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3. O ACONTECIMENTO EM SUA DURAÇÃO

3.1 Imperialismo e a “Superioridade Ocidental”

Para entender como o Imperialismo veio sendo engendrado ao longo da História, faz-se necessário que possamos inseri-lo em uma longa duração, de forma a compreender os seus pressupostos. A expansão européia dos séculos XVI e XVII procurava buscar soluções para problemas que assolavam o continente. Vários foram os fatores que proporcionaram esta expansão dos países europeus para as mais longínquas regiões do mundo. Existia uma necessidade urgente de descoberta de novas rotas comerciais que pudesses arejar a economia européia ao proporcionar novos mercados que pudessem atender às suas necessidades. Neste período da formação do capitalismo, os europeus estabeleceram contato com as mais diferentes regiões do planeta. Foi nessa época e contexto que a América foi conquistada. Esta conquista teve uma influencia decisiva para o desenvolvimento do capitalismo, pois propiciou que a Europa viesse a passar por uma série de transformações que iam desde a ampliação dos mercados, o que estimulou uma maior racionalização da produção.

As colonizações ibéricas, as primeiras a acontecerem, delinearam os primórdios do sistema capitalista e do seu projeto civilizatório. Novas tecnologias passaram a fazer parte do cenário cultural europeu, principalmente na região ibérica, que havia tido contato próximo com os conhecimentos e técnicas de navegação dos mouros, até então mais cientificamente desenvolvidos que os europeus. Tais inovações

possibilitaram as primeiras rupturas com o feudalismo, dando inicio a novas formações sociais e culturais que vieram a adquirir futuramente uma abrangência planetária. O capitalismo mercantil ganhou vigor com as transformações pelas quais estava passando o mundo ibérico naquele período. Para que possamos entender o imperialismo moderno, precisamos necessariamente compreender como se processou a expansão da Europa ocidental. Esta expansão procurou constituir-se como o centro do processo civilizador em todo o mundo ao se lançar imperialmente sobre outros povos através da força e da ambição por riquezas.

Em nenhum outro momento anterior da História, havia existido um imperialismo tão fortemente expansionista quanto o que teve início na era moderna. O projeto de civilização que este expansionismo trouxe foi caracterizado pela amplitude que adquiriu, englobando as mais diversas regiões do planeta. As bases para esta ampliação dos horizontes europeus estariam assentadas nas técnicas de navegação oceânica, no poderio militar que se intensifica e nas atividades comerciais, que estavam em fase embrionária. O produto destes empreendimentos é o mundo moderno, que começa a se tornar globalmente unificado através das atividades comerciais. Estes movimentos colocaram a Europa no centro da humanidade. Na expansão empreendida, as concepções de mundo doe europeus, suas idéias de verdade e justiça se impõem compulsoriamente, arrogando-se a universalidade.

É neste contexto que a Europa vem a se defrontar com as Américas indígenas. O imperialismo mercantil levado a cabo junta-se com a religião cristã, com sua atividade missionária também expansionista, fazendo com que a difusão do mundo europeu venha a se concretizar. Estes empreendimentos geraram conseqüências desastrosas para os povos colonizados das Américas, que tiveram suas populações nativas dizimadas nos impérios coloniais escravistas e mercantis então implantados. São submetidos à força do poder europeu as populações indígenas, devastadas pela escravização dos seus povos, aos quais se somam os milhões de negros africanos que também foram submetidos ao poder que o capitalismo europeu estava engendrando. O mundo colonialista fundado pelos europeus no além mar foi meticulosamente amparado pelos anseios de expansão da catequese cristã, que tinha o objetivo de converter os gentis e ímpios do Novo Mundo. Os europeus, na sua condição de filhos de Deus, se arrogam o direito de se apoderarem das riquezas existentes no resto do mundo, que foram criadas pela divina providência, empreendimento em que os selvagens deveriam

colaborar. Havia por trás destes empreendimentos uma missão civilizadora na qual aqueles considerados mais evoluídos deveriam tutelar aqueles povos atrasados de forma que estes alcançassem a civilização.

Portugal e Espanha, os países ibéricos pioneiros da expansão colonial, não conseguem se projetar como potencias capitalistas, o que se deu por vários fatores. Estas nações, com as riquezas amealhadas nas colônias, financiaram a ostentação de suas elites ao invés de reverterem produtivamente o capital acumulado. Os gastos suntuosos superaram largamente os investimentos produtivos, sendo todo o ouro e prata arrecadados transformando em modas de troca para fomentar o consumo metropolitano, transformando-se, assim, em meros supridores de metais preciosos e especiarias. Como conseqüência, os bens espoliados com o trabalho escravos de negros e índios acaba sendo revertido para a industrialização de outros lugares da Europa.

No decorrer de sua expansão pelo mundo, a Europa foi constantemente alargando o seu repertório de técnicas produtivas, aperfeiçoando os mecanismos de poder e dominação que foram instalados por suas empreitadas. Desta maneira, se tornou o principal administrador dos processos civilizatórios engendrados por si própria. Este expansionismo fez com que fortes relações de poder fossem praticadas com aqueles que não faziam parte do universo europeu, com o fundamento das instituições européias que davam o lastro para essa dominação, de forma a reconstruir o mundo através da expropriação das riquezas dos povos dominados, que, ao serem escravizados em larga escala, para atenderem às demandas do comércio internacional, fizeram com que os europeus acumulassem capitais necessários ao processo que foi chamado de Revolução Industrial. Estes acontecimentos encheram de vaidade os europeus, que, ao observarem seu sucesso em suas ações imperiais, se auto-afirmavam cada vez mais como os eleitos da criação (RIBEIRO, 1979, p. 62).

A posição de supremacia européia sobre o mundo continua intacta. Agora reeditada nas mãos, principalmente, de ingleses e franceses, que trazem novas dinâmicas para as atividades imperiais, outras formas de exercer o domínio, centralizado em um capitalismo que atende a interesses de desenvolvimento industrial, o que restringiu drasticamente as posses da Península Ibérica nos territórios ultramarinos. Outros atores agora estavam assumindo a posição de hegemonia. Para alcançar posições de influencia dentro do sistema capitalista, foi necessária a colonização de territórios

habitados pelas consideradas raças inferiores, organizando formas de estabelecer uma rede de dependência econômica. Isto, na perspectiva européia, seria algo apreciado como benéfico tanto para quem coloniza quanto para quem é colonizado.

2.2. Da Segunda Expansão à Crise do século XX

Os efeitos mais notáveis das transformações empreendidas vieram a se fazer sentir em praticamente todo o mundo, que veio a ser unificado através do acesso a tecnologias, concepções de mundo e valores que estavam em processo de difusão nesta época. O desenvolvimento do capitalismo pós-Revoluções Burguesas estimulou, ainda, mais os processos civilizatórios que vinham ocorrendo até então. Esta expansão civilizadora não se deu de forma a proporcionar uma igual difusão das benesses que a sociedade européia vinha criando, mas trazendo uma reordenação dos povos, em que os que estavam adiante no desenvolvimento industrial, vieram a se colocar em uma posição de superioridade, na qual o domínio sobre a riqueza dos demais se fazia necessária, o que agravou as condições de subordinação das nações que se tornaram exploradas. A vocação expansionista do capitalismo veio trazer uma integração compulsória desde os seus primórdios. Aqueles que eram considerados atrasados deveriam ser integrados à ordem econômica, social e cultural que estava se estabelecendo (IDEM, 1983, p. 148-152).

O século XIX trouxe uma inestimável contribuição para a formação das diretrizes imperiais que encaminham os países do centro da civilização ocidental para os mais longínquos rincões do mundo, criando uma complexa teia de relações econômicas e de movimentos de pessoas e bens materiais, que passam, então, a modificar as paisagens dos mais diferentes lugares no planeta. Foram transformações aceleradas que o imperialismo veio trazer, gerando um impacto que trouxe muitas reverberações para os nossos dias. O desenvolvimento da economia capitalista, engendrado com as revoluções burguesas, encontra vigor com a exploração daquelas áreas mais tarde chamadas de Terceiro Mundo, onde existia um manancial de recursos úteis para o desenvolvimento do capitalismo. Novas colônias foram criadas e a dominação se dava por vias diretas ou indiretas, ou seja, pela dominação física e territorial propriamente

dita ou apenas pela imposição de uma influência econômica ou política. Várias foram as estratégias utilizadas para a manutenção do controle sobre as matérias-primas e recursos que podiam propiciar o fomento ao progresso tão almejado pelas potências ocidentais. O fenômeno do imperialismo trouxe as áreas mais periféricas da economia capitalista para uma visibilidade e importância mais significativa, ainda que essas áreas tenham sido incorporadas de uma forma subalterna. Uma situação de inferioridade que era considerada inerente a todos aqueles que não estivessem imersos no padrão cultural eurocêntrico:

A novidade no século XIX era que os não europeus e suas sociedades eram crescentemente e geralmente tratados como inferiores, indesejáveis, fracos e atrasados, ou mesmo infantis. Eles eram objetos perfeitos de conquista, ou ao menos objetos de conversão aos valores da única verdadeira civilização, aquela representada por comerciantes, missionários e grupos de homens equipados com armas de fogo e aguardente.(HOBSBAWM, 1998, p.118).

Estas conquistas imperiais não representam apenas a expansão econômica dos países europeus, mas uma expansão cultural de larga abrangência, que tem como suporte aqueles valores apregoados pelo projeto moderno de civilização. Determinadas idéias e imagens do imaginário europeu acabaram fazendo parte do estilo de vida das elites locais dos lugares onde a expansão se dava. A educação, nestes moldes, transformou a visão de mundo destas pessoas, adequando-as a um universo cultural alheio às experiências do seu povo. O imperialismo trouxe um processo bastante acelerado de ocidentalização do mundo, através das fortes instituições que se expandiram juntamente com o capitalismo, e que exerciam uma forte influência cultural sobre os subordinados.

As manifestações culturais, estéticas ou intelectuais são de fundamental importância para que os ocidentais possam criar certos suportes e apoios que venham a favorecer as manifestações de dominação e poder tão úteis às suas aspirações políticas. A cultura que, muitas vezes, pode indicar um saber e refinamento, também pode referir- se, em determinados sentidos, à diferenciação e segregação. Diferenciam-se as culturas de forma a se criarem oposições entre elas que, não obstante, vêm resultar em xenofobia. Os ocidentais, por se considerarem, moral e culturalmente, superiores, se

imaginam também capazes de trazer ao resto do mundo as maravilhas da sua civilização, mesmo que este “resto” não a queira. Mas é de grande utilidade que o mundo seja adestrado dentro do registro da superioridade cultural e moral imposta pelas potências ocidentais. A necessidade que isso aconteça, perpassa a própria idéia de humanidade, seguindo a ótica ocidentalizante com seu arrogo de progresso. A vida humana que habita territórios afastados dos limites culturais em que são manifestados os valores da civilização ocidental moderna, não é digna nem de registro nem de reflexão, sua inexistência é criada artificialmente.

A fonte de ação da vida significante no mundo se encontra no Ocidente, cujos representantes parecem estar à vontade para impor suas fantasias e filantropias num Terceiro Mundo retardado mental. Nesta visão, as regiões distantes do mundo não possuem vida, história ou cultua dignas de menção, nenhuma independência ou identidade dignas de representação sem o Ocidente (SAID, 1995, p.20-21).

Tais perspectivas de dominação criam instituições educacionais das mais variadas e difundem uma cultura histórica presente na vida daqueles que estão imersos nestas sociedades ocidentais, criando, desta maneira, os mecanismos ideológicos estimuladores dos episódios de agressão imperial, escancarados nas relações de poder de uma cultura sobre a outra. As ações que guiam estas intervenções e políticas imperiais, se exprimem na possibilidade de se promoverem atividades lucrativas assim como a difusão da civilização e da alta cultura por parte daqueles que estão na hegemonia do poder geopolítico mundial. Estas nações imaginam possuir um dever, evidente por si mesmo, de imporem aos povos considerados inferiores o que consideram ser melhor para estes. Passou a ser praxe que aqueles que não se adequarem a um padrão branco e civilizado, não sejam possuidores da erudição, da ciência nem do refinamento ocidental, devem ser subjugados e dominados. Trazer-lhes o liberalismo, a democracia de mercado e toda a sofisticação necessária para os que não a possuem, é encarado como uma atividade humanitária. Percebemos melhor o quanto tais requisitos elencados são importantes no discurso veiculado pelas forças hegemônicas defensoras do espírito ocidental ao observarmos o tratamento dado àqueles que estão desalinhados com este paradigma, ou seja, os não-brancos, não-cristãos, não-ocidentais, aos quais são colocadas alcunhas degradantes como terroristas, marginais, inferiores, selvagens,

bárbaros e tudo mais que pode ser encaixado nestas categorias que afirmam sua

inferioridade. Estes devem ser combatidos para a glória do espírito ocidental, que, no século XIX, era cada vez mais universalizante.

O estabelecimento do imperialismo possui certas funções pedagógicas para aqueles que ainda não fazem parte dele. Os não-alinhados à cultura ocidental, segundo a perspectiva hegemônica, devem ser civilizados. Exalta-se sempre as virtudes européias, daqueles que pertencem ao pretenso centro civilizado. Os países do Oriente Médio, que estão em estudo no presente trabalho, são criteriosamente observados e analisados segundo estes padrões, que definiram um formato de relações engendrado por um encontro em específico dos países ocidentais com os povos de tal região do mundo. No movimento histórico que trazia a dominação do mundo para o controle europeu, as sociedades árabes não tinham como viver em um sistema estável e auto-suficiente. A influencia e a força do poderio militar, juntamente com a obsessiva necessidade de abertura de novos entrepostos comerciais tornavam os árabes vulneráveis ao domínio ocidental. O crescimento do comércio e das exportações européias vêm integrá-los à rota dos interesses comerciais do imperialismo europeu, com todo o seu manancial de justificativas baseadas nos ideais de civilização que analisamos. O poder dos governantes dos países árabes é bastante limitado para conseguir controlar estas mudanças históricas que se processam. Profundas modificações foram engendradas no mundo islâmico, que se via ameaçado por forças externas.

Alguns árabes não resistiram e acabaram sucumbindo à intervenção direta no domínio político de seus territórios, como é o caso do Egito, Argélia, Tunísia, Marrocos e Sudão. Países que foram militarmente ocupados e espoliados pelas potencias imperiais. No Oriente Médio, o Império Otomano ainda conseguia se manter independente, ainda que esta independência possuísse sérios limites, pois não conseguia evitar a intervenção européia em assuntos internos devido à desmesurada distância dos poderios militares entre as sociedades européias e não-européias. Alguns momentos de instabilidade vieram a se suceder, como no caso em que a Rússia, em 1877, pretendia entrar em guerra contra Istambul se o Império Otomano não assinasse um acordo que viesse a tornar independentes as regiões búlgaras do seu Império. Algo que causou descontentamento na Inglaterra, que via a Rússia querendo aumentar os seus domínios coloniais. O Império Otomano também veio a sofrer pressões internas de suas províncias, onde eram desenvolvidos diversos movimentos nacionalistas que

reivindicavam a independência da administração central do Sultão. Para que a integridade do Império fosse preservada, era necessário o fortalecimento do exército, assim como das obras públicas que atendessem mínimas demandas de suas províncias. Para que isto fosse realizado, foram adquiridos empréstimos dos ingleses, o que aprofundou a dependência do governo otomano à Inglaterra (HOURANI, 1994, p. 269- 286).

As características mais peculiares a este sistema que foi montado, dizem respeito ao progresso técnico-científico, que trabalha em função da acumulação capitalista. Este é um pré-requisito para que se possa ser economicamente competitivo, algo obsessivamente procurado por aqueles que estão disputando mercados. O imperialismo industrial estabeleceu o papel dos povos considerados atrasados e inferiores. Tal função deixou de ser a de simplesmente prover produtos para abastecimento do mercado mundial, como ouro prata e especiarias, passando a ser o fornecimento de matérias-primas para o desenvolvimento industrial dos países metropolitanos: carvão, petróleo, algodão, borracha, couro, lã, etc. A exploração de matérias-primas e de novos mercados consumidores é o trampolim para a exportação de capitais, que se dá em forma de equipamentos modernizadores para criar uma infra- estrutura industrial nos países coloniais, provendo portos, ferrovias, sistemas de comunicação e maquinário industrial. Estes investimentos se dão não para trazer a libertação e a auto-suficiência dos subordinados, mas para intensificar a sua dependência aos países centrais, e para que pagassem por todo este material que os tornam mais eficientemente integradas ao sistema, podendo prover matérias-primas às nações mais industrializadas com eficácia. Estas práticas visam a instalação de filiais das grandes corporações metropolitanas para melhor rendimento da espoliação capitalista (RIBEIRO, 1983, p. 155).

As potencias européias participaram de uma acirrada disputa por colônias ao longo do século XIX, tendo em vista que eram são de imprescindível importância para que se empreendesse a aceleração da industrialização e do desenvolvimento econômico. Neste momento, além das tradicionais potências européias, França e Inglaterra, despontam também como nações imperiais a Alemanha e a Itália. Fora da Europa, os Estados Unidos dão os seus primeiros passos em relação ao desenvolvimento industrial, que foi bastante eficaz desde o seu ponto de partida. Cada país industrializado possuía suas próprias colônias, se fazendo centro civilizado de outros povos tidos como menos

avançados, sobre os quais incidia todo o peso da espoliação capitalista, condição para o crescimento econômico. Os países industrializados, então, entraram em uma acirrada concorrência entre si. Alguns acordos entre estas potências acabaram resultando na Partilha da África, feita na Conferência de Berlim em 1885. Das insatisfações ocasionadas por este tratado, surgiu o acirramento da competição entre as potencias imperialistas. Estas disputas vieram redundar nas duas grandes guerras mundiais do século XX, o que redundou no declínio das potências européias, deslocando o foco central do industrialismo capitalista da Europa para os Estados Unidos. O desfecho da Segunda Grande Guerra Mundial foi amplamente favorável aos norte-americanos que puderam se considerar os maiores vencedores deste período chamado de Era das Catástrofes27, uma vez que seu território não foi alvo de grandes destruições, tendo pequena quantidade de perdas humanas, em relação aos outros países envolvidos nos conflitos. Os esforços de guerra proporcionaram aos Estados Unidos um desmesurado crescimento econômico, que se beneficiou largamente em detrimento dos países europeus, que saíram da guerra arrasados, precisando de ajuda financeira, a qual só os Estados Unidos poderia oferecer naquele momento. Na Europa oriental, um outro inimigo, surgido no seio da civilização ocidental, vem a representar ameaça para o capitalismo. Tem início o período da Guerra Fria, na qual os Estados Unidos vêm se colocar como o grande herdeiro do projeto de civilização engendrado na modernidade. O foco do capítulo é justamente os desdobramentos desta hegemonia norte-americana no mundo atual.