II PROCESSOS DE ORDEM SF
II II OUTROS ASSUNTOS PROCESSOS "SF"
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CÂMARA ESPECIALIZADA DE ENGENHARIA DE SEGURANÇA DO TRABALHO
REUNIÃO N.º 93 REUNIÃO ORDINÁRIA DE 18/02/2016
Julgamento de Processos
SF-664/2015 D.B.A. ASSESSORIA EM SEGURANÇA DO TRABALHO LTDA.
Histórico:
Trata-se de Processo de notificação para registro de empresa que realiza assessoria em segurança do trabalho.
Às fls. 08, contrato de “Gestão em Segurança do Trabalho” da interessada com a empresa VRM Empreendimentos Imobiliários Ltda., incluindo a elaboração de PPRA.
Às fls. 13, notificação do CREA/SP para apresentação do Contrato Social e alterações e os contratos firmados no período de julho/2014 a 14/05/2015.
Ás fls. 15 a 19, a D.B.A. Assessoria em Segurança do Trabalho Ltda apresenta o contrato de “Gestão em Segurança do Trabalho” com a empresa NM Prestação de Serviços em Segurança, Limpeza e Portaria, incluindo a elaboração de PPRA.
Ás fls. 20 a 29, a interessada apresentou o contrato social e as alterações, onde o objetivo da empresa é a assessoria e consultoria em segurança, higiene e medicina do trabalho, sendo um dos sócios o Sr. Alpheu Segantim Junior, Técnico de Segurança do Trabalho.
Ás fls. 32, a fiscalização da UGI de Marília apurou que a empresa tem como objetivo social “Assessoria e Consultoria em Segurança e Higiene do Trabalho”
As fls. 33, notificação para que a empresa regularize sua situação perante o CREA/SP, sob pena de autuação nos termos do Art. 59º da Lei nº 5.194/66.
Às fls. 36 a 51, recurso apresentado pela empresa, face à notificação recebida. A defesa é que o
responsável técnico pela empresa é o sócio, Técnico em Segurança do Trabalho, citando o mandado de segurança impetrado pelo Sintest, de que o CREA/SP deve se abster de praticar qualquer exigência de registro, fiscalização, limitação ou restrição ao exercício das atividades relacionadas com prevenção e segurança do trabalho.
Ás fls. 53 e 54, memorando 173/2009 da Superintendência Jurídica do CREA/SP informando que devido à suspensão da sentença, o CREA/SP pode autuar os técnicos em segurança do trabalho que venham a exercer atividades exclusivas dos profissionais que possuam a especialização em engenharia de segurança do trabalho.
Parecer:
Considerando a recente informação nº143/2015 – PROJUR, de 13 de agosto de 2015, contrária ao parecer do Memorando nº173/2009 – SUPJUR, referente à ação coletiva SINTESP x CREA-SP, de que o recurso do CREA-SP não obteve o efeito suspensivo da sentença proferida, de modo que prevalece a ordem judicial de que o CREASP se abstenha de praticar qualquer ato relacionado à exigência de registro, de fiscalização, de limitação ou de restrição ao exercício das atividades relacionados com prevenção e segurança do trabalho, exercida pelos Técnicos de Segurança do Trabalho.
Considerando que não temos conhecimento das reais atividades realizadas por esta empresa e que o título da mesma, de Assessoria em Segurança do Trabalho pode confundir a sociedade, de que todas as
GLEY ROSA
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Proposta Relator Processo/Interessado Nº de Ordem25
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atividades de segurança do trabalho, inclusive as exclusivas da engenharia de segurança sejam realizadas pela interessada.
Voto:
Que a UGI apure se além do PPRA, esta empresa executa atividades específicas da engenharia, constantes na Lei nº 5194 em seu art. 7º e demais atividades da engenharia de segurança do trabalho, previstos na Resolução nº 359 do Confea e as listadas na Resolução Confea nº 437 como o PCMAT.
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Julgamento de Processos
SF-792/2011 A N S ASSESSORIA EM SEGURANÇA DO TRABALHO
Histórico:
A empresa ANS Assessoria em Segurança do Trabalho LTDA, conforme pesquisa realizada na internet, executa Laudos Técnicos e Projetos e recarga de extintores, conforme sitio na internet.
A CEEST decidiu por solicitar a apresentação das ARTs correspondentes a estas atividades, sendo a interessada notificada a registrar-se no CREA/SP e indicar um Responsável Técnico, engenheiro de segurança do trabalho.
As fls. 25, ficha cadastral da junta comercial indica que em 25/01/2013 a empresa teve seu nome alterado para ANS Treinamento Profissional Ltda., ampliando no sitio da internet a execução de laudos de
insalubridade, periculosidade e LTCAT.
Devido à empresa não ter atendido a notificação e nem apresentado defesa, recebeu o AI nº 125/2014 por infração à Alínea “a” do art. 6º da Lei nº 5194/66.
Às fls. 39, o proprietário da ANS Treinamento Profissional Ltda., Sérgio Soares Vieira, técnico em segurança do trabalho, apresentou recurso contra o AI, alegando que nas atividades de treinamento ele mesmo realiza, por ser Técnico em Segurança, mas que na necessidade de elaboração de Laudos Técnicos ou Projetos, contratam serviços, ficando a emissão da ART por conta do contratado, que é inscrito no CREA.
Às fls. 40 a 42 é apresentada defesa por sua advogada, onde é citado o art. 5º da CF/88 em negrito e sem destaque o item XIII, é livre o exercício de qualquer trabalho, oficio ou profissão, atendidas as qualificações que a Lei estabelecer.
Continua sua defesa, citando que deve ser levado em consideração o fato de que a empresa multada não possui profissões que utilizem mão de obra vinculadas ao CREA/SP, portanto não é devida a cobrança da multa.
Ás fls. 45 o proprietário da empresa apresenta uma carta solicitando esclarecimento se ao registrar a empresa no CREA/SP pode elaborar laudos de insalubridade, periculosidade, projetos de proteção contra incêndio e recarga de extintores.
Parecer:
A interessada confirma que executa laudos técnicos e projetos, atividades exclusivas da engenharia, conforme a Lei nº 5194/66 em seu art. 7º, sem estar registrada no Conselho e sem um Responsável Técnico, que emita as ARTs correspondentes ao exercício de sua atividade profissional.
A defesa apresentada pelo proprietário da empresa, de que contrata os serviços de engenheiro para realizar os laudos e projetos demonstra a irregularidade da empresa que não tem o devido registro no Conselho e nem o Responsável Técnico.
A defesa jurídica nos ajuda na colocação do art. 5º item XIII da CF: é livre o exercício de qualquer trabalho, oficio ou profissão (e assim nós entendemos ), mas desde que atendida a segunda parte deste item que é: “atendidas as qualificações que a Lei estabelecer”.
GLEY ROSA
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Proposta Relator Processo/Interessado Nº de Ordem27
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Ainda quanto à defesa, da advogada, de que a empresa multada não possui profissões que utilizem mão de obra vinculadas ao CREA/SP, está sem sentido, ao misturar profissão com mão de obra. E a proposta de serviços que a empresa se propõe a realizar, (laudos técnicos e projetos) são exclusivas da engenharia, no caso, Engenharia de Segurança do Trabalho.
Voto:
Pela manutenção do AI por infração à alínea “a” do art. 6º da Lei nº 5194.
Pelo esclarecimento ao proprietário da empresa que se ele registrar a empresa no CREA/SP e indicar um Responsável Técnico Engenheiro de Segurança do Trabalho ele poderá realizar todas as atividades descritas nas resoluções 359 e 437 do Confea.
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SF-1514/2015 CARLOS ALBERTO MARCONDES DE TOLEDO
Histórico:
Trata-se o presente processo de consulta, feita pelo arquiteto e engenheiro de segurança do trabalho Carlos Alberto Marcondes de Toledo (Crea-SP nº 0601513048): devido sua migração para o CAU - Conselho de Arquitetura e Urbanismo, realizou consulta sobre a necessidade de pagamento de anuidades para o Crea-SP (folhas 2/13), pois o CAU teria respondido a seu questionamento informando que a especialização de engenharia de segurança do trabalho também é devida ao CAU e que o interessado poderia solicitar ressarcimento ao Crea por cobrança indevida.
Profissional interessado está registrado no Crea-SP com o título de engenheiro de segurança do trabalho e as atribuições da Resolução nº. 325 de 27/11/1987 do Confea.
Considerando:
Que o interessado não apresentou qualquer documento que comprove não exercer atividades na área da engenharia de segurança do trabalho;
Que o art. 1º da Lei nº 7.410/85 estabelece que o exercício da especialização de Engenheiro de Segurança do Trabalho será permitido, exclusivamente ao engenheiro ou arquiteto portador de certificado de
conclusão de curso de especialização em Engenharia de Segurança do Trabalho, a ser ministrado no País, em nível de pós-graduação:
“Art. 1º - O exercício da especialização de Engenheiro de Segurança do Trabalho será permitido, exclusivamente:
I - ao Engenheiro ou Arquiteto portador de certificado de conclusão de curso de especialização em Engenharia de Segurança do Trabalho, a ser ministrado no País, em nível de pós-graduação;”
Que o art. 3º da Lei nº 7.410/85 estabelece que o exercício da atividade de engenheiros e arquitetos na especialização de Engenharia de Segurança do Trabalho dependerá de registro em Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia:
“Art. 3º - O exercício da atividade de Engenheiros e Arquitetos na especialização de Engenharia de Segurança do Trabalho dependerá de registro em Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia, após a regulamentação desta Lei, e o de Técnico de Segurança do Trabalho, após o registro no Ministério do Trabalho.”
Voto:
1) pela continuidade do registro do interessado no Crea-SP enquanto no exercício das atividades de engenheiro de segurança do trabalho;
2) que a UGI notifique o interessado visando informar que:
a fiscalização das atividades da área da engenharia de segurança do trabalho é de competência do Sistema Confea/Crea;
a Lei nº 12.378/2010 não alterou a Lei nº 7.410/1985;
deve permanecer registrado neste Conselho enquanto no exercício das atividades de engenheiro de segurança do trabalho nos termos do art. 3º da Lei nº 7.410/1985 e do art. 55 da Lei nº 5.194/66.
ELIO LOPES DOS SANTOS
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Proposta Relator Processo/Interessado Nº de Ordem29
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SF-2143/2014 SODEXO DO BRASIL COMERCIAL S. A.
Tendo em vista que o auto de infração 4.109/2014 já foi votado por sua manutenção na 89ª Reunião Ordinária de 15/09/2015 desta Câmara Especializada de Engenharia de Segurança do Trabalho, através do processo de nº SF 728/2012, somos pelo arquivamento desse processo.
MARIA AMALIA BRUNINI