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DECLARAÇÃO DE RESPONSABILIDADE

12. IMPOSTOS CORRENTES E DIFERIDOS

O montante registado, no exercício findo em 31 de Dezembro de 2017, como “Regularização de existências” na rubrica “Activos biológicos” refere-se, essencialmente, ao impacto dos incêndios florestais ocorridos em 2017.

Durante o exercício findo em 31 de Dezembro de 2017, o Grupo capitalizou 10,4 milhões de Euros de despesas com florestação e rendas e o total de cortes ascendeu a 13 milhões de Euros.

O custo das vendas do exercício findo em 31 de Dezembro 2016 ascendeu a 244.831.197 Euros e foi apurado como segue:

12. IMPOSTOS CORRENTES E DIFERIDOS

De acordo com a legislação em vigor, as declarações fiscais estão sujeitas a revisão e correcção por parte das autoridades fiscais durante um período de quatro anos (cinco anos para a Segurança Social), excepto quando tenha havido prejuízos fiscais, tenham sido concedidos benefícios fiscais, ou estejam em curso inspecções, reclamações ou impugnações, casos estes em que, dependendo

31.12.2017 31.12.2016 Matérias-primas, subsidiárias e de consumo 40.917.165 43.933.573

Produtos e trabalhos em curso 597.793 433.360

Produtos acabados e intermédios 17.016.107 22.463.355 58.531.065 66.830.288 Perdas por imparidade acumuladas (Nota 21) (7.803.018) (7.939.874) 50.728.047 58.890.414

Matérias primas, subsidiárias e de consumo Produtos acabados e intermédios Produtos e trabalhos em curso Activos biológicos Total Saldo inicial 43.933.573 22.463.355 433.360 102.682.643 169.512.931 Compras 225.441.209 27.109.894 - 47.326 252.598.428 Regularização de existências - 10 - (5.822.006) (5.821.996) Existências finais (37.253.441) (17.016.107) (597.793) (104.410.752) (159.278.093) 232.121.340 32.557.152 (164.433) (7.502.790) 257.011.270

Matérias primas, subsidiárias e de consumo

Produtos acabados e intermédios

Produtos e trabalhos em

curso Activos biológicos Total

Saldo inicial 41 090 037 22 096 632 594 728 101 852 921 165 634 318 Compras 247 869 000 - - - 247 869 000 Capitalizações - - - 12 430 199 12 430 199 Cortes - - - (11 352 362) (11 352 362) Regularização de existências - - - (237 026) (237 026) Existências finais (43 933 573) (22 463 355) (433 360) (102 682 643) (169 512 931) 245 025 464 (366 723) 161 368 11 088 244 831 197

IV. Demonstrações financeiras consolidadas e notas anexas

O Conselho de Administração da Empresa entende que as eventuais correcções resultantes de revisões/inspecções por parte das autoridades fiscais àquelas declarações de impostos não terão um efeito significativo nas demonstrações financeiras consolidadas em 31 de Dezembro de 2017. O detalhe dos activos e passivos por impostos diferidos em 31 de Dezembro de 2017 e 2016, de acordo com as diferenças temporárias que os geraram, é como segue:

O movimento ocorrido nos activos e passivos por impostos diferidos nos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2017 e 2016 foi como segue:

31.12.2017 31.12.2016

Activos por impostos diferidos

Passivos por impostos diferidos

Activos por impostos diferidos

Passivos por impostos diferidos Provisões e perdas por imparidade não aceites fiscalmente 2.550.505 - 4.083.860 -Justo valor dos instrumentos derivados 402.024 1.365.316 1.087.961

-Fundo de pensões 328.091 - 273.807

-Harmonização de políticas contabilísticas 10.130.153 1.243.982 10.505.104 1.277.096

Prejuízos fiscais reportáveis - - 5.014.435

-Reavaliação de ativos fixos 21.642.646 - 17.582.852

-Justo valor dos activos biológicos 2.010.219 - -

-Amortização fiscal do goodwill (Espanha) - 19.820.107 - 17.114.506

Outros 713.254 574.304 960.883 340.017

37.776.892 23.003.709 39.508.901 18.731.619

2017 Activos por impostos diferidos

Passivos por impostos diferidos

Saldo em 1.1.2017 39.508.901 18.731.619

Efeitos na demonstração dos resultados:

Aumento/(Redução) de provisões e perdas por imparidade (1.533.355)

-Harmonização de taxas de amortização (374.951) (33.114)

Alteração da taxa de imposto utilizada no cálculo dos activos por

impostos diferidos da Celbi 4.059.794

-Prejuízos fiscais reportáveis (5.014.435)

-Justo valor dos activos biológicos 2.010.219

-Amortização fiscal do Goodwill (Espanha) - 2.705.601

Outros efeitos (247.628) 234.287

Total de efeitos na demonstração dos resultados (1.100.356) 2.906.774

Efeitos em capitais próprios:

Justo valor de instrumentos derivados (Nota 26) (685.937) 1.365.316

Fundos de pensões 54.284

-Total de efeitos em outro rendimento integral (631.653) 1.365.316

IV. Demonstrações financeiras consolidadas e notas anexas

A subsidiária Celulose Beira Industrial (Celbi) optou em 2016 pela aplicação do regime facultativo de reavaliação do activo fixo tangível e propriedades de investimento, previsto no Decreto-Lei nº 66/2016, de 3 de Novembro. Neste âmbito, sobre a reserva de reavaliação constituída, incidiu tributação autónoma a uma taxa de 14%. De referir que dois terços deste valor já foram pagos em 2016 e 2017 e o restante será pago até 15 de Dezembro de 2018 (Nota 15). Adicionalmente, as respectivas depreciações deverão ser dedutíveis, para efeitos fiscais, a partir do exercício de 2018, para efeitos de determinação do lucro tributável, pelo que nos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2017 e 2016 o Grupo registou um activo por imposto diferido no montante aproximado de 21.600.000 Euros e 17.600.000 Euros, respectivamente. A alteração no montante registado de 2016 para 2017 refere-se à alteração da taxa de imposto utilizada no cálculo dos activos por impostos diferidos da Celbi, conforme referido abaixo. Esta reavaliação, efectuada exclusivamente para efeitos fiscais não produziu qualquer impacto no valor contabilístico dos activos fixos.

De acordo com a legislação em vigor o Grupo utiliza para cálculo dos impostos diferidos relativos às subsidiárias portuguesas uma taxa de 22,5%, resultando a mesma da soma da taxa aprovada para estar em vigor em 2018 e nos anos seguintes que ascende a 21% para o Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas e da derrama municipal cuja taxa é 1,5% para o Grupo Altri, excepto no que respeita a activos por impostos diferidos resultantes de prejuízos fiscais reportáveis, situação em que é utilizada uma taxa de 21% e excepto no que respeita a activos por impostos diferidos da subsidiária Celbi, situação em que é utilizada a taxa de 28% correspondente à taxa efectiva expectável para esta subsidiária (tendo em consideração que a mesma suporta actualmente derrama estadual à taxa máxima de 7%).

Relativamente à filial Altri, SL sedeada em Espanha a taxa utilizada no cálculo dos activos e passivos por impostos diferidos foi de 25% por ser a taxa de imposto em vigor naquele país.

De acordo com a legislação em vigor em Portugal, para os exercícios findos em 31 de Dezembro de 2017 e 2016 a taxa base de imposto sobre os rendimentos em vigor foi de 21%.

Adicionalmente, de acordo com a legislação em vigor em Portugal durante o exercício findo em 31 de Dezembro de 2017 a derrama estadual correspondeu à aplicação de uma taxa adicional de 3% sobre a parte do lucro tributável entre 1,5 e 7,5 milhões de Euros, de 5% sobre a parte do lucro tributável

2016 Activos por impostos diferidos

Passivos por impostos diferidos

Saldo em 1.1.2016 27.060.866 15.871.624

Efeitos na demonstração dos resultados:

Aumento/(Redução) de provisões e perdas por imparidade 786.146

-Harmonização de taxas de amortização 576.729 1.277.096

Prejuízos fiscais reportáveis (8.175.644)

-Reavaliação de ativos fixos - Decreto nº 66/2016 17.582.852

-Amortização fiscal do Goodwill (Espanha) - 1.555.864

Outros efeitos 316.185 27.035

Total de efeitos na demonstração dos resultados 11.086.268 2.859.995

Efeitos em capitais próprios:

Justo valor de instrumentos derivados (Nota 26) 1.087.961

-Fundos de Pensões 273.807

-Total de efeitos em outro rendimento integral 1.361.767

IV. Demonstrações financeiras consolidadas e notas anexas

Em 31 de Dezembro de 2017 foram avaliados os impostos diferidos a reconhecer resultantes de prejuízos fiscais, os quais só são registados na medida em que seja provável que ocorram lucros tributáveis no futuro e que possam ser utilizados para recuperar as perdas fiscais ou diferenças tributárias dedutíveis. Em 31 de Dezembro de 2016 os activos por impostos diferidos relativos a prejuízos fiscais eram provenientes da subsidiária Altri SL. Atendendo às alterações no regime fiscal espanhol relativamente à amortização fiscal do goodwill aquele montante foi totalmente anulado no exercício findo em 31 de Dezembro de 2017, tendo por base o montante de prejuízos fiscais recuperáveis num horizonte temporal de 10 anos e a expectativa do Grupo de gerar resultados fiscais suficientes naquela subsidiária para recuperar o referido montante.

É convicção do Conselho de Administração da Altri que os activos por impostos diferidos registados em 31 de Dezembro de 2017 são recuperáveis na totalidade.

De acordo com as declarações fiscais das empresas que apresentavam, em 31 de Dezembro de 2016, activos por impostos diferidos por prejuízos fiscais reportáveis os mesmos eram reportáveis como segue:

Em 31 de Dezembro de 2017, não foram registados, numa óptica de prudência, activos por impostos diferidos registados relativos a prejuízos fiscais reportáveis.

Em 31 de Dezembro de 2016 parte dos prejuízos fiscais reportáveis existentes àquela data não deram origem, também numa óptica de prudência, a activos por impostos diferidos. O detalhe desses prejuízos fiscais que não geraram activos por impostos diferidos é como segue:

31.Dezembro.2016 Prejuízo fiscal Activos por impostos diferidos Data limite de utilização

Com data limite de utilização

Gerados em 2006 3.177.427 794.356 2024 Gerados em 2007 12.911.289 3.227.821 2025 Gerados em 2008 3.969.034 992.258 2026 Gerados em 2009 - - 2027 Gerados em 2010 - - 2028 Gerados em 2011 - - 2029 20.057.751 5.014.435 31.Dezembro.2017 31.Dezembro.2016

Prejuízo fiscal Crédito de

imposto

Data limite de

utilização Prejuízo fiscal

Crédito de imposto

Data limite de utilização Com data limite de utilização

Gerados em 2006 3.177.427 794.357 2024 - - 2024 Gerados em 2007 24.311.348 6.077.837 2025 11.400.059 2.850.015 2025 Gerados em 2008 16.666.932 4.166.733 2026 12.697.898 3.174.474 2026 Gerados em 2009 12.004.490 3.001.123 2027 12.004.490 3.001.123 2027 Gerados em 2010 5.095.252 1.273.813 2028 5.095.252 1.273.813 2028 Gerados em 2011 123.134 30.784 2029 123.134 30.784 2029

Gerados em 2016 177.243 44.311 sem limite

IV. Demonstrações financeiras consolidadas e notas anexas

Os impostos sobre o rendimento reconhecidos na demonstração dos resultados dos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2017 e 2016 podem ser detalhados como segue:

A reconciliação do resultado antes de imposto para o imposto do exercício é como segue:

Os benefícios fiscais resultam de contratos de concessão de incentivos fiscais assinados com a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal E.P.E. (AICEP).

A Caima Indústria, no exercício de 2014 assinou novo contrato de concessão de incentivos financeiros e fiscais ao abrigo do Decreto-Lei n.º 287/2007 com a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal E.P.E. (AICEP) para um montante de investimento global de 35.161.000 Euros (Nota 20). Associado ao investimento, o Estado português concedeu um incentivo fiscal correspondente a um crédito fiscal em sede de IRC no montante máximo de 15% das aplicações relevantes.

Em Dezembro de 2016, a Celbi assinou um novo contrato de concessão de incentivos financeiros e fiscais ao abrigo do disposto no nº1 do artigo 5º do Decreto-lei nº 191/2014, de 31 de Dezembro, com a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal, E.P.E. (AICEP), tendo o projecto, de competitividade e internacionalização, sido considerado pelo Estado Português de interesse estratégico e de relevância para a economia nacional (Nota 20). O Estado Português concedeu um Incentivo Fiscal correspondente a um crédito fiscal em sede de IRC no montante máximo de 15,75% das aplicações relevantes.

Em Dezembro de 2016, a Celtejo assinou um novo contrato de concessão de incentivos financeiros e fiscais ao abrigo do disposto no nº1 do artigo 5º do Decreto-lei nº 191/2014, de 31 de Dezembro, com a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal, E.P.E. (AICEP), tendo o projecto, que visa introduzir inovações no processo de produção de pasta de papel tissue, com uma nova abordagem à produção que se mostra mais eficiente e produtiva, sido considerado pelo Estado Português de interesse estratégico e de relevância para a economia nacional (Nota 20). O Estado Português concederá um Incentivo Fiscal correspondente a um crédito fiscal em sede de IRC no montante máximo de 11,95% das aplicações relevantes. Na presente data, este contrato aguarda ainda a aprovação pela Comissão Europeia, não tendo sido deduzido qualquer montante ao abrigo do mesmo. 31.12.2017 31.12.2016 Imposto corrente (18.513.242) (31.946.381) Imposto diferido (4.007.130) 8.226.273 (22.520.372) (23.720.108) 31.12.2017 31.12.2016

Resultado antes de Imposto 118.588.540 100.697.934

Taxa de Imposto (incluindo taxa máxima e derrama) 22,50% 22,50% (26.682.422) (22.657.035)

Benefícios fiscais 9.306.223 4.137.267

Impostos diferidos (3.405.255) 9.674.141

Tributação autonoma - reavaliação de activos - (10.940.441)

Derrama estadual (6.167.822) (4.343.437)

Outros efeitos 4.428.904 409.397

IV. Demonstrações financeiras consolidadas e notas anexas

13. CLIENTES

Em 31 de Dezembro de 2017 e 2016 esta rubrica tinha a seguinte composição:

A exposição do Grupo ao risco de crédito é atribuível antes de mais às contas a receber da sua actividade operacional. Os montantes apresentados na demonstração da posição financeira encontram-se líquidos das perdas acumuladas de imparidade para cobranças duvidosas que foram estimadas pelo Grupo, de acordo com a sua experiência e com base na sua avaliação da conjuntura e envolventes económicas. O Conselho de Administração entende que os valores contabilísticos das contas a receber se aproximam do seu justo valor, uma vez que as mesmas não vencem juros e o efeito de desconto é considerado imaterial.

Em 31 de Dezembro de 2017 e 2016, a antiguidade do valor líquido do saldo de clientes pode ser analisada como segue:

O Grupo contratou seguros de crédito para cobrir o risco de incobrabilidade de parte destas contas a receber, como segue:

O Grupo não cobra quaisquer encargos de juros enquanto os prazos de pagamento definidos (em média 60 dias) estejam a ser respeitados. Findos esses prazos, são cobrados os juros que estiverem definidos contratualmente, e de acordo com a lei em vigor e aplicável a cada situação, o que tenderá a ocorrer só em situações extremas.

O Conselho de Administração entende que as contas a receber que não se encontram vencidas serão integralmente realizadas, tendo em conta o histórico de pagamentos e as características das contrapartes.

31.12.2017 31.12.2016 Clientes, conta corrente 113.438.615 92.525.897

Clientes de cobrança duvidosa 37.045 40.081

113.475.660 92.565.978 Perdas de imparidade acumuladas em clientes (Nota 21) (190.977) (304.606)

113.284.683 92.261.372

31.12.2017 31.12.2016

Não vencido 83.088.870 66.795.078

Vencido mas sem registo de imparidade

0 - 30 dias 27.376.151 20.018.456

30 - 90 dias 1.494.175 4.392.502

+ 90 dias 1.325.487 1.055.335

113.284.683 92.261.372

31.12.2017 31.12.2016

Com seguro de crédito 94.352.484 76.872.180

Sem seguro de crédito 19.123.176 15.693.797

IV. Demonstrações financeiras consolidadas e notas anexas