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identifica como agente de outrem, deles devendo sempre constar se tem ou não poderes representativos e se pode ou não efectuar

No documento Decreto Lei 2:2005 Código Comercial (páginas 70-72)

a cobrança de créditos.

2. As informações

respeitantes ao

número anterior

devem

constar obrigatoriamente da língua oficial. ARTICO 544

(Representação sem poderes)

1. Sem prejuízo do disposto no artigo seguinte, o negócio queOagente sem poderes de representação celebre em nome da outra parte tem os efeitos previstos no n" 1 do artigo 268 do Código Civil.

2. Considera-se o negócio ratificado se a outra parte, logo que tenha conhecimento da sua celebração

e

do conteúdo essencial do mesmo, não manifestar ao terceiro de boa-fé, no prazo de cinco dias a contar daquele conhecimento, a sua oposição ao negócio.

ARTIGO 545

(Representação aparente)

I. O

negócio celebrado por um agente sem poderes de representação é eficaz perante o principal se tiverem existido razões ponderosas. objectivamente apreciadas, tendo em coma as circunstâncias do caso, que justifiquem a confiança do terceiro de boa fé na legitimidade do agente, desde que o principal tenha igual '!lente contribufdo para fundar a confiança do terceiro.

2. A cobrança de créditos por agente não autorizado aplica.

-se.

com as necessárias adaptações, o disposto no número anterior.

SECÇÃO

v

Cessação do contrato

ARTIGO 546

(Forma do mútuo acordo)

O acordo pelo qual as partes decidem pôr termo

à

relação contratual deve constar de documento escrito.

ARTIGO 547

(CaducIdade)

O Contrato de agência caduca, especialmente:

a)findo o prazo estipulado;

b)verificando-se a condição a que as partes o subordinaram ou tornando-se certo que não pode verificar-se, conforme a condição seja resolutíva ou suspensiva;

c)por morte do agente ou, tratando-sede pessoa colectiva, pela extinção desta;

á)por falência do agente ou do principal.

ARTIGO 548

(Duração do contrato)

I. Se as partes não tiverem convencionado prazo. o contrato presume-se celebrado por tempo indeterminado.

2. Considera-se renovado por tempo indeterminado o contrato que continue a ser cumprido pelas partes apó~,9 decurso do prazo.

ARTlGO 549

(Prazos de denúncia)

\. A

denúncia só é permitida nos contratos celebrados par tempo indeterminado

9,.

desde que comunicada

ao

Outro cootreente, por escrito, com a antecedência mínima seguinte:

a) um mês, se o contrato não durar há mais de um ano;

b) dois meses, seOcontrato durar há mais de um ano;

c) três meses, se o contrato durar há mais de dois anos;

á)quatro meses, se o contrato durar há mais de três anos;

e)cinco meses, seOcontrato durar há mais de quatro anos;

j) seis meses, se o contrato durar há mais de cinco anos.

2. Salvo disposição em contrário, o prazo

a

que se refere o número anterior termina no último dia do mês.

3. Se as partes estipularem prazos mais longos do que os consagrados no n&1. o prazo

a

observar pelo principal não pode ser inferior ao do agente.

4. No caso previsto no

n"

2 do artigo anterior,

ter-se-ã

igualmcntc ern conta, para determinar a antecedência com que a denúncia deve ser comunicada,

o

tempo anterior ao decurso do prazo.

ARTIGO 550

(Falta de pré-avIso)

I.Quem denunciar o contrato sem respeitar os prazos referidos no artigo anterior

c

obrigado ii indemnizar o outro ccntraentc

pelos danos causados pela falia de pré-aviso.

2. O

agente pode exigir, em vez desta indemnização. uma quantia calculada com base na retribuição média mensal auferida no decurso do ano precedente, multiplicada pelo tempo em falta; se o contrato durar há menos de um ano, atender-se-a

à

retribuição média mensal auferida na vigência do contrato.

ARTIGO 551 (Resolução)

I. O

contrato de agência pode ser resolvido por qualquer das partes:

a) se a outra parte faltar ao cumprimento das suas obrigações. quando, pela suagrevídade ou reiteração, não seja exigfvel a subsistência do vínculo contratual;

b) se ocorrerem circunstâncias que tornem impossível ou prejudiqucm gravemente a realização do fim contratual, em termos de não ser extgtvel que o contrato se mantenha até expirar o prazo convencionado ou imposto em caso de denúncia. 2. A resolução é feita através de declaração escrita, no prazo de um mês após o conhecimento dos factos que a justificam. devendo indicar as razões em que se fundamenta.

ARTIGO 552

(IndemnIzação)

L Independentemente do direito de resolver o contrato. qualquer das partes tem odireito de ser indemnizada. nos termos gerais, pelos danos resultantes do não cumprimento da! obrigações da outra.

27 DE DEZEMBRO DE 2005

436--( 157) z.Aresclcção com base na alínea b)do n° I do artigo anterior,

confere o direito a uma indemnização segundo a equidade.

ARTIGO 553

(Compensação de clientela)

1. Sem prejuízo de qualquer indemnização a que haja lugar, nos termos das disposições anteriores, o agente tem direito, após a cessação do contrato, a uma compensação de clientela. desde que sejam preenchidos. cumulativamenle, os requisitos seguintes:

a) o agente tenha angariado novos clientes para a outra

parle ou aumentado substancialmente o volume de negócios com a clientela já existente;

b) a outra parte venha a beneficiar consideravelmente, epós a cessação do contrato, da actividade desenvolvida pelo agente;

c) o agente deixe de receber qualquer retribuição por contratos negociados ou celebrados, após a cessação do contrato, com os clientes referidos na alínea a). 2. Em caso de morte do agente. a compensação de clientela pode ser exigida pelos herdeiros.

3. Extingue-se Odireito

à

compensação de clientela se o agente ou os seus herdeiros não comunicarem ao principal, noprazo de um ano a conlarda cessação do contrato, que pretendem recebê. la. devendo a acção judicial ser proposta dentro do ano subsequente a esta comunicação.

ARTIGO 554

(CálCUlo uacompensação declientela)

I. A compensação de clientela é calculada em lermos equitativos, mas não pode exceder um valor equivalente a uma indemnização anual. calculada a partir da média anual das remunerações recebidas pelo agente durante os últimos cinco anos.

2. Tendo o contrato durado menos tempo, atender-se-ã à média do período em que esteve em vigor.

ARTIGO 555

(Direito de retenção)

Pelos créditos resultantes da sua actividade, Oagente goza do direito de retenção sobre os objectos e valores que detém em virtude do contrato.

ARTIGO 556

{Obrlgações de restllulção}

Sem prejuízo do disposto no artigo anterior, cada contraenre

tem

a

obrigação de restituir, no termo do contrato, os objectos, valores e demais elementos pertencentes ao outro.

CAPITULO VI[ Contrato de transporte SEcçÃO I Disposições geraIs AlI.TlGO 557 (Noçâo)

Contr3.to de transporte é aquele pelo qual uma pessoa se obriga a conduzir pessoas ou bens de um lugar para o outro. mediante

__ ._:L .. '_"_

ARTIGO 558 (Modalidades)

O transporte pode efectuar-se por via terrestre, marítima, fluvial. lacustre. ferroviária e aérea.

ARTIGO 559

(Regime)

O

contrato de transporte é regulado pelas normas legais que lhe sejam directamente aplicáveis cm virtude do meio de transporte utilizado e pelas disposições deste capüulo com elas compatíveis.

ARTIGO 560 (Preço)

1. O

preço do transporte de pessoas denomina-se passagem e o de coisas denomina-se frete.

2. Nos contratos de transporte de pessoas. se não houver indicação da modalidade e da forma de pagamento da passagem. presume-se que esta tenha sido paga à vista, em dinheiro, antes do início da viagem.

3.

Nos contratos de transporte de coisas, o frete presume-se ter sido pago à vista, em dinheiro. por ocasião do recebimento. pelo transportador, da coisa a ser transportada.

SECÇÃO II

Transporte de pessoas

ARnGO 561 (Ouração)

L O transporte abrange todo Operíodo de permanência do passageiro no meio de transporte utilizado e as operações de entrada e de saída do mcsmo no lugar de origem. de escala ou destino.

2. O transporte da bagagem do passageiro abrange O tempo decorrido desde o momento em que foi confiada ao transportador até ao momento em que for entregue por este no lugar convencionado.

ARTIGO 562 (Bilhete depassagem)

I. O bilhete de passagem representa o contrato de transporte e deve indicar:

a) Onome do transportador;

b) o nome do passageiro, salvo disposição legal, regulamentar ou contratual em contrário;

c)horário e o local de embarque e destino;

á)data de emissão;

e) as condições acordadas. inclusive, quanto aos limites de peso e volume da bagagem do passageiro.

2. O bilhete de passagem não é indispensável para provar a celebração do contrato, devendo ser considerados os usos e costumes da praça. bem como o meio de transporte contratado.

AR.T1CO563

(Obrlgalorled3.de de entrega do bilhete de pa"agem)

1.O transponadcr é obrigado a entregar o bilhete de passagem. 2. O bilhete de passagem tem validade de um ano, a contar da AH'" ri •• ", ••• ;~di", ~"tvn PNi",d" •.•,> ••••• " ••••• "1••" •••'" ('""nlr~ri",

436--(158) IstRIE-NOMERO 51

ARTIGO 564

(Obrigações do passageiro)

Constituem obrigações do passageiro;

a) pagar o preço do bilhete de passagem;

b)

comparecer ao local designado para

o

início do

transporte

No documento Decreto Lei 2:2005 Código Comercial (páginas 70-72)

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