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1.5. Conceito, Objetivos e Vantagens da Sustentabilidade

1.5.2. Implementação da Sustentabilidade

A contínua evolução da preocupação das empresas para o desenvolvimento sustentável tem obrigado a criação de novas abordagens. Entre os novos desafios que se colocam às empresas relativamente ao seu compromisso com esta questão identifica-se um principal ponto: como passar da teoria à prática e implementar planos relacionados com o desempenho social e ambiental das empresas, envolvendo ainda as partes interessadas nas organizações.

Os fatores críticos de sucesso para a implementação desta política serão, primeiramente, organizar, gerir e monitorizar e, finalmente, envolver e capacitar. Mas até lá encontram-se barreiras bastante comuns entre empresas, dificuldades essas tais como as características estruturais e organizacionais internas, a pouca ou até nenhuma comunicação interna e externa relativamente a esta problemática, o pouco envolvimento dos colaboradores e das equipas e o insuficiente envolvimento neste compromisso do setor que mais dá exemplos, a administração (Wada 2011).

Segundo Faucheux, Nicolai e O´Connor (1998) a colocação em prática de estratégias ambientais pode ser resultado de pressões externas ou de motivações de aquisição de vantagem competitiva. Neste seguimento, os autores dividem as empresas em três categorias:

a) As empresas que procuram uma estratégia defensiva com respeito aos problemas ambientais enxergam que estas estratégias trarão custos extras e, portanto, devem ser mantidos no menor nível possível;

Capitulo I – Turismo e Hotelaria

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b) As empresas que optam por colocar pró-ativamente em prática uma estratégia ambiental, e são as que procuram antecipar-se às novas regulamentações e transformar este assunto em vantagem competitiva;

c) E as empresas que estão entre os dois extremos, que são chamadas de seguidoras, por se movimentarem somente quando estiver definida a melhor posição.

Portanto, pode-se dizer que a implementação de uma estratégia ambiental pode, para algumas empresas, significar um investimento, logo custos adicionais e, para outras, pode representar vantagem competitiva.

Em resposta a essas tensões seguem três linhas, de acordo com Malmon (1994): uma de adaptação à regulamentação vigente, no que se refere ao impacto ambiental, incorporando instrumentos de controlo de poluentes que não modificariam a cadeia produtiva; outra, a flexibilização e adaptação, modificando processos e produtos tornando-se mais competitivos, menos poluentes ou até mesmo reduzindo desperdícios e favorecendo a reciclagem; e a última, mais no sentido de pró-atividade, antecipando possíveis problemas. Ou seja, para que a sustentabilidade seja empregue com sucesso numa empresa, primeiramente, é necessário incluir essa política no leque de estratégias da empresa. Assim que a sustentabilidade faça parte das estratégias, há que focar nos seguintes passos:

 Criar uma missão e uma visão que levem em conta a problemática ambiental;

 Conscientizar todos os envolvidos nessa estratégia (colaboradores, fornecedores, clientes);

 Desenvolver e implantar ações que envolvam o social e o ambiental;  Controlar as ações e fazer alterações necessárias;

 Demonstrar, a título de exemplo, o que a empresa está a fazer.

Contudo, a gestão ambiental não será completamente eficaz se o seu planeamento não acontecer de maneira participativa, envolvendo, em todas as suas etapas, todos os níveis hierárquicos na formulação de um novo perfil para a gerência e seus colaboradores, relativamente às suas atitudes e comprometimentos com a Gestão Ambiental. Essa participação refletir-se-á numa mudança na cultura organizacional.

É fundamental encorajar a mudança como fator de adequação ao meio. Baseado nas citações de O’Toole (1985), Want (1990), Robbins (2002), Deal e Kenned (1982), é possível concluir quais são os fatores-chave para o sucesso da mudança:

1) Conhecimento da importância da mudança;

2) Comunicação clara dos objetivos e alterações a serem implementadas; 3) Esforço especial no treinamento;

4) Dar tempo ao tempo.

Concluindo, para garantir o sucesso da mudança, devemos entendê-la como uma evolução da cultura, devendo ser usada como ponto de partida. Por outro lado, não se pode esquecer que a cultura é um conjunto de artefactos, valores e pressupostos vivenciados diariamente pelas pessoas como verdade absoluta. Qualquer alteração nessa verdade vai provocar uma resistência. Portanto, se todos os elementos forem observados, poderemos conduzir a cultura para o caminho que contribuirá para o alcance das necessidades da empresa.

A título de exemplo, temos a cadeia brasileira Vert, sendo um excelente exemplo de hotelaria verde, tendo como principal pilar do negócio a sustentabilidade, onde a própria criou um slogan para realçar a sua política sustentável aplicada ao ramo hoteleiro. Para além das políticas sustentáveis que adotaram, a adoção de slogan “Somos todos hóspedes neste planeta”, para além de chamar a atenção, objetivo principal de um slogan, ainda relaciona o meio ambiente com o serviço de alojamento. Ideias como esta podem ser incentivos à relação ambiente - hotelaria, tendo como foco as práticas ambientais, mas mantendo sempre o conforto dos hóspedes e a qualidade dos serviços que são prestados.

Capítulo II

Estágio no Hotel Vila Galé Cumbuco

Neste capítulo inicia-se o estudo de caso do Hotel Vila Galé Cumbuco, onde se encontra uma breve descrição da unidade hoteleira em análise, tanto no que concerne à sua estrutura, como à sua caracterização. Posteriormente, é efetuada uma descrição das tarefas realizadas durante o estágio, a par de uma análise crítica a cada departamento, tanto positiva como negativamente, conforme a análise do mesmo.

Este estágio teve como principal objetivo constituir a parte prática do Mestrado em Gestão e Direção Hoteleira, oferecendo conhecimento prático das funções profissionais, funções essas que foram passadas já a nível teórico através da Licenciatura e do primeiro ano de Mestrado, ou seja, pretende possibilitar a existência de um contacto experienciado com as matérias teóricas.

Esta possibilidade foi dada pela cadeia portuguesa de hotéis Vila Galé, na qual já tinha uma experiência anterior, apenas como estágio de Verão, sendo que nessa oportunidade deixaram a imagem que poderiam ser, para além de uma oportunidade de vida profissional, uma boa escola no ramo da hotelaria. Entre os vários hotéis que formam a rede o escolhido foi o Hotel Vila Galé Cumbuco, localizado no estado do Ceará, no Brasil.

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