GABRIELE FATIMA DE SOUZA; DENISE M. VINHAS; LUIS CESAR CAVALCANTE PEREIRA; VIVIANE SANTOS DE BARROS SIQUEIRA; JUSSARA SIMMER BRAVIN
FIOCRUZ; E-mail: [email protected]
INTRODUÇÃO - Os profissionais de biotério estão o tempo todo submetidos a uma série de riscos potenciais desencadeadores de doenças ocupacionais.1,2 Dessa forma, desvela-se a importância de estudos que possibilitem o maior conhecimento acerca desde am-biente de trabalho e efetiva constatação dos efeitos adversos à saúde dos profissionais. 3,4 OBJETIVOS - A pesquisa teve por objetivo analisar as possíveis implicações à saúde do trabalhador em biotérios de uma Instituição Federal vinculada ao Ministério da Saúde. MÉ-TODOS - Trata-se de uma pesquisa de abordagem observacional, descritiva e transversal, realizada em biotérios, entre os meses de março a outubro de 2014. Participaram do estudo 151 profissionais que atuavam nas áreas finalísticas dos biotérios, por meio de um questionário semiestruturado, elaborado a partir da adaptação do instrumento proposto por Boix e Vogel5 , composto por 3 blocos. Para este estudo foi utilizado o Bloco III, formado por uma lista de implicações à saúde (danos/ problemas de saúde) que, quando presentes, podem ser provocadas, agravadas ou não ter relação com o trabalho. A caracterização da amostra se baseou em análises estatísticas descritivas univariadas. Os dados foram analisados no programa SPSS 20.0. A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da ENSP/FIOCRUZ sob o parecer consubstanciado 528.931. RESULTADOS - Diversos trabalhadores mencionaram ter problemas de saúde, muitos encarados como provocados e/ou agravados pelo trabalho. Dentre esses, destacam-se o estresse dos por 39,1% dos participantes); os problemas respiratórios (relata-dos por 37,1% (relata-dos participantes); e os problemas osteomusculares como: dores musculares crônicas, problemas na coluna vertebral, doenças causadas por movimentos repetitivos (LER ou DORT) cita-dos por mais de um quarto cita-dos profissionais (27,2%, 37,7%, 31,1%, respectivamente). Todos com maior percentual para “provocados” pelo trabalho. CONCLUSÕES - Os resultados refletiram o quadro atual de deterioração das relações trabalho-saúde nos biotérios, sinalizando a necessidade de ampliação programas promoção à saúde do trabalhador. REFERÊNCIAS - 1 FELASA. Federation of European Laboratory Animal Science Associations. Guidelines for Continuing Education for Persons Involved in Animal Experi-ments – Recommendations of a FELASA Working Group.2010 2 INSHT. INSTITITO NACIONAL DE SEGURIDADE E HIGIENE EM EL TRABAJO. Manual De Procedimientos De Prevención De Riesgos Laborales. Guía de elaboración, Gobierno da espanã, 2008. 3 DAVIS H. Prediction and preparation: Paclovian implications of research discriminating among humans. Ilarj j, 43:19-26,2002. 4 D’AVILLA AG, ZÚÑIGA JM. La ciencia del animal de laboratorio y el procedimiento experimental. In: Zúñiga JM, Orellana JM, Tur JA. Ciencia y Tecnología del Animal del Laboratorio. Alcalá: Se-cal; 2008. 431p 5 Boix P; Vogel L. La evaluación de riesgos en los lugares de trabajo. Guia para uma intervención sindica of técnico sindical europea para la salud y seguridad. Bruxelas: BTS, 2000.
IDENTIFICAÇÃO DE SINAIS CLÍNICOS E COMPORTAMENTAIS ASSOCIADOS AO
DISTRESSE E SOFRIMENTO EM CAMUNDONGOS DE LABORATÓRIO
ANA TADA FONSECA BRASIL ANTIORIO1, ANA
PAULA PAULONI DE FREITAS1, DENISE ISOLDI
SEABRA1, JILMA MARÍA ALEMÁN LAPORTE
2, LUCIANA CINTRA2, CLAUDIA MADALENA
CABRERA MORI 2
1. Pró-reitoria de pesquisa. Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) 2. Departamento de Patologia. Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo (USP) E-mail: [email protected]
INTRODUÇÃO - A atuação do médico-veterinário em bioté-rios demanda conhecimentos abrangentes sobre a ciência de animais de laboratório, entre eles, biologia, manejo experimental e etologia. Reconhecer os sinais e o comportamento dos roedores em situações de distresse permite que o profissional avalie o uso de analgésicos e determine o melhor tratamento ou ponto final humanitário. OBJE-TIVO - Desenvolver uma metodologia padrão para identificar de forma objetiva sinais de dor e distresse de camundongos em experi-mentação. MÉTODOS - 1) estabelecer uma lista de verificações com os principais parâmetros que devem ser observados com sistema de escore com variação de 0 para normal a 3 para muito alterado. Os parâmetros analisados serão: a) Aparência geral: Falta de “groom-ing” (pelo em mau estado); piloereção; alopecia; secreções oculares e nasais; olhos afundados; exoftalmia; salivação anormal; crescimento anormal dos dentes; postura encurvada; alterações faciais (olhos semifechados, posição das orelhas e vibrissas); b) Comportamento espontâneo: se o animal está quieto e isolado; inquieto; alerta ou não; c) Estado de hidratação: turgor da pele e aparência das mucosas; d) Sinais clínicos: perda de peso; queda ou aumento de temperatura; dificuldade respiratória; respiração abdominal acentuada; diarreia; tumores com 10 a 20 % do peso corporal; lesões cutâneas; necrose; ulcerações ou sangramentos; prolapsos; cor da membrana (cianose/ anemia/icterícia); e) Comportamento provocado: se o animal está com depressão leve ou resposta exagerada; vocalizações; “circling”; estereotipias; auto agressão; agressividade excessiva; convulsões. A soma dos pontos indicaria a condição física do animal que poderia ser classificada em normal, sofrimento leve a moderado ou sofri-mento intenso; 2) realizar exames complementares, se necessário; 3) administrar um tratamento com fármacos analgésicos ou determinar a eutanásia. RESULTADOS – Projeto em fase de implantação. CONCLUSÕES - A avaliação clínica dos animais em experi-mentação por um médico-veterinário especializado possibilitará uma ação corretiva rápida por meio de um tratamento adequado. CEUA: nº 1353060218.
INTERDISCIPLINARIEDADE: PRODUZINDO E ENSINANDO DURANTE A CONSTRUÇÃO DO ACERVO ANATÔMICO ANIMAL EM UMA INSTITUIÇÃO DE ENSINO SUPERIOR RENATA UCHÔA ALVES; MAGDA VERÇOSA CARVALHO BRANCO; ANTÔNIO MARCOS DA CONCEIÇÃO; CARLOS ALBERTO JÚNIOR; CRISTIANO ROSA DE MOURA
E-mail: [email protected]
INTRODUÇÃO - A dissecação anatômica tem por finalidade a individualização, identificação e posicionamento dos constitu-intes do corpo, em especial, músculos, vasos sanguíneos, nervos, glândulas, linfonodos e estruturas específicas dos órgãos. Ação fundamental para montagem de acervos que subsidiam o ensino na disciplina de anatomia animal, contudo se faz necessário ações legais, de biossegurança e educacionais para atender tal demanda, fato contemplado na ementa dos cursos realizados, permitindo assim uma ação interdisciplinar. OBJETIVO - O trabalho teve como obje-tivo montar a coleção didática de peças zoológicas de um complexo de laboratórios de uma universidade particular, em Brasília-DF, foi incluído a esta prática a oferta simultânea de cursos de extensão de dissecação, aliando, portanto, as necessidades de compor o acervo a realização de aulas práticas. MÉTODOS - Os cadáveres e peças anatômicas utilizados foram doados após o falecimento dos mesmos e sem motivação inicial para o uso em pesquisa ou ensino. Os alunos foram submetidos a aulas teóricas de introdução ao estudo da dis-secação - conceitos, técnicas, instrumentos cirúrgicos, leis, propostas éticas e de biossegurança que constitui esta ação. Posteriormente iniciaram a dissecação do cadáver (cabeça, pescoço, membros torácicos e pélvicos e paredes do tórax e abdome) com a finalidade de individualizar estruturas anatômicas importantes. RESULTADOS - A atividade resultou na formação complementar de 21 alunos de graduação, sendo 18 de Medicina Veterinária e 3 de Biologia e 200 peças anatômicas zoológica, que atualmente compõem o acervo didático zoológico da universidade. CONCLUSÃO - O curso per-mitiu o aperfeiçoamento das habilidades manuais e contato com tecidos e órgãos, com vistas a complementar a formação acadêmica do currículo dos cursos de graduação, possibilitando ao discente a experiência e aprofundamento em diferentes campos de atuação, pois ultrapassaram a função de apenas usuários do acervo para operacionalizadores na produção do material anatômico, além da ampliação do acervo zoológico dos laboratórios de ensino superior.
CEUA: CEUA/UniCEUB
IMPLEMENTAÇÃO DE TABLETES PORTÁTEIS PARA UM MANEJO SIMPLES E EFICIENTE DE COLÔNIAS DE BIOTÉRIOS
GABRIEL FERNÁNDEZ GRAÑA; MARÍA NOEL MEIKLE; MARTINA CRISPO
E-mail: [email protected]
Unidad de Animales Transgénicos y de Experimentación, Institut Pasteur de Montevideo, Uruguay
INTRODUÇÃO - Em biotérios de animais geneticamente modificados (GM), é essencial ter um banco de dados dinâmico que inclua dados de interesse para técnicos e usuários. As colônias GM requerem um registro amplo e extenso que minimize o erro nos cruzamentos, já que em muitos casos as estratégias de reprodução são complexas, envolvendo mais de um gene ou origens genéticas diferentes. É essencial ter uma gestão eficiente, particularmente em um biotério de barreiras, já que o fluxo de informações entre o interior e o exterior pode ser difícil. Em 2015, começamos com o uso de tabletes portáteis, que permitem através de um sistema de armazenamento em nuvem, um fluxo notável de informações entre vários dispositivos ao mesmo tempo. MATERIAIS E MÉTODOS - Os tabletes portáteis foram usados em sincronização com vários dispositivos de PC. Um programa de planilhas para o gerenciamento de colônias foi criado usando fórmulas simples, que medem a produtividade e ajudam a calcular os cruzamentos para a produção. Geramos planilhas com dados exatos de cada gaiola, incluindo dados de genotipagem e pedigrees, e contagem automatizada de taxas de serviço. RESULTADOS E DISCUSSÃO - O sistema implemen-tado apresenta vantagens em relação ao proposto por Donovan et al. (2004), sendo simples e fácil de manusear. Foi possível otimizar a produção das colônias transgênicas de acordo com a demanda, minimizando o erro nos cruzamentos. Dados numéricos da produ-tividade de cada colônia foram obtidos, minimizando o ingresso de pessoal ao biotério para o registro de dados. CONCLUSÕES - Nós implementamos um sistema simples, econômico e adaptável, obtendo uma ferramenta eficiente no manejo de qualquer biotério.
EDUCAÇÃO CONTINUADA: AUXÍLIO NA FORMAÇÃO DE PESQUISADORES NA
EXPERIMENTAÇÃO ANIMAL - CREAL/UFRGS FABÍOLA SCHONS MEYER; ANDRÉ LUIS LUCERO BATISTA; JULIA IENES LIMA; LAURA EMANOELLA FEIJÓ BORGES; JÉSSICA SCHORN TÓPOR; PAULA ARAÚJO MACHADO; FERNANDA BASTOS DE MELLO
E-mail: [email protected]
Universidade Federal do Rio Grande do Sul
INTRODUÇÃO - O Centro de Reprodução e Experimentação de Animais de Laboratório da UFRGS (CREAL) tem desenvolvido atividades em prol da qualificação de pesquisadores no trabalho com modelos animais. Há uma demanda da comunidade da Universidade por atualizações na área técnica a respeito da legislação, comporta-mento e manejo com os animais e de procedicomporta-mentos experimentais mais adequados do ponto de vista ético e de bem-estar animal. OBJETIVO - O objetivo da equipe do CREAL foi promover ações de extensão na Universidade, de maneira regular, como forma de atualização na área da Ciência de animais de laboratório, suprindo a carência da comunidade acadêmica. MÉTODOS - O curso desen-volvido pelo CREAL é uma ação de extensão cadastrada no sistema de extensão da UFRGS e possibilita a inscrição dos interessados com ou sem vínculo à Universidade. A ação é realizada semestralmente, sendo dividida em módulo teórico e prático. Nesta atividade abor-damos temas como: manejo, comportamento e bem-estar animal, anestesia, analgesia, cirurgia e procedimentos experimentais como coleta de material biológico. Os participantes assistem o módulo teórico conjuntamente e no módulo prático as turmas são subdi-vididas em pequenos grupos, possibilitando um melhor treinamento e aprendizado. As atividades práticas são realizadas em duplas utilizando ratos Wistar e camundongos CF-1. Na atividade prática os alunos realizam os procedimentos apresentados na parte teórica, sob a supervisão dos monitores e veterinários. RESULTADOS - O curso tem atendido a comunidade da UFRGS e a comunidade externa, nesta proporção: 35,3% de alunos da graduação, 60% alunos da pós-graduação e 4,7% de profissionais formados sem vinculação a programas de pós-graduação. A avaliação geral do curso realizada pelos participantes o classifica como excelente nos quesitos de didática, aprofundamento e desenvolvimento de habi-lidades práticas. CONCLUSÕES - O curso vem atendendo com êxito o objetivo principal da sua criação, ampliando o seu alcance para a comunidade externa da UFRGS.
ATIVIDADE DA CEUA/FIOCRUZ NO PERÍODO DE 20012 A 2016
MARCELO A. MANNAA, MARCIA P. OLIVEIRA3,
ETELCIA MOLINARO, OCTAVIO PRESGRAVE
Comissão de Ética no Uso de Animais (CEUA), Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ), Rio de Janeiro, RJ, Brasil
INTRODUÇÃO - A CEUA/FIOCRUZ existe desde 1999. Quando foi criada atendia à todas as Unidades da Fundação Oswaldo Cruz, entretanto, ao longo do tempo, algumas Unidades foram tendo a necessidade de criarem suas CEUAs, considerando estarem fora do Campus do Rio de Janeiro ou pelo grande número de projetos apresentados. Mesmo assim, a CEUA/FIOCRUZ avalia os projetos da maior parte das Unidades do Rio de Janeiro, além de Belo Hori-zonte e Curitiba. As licenças são concedidas tanto para Biotérios de Criação quanto de Experimentação. MÉTODO - Os números refer-entes ao total de projetos analisados por ano, bem como o número de projetos aprovados, reprovados, arquivados e suspensos, no período de 2012 a 2016, foram tabulados em planilha. RESULTADOS - No período avaliado a CEUA/FIOCRUZ recebeu 311 projetos (média de 62 projetos por ano). Desses, 18 (5,8%) não foram aprovados e 1 projeto teve sua licença suspensa. CONCLUSÃO - Os projetos não aprovados apresentaram problemas éticos que não justificaram o mérito da pesquisa. O projeto que teve sua licença suspensa foi em decorrência de apuração de denúncia de que as atividades não estavam sendo executadas conforme descritas. Em 2016 a CEUA/ FIOCRUZ fez seu primeiro monitoramento em todos os biotérios sob sua responsabilidade. Neste, foi decidido que qualquer problema encontrado teria o caráter de sinalização para permitir sua melhoria para o próximo monitoramento. Além disso, a CEUA/FIOCRUZ tem participado dos encontros do CONCEA, de Congressos e seus membros ministrando aulas e palestras. REFERÊNCIA - BRASIL. Lei n. 11.794, de 08 de outubro de 2008. Regulamenta o inciso VII de parágrafo 1o do art. 225 da Constituição Federal, estabelecendo procedimentos para o uso científico de animais; revoga a Lei n. 6.638, de 8 de maio de 1979; e dá outras providências. Diário Ofi-cial [da República Federativa do Brasil], de 09 de outubro de 2008, Brasília, Brasil: República Federativa do Brasil.
NECESSIDADE DE IMPLANTAÇÃO DE CURSO DE FORMAÇÃO PARA MEMBROS DE CEUAS
ANDRÉ ABBAGLIATO1,2, MARCIA P. OLIVEIRA3,
ETELCIA MOLINARO3, CRISTIANE CALDEIRA4,5,6,
OCTAVIO PRESGRAVE3,4,5,6
1Instituto de Ciência e Tecnologia em Biomodelos (ICTB), Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ), Rio de Janeiro, RJ, Brasil. 2Mestrado Profissional em Ciência em Animais de Laboratório (MPCAL), mestrando, Instituto de Ciência e Tecnologia em Biomodelos (ICTB/Fiocruz), Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ), Rio de Janeiro, RJ, Brasil. 3Comissão de Ética no Uso de Animais (CEUA), Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ), Rio de Janeiro, RJ, Brasil. 4Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS), Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ), Rio de Janeiro, RJ, Brasil. 5Centro Brasileiro para Validação de Métodos Alternativos (BraCVAM), Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ), Rio de Janeiro, RJ, Brasil. 6Mestrado Profissional em Ciência em Animais de Laboratório (MPCAL), orientador, Instituto de Ciência e Tecnologia em Biomodelos (ICTB/Fiocruz), Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ), Rio de Janeiro, RJ, Brasil.
INTRODUÇÃO - A Lei 11.794/2008 obrigou que todas as instituições de pesquisa e ensino que utilizam animais devem ter uma CEUA constituída, entretanto, não determinou uma grade de conhecimento mínimo para que profissionais sejam membros de CEUAs. O crescente avanço tecnológico oferece novos métodos a cada dia. A legislação acompanha novos conceitos éticos e técnicos, obrigando que resoluções e Normas sejam publicadas frequente-mente, muitas vezes revogando anteriores. Todos esses fatos exigem conhecimento e atualizações constantes. OBJETIVO - Propor que seja implementado, no Brasil, cursos de formação e atualização para membros de CEUAs. MÉTODO - Avaliação das publicações do CONCEA e necessidades apontadas em diversos encontros de CEUAs foram tomadas por base para a presente proposta. RE-SULTADOS - Pontos que merecem abordagem na grade mínima dos cursos, considerando que cada um possui desdobramentos: 1) aspectos filosóficos e práticos da ética e da bioética; 2) o papel das CEUAs; 3) legislação; 4) aspectos principais das Ciências em Animais de Laboratório (manejo, vias de administração e sangria, dor, analgesia, sedação e anestesia); 5) como avaliar um projeto de pesquisa/ensino; 6) delineamento experimental; 7) 3Rs (Refina-mento, Redução e Substituição); 8) principais métodos utilizados em pesquisa, suas limitações e alternativas; 9) bem estar animal. CONCLUSÃO - O treinamento para membro de CEUAs propor-cionará uma uniformização nos procedimentos das CEUAs no país e garantirá um mínimo de entendimento da legislação. REFERÊNCIA - BRASIL. Lei n. 11.794, de 08 de outubro de 2008. Regulamenta o inciso VII de parágrafo 1o do art. 225 da Constituição Federal, esta-belecendo procedimentos para o uso científico de animais; revoga a Lei n. 6.638, de 8 de maio de 1979; e dá outras providências. Diário Oficial [da República Federativa do Brasil], de 09 de outubro de 2008, Brasília, Brasil: República Federativa do Brasil.
BIOTERC – EVOLUÇÃO DO SOFTWARE PARA GERENCIAMENTO DE BIOTÉRIOS
GIOVANNY AUGUSTO CAMACHO ANTEVERE
MAZZAROTTO1; GUILHERME FERREIRA SILVEIRA2
FELIPE GRADO SÓRIA3 KARIN GOEBEL4
E-mail: [email protected] 1Instituto Carlos Chagas - Fiocruz do Paraná 2Laboratório de Virologia Molecular - Fiocruz do Paraná 3Centro Internacional de Tecnologia de Software
4Núcleo de Inovação Tecnológica - Fiocruz do Paraná
INTRODUÇÃO - A criação do CONCEA (Conselho Nacional de Controle da Experimentação Animal) impulsionou a implemen-tação de mudanças no cenário da experimenimplemen-tação animal no Brasil. Com o intuito de profissionalizar a gerenciamento do biotério da Fiocruz do Paraná, foi desenvolvido o software de gerenciamento, chamado de BioterC (acrônimo de Biotério Controle). O BioterC tem sido usado plenamente a partir de 2013 e tem recebido evoluções contínuas desde o seu desenvolvimento e implementação por Maz-zarotto & Silveira, (2013). OBJETIVO - O objetivo do presente trabalho é de demonstrar o desenvolvimento e a evolução contínua de um software destinado à gestão de biotérios. MÉTODOS - O desenvolvimento do BioterC utilizou conceito de programação ori-entada a objetos, marcação web HTML, com a inserção de scripts utilizando lógica em PHP. O acesso ao software pode ser realizado online, sendo possível a movimentação das informações diretamente em navegadores web, seja em computadores, tablets ou smartfones. RESULTADOS E CONCLUSÕES - Implantado e em pleno funcionamento desde 2013 no Biotério do Instituto Carlos Chagas, Fiocruz do Paraná, a ferramenta já garantiu avanços importantes à unidade como o aumento da capacidade de registro e a diminuição do tempo de recuperação dos dados nos processos do biotério. A partir do seu licenciamento para o CITIS (Centro Internacional de Tecnologia de Software) foram implementadas mudanças evoluti-vas, culminando na versão 2 do programa. O software propiciou a transmissão padronizada das informações sobre os regulamentos internos do biotério e gerou acréscimo na capacidade de previsibi-lidade no fornecimento e produção dos animais. Ademais, o uso do BioterC reduziu o tempo necessário para a produção de relatórios para os órgãos de controle da atividade de criação e experimentação animal. Em linhas gerais, o BioterC tem proporcionado segurança para a condução das rotinas de criação e de experimentação animal, mostrando transparência e agilidade para a extração de todos os da-dos que permeiam o criatório animal. REFERÊNCIA - Giovanny Augusto Camacho Antevere Mazzarotto & Guilherme Ferreira Silveira Desenvolvimento e implementação de um software livre para o gerenciamento de um biotério brasileiro. RESBCAL, São Paulo, v.2 n.1, pg. 61-68, 2013.
O POTENCIAL DO TEATRO COMO ESTRATÉGIA DE DIVULGAÇÃO DA CIENCIA EM ANIMAIS DE LABORATÓRIO
LILIAM DE A. SILVA; KÁTIA P. MARTINS; ALINE DA C. REPOLÊZ; ANA HELENA G. DE L. FREIRE; MARGARIDA DE J. BARBOSA RIBEIRO; CARLOS ALBERTO S. RAIMUNDO; LUIZ CARLOS DA SILVA JR.; THAISA MARIA B. GONÇALVES; TATIANA KUGELMEIER
INTRODUÇÃO - O Instituto de Ciências e Tecnologia em Biomodelos (ICTB/Fiocruz) realizou, em dezembro de 2017, a I Feira de Ciências da unidade organizada pelo Grupo de Trabalho em Divulgação da Ciência em Animais de Laboratório (GT-DCAL). Entre as atividades realizadas, foi apresentada uma esquete teatral sobre a CAL, permitindo explorar o potencial do teatro como estra-tégia de divulgação da área, trazendo ao público questionamentos, reflexões e discussões. OBJETIVO - Estruturar uma esquete sobre a CAL como meio de divulgação da área de forma a despertar o interesse do público e de promover o diálogo e a interação entre os participantes. MÉTODOS - O trabalho contou com um grupo de oito colaboradores responsáveis pelo roteiro, encenação, figurino e som. O roteiro foi estruturado com base em um levantamento bibli-ográfico, buscando suporte científico dentro da área e nas vivências do grupo(1,2). O tema central da esquete foi o princípio dos 3Rs (substituição, refinamento e redução) e a importância das práticas adequadas de manejo e de promoção do bem-estar. RESULTA-DOS - Essa primeira experiência de atividade teatral desenvolvida com o uso de linguagem simples, humorada e científica possibilitou a integração entre os colaboradores tanto durante suaelaboração quanto durante a apresentação da esquete. O“fazer coletivo” do teatro,trouxea reflexão sobre os temas abordados de forma lúdica, essencial na promoção do debate sobre essa área controversa da ciên-cia(3). CONCLUSÕES - Apostamos no teatro como uma estratégia de divulgação da CAL capaz de gerar o interesse do público pela