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Indicadores de Sustentabilidade de Sistema Fluvial

A análise multi-critério foi profundamente estudada a partir da dinâmica espacial e temporal de parâmetros de qualidade e quantidade, coletados experimentalmente por Benassi (2006). Posteriormente, Almeida Neto (2007) integrou estes resultados incluindo: a) análise de incertezas hidráulicas e hidrológicas, b) hidroperíodo e pulsos, analisados experimentalmente a partir da ecologia fluvial, que incorpora três estágios: b.1, rio sem extravasamento, b.2 rio conectado à planície de inundação, e b.3, fase de recessão, c) levantamento plani-altimétrico complementar dos pontos característicos da várzea experimental, d) estabelecimento de nova curva de área alagada versus altura d´água do rio, e) inovação ao incluir o estudo a partir de “hemisfério limnológico/ecológicos e do hemisfério hidráulico/hidrológico. Resultado: devido à alta dinâmica temporal e espacial da várzea experimental, os dados coletados mostram-se altamente não-lineares.

Os indicadores de sustentabilidade de sistema fluvial, nas micro-bacias analisadas, respondem à teoria de hidráulica fluvial proposta na Figura A-1. Os indicadores enquadram-se a partir de categorias (primeira colunada tabela A-1), detalhadas por 18 variáveis (terceira coluna da Tabela A-1), relativas ao setor de interação (“bacia-rio”; “bacia-várzea”; “rio- várzea”, correspondendo à segunda coluna da Tabela A-1). Estes indicadores foram sugeridos para responder aos cenários de sustentabilidade do Projeto Temático FAPESP nº. 02/13449-1 Intitulado: “Estudo dos sistemas naturais e artificiais redutores de cargas poluidoras para sustentabilidade dos recursos hídricos do Baixo Ribeira de Iguape”

Tabela A-1 – Indicadores de Sustentabilidade Fluvial C at eg or ia (F ig . A -1 )

Indicador da interação: Variável [unidade]

C on ti nu id ad e (bacia-rio): indicador associado ao número e extensão de canais da rede de drenagem e da freqüência de inundações máximas da várzea, responsáveis pela manutenção da perenização dos rios e pela integração de processos subterrâneos e superficiais. São responsáveis pelo potencial de

autodepuração de cargas em escala macro.

X1: número de sub-bacias afluentes laterais por unidade de comprimento longitudinal do rio principal [Nro./km]

X2: densidade de afluentes na drenagem [km/km2] X3: freqüência de ocorrência de completa

ocupação da várzea por inundações máximas [Nro./décadas]

X4: fração de áreas de lagoas dentro das áreas de várzeas [km/km2, %]

X5: relações de perímetro molhado da seção potencial máxima de várzea (incluindo o canal) e o perímetro do canal principal [m/m, %]

D iv er si da de (bacia-várzea): quantificação de áreas alagadas permanentes em relação ao total de áreas alagadas da várzea, como indicativo de proporção de sistemas lênticos internos com potencial de intercâmbio de nutrientes, energia e/ou informação com o leito principal, que responde aos processos de chuva-vazão- propagação na decorrência de precipitações sazonais.

X6: valor relativo, quociente das áreas alagadas nas várzeas com relação à área total de várzeas

disponíveis para alagamento [km/km2, %] X7: valor relativo, quociente do total de áreas de várzeas com relação à área total da bacia de contribuição de montante [km/km2. %]

X8: número de usos e ocupações diferentes por unidade de área de várzea [Nro/km]

D in âm ic a (bacia-várzea): mecanismo não-linear de processos multivariados de nutrientes, informação e energia

intercambiada sob situações de limnofase e potamofase.

X9: valor relativo, quociente do tempo de manutenção de áreas alagadas nas várzeas após ocorrência de alturas máximas, relativas à duração do pulso respectivo [dias/dias, %]

X10: valor relativo, quociente do tempo de

extravasamento de pulso, acima de cota de conexão rio-várzea, sobre o tempo de duração de pulso total [dias/dias, %]

R es ili ên ci a (várzea-rio): capacidade recuperação potencial do indicador e/ou de alcança novo equilíbrio sob a ocorrência de entradas de matéria, energia e/ou informação. V ul ne ra bi lid ad e (várzea-rio): análise de ri sua gestão em áreas alaga como forma de quantific de três fatores: ameaça (probabilidade ou tempo retorno), vulnerabilidade custos indiretos de falta o excesso de um serviço ambiental) e exposição (localização relativa da á análise, dentro da várzea relação ao rio principal, contribuinte de matéria, energia e/ou informação intercambiada com a vár

Figura A-2 – Sistemas (em negrito) e (20

e de do

çar um de

X11: taxa de câmbio da diferença d produção primária entre áreas prese degradadas, dentro da várzea [g Bio X12: taxa de mudança da vazão par de mudança da altura hidrométrica, curva-chave em situações: a) antes d extravazamento, e b) depois do extr [m3/s/m]

X13: superfície dimensional de “loo indicador de produção primária vers hidrométrica

X14: superfície dimensional de “loo indicador de produção primária vers alagada risco e agadas icação o de de (ou a ou área de ea, em , o árzea).

X15: diferença de indicador de prod para situações “durante” e “após” va inundação máxima, com relação ao do estravazamento [g/g, %]

X16: mudança das vazões Q5% e Q de permanência do rio, como impac ações antrópicas e/ou do uso [m3/s] X17: mudança de valores de probab Q95%, como impactos diretos de aç e/ou do uso [Probabilidade],

X18: produto de velocidade média v profundidade média [m2/s]

) e princípios operacionais (em itálico) da pesquisa. F 2001), MENDIONDO et. al (2000a).

de resposta de servadas e áreas

iomassa/dias] ara cada unidade a, indicado na s do travazamento loops” do ersus altura loops” do ersus altura área rodução primária, valor de o valor “antes” Q95%, na curva actos diretos de /s] abilidade de ações antrópicas ia vezes . Fonte: Mendiondo

Os cenários propostos (figuras A-2, A-3, A-4 e A-5) são análises preliminares de causa-efeito e causa comum, que avaliam os efeitos (impactos) de ocupações e usos das várzeas. Esses cenários são construídos a partir de curvas eco-hidrológicas. Entre as 18 variáveis escolhidas (ver Tabela anterior) apresentam-alguns dos impactos previstos

Figura A-2 – Cenário de recuperação ambiental criado a partir da Curva de Permanência do Rio Jacupiranguinha. Curva-Chave 0 5 10 15 20 25 30 35 0,00 0,50 1,00 1,50 2,00 2,50 Cotas do Rio (m) Vazão (m3/s) Cenário Atual

Novo Cenário Criado com Técnicas de Recuperação Ambiental Cenário Atual

Figura A-4 – Cenário de recuperação ambiental criado a partir das Fases de Inundação do Rio Jacupiranguinha.

Figura A-5 – Cenário de recuperação ambiental criado a partir da Biomassa de Macrófitas do Rio Jacupiranguinha.

Cenário Atual

Novo Cenário Criado com Técnicas de Recuperação Ambiental Cenário Atual

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