• Nenhum resultado encontrado

Indicadores do PCS Programa Cidades Sustentáveis

No documento 2017LucianadaSilva (páginas 79-82)

2.7 Metodologias e conjuntos de indicadores da GRSU

2.7.2 Indicadores da GRSU proveniente de fontes nacionais

2.7.2.3 Indicadores do PCS Programa Cidades Sustentáveis

No Brasil, o Programa Cidades Sustentáveis (PCS), que tem como objetivo sensibilizar, mobilizar e oferecer ferramentas para as cidades brasileiras se desenvolverem de forma sustentável, apresenta uma série de indicadores para a gestão pública sustentável. O PCS é

apartidário, sendo uma realização da Rede Nossa São Paulo, da Rede Social Brasileira por Cidades Justas e Sustentáveis e do Instituto Ethos (organizações da sociedade civil).

O programa oferece uma plataforma que funciona como uma agenda para a sustentabilidade, com um conjunto de indicadores e boas práticas de referência, incorporando de maneira integrada as dimensões social, ambiental, econômica, política e cultural e aborda as diferentes áreas da gestão pública em 12 eixos temáticos (Figura 14), disponíveis para os gestores públicos se guiarem no desenvolvimento das cidades brasileiras de forma sustentável, e para enfrentar esse grande desafio, envolve cidadãos, organizações sociais, empresas e governos (PCS, 2013).

Dentre os eixos do PCS, no eixo consumo sustentável e opções de estilo de vida, composto de sete indicadores, dentre os quais cinco são relacionados aos resíduos sólidos urbanos como a coleta seletiva, a inclusão de catadores no sistema de coleta seletiva, a quantidade de resíduos per capita, a reciclagem de resíduos sólidos e resíduos depositados em aterros sanitários, conforme listados no Anexo O. Complementam estes sete indicadores, a saber, dois indicadores relacionados ao consumo total de eletricidade per capita e consumo total de água (PCS, 2013).

Figura 14 - Eixos temáticos do Programa Cidades Sustentáveis (PCS)

Fonte: PCS (2013)

Em abril de 2016, o Programa Cidades Sustentáveis lançou o Guia da Gestão Pública Sustentável (GPS) atualizado, incorporando os ODS, também conhecidos como Agenda 2030, onde recomenda que o processo de desenvolvimento dos Planos Diretores e Metas Estratégicas das gestões municipais sejam baseados em diretrizes, indicadores e metas organizados em 12 eixos temáticos (PCS, 2016).

Para atingir os objetivos são apresentados os passos para o planejamento da gestão municipal, que são: coleta e organização de informações, mapeamento estratégico e diagnóstico baseados em indicadores, definição das prioridades, visão de futuro e planos de metas, conforme mostra a Figura 15.

Figura 15 - Passos do planejamento para gestão municipal sustentável

Fonte: PCS (2016)

Para a definição dos indicadores, é necessária a análise das forças, fraquezas, oportunidades e ameaças, através da matriz de Análise SWOT ou Análise FOFA (Figura 16), para identificar os indicadores mais críticos e que irão demandar maior esforço da gestão pública e deverão nortear o planejamento estratégico. Cada cidade precisa ter como elemento agregador da sociedade, uma visão de futuro para a cidade, engajando amplos segmentos em prol do planejamento local.

Figura 16 - Matriz de análise “SWOT’ ou “FOFA”

Fonte: Adaptado do PCS (2016)

O eixo temático nº 2 - Bens Naturais Comuns, declara como objetivo principal que a gestão pública sustentável assuma plenamente as responsabilidades para proteger, preservar e assegurar o acesso equilibrado aos bens naturais comuns, que são finitos, e por isso os gestores municipais devem zelar pelo seu uso racional para preservá-los ao longo dos anos. Para isso recomenda trabalhar com os habitantes e entes municipais a prática do consumo consciente, o reaproveitamento e reciclagem de produtos e a compostagem de rejeitos. Destacando, assim, a ligação ao ODS nº 12 – Consumo e Produção Responsáveis, que abrange as questões referentes aos resíduos sólidos. O eixo nº 2 do PCS dialoga diretamente com seis ODS: ODS nº 2 - Fome

zero e agricultura sustentável, ODS nº 6 - Água potável e saneamento, ODS nº 11 - Cidades e comunidades sustentáveis, ODS nº 12 - Consumo e produção responsáveis, ODS nº 14 - Vida na água e ODS nº 15 - Vida terrestre.

O eixo temático nº 9 - Consumo Responsável e Opções de Estilo de Vida declara como objetivo principal da gestão pública sustentável adotar e proporcionar o uso responsável e eficiente dos recursos, incentivar um padrão de produção e consumo sustentáveis. Para isso, recomenda a implantação de um planejamento local sustentável com a educação dos moradores para a diminuição do consumo e do desperdício, a destinação correta de todo tipo de resíduos e a diminuição das emissões de poluentes. O eixo nº 9 do PCS dialoga diretamente com quatro ODS: ODS nº 6 - Água potável e saneamento, ODS nº 7 - Energia limpa e acessível, ODS nº 11 - Cidades e comunidades sustentáveis, ODS nº 12 - Consumo e produção responsáveis.

Contudo, o guia ressalta como primordial que o planejamento integre todas as áreas da administração municipal e seja fundamentado em indicadores, dados e estudos sobre o território municipal (áreas urbanas, de transição e rural), de forma que o conceito da sustentabilidade (socioeconômica, ambiental, política e cultural) seja transversal para as políticas a curto, médio e longo prazos, conforme a Carta-Compromisso a ser firmada pelos prefeitos e prefeitas municipais ao aderirem ao PCS (PCS, 2016).

No Guia revisado em 2016, os indicadores do eixo temático nº 9 - Consumo Responsável e Opções de Estilo de Vida foram ampliados para 15 indicadores totais, e dez indicadores de resíduos. Referente aos indicadores de resíduos foram incluídos, além dos cinco indicadores existentes, mais cinco indicadores: acesso ao serviço de coleta de lixo doméstico, plano de gestão integrada de resíduos sólidos, produção e consumo de orgânicos, recuperação de materiais recicláveis, volume de resíduos orgânicos destinados à compostagem.

Contudo, neste estudo, os indicadores de resíduos acrescidos no eixo temático do PCS (2016), não foram incluídos na lista de indicadores total relacionada, por ainda não constarem na lista de indicadores disponibilizada no site do PCS, embora sejam recomendados no guia. E, também, por já estarem contemplados nas análises realizadas, pertencendo às listas de indicadores sugeridos em outras metodologias analisadas.

No documento 2017LucianadaSilva (páginas 79-82)