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3 PRESSUPOSTOS METODOLÓGICOS

A- Identidade e experiências pessoais:

Com relação à primeira categoria explorada na entrevista em profundidade, qual seja, identidade e experiência pessoal, constatou-se uma representação positiva da identidade surda nos depoimentos dos três líderes. Como a surdez ocorreu na fase pré-lingual, esses sujeitos só perceberam as diferenças que os caracterizam quando cresceram e se depararam com as dificuldades comunicacionais vivenciadas nas relações com a família, com a escola e, posteriormente, na sociedade, pois era comum, até duas décadas atrás, o encaminhamento de todas as pessoas com surdez ou algum déficit de audição para uma escolarização de modalidade oralista, com ênfase no tratamento clínico da surdez, onde o uso da língua de sinais era proibido. A percepção da identidade cultural surda surge nos três depoimentos, associada ao modo como os surdos pensam, sentem e interagem com o mundo.

Constatamos que, mesmo sob a influência da educação oralista, os sujeitos da pesquisa não desenvolveram uma fala plenamente articulada e nem a leitura labial. Pelo contrário, quando tiveram contato com a língua de sinais, se sentiram mais felizes e apresentaram um

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melhor desenvolvimento cognitivo, social e cultural, ingressando voluntariamente na militância pela defesa da identidade cultural surda e por políticas públicas coerentes com as especificidades desta minoria. Segundo Gonçalves (2010, p. 23):

A constituição da nossa sociedade é decorrente de processos multideterminados, complexos e carregados de historicidade, implicando em subjetividades diferentes. Portanto, as diretrizes das políticas públicas de ação e intervenção não são válidas e aplicáveis a todos os indivíduos.

Na concepção dos sujeitos da pesquisa, a maior dificuldade está na compreensão e expressão da língua portuguesa, tanto na modalidade oral quanto escrita, pois a língua de sinais possui uma estrutura completamente diferenciada da língua oral. Estar na condição de surdos, para eles, não é ruim, sentem-se felizes com essa identidade, mas percebem os empecilhos para um desenvolvimento pleno para os surdos, como a falta de escolas bilíngues, de acessibilidade, de profissionalização adequada, de vagas de trabalho mais qualificadas etc.

É consensual nos relatos dos sujeitos que o atual modelo inclusivo compromete a constituição e o desenvolvimento da identidade surda, pois o padrão ouvinte majoritário oprime a identidade surda. Os entrevistados denunciam que, nesse contexto supostamente inclusivo, quase não há espaço e estímulo para a expressão e compreensão das minorias e suas reais necessidades.

Então, para conviver com a inclusão imposta, os surdos precisam se submeter a uma padronização externa, na qual fingem que aprendem e se desenvolvem, gerando uma grande insatisfação e, ao mesmo tempo, uma forte resistência às políticas supostamente inclusivas, fortalecendo, assim, o movimento surdo. De acordo com Strobel (2008, p. 35):

É necessário reconhecer a existência de várias culturas na sociedade, para perceber a identidade cultural da comunidade surda, pois os surdos compartilham uma língua em comum, interesses, pensamentos e comportamentos, que se traduz na cultura surda, representando o jeito de o surdo entender o mundo e poder modificá-lo, a fim de torná-lo acessível e habitável, ajustando-o com as suas percepções visuais, que contribuem para a definição das identidades surdas e das almas das comunidades surdas até mesmo à organização e militância do movimento surdo representa a busca de uma afirmação identitária.

A importância da constituição identitária surda ainda precocemente é apontada nos depoimentos das lideranças como condição fundamental para o desenvolvimento pleno dos surdos. Para isso, os entrevistados afirmam a necessidade de uma educação de modalidade bilíngue, na qual haja a presença do professor ou instrutor surdo, e na qual a língua de sinais seja a principal língua de instrução. Os entrevistados apontam também a necessidade de uma

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orientação adequada às famílias dos surdos, visando o ensino da Libras e os esclarecimentos quanto às possibilidades de desenvolvimento destes.

As interpretações elaboradas a respeito da cultura e da identidade são, de acordo com Bourdieu (1998), disputa pelo poder de impor uma visão de mundo social, pelo monopólio de uma forma legítima de fazer ver e fazer crer as divisões sociais. Por isso, é necessário problematizar os processos de exclusão historicamente construídos em torno desse grupo para compreendermos as suas manifestações contemporâneas, bem como o seu discurso.

Segundo Bourdieu (2003), o sistema escolar produz sofrimentos terríveis, profundos e não reconhecidos, porque são admitidos e legitimados. Para o autor, a escola está revestida de uma aparência meritocrática, totalmente dissimulada pela ação pedagógica, pelo trabalho pedagógico e pelo sistema de ensino, geradores, portanto, da violência simbólica. Para o autor, o sistema de ensino é cúmplice do poder instituído, promove a adesão dos agentes sociais à ordem estabelecida e reproduz, assim, as formas de seleção e classificação de acordo com a ideologia do grupo dominante que se encontra no poder.

As resistências a essa padronização imposta pelo sistema impulsionam o surgimento dos movimentos sociais. Desse modo, o movimento surdo luta pelo seu reconhecimento como um grupo culturalmente diversificado e contra a padronização imposta pelo sistema dominante, pois, historicamente, as minorias excluídas da sociedade foram narradas, classificadas e submetidas aos discursos científicos e autoritários, que contribuíram para sua exclusão.

B - Comunidade surda:

Na investigação da categoria B - comunidade, os resultados das entrevistas também convergiram com o que a literatura aponta. Todos os entrevistados relataram que a comunidade surda se forma devido à necessidade de encontro com o semelhante, representando um lugar, como igrejas, escolas, festas etc., que geralmente varia, onde os surdos se encontram e compartilham experiências. A comunidade é o local onde a identidade cultural surda pode se expressar e se desenvolver livremente. Segundo Hall (2000), a identidade é um lugar que se assume, uma costura de posição e contexto e não uma essência ou substância a ser examinada.

Devido ao isolamento linguístico sofrido pelos surdos, eles buscam se constituir enquanto uma comunidade ou um povo que luta pela preservação de suas características

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específicas. Assim surge o movimento surdo, como uma forma de resistência contra as representações clínicas e as práticas excludentes, que desprezam suas características naturais, como o uso da expressão corporal e da língua de sinais.

Nas comunidades de surdos, as relações acontecem como em qualquer outra, pois há surdos que se destacam como líderes, enquanto outros se mantêm subordinados, representando relações de saber e poder motivadas pela noção de surdos legítimos, ou politicamente corretos. Enquanto os surdos privados do uso da língua de sinais, devido às influências que sofreram ao longo da vida, são também estigmatizados quando ingressam na comunidade surda, por não conseguirem se expressar fluentemente através da Libras e também por não conseguirem se integrar plenamente no meio ouvinte.

Desse modo, deveria haver mais solidariedade na diferença, pois, ao discriminar, acabam reproduzindo exclusões semelhantes àquelas que estão sendo confrontadas. Assim, a surdez enquanto militância gera ações excludentes com frequência, que são práticas contra as quais sua resistência teve origem. Essa resistência adotada pelo movimento surdo é uma reação à negação das suas especificidades, na tentativa de torná-los aceitáveis pela sociedade ouvinte.

As associações legitimadas constituem a organização máxima da comunidade, nas quais passa a se discutir as questões políticas, sociais e culturais que envolvem a problemática da inclusão dos surdos. É justamente nesses locais que se formam as lideranças e surge o movimento organizado. Segundo Bourdieu (1989, p. 112):

A identidade regional (ou qualquer outro tipo de identidade) na prática social é manifesta em representações mentais, percepções, apreciações, conhecimentos e reconhecimentos, objetos de investimentos dos interesses e pressupostos dos agentes sociais e materiais: coisas concretas ou ações estratégicas interessadas na manipulação simbólica com o intuito de determinar a representação mental que os outros podem ter destas propriedades e dos seus portadores.

C - Movimento Surdo:

Com relação à categoria C - Movimento Surdo, constatamos que no Distrito Federal, as estratégias desse movimento revelam uma constante mobilização política que visa estabelecer um diálogo com o poder público, a fim de modificar algumas políticas públicas e criar novas. Esse movimento recebe influência a nível mundial e nacional, bem como também exerce a sua influência.

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De acordo com Bourdieu (2011), os políticos não estão preparados para discutir os problemas sociais e, quando o fazem, é tarde demais, tudo se decide nos bastidores das comissões e dos comitês, longe dos cidadãos. A mídia, assim como fazem os outros grupos dominantes, tenta impor sua representação subjetiva como representação coletiva. Desse modo, o autor aponta que a descrição das relações sociais não se reduz a simples demonstrações científicas, mas se constitui num instrumento de libertação dos dominados, contribuindo para que possam apoderar-se do seu próprio destino.

A história do movimento surdo no Distrito Federal, na concepção dos três líderes, se consolidou na região a partir de 2002, com a mobilização dos surdos pela Feneis em todo o Brasil, pela oficialização da Língua Brasileira de Sinais. Possivelmente, esse movimento na região, assim como a literatura aponta, teve início a partir da escolarização dos surdos e também das primeiras associações voltadas para o atendimento dos surdos; no entanto, isso não foi revelado nos depoimentos.

Assim, a partir do reconhecimento oficial da Língua de sinais e do surgimento do novo paradigma socioantropológico a comunidade surda vem se consolidando como um grupo culturalmente diferenciado e se define no contexto contemporâneo através das lutas das minorias, afirmando-se como uma minoria com uma identidade cultural própria. Essa afirmação do movimento surdo inaugura uma nova fase na história da surdez, promovendo a cidadania, autonomia e igualdade desses sujeitos, revelando na subjetividade dessa minoria, sua história real, livre das interpretações tendenciosas dos ouvintes. De acordo com Gonçalves (2010, p. 45):

As capacidades humanas surgem após uma série de transformações qualitativas, derivando novas mudanças, através de um processo histórico que consolida o mundo pela atividade humana, que deve ser analisado através da objetividade e subjetividade em que vivem os homens, pois a compreensão do mundo interno (subjetivo) exige a compreensão do mundo externo (objetivo), pois são aspectos de um mesmo movimento, de um processo no qual o homem atua, constrói e modifica o mundo e este, por sua vez, propicia os elementos para a constituição psicológica da pessoa e a linguagem é a mediação para a internalização da objetividade, permitindo a construção de sentidos pessoais, que constituem a subjetividade.

Desse modo, os novos sentidos evidenciados na subjetividade dos entrevistados revelaram que há um reconhecimento do progresso da inclusão na relação da sociedade majoritária ouvinte com as pessoas surdas, como o reconhecimento oficial da língua de sinais e a constituição de uma ampla legislação. No entanto, o atual modelo inclusivo ainda não

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contempla as expectativas e as necessidades dos surdos, percebemos que ainda há uma forte opressão e marginalização dos surdos, o que gera ainda muito sofrimento

Strobel (2008) afirma que a agressão contra a cultura surda pode levar a conflitos das identidades surdas e à desvalorização de suas diferenças, sendo que o objetivo do movimento surdo é justamente preservar a sua cultura e afirmar a sua diferença. Nesse sentido, é necessário que haja uma conscientização da sociedade majoritária quanto à diferença cultural dessa minoria, a fim de preservá-la, eliminando-se assim o preconceito.

Constatamos que no movimento surdo do Distrito Federal a militância organizada se restringe a um pequeno grupo de surdos, em geral os mais escolarizados e politizados, que já estão bem colocados no mercado de trabalho, têm uma razoável situação financeira e são bem conhecidos na região. Esse movimento é oficialmente representado pela FENEIS.

A principal contestação do movimento surdo diz respeito às políticas públicas instituídas sem a participação da comunidade surda. Eles denunciam a hipocrisia da inclusão e tentam reverter essa situação. Como afirma Bourdieu (2011), o sistema de ensino ou aparelho jurídico reproduz a ideologia dominante; no entanto, escapam às tomadas de consciência e do poder individual e coletivo, assim, contraditoriamente, surgem campos relativamente autônomos, que tentam romper essa ordem. Para o autor, a ordem social se reduz a uma classificação coletiva, obtida através dos julgamentos classificadores e classificados.

O movimento surdo no Distrito Federal busca sempre realizar manifestações para promover mudanças ou garantir direitos, afirmando assim a sua identidade cultural. Em 2002, por exemplo, quando o movimento surdo adquiriu consistência na luta pela oficialização da Libras, uma professora foi ameaçada de demissão, pois solicitou ao MEC a implantação da escola bilíngue no DF. O movimento surdo reagiu, convocando os surdos de todo o Brasil, através da internet, para realizarem um protesto enfrente ao Ministério da Educação (MEC) e essa estratégia reverteu a situação.

Atualmente, o movimento surdo reivindica a adoção de escolas bilíngues com metodologia apropriada, professores surdos e ampliação da acessibilidade. Essas reivindicações representam o meio pelo qual o movimento surdo pode sinalizar sua diversidade cultural, pois em todos os depoimentos esse desejo ficou explícito, como se fosse determinante para que haja condições de desenvolvimento e reconhecimento da identidade cultural surda. Eles rejeitam a proposta oralista e reivindicam uma mudança na perspectiva inclusiva atual, de modo que contemplem, de fato, suas especificidades, incluindo a sua participação como sujeitos ativos nessa nova construção. Segundo De Certeau (2007), a

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construção do real é realizada na invenção do cotidiano por conjuntos de reações, reinterpretações, criações, conformismos, resistências que dotam cotidianamente a vida social de dinâmicas específicas.

O movimento surdo representa um poderoso instrumento de resistência e luta pela transformação social, visando à ascensão da diferença e cidadania surda.

D - Inclusão:

Com relação à última categoria analisada, D - inclusão, verificamos que os depoimentos dos três líderes, retratam que esse processo na área educacional é muito conflituoso e doloroso para os surdos, pois não conseguem aprender e nem se desenvolver plenamente. Os surdos sentem obrigação de atingir o modelo voltado para os ouvintes, pois a educação, como toda a sociedade, está voltada para o padrão majoritário de pessoa ouvinte e “normal”.

A escolarização dos surdos, ao mesmo tempo em que representa um processo socializador, é também subjetivante, devendo propiciar aos surdos a sua identificação cultural. Segundo Winnicott (1995, p. 23):

o processo de subjetivação representa a acolhida da pessoa na comunidade humana, reconhecendo-a como partícipe legítima pelo simples fato de existir. As pessoas surdas estão fora do reconhecimento dessa legitimidade, especialmente do campo de direitos concernente à dignidade humana, pois como todos os segmentos de pessoas significativamente diferentes, é comumente vista como aquela que não deveria ser que não possui as características necessárias para que se reconheça a legitimidade e a dignidade de sua existência. Sem dúvida que a inclusão propiciou um avanço significativo quanto aos processos históricos de exclusão dos surdos, no entanto, é necessário desvelar as implicações dolorosas que o fracasso educacional ainda reproduz na construção da identidade surda e na sua cidadania.

Desse modo, o surdo sente-se perdido na inclusão e esse processo se assemelha a uma perda de tempo, pois não se sentem realmente incluídos e nem estimulados. Quanto à inclusão social, se sentem mais valorizados e satisfeitos, pois muitos ouvintes querem aprender a se comunicar com eles. A inclusão no mercado de trabalho se revela satisfatória quando os surdos são concursados, e conflituosa na esfera privada, pois os surdos não têm as suas capacidades desenvolvidas e se encontram em subempregos com baixos salários e péssimas condições de vida. Dificilmente mudam de posição dentro das empresas, além de não haver, em geral, acessibilidade para eles. No geral, ingressam no emprego por meio da política de cotas, voltada para inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho.

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Apesar do avanço histórico e legislativo da relação social com as pessoas com deficiência, a inclusão representa ainda, muito sofrimento para os surdos. Nesse sentido, Bourdieu (1975) afirma que a violência simbólica se refere aos mecanismos sutis de dominação e exclusão social que são utilizados por indivíduos, grupos ou instituições. Porém, os surdos percebem que as práticas institucionais, embora bem intencionadas, reproduzem a lógica neoliberal da homogeneização das consciências e das diferenças, permitindo apenas algumas concessões apaziguadoras.

De modo geral, os depoimentos dos sujeitos surdos revelaram uma grande insatisfação com a inclusão, que mais se aproxima de uma exclusão disfarçada nos vários espaços sociais, devido à forte influência ouvinte sobre os surdos. Desse modo, a política inclusiva não oferece condições para a expressão e o desenvolvimento da cultura surda. De acordo com Silva (2004, p. 48):

A cultura é um jogo de poder e o surdo se encontra neste jogo entre as representações ouvintes e o seu próprio discurso que, devido à natureza e ao propósito, são ainda descredenciados, pois a sociedade ainda enxerga os surdos como deficientes, anormais, doentes.

Os resultados da pesquisa apontam para a necessidade urgente de uma reformulação das políticas públicas inclusivas direcionadas à comunidade surda. Elas devem ser direcionadas a partir da perspectiva sociocultural, disseminadas em todos os campos, ressaltando a diferença cultural e não patológica dessa minoria. Deve visar a um tratamento respeitoso e igualitário com os surdos, possibilitando a construção de uma identidade saudável e sólida, que servirá de base para a consolidação, desenvolvimento e emancipação da comunidade surda. Segundo Quadros (2006, p. 56):

Os surdos sonham com espaços em que a língua de sinais seja a língua de instrução, em um ambiente cultural e social que favoreça o fortalecimento das heranças surdas. Assim, lutam por uma escola e uma sociedade onde eles verdadeiramente possam ser e aprender e não fingir que sabem.

Desse modo, as políticas públicas representam mediações que devem concretizar direitos sociais e condições de vida dignas, devendo contar em sua elaboração com a participação dos próprios sujeitos a quem se destinam, pois representam um espaço de promoção de direitos, na direção da superação das desigualdades sociais. O exercício da democracia pressupõe a promoção de sujeitos capazes de atuar na direção de novas alternativas de vida, que sejam emancipadoras de sua condição social e individual, pois a

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realização do indivíduo enquanto sujeito histórico reconhece o seu vínculo com a coletividade e o seu compromisso com a transformação social.

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