório em desfavor do réu para que não moleste a posse dos autores na gleba descrita in causa petendi, sob pena de

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incorrer na multa diária que for fixada por este juízo, sugerindo desde já, R$

_________ (___________) por dia, além de incorrer em crime de desobediência de ordem judicial.

Em seguida, pede e requer a V. Exa. seja determinada a citação do requerido – ___________________, já qualificado in principio, bem como de sua mulher, se casado for, para responder nos termos da presente ação, contestá-la se quiser, dentro do prazo legal, sob pena de revelia e confesso quanto a matéria de fato, para finalmente ser julgada procedente, para fixar definitivamente o preceito cominatório em caso de efetivação do esbulho ou turbação na gleba em epígrafe, bem como ainda, condená-lo ao pagamento das custas, honorários advocatícios e demais cominações de direito, inclusive, nas perdas e danos que se apurar em liquidação de sentença, por ser de direito e de justiça.

Requer desde já, se for o caso e este Juízo entenda necessário, seja procedida a justificação prévia, cujo rol de testemunhas segue ut infra.

Requer também que se no curso da lide for invadida a área, seja feita a metamorfose do interdito ex vi do art. 554 do Código de Processo Civil, transformando-o em manutenção ou reintegração de posse caso seja efetivada a turbação ou o esbulho.

Requer todas as provas em direito admitidas, tais como depoimento pessoal, sob pena de confesso, testemunhas, documentos, exame pericial de vistoria e etc.

Rol de testemunhas:

1. _________________, brasileiro, casado, pecuarista, portador do RG nº ______

SSP e CPF nº _________________, residente e domiciliado na rua Ourinhos, 26 em _________/___.

2. __________________, brasileira, casada, pecuarista, portador do RG nº ____

SSP/___, residente e domiciliada na rua ________________, nº ___ em ________.

3. _____, brasileiro, solteiro, trabalhador rural, portador do RG nº ______ SSP, residente e domiciliado na Fazenda _________________, município de ________.

Requer os benefícios do art. 212 do CPC para evitar a periclitação de direitos.

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Termos em que, D e A esta com os documentos inclusos, dando à causa o valor de R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais), para efeitos fiscais e de alçada.

P. Deferimento.

Local e data.

Advogado - OAB

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4. Modelo Prático - Embargos de terceiro

EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA COMARCA DE

No documento Modelos Práticos Direito Imobiliário (páginas 22-30)