financeiras consolidadas e notas anexas
ALTRI , SGPS, S.A.
12. IMPOSTOS CORRENTES E DIFERIDOS
De acordo com a legislação em vigor, as declarações fiscais estão sujeitas a revisão e correcção por parte das autoridades fiscais durante um período de quatro anos (cinco anos para a Segurança Social), excepto quando tenha havido prejuízos fiscais, tenham sido concedidos benefícios fiscais, ou estejam em curso inspecções, reclamações ou impugnações, casos estes em que, dependendo das circunstâncias, os prazos são alargados ou suspensos. Deste modo, as declarações fiscais da Empresa e suas subsidiárias dos anos de 2011 a 2014 poderão vir ainda ser sujeitas a revisão.
O Conselho de Administração da Empresa entende que as eventuais correcções resultantes de revisões/inspecções por parte das autoridades fiscais àquelas declarações de impostos não terão um efeito significativo nas demonstrações financeiras consolidadas em 31 de Dezembro de 2014 e 2013.
31.12.2014 31.12.2013
Matérias-primas, subsidiárias e de consumo 41.019.801 38.456.603
Produtos e trabalhos em curso 575.585 313.802
Produtos acabados e intermédios 18.016.209 20.945.066
59.611.596 59.715.471
Perdas de imparidade acumuladas (Nota 22) (4.886.156) (4.886.156)
54.725.440 54.829.315 Matérias primas, subsidiárias e de consumo Produtos acabados e intermédios Produtos e trabalhos em curso Activos biológicos Total Saldo inicial 38.456.603 20.945.066 313.802 107.502.958 167.218.429 Compras 254.479.369 - - - 254.479.369 Regularização de existências (1.578.071) - - (144.777) (1.722.848) Existências finais (41.019.801) (18.016.209) (575.585) (105.538.783) (165.150.378) 250.338.100 2.928.857 (261.783) 1.819.398 254.824.572 Matérias primas, subsidiárias e de consumo Produtos acabados e intermédios Produtos e trabalhos em curso Activos biológicos Total Saldo inicial 34.825.150 17.872.209 329.076 108.414.774 161.441.209 Compras 251.191.633 - - - 251.191.633 Regularização de existências (1.108.079) 2.312 - (3.965.085) (5.070.852) Existências f inais (38.456.603) (20.945.066) (313.802) (107.502.958) (167.218.429) 246.452.101 (3.070.545) 15.274 (3.053.269) 240.343.561
RELATÓRIO DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO
114
O movimento ocorrido nos activos e passivos por impostos diferidos nos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2014 e 2013 foi como segue:
O detalhe dos activos e passivos por impostos diferidos em 31 de Dezembro de 2014 e 2013, de acordo com as diferenças temporárias que os geraram, é como segue:
De acordo com a legislação em vigor o Grupo utiliza para cálculo dos impostos diferidos relativos às filiais portuguesas uma taxa de 22,5%, a mesma resulta da soma da taxa aprovada para estar em vigor em 2015 e nos anos seguintes que ascende a 21% para o Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas e da derrama cuja taxa é 1,5% para o Grupo Altri, excepto no que respeita a activos por impostos diferidos resultantes de prejuízos fiscais reportáveis, situação em que
2014 Activos por impostos
diferidos
Passivos por impostos diferidos
Saldo em 1.1.2014 31.165.814 17.896.214
Efeitos na demonstração dos resultados:
Aumento/(Redução) de provisões e perdas por imparidade 12.114 -
Harmonização de taxas de amortização 968.953 -
Alteração da taxa de imposto sobre lucros em Espanha (2.785.226) (2.987.259)
Outros efeitos (1.073.985) 703.050
Total de efeitos na demonstração dos resultados (2.878.144) (2.284.209)
Efeitos em capitais próprios:
Justo valor de instrumentos derivados (Nota 28) (746.469) (328.195)
Saldo em 31.12.2014 27.541.201 15.283.810
2013 Activos por impostos
diferidos
Passivos por impostos diferidos
Saldo em 1.1.2013 33.357.371 16.931.978
Efeitos na demonstração dos resultados:
Aumento/(Redução) de provisões e perdas por imparidade 586.902 -
Harmonização de taxas de amortização 780.766 -
Outros efeitos (1.009.682) 636.041
Total de efeitos na demonstração dos resultados 357.986 636.041
Efeitos em capitais próprios:
Justo valor de instrumentos derivados (Nota 28) (2.549.543) 328.195
Saldo em 31.12.2013 31.165.814 17.896.214
31.12.2014 31.12.2013
Activos por impostos diferidos
Passivos por impostos diferidos
Activos por impostos diferidos
Passivos por impostos diferidos Provisões e perdas por imparidade não aceites fiscalmente 3.011.768 - 2.999.654 -
Justo valor dos instrumentos derivados 62.096 - 2.032.500 328.195
Harmonização de políticas contabilísticas 9.941.595 - 8.972.642 -
Prejuízos fiscais reportáveis 13.926.877 - 17.177.112 -
Amortização fiscal do goodw ill - 14.936.296 - 17.177.112
Outros 598.865 347.514 (16.094) 390.907
RELATÓRIO DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO
115
é utilizada uma taxa de 21%. Relativamente à filial Altri, SL sedeada em Espanha a taxa utilizada no cálculo dos activos e passivos por impostos diferidos foi de 25% por ser a taxa de imposto aprovada para estar em vigor naquele país a partir de 1 de Janeiro de 2015 (30% até 31 de Dezembro de 2014).
De acordo com a legislação em vigor em Portugal, para o exercício findo em 31 de Dezembro de 2014 a taxa base de imposto sobre os rendimentos em vigor foi de 23% (25% em 2013).
Adicionalmente, de acordo com a legislação em vigor em Portugal durante o exercício findo em 31 de Dezembro de 2014 a derrama estadual correspondeu à aplicação de uma taxa adicional de 3% sobre a parte do lucro tributável entre 1,5 e 7,5 milhões de Euros, de 5% sobre a parte do lucro tributável entre 7,5 e 35 milhões de Euros e de 7% sobre o lucro tributável acima de 35 milhões de Euros.
Em 31 de Dezembro de 2014 foram avaliados os impostos diferidos a reconhecer resultantes de prejuízos fiscais, os quais só são registados na medida em que seja provável que ocorram lucros tributáveis no futuro e que possam ser utilizados para recuperar as perdas fiscais ou diferenças tributárias dedutíveis. Em 31 de Dezembro de 2014 os activos por impostos diferidos relativos a prejuízos fiscais são provenientes da Altri SL sendo que atendendo às perspectivas de resultados fiscais dos anos seguintes é convicção do Conselho de Administração da Altri que os mesmos são recuperáveis na totalidade.
Os impostos sobre o rendimento reconhecidos na demonstração dos resultados dos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2014 e 2013 podem ser detalhados como segue:
A reconciliação do resultado antes de imposto para o imposto do exercício é como segue:
Os benefícios fiscais em 31 de Dezembro de 2014 e 2013 correspondem sobretudo à utilização da parte do crédito de
imposto atribuído pelo Estado Português às filiais Celbi -Celulose Beira Industrial (Celbi), S.A. e Celtejo – Empresa de
Celulose do Tejo, S.A. (em 2013 apenas) no âmbito do incentivo fiscal ao investimento no aumento da capacidade produtiva (Nota 21).
13. CLIENTES
Em 31 de Dezembro de 2014 e 2013 esta rubrica tinha a seguinte composição:
31.12.2014 31.12.2013
Imposto corrente (2.629.133) (9.639.244)
Imposto diferido (593.935) (278.055)
(3.223.068) (9.917.299)
31.12.2014 31.12.2013
Resultado antes de Imposto 40.613.548 65.983.402
Taxa de Imposto (incluindo taxa máxima e derrama) 24,50% 26,50%
(9.950.319) (17.485.602)
Benefícios fiscais 11.013.360 13.247.089
Derrama estadual (1.374.693) (3.218.219)
Outros efeitos (2.911.416) (2.460.567)
Imposto sobre o rendimento (3.223.068) (9.917.299)
31.12.2014 31.12.2013
Clientes, conta corrente 89.132.659 82.146.755
Clientes de cobrança duvidosa 44.632 112.548
89.177.291 82.259.303 Perdas de imparidade acumuladas em clientes (Nota 22) (309.158) (1.964.665) 88.868.133 80.294.638
RELATÓRIO DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO
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A exposição do Grupo ao risco de crédito é atribuível antes de mais às contas a receber da sua actividade operacional. Os montantes apresentados na demonstração da posição financeira encontram-se líquidos das perdas acumuladas de imparidade para cobranças duvidosas que foram estimadas pelo Grupo, de acordo com a sua experiência e com base na sua avaliação da conjuntura e envolventes económicas. O Conselho de Administração entende que os valores
contabilísticos das contas a receber se aproximam do seu justo valor, uma vez que as mesmas não vencem juros e o efeito de desconto é considerado imaterial.
Em 31 de Dezembro de 2014 e 2013, a antiguidade do valor líquido do saldo de clientes pode ser analisada como segue:
O Grupo contratou seguros de crédito para cobrir o risco de incobrabilidade de parte destas contas a receber, como segue:
O Grupo não cobra quaisquer encargos de juros enquanto os prazos de pagamento definidos (em média 60 dias) estejam a ser respeitados. Findos esses prazos, são cobrados os juros que estiverem definidos contratualmente, e de acordo com a lei em vigor e aplicável a cada situação, o que tenderá a ocorrer só em situações extremas.
O Conselho de Administração entende que as contas a receber que não se encontram vencidas serão integralmente realizadas, tendo em conta o histórico de pagamentos e as características das contrapartes.