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Implementação do Zoneamento de Risco de incêndio Florestal

SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO

3. HIPÓTESES E OBJETIVOS 1 Hipótese:

5.2. Zoneamento de Risco de Incêndio para Rebio do Aguaí 1 Risco de incêndio de acordo com o material

5.2.7. Implementação do Zoneamento de Risco de incêndio Florestal

A etapa final do zoneamento de risco de incêndios consiste no cruzamento das informações provenientes dos mapas temáticos obtidos. Este cruzamento é obtido mediante a álgebra de mapas que consiste na integração que considera a unidade de análise final, composta por uma região (pixel) representada em 50% pela ameaça que está associada à presença humana e em 50% pela vulnerabilidade do ambiente ao fogo, caracterizada por variáveis ambientais, de relevo e ventos predominantes.

A Tabela 16 apresenta o resultado da álgebra de mapas baseada na equação 2, considerando as variáveis, material combustível, cobertura vegetal, ventos predominantes, declividade, orientação das encostas e presença humana.

Tabela 17 - Área da reserva por classe do zoneamento de risco de incêndio florestal

RISCO Área (ha) % % Acumulada Nulo 266,70 3,4% 3,4% Baixo 3350,92 42,6% 45,9% Moderado 1551,93 19,7% 65,7% Alto 1619,48 20,6% 86,2% Muito Alto 756,24 9,6% 95,8% Extremo 328,82 4,2% 100,0% Total 7874,10 100% 100,0% Fonte: o autor.

A análise da Tabela 17 permite afirmar que 3,4% da área tem risco de incêndio nulo, 42,6% baixo, 19,7% moderado, 20,6% alto, 9,6% muito alto e 4,2% da área com risco extremo. A maior parte da área foi classificada como risco baixo e nulo, e em termos cumulativos, as classes nulo e baixo representam quase 50% da área, essas classes se concentraram principalmente em faces do relevo com exposição sul e com cobertura vegetal de floresta natural.

A classe de risco moderado representou 19,7% da área e se concentrou principalmente nas faces de exposição norte/noroeste, sujeita a ventos norte e noroeste e declividade acentuada. Em termos de ignição

73 e propagação de incêndios, estes são fatos negativos, pois faces de exposição norte, noroeste e nordeste, no hemisfério sul, pela característica de exposição, tem maior insolação, o que aumenta a temperatura média do ar e do solo. Isto associado a ventos de característica seca, norte e noroeste, incorre numa menor umidade do material combustível, fatores que facilitam a ignição e propagação do fogo.

As classes de risco alto, muito alto e extremo representaram 34,3% da área da reserva em comparação ao estudo realizado por Batista, Oliveira e Soares (2002) as mesmas classes representaram 8%. Isto se explica principalmente pelas características distintas de relevo, pois na medida em que grande proporção da área tem altas declividades às classes de risco aumentam proporcionalmente. Embora as tipologias vegetais tivessem similaridades, os fatores responsáveis pela grande proporção da área em risco alto, muito alto e extremo foram, os ventos predominantes, relevo e face de exposição, além da presença humana.

O Gráfico 8 apresenta a área por risco de incêndio florestal para a REBIO do Aguaí.

Gráfico 8 – Área da Reserva de acordo com as classes de Risco de Incêndios produto da integração das variáveis de ameaça e vulnerabilidade ao fogo. Fonte: o autor.

Ribeiro et al.(2008) determinaram índices de 56,6% de risco moderado e 24,0% alto. Tetto (2009) determinou proporções de 43,16%

266,70 3350,92 1551,93 1619,48 756,24 328,82 0,00 500,00 1000,00 1500,00 2000,00 2500,00 3000,00 3500,00 4000,00

Nulo Baixo Moderado Alto Muito Alto Extremo Zoneamento de Risco de incêndios - Área por risco (ha)

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grau de risco baixo, 41,70% em moderado, 8,39% em alto e 6,75% em muito alto. A última classe (muito alto) relacionada à malha viária, infraestrutura, torres de incêndio e linhas de transmissão.

No caso da Rebio do Aguaí, os riscos alto e muito alto estão relacionados a áreas de declividade acentuada, com presença humana, face de exposição norte, sujeitas a ventos dos quadrantes N e NW, com cobertura vegetal caracterizada por campos e campos sujos. No caso do risco extremo, está relacionado a áreas de florestas plantadas, campos, estrada e presença humana no interior e em atividades no entorno da reserva, principalmente associadas à agricultura e pecuária.

Muitas vezes não se consegue mensurar ou justificar a necessidade de determinadas ferramentas, veículos, aeronaves, pessoas ou infraestrutura para as atividades de prevenção, monitoramento, controle e combate a incêndios. Parizotto et al. (2008) apresentam um panorama do efetivo do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina, mostrando as fragilidades do sistema de prevenção de incêndios florestais no estado, bem como o pouco enfoque que o tema recebe nos cursos de formação para bombeiro.

No mesmo trabalho Parizotto et al. (2008) elencam os materiais necessários ao combate de incêndios florestais e incêndios civis. Segundo o estudo, os batalhões possuem apenas 42% dos materiais específicos para incêndios florestais e apenas 4% possuem os equipamentos de proteção individual adequados para a prática de combate a incêndios florestais. Neste sentido o ZRIF também auxilia, pois através dos dados da área por classe de risco de incêndio é possível prever a quantidade de material e o efetivo necessário para o combate aos incêndios, bem como dimensionamento da frota de veículos, aeronaves e planejamento de pontos de coleta de água.

Após a ocorrência de uma série de incêndios florestais em 2007 nas imediações do campus da UNICENTRO (Universidade Estadual do Centro-Oeste do Paraná) Irati - Paraná, Faria et al. (2009) elaboraram um estudo para desenvolver o ZRIF para a área, com auxílio do zoneamento foi possível estabelecer um programa de monitoramento e prevenção, inclusive sugerindo a instalação de torres de monitoramento e também justificando a compra de equipamentos adequados ao combate de incêndios florestais.

Em um sentido amplo, o ZRIF é uma ferramenta importante para gestão e conhecimento da Reserva. A respeito do mesmo fator os autores Tetto, Batista e Soares (2012) inferem que o zoneamento de risco de incêndios é uma metodologia eficiente para realização de

75 planejamento que previna ocorrência de incêndios florestais e conserve a biodiversidade.

Na Figura 10 é apresentado o mapa de ZRIF para a REBIO do Aguaí.

Figura 11 - Zoneamento de Risco de Incêndios Florestais na Rebio do Aguaí. Fonte: o autor.

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5.3. Análise e Zoneamento de Risco de incêndio Florestal

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