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DECTI SELEÇÃO E

IDENTIFICAÇÃO DO CONHECIMENTO

identificação, a criação, a aquisição, a retenção o compartilhamento e o uso do conhecimento, interno e externo, interesse da organização.

• Desenvolver mapa de

conhecimento, ou páginas amarelas

do conhecimento.

Para:

IDENTIFICAÇÃO DO CONHECIMENTO

• Fomentar a participação dos catalogadores em cursos e eventos da área;

• Fomentar a participação dos catalogadores em comunidades de prática (internas e externas).

Para: AQUISIÇÃO DO CONHECIMENTO

• Implantar comunidade de prática (presencial ou virtual).

Para: CRIAÇÃO DO CONHECIMENTO

• Criar comunidade de prática; • Disponibilizar sistema informatizado

de compartilhamento de

conhecimentos (base de melhores práticas);

• Criar blogs e/ou listas de discussão;

• Disponibilizar espaço físico apropriado onde a equipe possa se reunir.

Para: PARTILHA DO CONHECIMENTO

• Criação da base de melhores práticas (base de conhecimento).

Para: RETENÇÃO DO CONHECIMENTO

• Construção de mecanismos para a identificação, aquisição, criação, dis tribuição/disseminação, armazena mento e retenção do conhecimento organizacional.

Para: UTILIZAÇÃO

DO CONHECIMENTO

, para o Serviço de Tratamento

A implementação, no todo ou em parte, das ações o Serviço de na Gestão do ossibilitando a a aquisição, a retenção o , interno e externo, de conhecimento, ou páginas amarelas

Fomentar a participação dos catalogadores em cursos e eventos Fomentar a participação dos catalogadores em comunidades de prática (internas e externas).

Implantar comunidade de prática

Criar comunidade de prática; Disponibilizar sistema informatizado conhecimentos (base de melhores Criar blogs e/ou listas de

Disponibilizar espaço físico apropriado onde a equipe possa se

Criação da base de melhores práticas (base de conhecimento).

Construção de mecanismos para a identificação, aquisição, criação, dis- tribuição/disseminação, armazena- mento e retenção do conhecimento

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Em um cenário em que a cada dia o conhecimento se torna mais proeminente, determinando, de certa forma, o sucesso ou o fracasso no alcance dos objetivos de uma organização - seja ela pública ou privada, com o sem fins lucrativos -, faz com que as organizações sejam instigadas a estenderem seus olhares para o seu capital intelectual, cientes de sua importância no contexto organizacional. As Bibliotecas Universitárias não estão alheias a essa conjuntura.

Com esta concepção, este estudo propôs-se a compreender como ocorre a Gestão do Conhecimento no Serviço de Tratamento da Informação (catalogação), do Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal de Santa Catarina (SiBi/UFSC). Para tanto, traçou como objetivos específicos: a) Descrever os processos da atividade de tratamento da informação (catalogação) executada no Serviço de Tratamento da Informação do Sistema de Biblioteca da UFSC; b) Identificar os processos de Gestão do Conhecimento no Serviço de Tratamento da Informação do SiBi/UFSC; c) Identificar o uso do conhecimento tácito nas atividades de tratamento da informação (catalogação), executadas no SiBi/UFSC; d) Identificar pontos fortes e fracos nos processos de GC no Serviço de Tratamento da Informação do SiBi/UFSC; e) Apontar sugestões para a Gestão do Conhecimento no Serviço de Tratamento da Informação do SiBi/UFSC.

As considerações são apresentadas na mesma ordem em que se apresentam os objetivos específicos.

Para atender ao objetivo específico a: Descrever os processos da atividade de tratamento da informação (catalogação) executada no Serviço de Tratamento da Informação do Sistema de Biblioteca da UFSC, construiu-se o fluxograma do processo da catalogação, no qual foi identificado o uso dos conhecimentos tácitos e explícitos; identificou-se que para executar o tratamento da informação, são utilizadas as ferramentas biblioteconômicas: Código de Catalogação Anglo- Americano, segunda edição (AACR2); Classificação Decimal Universal (CDU); Classificação própria do SiBi/UFSC; Tabela Cutter; Cabeçalho de assunto controlado; Tesauro; e o MARC21, como formato para intercâmbio de dados bibliográficos.

Além destas, foi identificado o uso das ferramentas tecnológicas: Sistema Pergamum; Rede de computadores;

Internet; Editor de texto (Word); Planilha eletrônica (Excel); Leitor de PDF; e Bases de dados (locais, nacionais e estrangeiras).

Com isso, certifica-se que o catalogador precisa possuir tanto as competências técnicas biblioteconômicas, como outras. Visto que a atividade de catalogação envolve o conhecimento técnico biblioteconômico, o conhecimento no uso das TICs, a experiência, habilidades e atitudes (competências) do catalogador, isto é, envolve o uso do conhecimento tácito e do conhecimento explícito é identificado no tratamento da informação.

Sendo assim, é possível afirmar que o objetivo específico a: Descrever os processos da atividade de tratamento da informação (catalogação) executada no Serviço de Tratamento da Informação do Sistema de Biblioteca da UFSC, buscando identificar a presença do conhecimento tácito e do conhecimento explícito, foi atendido.

Com base no modelo de Probst, Raub e Romhardt (2002) apresenta-se as considerações conclusivas relativas ao objetivo especifico b: Identificar processos de Gestão do Conhecimento no Serviço de Tratamento da Informação do SiBi/UFSC.

Quanto ao processo de identificação do conhecimento, o estudo constatou que não há mecanismos formais para a identificação do conhecimento interno e externo, o que, acredita- se, pode dificultar, em algum momento, o desenvolvimento das atividades de tratamento da informação; visto que, mesmo sendo uma atividade norteada por normas procedimentais, pode requerer, a qualquer tempo, novos conhecimentos por parte do catalogador. A identificação de fontes de conhecimento pode promover melhorias nos processos e contribuir para impulsionar a eficácia e a eficiência nos serviços oferecidos.

Atestou-se a ausência de mecanismos para a aquisição de conhecimento. Na unidade pesquisada, a aquisição se dá de maneira informal, em conversas pessoais, privadas ou públicas. Essa condição, contudo, pode ser considerada como um fator positivo, uma vez que, afirmam Probst, Raub e Romhardt (2002, p. 91), “As relações entre aqueles que buscam conhecimento e os que o oferecem são muitas vezes pessoais e se baseiam em confiança firmada durante um longo tempo”. Entretanto, essa condição não exclui a necessidade de disponibilização, por parte da organização, de meios formais para a aquisição de conhecimento organizacional.

Constatou-se que os catalogadores, quando buscam por novas informações/conhecimentos para o desenvolvimento de suas funções, suas preferências de busca se dividem entre o conhecimento interno (tácito e explícito), e entre o conhecimento já explicitado no ambiente externo. Esse comportamento da equipe deixa evidente a necessidade de disporem de mecanismos para a aquisição do conhecimento.

A criação (desenvolvimento) do conhecimento, se dá por meio de interações de aprendizagem e troca de conhecimentos e experiências na empresa. Os dados obtidos na pesquisa revelam que não há ações no STP que estimulem socialização, externalização, combinação e internalização de conhecimentos. Assim, no entender dessa pesquisadora, a perspectiva para possíveis inovações (como melhorias no sistema, incrementos na catalogação, por exemplos), fica prejudicada.

É preconizado, na GC, que o conhecimento organizacional precisa ser partilhado (disseminação, compartilhamento, socialização, transferência), isto é, estar disponibilizado e acessível. Nesse aspecto, é possível afirmar que a unidade pesquisada faz de forma adequada, a socialização dos seus mecanismos de registro do conhecimento explícito. O Manual de Processos Técnicos, os templates de catalogação e a Base de dados do Sistema de Catalogação encontram-se disponíveis e com fácil acesso (on-line). No que diz respeito à partilha do conhecimento pessoal, essa se dá de maneira informal, entre o possuidor do conhecimento e aquele que o busca. A unidade apresenta carência de mecanismos para a partilha/transferência/socialização do conhecimento. Tanto catalogadores quanto o gestor do SPT lamentam o fato de ocorreram poucas reuniões, momentos propícios para captura e transferência da informação. Conhecimentos adquiridos através de participações em cursos e eventos são transmitidos de maneira informal, ou seja, sem ferramentas apropriadas para esse fim.

Em relação à utilização do conhecimento, a pesquisa aponta que não existem mecanismos de interação - para troca de informações e conhecimentos -, no âmbito do STI, e/ou entre o STI com as demais unidades do SiBi/UFSC. Apesar disso, foi atestado que os catalogadores fazem uso do conhecimento tácito e explícito existentes/disponibilizados no STI. Entretanto, a utilização do conhecimento organizacional não deve se restringir

somente ao departamento que o produz/possui. Os catalogadores reconhecem a importância da interação entre todos os departamentos do SiBi/UFSC e, que isto, pode refletir, tanto no contexto da unidade de informação, quanto no tratamento da informação.

Quanto à retenção do conhecimento, esse quesito se apresenta de forma incipiente, sendo o Manual de Processos Técnicos a único mecanismo disponível para esse fim.

Isto posto, foi delineado o cenário relativo à Gestão do Conhecimento na unidade pesquisada. Atendendo o proposto no objetivo específico b: Identificar as ações/processos da Gestão do Conhecimento no Serviço de Tratamento da Informação do SiBi/UFSC.

Com base modelo de Probst, Raub e Romhardt (2002) é possível afirmar que não há efetiva Gestão do Conhecimento do Serviço de Tratamento de Informação do SiBi/UFSC. Porém, há de se considerar que o Manual de Processos Técnicos desenvolvido no setor, e a natural disponibilização da equipe para socializar e transferir conhecimentos atendem algumas das premissas da Gestão do Conhecimento.

No que diz respeito ao objetivo específico c: Identificar o uso do conhecimento tácito nas atividades de tratamento da informação (catalogação), executadas no SiBi/UFSC, esse foi atendido. A pesquisa demonstra que, assim como já constatado na descrição dos processos da atividade de tratamento da informação (catalogação), os catalogadores fazem uso do conhecimento profissional, vivencial e intelectual, isto é, utilizam- se do conhecimento tácito, sendo que este tem forte influência no produto final, ou seja, no tratamento da informação.

Quanto ao objetivo específico d: Identificar pontos fortes e fracos nos processos de GC no Serviço de Tratamento da Informação do SiBi/UFSC, a pesquisa aponta que os pontos fortes se concentram na disposição da equipe em compartilhar e adquirir conhecimentos, bem como, na presença de ações, compatíveis com a Gestão do Conhecimento, já implementadas no serviço. Os pontos fracos são, justamente, a ausência de processos, efetivos, que possam promover GC.

O objetivo específico e) Apontar sugestões para a Gestão do Conhecimento no Serviço de Tratamento da Informação do SiBi/UFSC é outro dos objetivos específicos desta pesquisa. No decorrer das análises, foi possível constatar desprovimento de ações de GC no Serviço de Tratamento da Informação do

SiBi/UFSC. A partir dessa avaliação, foram sugerias as seguintes ações: desenvolver mapa de conhecimento, ou páginas amarelas do conhecimento; estimular a participação dos catalogadores em cursos, eventos da área e em comunidades de prática (internas e externas); implantar comunidade de prática (presencial ou virtual); disponibilizar sistema informatizado de compartilhamento de conhecimentos (base de melhores práticas); criar blogs e/ou listas de discussão; disponibilizar espaço físico apropriado onde a equipe possa se reunir; e, construção de mecanismos para a identificação, aquisição, criação, distribuição/disseminação, armazenamento e retenção do conhecimento organizacional.

Foi possível apurar que há, tanto por parte da equipe de catalogadores quanto por parte dos gestores, ciência da importância da GC e da implantação de um programa de GC no Serviço de Tratamento da Informação. Tanto os catalogadores quanto o gestor do SPT apresentam como maior óbice, para a implantação de um programa de GC, a falta de tempo da equipe, devido ao alto volume de serviço. Serviço esse do qual dependem todas as Bibliotecas do SiBi/UFSC no que concerne à disponibilização de acervos, e, por consequência dependem também os usuários.

Por conta da iniciativa de Gestão do Conhecimento, recentemente deflagrada no SiBi/UFSC e, sendo a falta de tempo da equipe o fator, aparentemente, mais relevante que está impossibilitando a participação dos catalogadores; acredita-se tratar-se de um problema administrativo com grandes possibilidades de solução por parte dos gestores. Uma vez que a Gestão do Conhecimento, entre outras vantagens, pode vir a otimizar o tempo da equipe.

Vale ressaltar o alerta dado por Rostirolla (2006), no qual destaca que

A falta de uma sistemática de preservação da memória coletiva, implica perda de capital valioso, o conhecimento acumulado [...], imprescindível para a continuidade e qualidade dos processos e serviços prestados. (ROSTIROLLA, 2006, p. 22). Para que a empresa possa, a qualquer tempo e mediante a qualquer necessidade específica, identificar seus especialistas, suas competências, seu conhecimento organizacional, é necessário que esse conhecimento esteja mapeado, registrado e disponível