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CAPITULO 4 INVESTIMENTOS DIRETOS ESTRANGEIROS NA INDIA

4.9 SÍNTESE DA LEGISLAÇÃO DE IDE NA ÍNDIA

4.9.5 IDE na EOUs/SEZs/ Parque Industrial/EHTP/STP

Em se tratando da aplicação do IDEs nas Zonas Econômicas Especiais (SEZs), Parque tecnológico envolvendo equipamentos elétricos e STP, são permitidos 100% para aplicação de investimentos estrangeiros na rota automática, sujeitas a normas setoriais. Detalhes sobre os tipos de atividades permitidas são avaliadas pela política de Comércio Estrangeiro, expedida pelo Departamento de Comércio. As propostas que não estejam enquadradas na rota automática devem ser aprovadas pelo Comitê de Promoção de Investimentos Estrangeiros (FIPB)365.

363 BHASIN, Niti. Foreign Investment in India: 1947-48 to 2007-08. New Delhi: New Century, 2008. p. 105-6.

364 Ib. Ibid., p. 110.

365 KRISHNAN, R. Handbook on foreign collaborations and investments in Índia: lei, pratica & procedures. New Delhli: Commercial Law Publishers, 2009. p. 665.

Krishnan366 aborda, ainda, que igualmente as Unidades Orientadas para Exportação (EOUs), são permitidas 100% para os Investimentos Diretos Estrangeiros (IDE) sob a rota automática, sujeitas a normas setoriais. Propostas que não se enquadram no regime da rota automática devem ser aprovado pelo Comitê de Promoção de Investimentos Estrangeiros (FIPB). Quando se tratar de investimentos dirigidos aos Parques Industriais é permitido 100% de IDE, sob a rota automática.

Segundo o autor, toda proposta de IDE tendo com Investidores não residentes na Índia, sendo direcionadas a equipamentos para Parques Tecnológicos de Eletricidade (EHTP), são elegível para aprovação sob a rota automática sujeitos aos parâmetros legais. A proposta que não se encaixar sob a rota automática deverá ser submetida para aprovação em separado pelo FIPB.

A entrada de Investimentos diretos estrangeiros está sujeita aos seguintes passos:367

(I) Remessa de recursos através de canais bancários; ou

(II) Por débito na conta específica do interessado mantidos em um revendedor autorizado / banco autorizado, a emissão de capital próprio para os não residentes face aos outros modos de entradas de IDE, não sendo possível pagamento em espécie.

No entanto, a emissão de ações contra o patrimônio fixo, soma da taxa de royalties e Empréstimo Externo Comercial (ECBs) em moeda estrangeira conversível, são permitidas sob a rota automática para atender todas as obrigações tributárias aplicáveis e orientações sobre setores específicos.

Em se tratando de novos investimentos para IED/RNI e investimento OCB368 - até 100% podem ser aplicados pela rota automática, exceto os abrangidos pela rota governamental, conforme se verá no tópico seguinte.

366 KRISHNAN, R. Handbook on foreign collaborations and investments in Índia: lei, pratica & procedures. New Delhli: Commercial Law Publishers, 2009. p. 665.

367 Id. Ibid., p. 666.

368 Nota. NRI a sigla é identificada como – Indiano residente fora da Índia. OCB, identifica-se como pessoa jurídica no exterior.

4.9.6 Rota de aprovação governamental

O investimento estrangeiro não se enquadrando da rota automática, requer prévia aprovação do governo da Índia, através do Comitê de Promoção de Investimentos estrangeiros (FIPB), do Ministério das Finanças.

O Comitê de Promoção do Investimento Estrangeiro (FIPB) é composto pelos seguintes secretários de governo da Índia369: Secretário de governo, dirigente do Departamento de Assuntos Econômicos do Ministério das Finanças; Secretário de governo, dirigente do Departamento de Promoção da Política Industrial, do Ministério da Indústria & Comércio; Secretário de governo, dirigente do Departamento de Comércio, do Ministério de Indústria e Comércio; Secretário de Governo, de relações econômicas, do Ministério de Relações Exteriores e Secretário de governo, do Ministério dos Negócios Estrangeiros Indianos370. O comitê pode ter pedir a colaboração de outras Secretarias de Governo, profissionais de Instituições Financeiras, bancos e profissionais da área da Indústria e do Comércio, quando necessário.

Os projetos de Investimentos de não residentes na Índia acima de 6 bilhões tem de ser apreciados pelo Comitê de Ministros de Assunto Econômicos (CCEA), após aprovação do FIPB371.

A Política para os IDE na Índia, elaboradas pelo governo está disponível através de “Manual sobre investimentos na Índia – Investimentos Diretos Estrangeiros, política & Procedimentos”. Este documento esta disponível ao público através do website do Ministério da Indústria e Comércio, do Departamento de Promoção de política Industrial, que pode ser acessado conforme referência em nota de rodapé372.

369 RESERVE BANK OF INDIA. Guide to foreign direct investment in Índia: with IED policy issued on 1st april 2010. New Delhi: Taxmann, 2010. p. 2.30.

370 ORGANISATION FOR ECONOMIC CO-OPERATION AND DEVELOPMENT (OECD). OECD

Investment Policy Reviews: India 2009. Paris, 2009. p. 70. Disponível em: <

http://www.oecd.org/document/50/0,3343,en_2649_34893_44153906_1_1_1_1,00.html>. Acesso em: 17 jun. 2011.

371 Id. Ibid.

372 INDIA. Ministry of Commerce & Industry. Investing in China: foreign direct investment-policy & procedures. New Delhi, 2006. Disponível em: <

O Governo da Índia aprova os IDEs através do Comitê de Promoção de Investimentos Estrangeiros (FIPB), sendo necessários os seguintes requisitos373:

 Licenciamento compulsório para atração de propostas;

 Artigos reservados a fabricação para o sector de pequena escala;  Aquisição de ações existentes.

O comitê é a agência responsável pela apreciação de todas as propostas que requerem previa aprovação do governo. O Comitê atua como uma agência de triagem, (para os setores sensíveis)374. O Comitê aprova ou rejeita em um prazo de 30 dias. Alguns investidores estrangeiros usam o aplicativo direcionado ao comitê para dirimir duvidas na ausência de uma política expressa ou falta de clareza da política375.

Aprovações prévias dos projetos de IDEs também são necessárias quando:

(i) A proposta da participação de capital estrangeiro ultrapassar o limite do setor específico;

(ii) Quando investidor estrangeiro tiver empresa comum ou transferência de tecnologia e acordo de marca no mesmo campo;

(iii) Quando o investidor estrangeiro for detentor de mais de 24% de capital para projetos de itens reservados destinados a indústria de pequena escala376.

Entretanto, a partir de 12 de janeiro de 2005 decaíram as exigências para as novas Joint Ventures, referentes à aprovação prévia do FIPB, para projetos de IDE quando o investidor estrangeiro tiver uma empresa já existente.

4.9.7 Acordo de tecnologia estrangeira na rota de aprovação governamental

Niti Bhasin comentando sobre a Rota do Comitê de Promoção de Investimento Estrangeiro (FIBP), para aprovação de governo na área de tecnologia é

373 KRISHNAN, R. Handbook on foreign collaborations and investments in Índia: lei, pratica & procedures. New Delhli: Commercial Law Publishers, 2009. p. 669.

374 Nota: Os setores sensíveis ou restritos onde o IED não é permitido: ferrovias, energia atômica, serviços postais, jogos e apostas, loterias, agricultura e plantações de subsistência (BHASIN, 2008). 375 MATHUR, Vibha. Foreign trade policy and trends in India. New Delhi: New Century, 2009. p. 201, 202 e 211.

376 ORGANISATION FOR ECONOMIC CO-OPERATION AND DEVELOPMENT (OECD). OECD

Investment Policy Reviews: India 2009. Paris, 2009. p. 70. Disponível em: <

http://www.oecd.org/document/50/0,3343,en_2649_34893_44153906_1_1_1_1,00.html>. Acesso em: 17 jun. 2011.

necessário os seguintes itens377:

 Propostas para atrair licenciamento compulsório;

 Itens de manufatura reservados para o setor de pequena escala;

 As propostas que envolvem qualquer empreendimento anterior conjunto ou de transferência de tecnologia e acordo de marca no mesmo campo, ou afins na Índia;

 Extensão de acordos de colaboração de tecnologia estrangeira (incluindo os casos que podem ter recebido a aprovação automática na primeira instância);

 As propostas que não possuam todos os parâmetros para a aprovação automática.

Diferentes componentes de colaboração de tecnologia estrangeira, tais como, taxas técnicas de know-how, pagamento para a concepção de desenho, pagamento dos serviços de engenharia e direitos são elegíveis para a aprovação pela via automática, e pelo governo. Pagamento para contratação de técnicos estrangeiros, delegação de técnicos indianos no exterior, testes de matéria primas indianas, produtos, veio para desenvolver uma tecnologia em países estrangeiros, contudo, regido por procedimentos e regras do Banco Central da Índia e não estão cobertos pelos acordos de colaboração tecnológica estrangeira. Da mesma forma, os pagamentos em importações de máquinas, equipamentos e matérias primas também não são abrangidos pela aprovação dos acordos de colaboração de tecnologia estrangeira para a qual o RBI é autoridade competente378.