Introdução
Temos insistido, ao longo de nossa argumentação, na tese de um aspecto contínuo entre as obras de Rudolf Otto. Embora mudanças de percurso possam ser destacadas aqui e ali, o tema da autonomia da religião parece ser uma constante nos escritos do autor. A tentativa de se salvaguardar o caráter autônomo da religião encontra seu primeiro passo na publicação, em 1904, de As visões naturalista e religiosa do mundo, escrito cujo objetivo primordial é fazer frente às perspectivas redutoras do naturalismo e do mecanicismo, como vimos em capítulo anterior. Nesta obra importa, para Otto, garantir a “[...] validade e liberdade da visão religiosa.”458 Este tema da validade e liberdade passa, com a publicação de A filosofia da religião baseada em Kant e Fries, em 1909, por uma tentativa mais forte de fundamentação, na qual o idealismo transcendental friesiano se torna o suporte dos intentos do autor. Para Otto, a filosofia de Fries revela “[...] a disposição para a religião no espírito humano em geral, a origem oculta de todas as suas manifestações na história, o fundamento para sua alegação de ser verdadeira […].”459
Este tema a ligar os escritos de Otto encontra seu ponto alto com a publicação, em 1917, de O sagrado, escrito no qual o autor nos apresenta a religião como um aspecto sui generis da experiência humana, aspecto este que encontra sua justificação na controversa defesa do apriori religioso.
458 “[...] the validity and freedom of the religious outlook.” OTTO. Naturalism and Religion, p. 1.
459 “[...] the disposition to religion in the spirit of man in general, the hidden source of all its manifestations in history, the ground for its claim to be true […].” OTTO. The Philosophy of Religion Based on Kant and
4.1 - A validade da perspectiva religiosa nos escritos anteriores e a questão do apriori religioso
Otto abre o primeiro capítulo de As visões naturalista e religiosa do mundo procurando esclarecer o que seria característico na perspectiva religiosa460. E embora neste esclarecimento esteja a defesa do direito e liberdade da experiência religiosa frente à interpretação científica do mundo, Otto procura afastar-se de um ponto de vista dogmático, buscando argumentar a partir de um ponto de vista crítico. O autor procura rejeitar qualquer tipo de racionalismo regressivo que acredita poder derivar o infinito da pretensa harmonia do finito. Para o nosso autor, este equivocado caminho, embora frequentemente tentado, nenhuma contribuição pode dar ao assunto. Otto salienta que:
A velha prática de se procurar “evidências da existência de Deus” tinha exatamente esta tendência. Acreditava-se seriamente que se poderia, assim, fazer mais do que defender para a convicção religiosa uma legalidade no sistema do conhecimento. Acreditava-se seriamente que o conhecimento de Deus poderia ser obtido e lido a partir da natureza, do mundo e da existência terrena e, deste modo, que as proposições da visão religiosa não somente poderiam obter liberdade e segurança, mas poderiam ser fundamentalmente provadas e mesmo diretamente inferidas da natureza em primeira instância.461
Como se pode depreender da citação acima, e como enfatizado em O sagrado, buscar a liberdade e a segurança da visão religiosa não significa proceder segundo uma análise regressiva, do efeito à sua causa. Otto procura enfatizar os limites do conhecimento científico ao mesmo tempo em que aponta para uma fonte específica da religião, chamando a nossa atenção para o fato de o conhecimento ordinário ser incapaz de dar uma resposta adequada à questão. Não é a partir do estudo da natureza que se pode garantir a validade da perspectiva religiosa. Para o nosso autor, esta garantia se sobrepõe e precede estas tentativas de derivar o infinito a partir da consideração do finito462.
Para Otto é importante ressaltar que, embora seja de um gênero específico, diferente do conhecimento científico ordinário, a religião não pode ser igualada ou entendida como uma espécie de ilusão. A perspectiva religiosa, assim como a científica, exige uma validade para si. A interpretação religiosa do mundo não pode ser entendida como destinada somente a
460 OTTO. Naturalism and Religion, p. 6.
461 “The old practice of finding 'evidences of the existence of God' had exactly this tendency. It was seriously believed that one could thereby do more than vindicate for religious conviction a right of way on the system of knowledge. It was seriously believed that knowledge of God could be gained from and read out of nature, the world, and earthly existence, and thus that the propositions of the religious view of the world could not only gain freedom and security, but could be fundamentally proved, and even directly inferred from Nature in the first instance.” OTTO. Naturalism and Religion, p. 7.
despertar estados de espírito solenes, como se a questão de sua validade fosse indiferente. Assim como o conhecimento científico, a concepção religiosa desejar entender e dar uma descrição própria do mundo e da existência humana.
No entanto, esta descrição – e compreensão própria do mundo – não pode ser confundida com o entendimento e descrição ordinários da natureza em termos de relações de causas e efeitos. Para Otto, é importante observar que “[...] as verdades da religião exibem, de um modo bem especial, o caráter de todas as verdades ideais, que de modo algum são verdadeiras para todos os dias, mas que estão inteiramente ligadas a exaltados estados de sentimentos.”463 Já em As visões naturalista e religiosa do mundo o autor chama a atenção para temas que serão aprofundados em A filosofia da religião baseada em Kant e Fries e que serão o pano de fundo sobre o qual se desenvolve a discussão do numinoso em O sagrado. No escrito de 1904, o autor procura ressaltar as diferentes formas de se “conhecer” a Deus, de modo que é preciso fazer uma distinção entre o conhecimento teórico e as demais formas de cognição do espírito humano. Desta forma, salienta o autor:
[…] do modo como eu “conheço” que estou sentando nesta escrivaninha, ou que choveu ontem, ou que a soma dos ângulos em um triângulo são iguais a dois ângulos retos, eu nada posso conhecer de Deus. Mas eu posso conhecer algo Dele da mesma forma que eu sei que falar a verdade é o correto e que manter a fé é dever; proposições que são certas e que declaram algo real e válido, mas às quais eu não poderia ter chegado sem o consentimento consciente e sem uma certa exaltação do espírito de minha própria parte.464
Se em A filosofia da religião baseada em Kant e Fries Otto vê, em Fries e em seu esquematismo ideal, um caminho de garantir a validade das verdades ideais, em seu escrito anterior o autor havia recorrido a Lutero para afirmar que a fé vai sempre contra a incompletude do conhecimento científico em busca de um ponto de completude. “A fé sempre vai contra as aparências.”465
Ao destacar o aspecto sui generis da religião em As visões naturalista e religiosa do mundo, Otto chama a atenção para a necessidade de se investigar mais detidamente a fonte da religião. Antecipando o que viria a ser tema de suas preocupações, nosso autor defende que
463 “[...] the truths of religion exhibit, in quite a special way, the character of all ideal truths, which are not really true for every day at all, but are altogether bound up with exalted states of feelings.” OTTO. Naturalism and
Religion, p. 11.
464 “Thus, in the way in which I 'know' that I am sitting at this writing-table, or that it rained yesterday, or that the sum of the angles in a triangle are equal to two right angles, I can know nothing of God. But I can know of Him something in the way which I know that to tell the truth is right, that to keep faith is duty, propositions which are certain and which state something real and valid, but which I could not have arrived at without conscious consent, and a certain exaltation of spirit on my own part.” OTTO. Naturalism and Religion, p. 12. 465 "[…] Faith always goes against appearances." OTTO. Naturalism and Religion, p. 14.
traçar estas origens seria “[...] uma tarefa especial pertencente ao domínio da psicologia, da história e da filosofia da religião […].”466 Ora, esta tarefa é realizada em A filosofia da religião baseada em Kant e Fries, obra na qual Otto, a partir da antropologia crítica de Fries, acredita poder assegurar de modo mais sólido o escopo e a liberdade da perspectiva religiosa diante das investidas naturalistas. O objetivo principal da obra de 1909, como vimos, é proceder à busca de um fundamento racional para a religião. Para Otto, é necessário encontrar o princípio racional que, transcendendo o dado histórico, possa apresentar-se como garantidor da validade da religião. Para o nosso autor, “procurar por este princípio no intelecto do homem, descobri-lo e trazê-lo à luz – essa é claramente a primeira tarefa de todo esforço real na esfera da filosofia da religião, e sem ela, nenhuma pesquisa na história da religião pode ter um fundamento firme.”467
Embora este caminho exija uma crítica da razão nos moldes estabelecidos por Kant, o único caminho no qual o autor acredita poder descobrir estes princípios ideais do intelecto humano, a tentativa de se investigar o apriori religioso é rechaçada de modo enfático por Otto em A filosofia da religião baseada em Kant e Fries. Ciente de que “em nosso tempo estamos, mais uma vez, procurando em todas as direções pelo 'apriori religioso' […]”468, Otto acredita ser esta tarefa equivocada e o uso do termo, infeliz. A busca por um apriori religioso nos passos de Kant não pode garantir a validade destes princípios para além de nossa subjetividade, sendo caracterizado, então, como meramente ideal469.
Esta questão é novamente levantada em O sagrado, agora com um juízo completamente diferente. Nesta obra de 1917 a questão do apriori religioso é aceita e desenvolvida por nosso autor, que nela vê assegurada a questão da validade e da autonomia da religião. Conforme defende o autor no 16º capítulo da obra: “[o] sagrado, no sentido pleno da palavra, é para nós, portanto, uma categoria composta. Ela apresenta componentes racionais e irracionais. Contra todo o sensualismo e contra todo o evolucionismo, porém, é preciso afirmar com todo o rigor que em ambos os aspectos se trata de uma categoria estritamente a priori.”470
466 “[...] a special task belonging to the domain of religious psychology, history, and philosophy […].” OTTO.
Naturalism and Religion, p. 8.
467 “To search for this principle in man's intellect, to discover it, and to bring it to light – such is clearly the first task of all real endeavour in the sphere of the philosophy of religion, and without it no research in the history of religion can have a firm foundation.” OTTO. The Philosophy of Religion Based on Kant and Fries, p. 17. 468 “In our time we are once more looking in all directions for the 'religious a priori' [...]”. OTTO. The
Philosophy of Religion Based on Kant and Fries, p. 17.
469 OTTO. The Philosophy of Religion Based on Kant and Fries, p. 18. 470 OTTO. O sagrado, p. 150.
4.2 - O apriori e a religião
Tomar o posicionamento de Otto sobre a questão do apriorismo religioso em sentido estritamente kantiano pode ser um caminho equivocado. A enfática negação do entendimento do a priori em Kant apresentada em A filosofia da religião baseada em Kant e Fries parece apontar para isso; embora o apriorismo seja assumido de modo inconteste em O sagrado, pode ser uma tática um tanto apressada partir de um ponto de vista puramente kantiano, ignorando discussões posteriores e tentativas de modificações neste ponto do pensamento do mestre de Königsberg, discussões e modificações estas que parecem ir ao encontro da visão própria de Otto sobre o tema em questão.
De fato não há como negar que a reflexão kantiana sobre as possibilidades do conhecimento sintético a priori seja o ponto alto da questão. Paul Kalweit, em seu verbete sobre o a priori na Encyclopaedia of Religion and Ethics, ressalta que Kant, na questão do a priori, assim como em vários aspectos de sua obra, “[...] marca a consumação do desenvolvimento anterior e o ponto de partida do novo.”471 Como vimos em capítulos anteriores, a meditação kantiana sobre o assunto visa estabelecer um ponto seguro para a questão do conhecimento, retomando os paradigmas até então prevalecentes e contraditórios do racionalismo e do empirismo. Kalweit procura ressaltar a permanência do tema na história do pensamento humano afirmando que a expressão, que originalmente denotava um tipo de conhecimento irrepreensível, um ato mental sobre o qual não haveria controvérsias, passa a designar um dos problemas mais persistentes do pensamento humano.472
No período anterior à revolução operada com a publicação, em 1781, da Crítica da razão pura, o termo a priori designava primordialmente o tipo de raciocínio que procede da causa ao seu efeito, opondo-se, dessa forma, ao procedimento a posteriori, ou seja, do efeito à sua causa. Em esclarecedor ensaio sobre o tema do apriorismo religioso, Albert C. Knudson procura destacar este sentido lógico dos termos a priori e a posteriori afirmando que:
Se uma coisa ou ideia é tão simples em sua estrutura que o seu conteúdo pode ser completamente analisado e suas consequências lógicas, clara e inequivocamente deduzidas, como é o caso na matemática, é evidente que, deste modo, temos alcançado, nas conclusões, um maior grau de certeza do que qualquer outro que poderia ser logicamente atingido pelo método a posteriori, no qual a conexão entre efeito e causa não pode ser clara ou completamente percebida.473
471 “[...] marks the consummation of the previous development, and the starting-point of the new.” Paul KALWEIT. A Priori. In: James HASTINGS (ed.). Encyclopaedia of Religion and Ethics, Vol. I. Edinburgh; NewYork: T. & T. Clark; Charles Scribner's Sons, 1908, p. 646.
472 KALWEIT. A Priori. In: HASTINGS (ed.). Encyclopaedia of Religion and Ethics, Vol. I, p. 645.
473 “If a thing or idea is so simple in its structure that its content can be completely analyzed and its logical consequences clearly and unmistakably deduced, as is the case in mathematics, it is evident that we have in
No entanto, fugindo ao uso estritamente lógico, os termos a priori e a posteriori podem designar, também, o conhecimento em princípios gerais, abstratos, ou o conhecimento diretamente derivado da experiência sensível, temas que suscitaram importantes debates na filosofia dos séculos XVII e XVIII. Partidários da razão e da experiência procuravam, então, responder à crucial pergunta de qual seria, de fato, a fonte e a norma do conhecimento. Surge, assim, como procura destacar Knudson, uma nítida distinção entre a razão pura e a experiência pura, na qual o termo a priori se torna, de modo natural, identificado com o conhecimento derivado da razão474.
É a questão do que podemos conhecer sem o concurso da experiência que se torna o Leitmotiv da meditação de Kant. Importa, para o mestre de Königsberg, investigar o conhecimento que a razão possui por si, os princípios imanentes ao espírito humano sem os quais a experiência não seria possível. É a razão, segundo esta perspectiva, que propicia as condições e as normas do conhecimento, ponto que Kant defende no prefácio à segunda edição da Crítica da razão pura afirmando:
Compreenderam [os físicos] que a razão só entende aquilo que produz segundo os seus próprios planos; que ela tem que tomar a dianteira com princípios que determinam os seus juízos segundo leis constantes e deve forçar a natureza a responder às suas interrogações em vez de se deixar guiar por esta; de outro modo, as observações feitas ao acaso, realizadas sem plano prévio, não se ordenam segundo a lei necessária, que a razão procura e necessita.475
Como vimos no primeiro capítulo, porém, estes princípios só possuem valor quando aplicados à experiência, sendo inúteis na tarefa de ir além do domínio fenomenal. Toda forma genuína de conhecimento deve ser, portanto, uma combinação de elementos a priori e de elementos a posteriori, pois, conforme destaca Kalweit, “Sem o a priori, nossas percepções eram informes e sem lei e, portanto, irregulares e evanescentes; sem o a posteriori, nós devemos ter somente as peças cegas dos conceitos.”476 Kant, desta forma, procura acatar aquilo que pode ser reconhecido como válido nas contraditórias perspectivas do racionalismo
the conclusions thus reached a greater degree of certainty than any that could be logically attained by the a- posteriori method, where the connection between effect and cause cannot be clearly or fully perceived.” Albert C. KNUDSON. Religious Apriorism. In: C. G. WILM (org.). Studies in Philosophy and Theology – By
former students of Borden Parker Bowne. New York; Cincinnatti: The Abingdon Press, 1922. p. 93.
474 KNUDSON. Religious Apriorism. In: WILM (org.). Studies in Philosophy and Theology – By former students
of Borden Parker Bowne, p. 93.
475 Kant. Prefácio da segunda edição . In: A crítica da razão pura, p. 18.
476 “Without the A Priori, our perceptions were formless and lawless, and therefore fitful and evanescent; without the A Posteriori, we should have but the blind plays of concepts.” KALWEIT. A Priori. In: HASTINGS (ed.).
e do empirismo.477
Para Knudson, no entanto, a maior inovação de Kant encontra-se em sua proposição dos juízos sintéticos a priori. Embora independentes da experiência, tais juízos são puramente formais, encontrando justificação apenas na experiência. Como procura destacar este comentador:
Na razão teórica, os elementos a priori são as formas puras da percepção, espaço e tempo, e as várias categorias. O que distingue esses elementos em nossa vida pensante é o fato de que eles têm as marcas da universalidade e da estrita necessidade. É isso que lhes dá seu caráter a priori. Eles não são ideias inatas, nem são capacidades psicológicas como aquela da sensação da cor. Eles são princípios puramente formais, imanentes no espírito, princípios que estão envolvidos na experiência como um todo e que são essenciais para a experiência.478
Restringindo o conhecimento à interação entre o sensível e o inteligível, Kant acredita poder mostrar a insuficiência dos procedimentos dogmáticos na investigação daquilo que extrapola os limites da experiência sensível. Embora sobejamente realizado pelos metafísicos, abordar tais problemas sem antes proceder com a devida investigação das capacidades da razão é cair numa ilusão. Querer alcançar algum tipo de conhecimento daquilo que Kant denomina de os problemas inevitáveis da própria razão – Deus, a liberdade e a imortalidade – leva-nos ao caminho das antinomias da razão, à impossibilidade de a razão, por falta do necessário apoio na experiência, decidir pela verdade ou falsidade destes problemas. Paul Kalweit nos aponta os limites do a priori em Kant e as pretensões da metafísica de inspiração racionalista afirmando que:
É uma mera ilusão supor que por meio das categorias nós possamos atingir um conhecimento inteiramente além da experiência. A psicologia racional, que se encarregou de provar a existência da alma como imaterial e indestrutível, nada mais é que uma massa de inferências ilegítimas. A cosmologia racional, que supõe decidir a respeito do início ou não-início do mundo no tempo e suas limitações ou infinitude no espaço, a simplicidade e indivisibilidade dos átomos, ou sua infinita divisibilidade e a consequente impossibilidade de átomos indivisíveis, a universalidade da causação natural e a negação da liberdade, ou a afirmação dela, a existência ou não existência de um ser absolutamente necessário – simplesmente nos coloca em antinomias, nas quais tanto a tese quanto a antítese podem ser demonstradas como igualmente válidas. A teologia racional, novamente, alcança
477 KALWEIT. A Priori. In: HASTINGS (ed.). Encyclopaedia of Religion and Ethics, Vol. I, p. 649.
478 “In the theoretical reason the a-priori elements are the pure forms of perception, space and time, and the various categories. What distinguishes these elements in our thought life is the fact that they have the marks of universality and strict necessity. It is this that gives to them their a-priori character. They are not innate ideas, nor are they psychological capacities like that of color-sensation. They are purely formal principles, immanent in the mind, principles that are involved in experience as a whole and that are essential to experience.” KNUDSON. Religious Apriorism. In: WILM (org.). Studies in Philosophy and Theology – By
seu objetivo de provar a existência de Deus somente pelo artifício de fazer a