3.2 PROCEDIMENTO METODOLÓGICO
3.2.4 Implementar plano de ação
Implementar plano de ação
Realizar as melhorias propostas
Plano de implementação tático 3.2.5 Avaliar resultados e gerar relatório
Avaliação dos ganhos Excel (Planilha com
curva de demanda x produtividade)
Fonte: Elaborado pela autora. 3.2.2 Coletar os dados
Segundo Coughlan e Coughlan (2002), os dados podem ser obtidos de diferentes formas. Os dados primários são coletados através de observações, discussões e entrevistas. Já os dados secundários são obtidos através de estatística operacional, informes financeiros e relatórios.
O presente estudo se valeu de ambos os meios para coletar os dados. Dessa forma, as informações foram obtidas através de observação direta na linha de montagem, entrevistas com indivíduos que faziam parte dos processos analisados e através do banco de dados existente na empresa.
Durante todo o desenvolvimento do estudo, prezou-se pela obtenção de um bom entendimento do estado atual. Dito isso, a coleta de validações dos dados se deu constantemente, de forma qualitativa e quantitativa. Vale ressaltar que para a coleta e validação de dados, o conhecimento da equipe foi bastante utilizado, no entanto, por vezes foram buscadas pessoas de fora da equipe do projeto para que a coleta fosse robusta.
A etapa de coleta dos dados iniciou-se do levantamento dos fluxos de material e informação, através da ferramenta do mapeamento do fluxo de valor. A partir dessa ferramenta, tem-se uma visão sistêmica de todo o fluxo do processo da linha de montagem em questão. Além disso, o mapeamento evidencia os focos dos principais problemas no fluxo. Para complementar esses dados, os membros da equipe foram entrevistados, com o objetivo de levantar informações sobre os principais problemas que acontecem na linha, sob o ponto de vista dos mesmos.
A partir desse levantamento inicial, elencaram-se as principais variáveis detratoras do índice de produtividade da linha e iniciaram-se as coletas de dados mais específicas, no sentido de reunir mais informações sobre os problemas evidenciados pelo mapeamento do fluxo de valor do estado atual e pelas entrevistas.
Nesse sentido, levantaram-se informações sobre os tempos padrão, que são definidos pelo setor do planejamento e sobre a origem dos principais problemas que ocasionam paradas na linha. A origem desses dados foi do banco de dados da empresa, e ambas as tabulações dos dados foram feitas no software Microsoft Excel.
Filmagens foram realizadas para que se analisasse o funcionamento do processo. A partir das gravações, levantaram-se informações acerca dos tempos gastos na produção em cada posto da linha de montagem. A ferramenta utilizada para tal foi o GBO, que evidenciou os principais desperdícios que ocorrem no processo produtivo.
Além disso, também foi necessário levantar as informações acerca de como funcionava o processo dos postos de pré-montagem, que alimentam a linha e os postos de montagem de kits, que por sua vez, alimentam os postos de pré-montagem. Como nos postos de pré- montagem e montagem de kits, há muita interface do operador com máquinas, o GBO não foi uma ferramenta adequada para trazer à tona os desperdícios inerentes ao processo. Dessa forma, adaptou-se a ferramenta através de uma planilha de Excel, usando como modelo uma tabela de rotina de operação padrão (ROP).
Também, através de entrevistas, foram levantadas informações a respeito do nivelamento e do sequenciamento da produção, bem como de como funciona a definição da demanda e da tomada de decisão para a programação da produção. Por fim, coletaram-se informações a respeito da previsão de demanda para o ano de 2020.
3.2.3 Analisar os dados e planejar as ações
Coughlan e Coughlan (2002) relatam que a análise de dados na pesquisa-ação deve ser colaborativa, ou seja, que o pesquisador e os indivíduos relevantes chave para a resolução do problema trabalhem juntos, uma vez que eles têm mais propriedade para avaliar as variáveis envolvidas no contexto que está sendo avaliado.
No presente estudo a análise de dados partiu da análise das variáveis que influenciam no índice de produtividade. A partir de cada variável e das interpretações a respeito dos seus impactos no índice de produtividade, foram levantadas suposições que serão comprovadas ou não, durante a etapa de análise. Para as hipóteses comprovadas, serão propostas contramedidas, que por sua vez darão origem ao plano de ação.
A comprovação das suposições se valeu da utilização das ferramentas adequadas, dados os problemas encontrados na etapa anterior. Nesse sentido, inicialmente, os dados foram validados com a equipe de projeto. A avaliação do balanceamento do processo produtivo do estado atual foi realizada através da GBO. Os desperdícios foram avaliados como Muda ou Mura e a rota de abastecimento dos postos de pré-montagem foram analisados utilizando conceitos do Mizusumashi.
Uma vez que as análises atreladas a cada hipótese estavam feita, as contramedidas foram traçadas, visando minimizar o impacto das mesmas na produtividade da linha. O próximo passo foi organizar essas contramedidas em uma ordem lógica, na qual foi levado em consideração a ordem e o impacto nas mesmas, tendo em vista que as dependências entre as contramedidas, de modo a maximizar o resultado da implantação. As contramedidas foram organizadas no modelo do Plano de Implementação Tático, modelo padrão utilizado na empresa. Os âmbitos que esse plano de implementação contempla são os seguintes: o que será feito, quem o fará, onde será feito, quando será feito e como será feito
A última atividade dessa etapa foi a apresentação do plano de implementação para a liderança do setor, tendo em vista a busca pela aprovação e autorização para iniciar a implementação do plano de ação.
3.2.4 Implementar plano de ação
De acordo com Coughlan e Coughlan (2002), quem implementa o plano de ação é o cliente. Isso envolve que as ações desejadas sejam realizadas seguindo as etapas do
planejamento e que se utilize da colaboração dos indivíduos relevantes na organização para a resolução do problema.
A implementação do plano de ações da pesquisa partiu do Plano de Implementação Tático, originado da organização das contramedidas propostas na etapa anterior. Dessa forma, é nessa etapa que são executadas as contramedidas definidas na etapa de planejamento das ações. Esse plano foi dividido em três principais estágios.
A primeira fase corresponde às melhorias de curto prazo, a segunda, às melhorias de médio prazo e a terceira corresponde à estabilização das duas primeiras fases. Cada uma das atividades do Plano de Implementação tem uma data definida para começar e terminar, da mesma forma que contém um responsável pela execução de cada atividade.