a cobrança de créditos.
2. As informações
respeitantes ao
número anteriordevem
constar obrigatoriamente da língua oficial. ARTICO 544
(Representação sem poderes)
1. Sem prejuízo do disposto no artigo seguinte, o negócio queOagente sem poderes de representação celebre em nome da outra parte tem os efeitos previstos no n" 1 do artigo 268 do Código Civil.
2. Considera-se o negócio ratificado se a outra parte, logo que tenha conhecimento da sua celebração
e
do conteúdo essencial do mesmo, não manifestar ao terceiro de boa-fé, no prazo de cinco dias a contar daquele conhecimento, a sua oposição ao negócio.ARTIGO 545
(Representação aparente)
I. O
negócio celebrado por um agente sem poderes de representação é eficaz perante o principal se tiverem existido razões ponderosas. objectivamente apreciadas, tendo em coma as circunstâncias do caso, que justifiquem a confiança do terceiro de boa fé na legitimidade do agente, desde que o principal tenha igual '!lente contribufdo para fundar a confiança do terceiro.2. A cobrança de créditos por agente não autorizado aplica.
-se.
com as necessárias adaptações, o disposto no número anterior.SECÇÃO
v
Cessação do contrato
ARTIGO 546
(Forma do mútuo acordo)
O acordo pelo qual as partes decidem pôr termo
à
relação contratual deve constar de documento escrito.ARTIGO 547
(CaducIdade)
O Contrato de agência caduca, especialmente:
a)findo o prazo estipulado;
b)verificando-se a condição a que as partes o subordinaram ou tornando-se certo que não pode verificar-se, conforme a condição seja resolutíva ou suspensiva;
c)por morte do agente ou, tratando-sede pessoa colectiva, pela extinção desta;
á)por falência do agente ou do principal.
ARTIGO 548
(Duração do contrato)
I. Se as partes não tiverem convencionado prazo. o contrato presume-se celebrado por tempo indeterminado.
2. Considera-se renovado por tempo indeterminado o contrato que continue a ser cumprido pelas partes apó~,9 decurso do prazo.
ARTlGO 549
(Prazos de denúncia)
\. A
denúncia só é permitida nos contratos celebrados par tempo indeterminado9,.
desde que comunicadaao
Outro cootreente, por escrito, com a antecedência mínima seguinte:a) um mês, se o contrato não durar há mais de um ano;
b) dois meses, seOcontrato durar há mais de um ano;
c) três meses, se o contrato durar há mais de dois anos;
á)quatro meses, se o contrato durar há mais de três anos;
e)cinco meses, seOcontrato durar há mais de quatro anos;
j) seis meses, se o contrato durar há mais de cinco anos.
2. Salvo disposição em contrário, o prazo
a
que se refere o número anterior termina no último dia do mês.3. Se as partes estipularem prazos mais longos do que os consagrados no n&1. o prazo
a
observar pelo principal não pode ser inferior ao do agente.4. No caso previsto no
n"
2 do artigo anterior,ter-se-ã
igualmcntc ern conta, para determinar a antecedência com que a denúncia deve ser comunicada,
o
tempo anterior ao decurso do prazo.ARTIGO 550
(Falta de pré-avIso)
I.Quem denunciar o contrato sem respeitar os prazos referidos no artigo anterior
c
obrigado ii indemnizar o outro ccntraentcpelos danos causados pela falia de pré-aviso.
2. O
agente pode exigir, em vez desta indemnização. uma quantia calculada com base na retribuição média mensal auferida no decurso do ano precedente, multiplicada pelo tempo em falta; se o contrato durar há menos de um ano, atender-se-aà
retribuição média mensal auferida na vigência do contrato.ARTIGO 551 (Resolução)
I. O
contrato de agência pode ser resolvido por qualquer das partes:a) se a outra parte faltar ao cumprimento das suas obrigações. quando, pela suagrevídade ou reiteração, não seja exigfvel a subsistência do vínculo contratual;
b) se ocorrerem circunstâncias que tornem impossível ou prejudiqucm gravemente a realização do fim contratual, em termos de não ser extgtvel que o contrato se mantenha até expirar o prazo convencionado ou imposto em caso de denúncia. 2. A resolução é feita através de declaração escrita, no prazo de um mês após o conhecimento dos factos que a justificam. devendo indicar as razões em que se fundamenta.
ARTIGO 552
(IndemnIzação)
L Independentemente do direito de resolver o contrato. qualquer das partes tem odireito de ser indemnizada. nos termos gerais, pelos danos resultantes do não cumprimento da! obrigações da outra.
27 DE DEZEMBRO DE 2005
436--( 157) z.Aresclcção com base na alínea b)do n° I do artigo anterior,
confere o direito a uma indemnização segundo a equidade.
ARTIGO 553
(Compensação de clientela)
1. Sem prejuízo de qualquer indemnização a que haja lugar, nos termos das disposições anteriores, o agente tem direito, após a cessação do contrato, a uma compensação de clientela. desde que sejam preenchidos. cumulativamenle, os requisitos seguintes:
a) o agente tenha angariado novos clientes para a outra
parle ou aumentado substancialmente o volume de negócios com a clientela já existente;
b) a outra parte venha a beneficiar consideravelmente, epós a cessação do contrato, da actividade desenvolvida pelo agente;
c) o agente deixe de receber qualquer retribuição por contratos negociados ou celebrados, após a cessação do contrato, com os clientes referidos na alínea a). 2. Em caso de morte do agente. a compensação de clientela pode ser exigida pelos herdeiros.
3. Extingue-se Odireito
à
compensação de clientela se o agente ou os seus herdeiros não comunicarem ao principal, noprazo de um ano a conlarda cessação do contrato, que pretendem recebê. la. devendo a acção judicial ser proposta dentro do ano subsequente a esta comunicação.ARTIGO 554
(CálCUlo uacompensação declientela)
I. A compensação de clientela é calculada em lermos equitativos, mas não pode exceder um valor equivalente a uma indemnização anual. calculada a partir da média anual das remunerações recebidas pelo agente durante os últimos cinco anos.
2. Tendo o contrato durado menos tempo, atender-se-ã à média do período em que esteve em vigor.
ARTIGO 555
(Direito de retenção)
Pelos créditos resultantes da sua actividade, Oagente goza do direito de retenção sobre os objectos e valores que detém em virtude do contrato.
ARTIGO 556
{Obrlgações de restllulção}
Sem prejuízo do disposto no artigo anterior, cada contraenre
tem
a
obrigação de restituir, no termo do contrato, os objectos, valores e demais elementos pertencentes ao outro.CAPITULO VI[ Contrato de transporte SEcçÃO I Disposições geraIs AlI.TlGO 557 (Noçâo)
Contr3.to de transporte é aquele pelo qual uma pessoa se obriga a conduzir pessoas ou bens de um lugar para o outro. mediante
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ARTIGO 558 (Modalidades)
O transporte pode efectuar-se por via terrestre, marítima, fluvial. lacustre. ferroviária e aérea.
ARTIGO 559
(Regime)
O
contrato de transporte é regulado pelas normas legais que lhe sejam directamente aplicáveis cm virtude do meio de transporte utilizado e pelas disposições deste capüulo com elas compatíveis.ARTIGO 560 (Preço)
1. O
preço do transporte de pessoas denomina-se passagem e o de coisas denomina-se frete.2. Nos contratos de transporte de pessoas. se não houver indicação da modalidade e da forma de pagamento da passagem. presume-se que esta tenha sido paga à vista, em dinheiro, antes do início da viagem.
3.
Nos contratos de transporte de coisas, o frete presume-se ter sido pago à vista, em dinheiro. por ocasião do recebimento. pelo transportador, da coisa a ser transportada.SECÇÃO II
Transporte de pessoas
ARnGO 561 (Ouração)
L O transporte abrange todo Operíodo de permanência do passageiro no meio de transporte utilizado e as operações de entrada e de saída do mcsmo no lugar de origem. de escala ou destino.
2. O transporte da bagagem do passageiro abrange O tempo decorrido desde o momento em que foi confiada ao transportador até ao momento em que for entregue por este no lugar convencionado.
ARTIGO 562 (Bilhete depassagem)
I. O bilhete de passagem representa o contrato de transporte e deve indicar:
a) Onome do transportador;
b) o nome do passageiro, salvo disposição legal, regulamentar ou contratual em contrário;
c)horário e o local de embarque e destino;
á)data de emissão;
e) as condições acordadas. inclusive, quanto aos limites de peso e volume da bagagem do passageiro.
2. O bilhete de passagem não é indispensável para provar a celebração do contrato, devendo ser considerados os usos e costumes da praça. bem como o meio de transporte contratado.
AR.T1CO563
(Obrlgalorled3.de de entrega do bilhete de pa"agem)
1.O transponadcr é obrigado a entregar o bilhete de passagem. 2. O bilhete de passagem tem validade de um ano, a contar da AH'" ri •• ", ••• ;~di", ~"tvn PNi",d" •.•,> ••••• " ••••• "1••" •••'" ('""nlr~ri",
436--(158) IstRIE-NOMERO 51
ARTIGO 564
(Obrigações do passageiro)
Constituem obrigações do passageiro;
a) pagar o preço do bilhete de passagem;
b)