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4 RESULTADOS E DISCUSSÃO

4.4 Incremento em diâmetro

Em relação ao incremento em diâmetro (mm) de mudas, a análise de regressão aplicada às concentrações de AIB constatou que os dados não se ajustaram a nenhuma das equações de regressão (Tabela 10). Observa-se, numericamente, que o maior valor encontrado foi quando se utilizou 6 g/l de AIB (Gráfico 13), mesmo não sendo considerada diferença significativa entre os tratamentos.

Rose et al. (1990) relatam que o diâmetro do colo (DC) está intimamente relacionado ao vigor da muda, e os caules com maiores diâmetros tendem a ter maiores gemas, as quais possuem um elevado número de primórdios foliares pré- formados que se desenvolveram para ser os primeiros brotos de crescimento após o plantio.

Tabela 10 – Resumo da análise de regressão do incremento diâmetro (mm) de mudas de Cnidoscolus quercifolius, após 66 dias no viveiro florestal, produzidas pelo processo de alporquia, Patos-PB, 2011

FV GL QM(1) Regressão Linear 1 0.51233 ns Regressão Quadrática 1 0.02118 ns Regressão Cúbica 1 0.05115 Regressão 4º grau 1 0,02689 Tratamentos 4 0.15288 Resíduo 20 0,28871 Média 1.12204 CV % 47.88808 ns não significativo (p > .05) (1) Dados transformados em Fonte - Brito, (2011)

Gráfico 13 – Incremento em diâmetro (mm) de mudas de Cnidoscolus quercifolius, após 66 dias no viveiro florestal, produzidas pelo processo de alporquia, Patos-PB, 2011

Fonte - Brito, (2011)

Segundo Ritchie e Landis (2008), numerosos estudos mostram que o DC é o melhor indicador do desempenho após o plantio e, consequentemente, da qualidade da muda e que estes resultados foram utilizados para definir os graus de qualidade 50

das mudas. Como tais definições variam conforme as condições dos sítios, os graus de qualidade deverão ser desenvolvidos para cada espécie e sitio específico. Os mesmos autores apresentam diversas situações ambientais nas quais mudas de maiores e menores DC tiveram melhor desempenho após o plantio. Tais diferenças marcadas ocorrem quando existem, no ambiente, fatores condicionantes do crescimento (neve, animais, vegetação competidora, ambientes muitos secos, temperaturas extremas).

Tanto os produtores de mudas quanto os silvicultores, ao tratarem a qualidade da muda, consideram: a sanidade, o diâmetro do colo, a altura da muda, o desenvolvimento do sistema radicular, a lignificação do caule e o material genético como as principais características.

Segundo Arriel et al. (2005), dois caracteres importantes, sobretudo em condições de viveiro, e que são de fácil mensuração e não destrutiva são a altura e o diâmetro. Verificou-se que o diâmetro proporcionou correlações significativas (P < 0,01) e altas com quase todos os componentes da matéria seca da planta, o que é muito importante. Toma-se como exemplo a correlação D x MSR. O sistema radicular da faveleira tem uma importância fundamental para a reserva de nutrientes e, principalmente, de água (DUQUE, 1980), sobretudo na fase inicial de seu estabelecimento no campo, para resistir aos grandes períodos de estiagem, comuns na região de sua ocorrência. Desta forma, mudas com um bom desenvolvimento de raízes são desejáveis. No entanto, para a avaliação deste caráter, há necessidade de se destruir a planta. A avaliação do diâmetro pode ser uma alternativa, em virtude de sua alta correlação com a MSR e também com os outros caracteres de biomassa. O mesmo não foi encontrado entre MSR e altura, sendo, portanto, a altura um caráter não recomendado para a seleção de plantas com bom desenvolvimento do sistema radicular. Uma forte associação entre diâmetro e caracteres de interesse econômico tem sido encontrada para outras espécies florestais, tanto em plantas jovens como em adultas (PAIVA et al., 1983; GONÇALVES et al., 1984; BOVI et al., 1991; GONÇALVES et al., 1998).

A análise de regressão aplicada às concentrações de AIB constatou que os dados para a massa fresca total não se ajustaram a nenhuma das equações de regressão (Tabela 11). Observa-se que o menor valor encontrado foi quando se

utilizou a 1,5 g/l de AIB (Gráfico 14), mesmo não sendo considerada diferença significativa entre os tratamentos.

Silva et al. (2010) constataram que massa fresca total da espécie Adenanthera pavonina L. foi melhor, comparada com a espécie Mabea fistulifera Mart.

Tabela 11 – Resumo da análise de regressão do massa fresca total de mudas de Cnidoscolus quercifolius, após 66 dias no viveiro florestal, produzidas pelo processo de alporquia. Patos-PB, 2011

FV GL QM(1) Regressão Linear 1 0.90471 ns Regressão Quadrática 1 2.90957 ns Regressão Cúbica 1 10.68340 Regressão 4º grau 1 0.60204 Tratamentos 4 3.77493 Resíduo 20 2.04145 Média 8.52065 CV % 16.76859 ns não significativo (p > .05) (1) Dados transformados em Fonte - Brito, (2011)

Gráfico 14 – Massa fresca total de mudas de Cnidoscolus quercifolius, após 66 dias no viveiro florestal, produzidas pelo processo de alporquia, Patos-PB, 2011.

Fonte - Brito, (2011)

Em relação à análise de regressão aplicada às concentrações de AIB, constatou-se que os dados não se ajustaram a nenhuma das equações de regressão para massa seca total (Tabela 12). Os tratamentos 1,5 g/l e 3,0 g/l de AIB obtiveram menores incrementos de massa seca total, mesmo não sendo considerada diferença significativa. As demais concentrações apresentaram um comportamento parecido entre si (Gráfico 15).

Silva et al. (2010), constataram que a massa seca total foi melhor para a espécie Adenanthera pavonina L., comparada com a espécie Mabea fistulifera Mart. Tabela 12 – Resumo da análise de regressão do massa seca total de mudas de

Cnidoscolus quercifolius, após 66 dias no viveiro florestal, produzidas pelo processo de alporquia, Patos-PB, 2011

FV GL QM(1) Regressão Linear 1 351.66766 ns Regressão Quadrática 1 1373.74238 ns Regressão Cúbica 1 2233.00215 Regressão 4º grau 1 27.76707 Tratamentos 4 996.54482 Resíduo 20 451.10634 Média 126.00352 CV % 16.85609 ns não significativo (p > .05) (1) Dados transformados em Fonte - Brito, (2011)

Gráfico 15 – Massa seca total de mudas de Cnidoscolus quercifolius, após 66 dias no viveiro florestal produzidas pelo processo de alporquia. Patos-PB, 2011.

Fonte - Brito, (2011)

Não foi encontrado registro na literatura sobre avaliação e qualidade de mudas clonadas pelo processo de alporquia, notadamente para a espécie Cnidoscolus quercifolius faveleira.

- A maioria dos alporques emitiu suas primeiras raízes adventícias, na superfície do substrato, por volta dos 35 dias após a instalação do experimento, com a maior percentagem acumulada de alporques enraizados no tratamento que utilizou a concentração de 4,5 g/l de AIB;

- As maiores concentrações de AIB proporcionaram as maiores porcentagens de enraizamento nos alporques, atingido 90% e 80%, para as doses de 4,5 e 6,0 g/l de AIB, respectivamente;

- A partir dos 63 dias, na maioria absoluta dos tratamentos, não foi observado incremento de alporques enraizados, evidenciando que um período de dois meses é suficiente para o surgimento de raízes;

- Foi constatado efeito linear positivo, com o aumento das concentrações do Ácido Indol Butírico (AIB) para as variáveis comprimento da maior raiz e comprimento da raiz principal;

- O ácido indol bultírico (AIB) não influenciou significativamente no incremento em diâmetro (mm), porém observou-se maior valor quando se utilizou 6 g/l de AIB.

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