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2-INDICADORES, EFICIÊNCIA E RENTABILIDADE DA CCAM DE PAREDES, CRL

No documento RELATORIO E CONTAS CCAM PAREDES (páginas 85-95)

2-INDICADORES, EFICIÊNCIA E RENTABILIDADE DA CCAM DE PAREDES, CRL.

2.1 – RÁCIOS NORMATIVOS DA CAIXA CENTRAL

Seguindo o quadro que representa os rácios normativos da Caixa Central, verificamos que a Caixa mantém todos os valores dentro dos parâmetros recomendados pela supervisão.

Destacamos a diminuição do rácio de eficiência, num ano de significativo crescimento orgânico, pois, o rácio cost to income diminuiu 2,5%, atingindo um valor pouco acima dos 56%; o valor do ativo líquido por colaborador, ultrapassa os quatro milhões e quatrocentos mil euros, representando um aumento em relação ao ano anterior de 13,41%.

Rácios Normativo Caixa Central

Unidade: €uro

Rácio Orientação 31-12-2012 31-12-2013 31-12-2014 31-12-2015 31-12-2016

Variação

Eficiência < 60% 62,35 60,04 61,91 57,72 56,25 -2,55%

Produtividade:

> € 3.000.000 3.334.319€ 3.391.510€ 3.496.427€ 3.907.167€ 4.431.172€ 13,41%

ª Ativo

Líquido/Nº Empregados

ª Produto

Bancário/Nº

Empregados > € 110.000€ 128.191€ 139.783€ 141.747€ 155.302€ 165.869€ 6,8%

Comissões Líquidas/Produto Bancário

> 20% 42,76% 36,86% 36,16% 35,98% 37,35% 3,81%

Garantias obtidas para o crédito concedido

Reais > 65% 72,15% 75,7% 76,42% 77,88% 78,31% 0,57%

Rácio de

Transformação < 85% 77,09% 73,00% 70,67% 68,31% 70,45% 3,13%

2.2 - EVOLUÇÃO DO RÁCIO DE TRANSFORMAÇÃO

Com as novas políticas e dinâmica implementada, 2016 encerrou um ciclo de diminuição do rácio de transformação que se vinha a verificar nos últimos anos (conforme se pode constatar no gráfico abaixo apresentado). Conseguimos atingir os 70%, que entendemos ser um valor, ainda, manifestamente baixo.

2.3 - EVOLUÇÃO DO ROA, ROE E RÁCIO DE SOLVABILIDADE

No quadro seguinte refere-se e destaca-se o desenvolvimento da rentabilidade e rendibilidade da Caixa nos últimos anos, assim como o nível de solvabilidade da Instituição.

O rácio da rentabilidade do ativo (ROA) chegou ao final do ano a 1,20%, acima do ano anterior que foi de 0,98.

O return on equity (ROE), confirma a capacidade da Caixa em termos de rendibilidade dos seus capitais, atingindo no final do ano 2016 um valor a passar os 10%, contra os registados no ano anterior de 8,04%. De destacar aqui o valor deste rácio, comparado com a média do SICAM, que é de 6,6%, no entanto este valor mantém-se muito acima da média da banca portuguesa que é negativo (-2,5%) e até acima da média dos bancos europeus que apresentam uma rendibilidade de 5,4%.

Em termos de solvabilidade, a Caixa Agrícola de Paredes apresentou um rácio CET 1 commun equity tier 1 no valor de 25% (sendo este o rácio mais relevante para avaliar a solidez de uma Instituição, já que mede a relação entre os bons ativos e os ativos ponderados pelo risco, permitindo de forma simples calcular a almofada que a nossa Caixa tem para lidar com algum problema ou quebra súbita e inesperada). De referir que o valor mínimo imposto pelo BCE-Banco Central Europeu é de 8% e, é também de salientar o valor comparado com o sistema financeiro português que apresenta um valor deste rácio de 11%

contra 14% da média europeia, segundo a ABE-Autoridade Bancária Europeia.

De referir que os valores apresentados abaixo, já estão devidamente calculados e enquadrados no novo regulamento comunitário (EU) nº.575/2013 de 26 de junho de 2013.

5iFLRV

5RD

5RH

5iFLR6ROYDELOLGDGH&(7

2.4 – MARGEM FINANCEIRA

O comportamento desta margem teve um crescimento a rondar 1%. Sendo que, depois de um ano (2015) de crescimento acentuado, 14%, foi uma grande tarefa não deixar perder esta margem em 2016 e, por isso, consideramos uma evolução francamente positiva, tendo em conta que a conjuntura atual é nefasta para a boa e sustentada margem financeira.

2.4.1 – MARGEM COMPLEMENTAR

A evolução do saldo de comissões ascendeu acima dos 10% em relação ao ano anterior.

Este acréscimo deveu-se essencialmente ao crescimento da atividade seguradora, que resultou no recebimento de comissões no valor de mais de 260 mil euros, assim como do aumento da atividade creditícia da Caixa, que inevitavelmente impacta mais comissionamento. De referir que esta margem já representa 37% do total do produto bancário.

2.4.2 – PRODUTO BANCÁRIO

O produto da nossa atividade registou um aumento em relação ao ano anterior no valor de quase 7%. Este comportamento deve-se principalmente ao bom desenvolvimento da margem complementar, assim como á manutenção da margem financeira.

2.5 - RECURSOS HUMANOS

2.5.1 - CUSTOS COM O PESSOAL

Esta importante rubrica dos custos operacionais, teve um comportamento abaixo do esperado, dado que mesmo com as habituais subidas de nível dos colaboradores, que habitualmente são efetuadas pela Administração, tanto por obrigatoriedade legal, assim como subidas por mérito, o habitual recurso a estágios remunerados que a Caixa recorre e os prémios de incentivo que habitualmente a Caixa contempla os seus colaboradores impactou no total dos custos com o pessoal, um aumento de 5,49% em relação ao ano anterior. Mesmo assim e com algum esforço de contenção conseguimos um valor abaixo do que estava orçamentado em 1%.

2.5.2 – FORMAÇÃO

Continuamos com o apoio e patrocínio das formações tanto ao nível profissional como académico. Continuamos com o fomento e incentivo de todos os quadros da CCAM de Paredes, que não têm formação superior a frequentar um curso, a fim de conseguir uma licenciatura, que seja importante no exercício das suas funções ao serviço da Caixa. Só com as políticas de formação que a Caixa tem implementado, se consegue os níveis de qualidade de serviço e dinâmica comercial e estamos conscientes, que este grupo de colaboradores é do melhor que existe na banca e é assim que tem que ser. Com o Conselho de Administração, que também tem usufruído do apoio dado à formação, frequentando

dois elementos o Curso Progredir no âmbito do SICAM e o outro elemento uma pós graduação de gestão de bancos, no ISGB-Instituto Superior de Gestão Bancária.

Assim, durante o ano de 2016 os colaboradores e administradores participaram nos seguintes cursos e formações:

- Pós Graduação em Gestão de Bancos no ISGB;

- Licenciatura em Gestão Bancária no ISGB;

- 5ª Ação de divulgação e partilha de conhecimentos – seguros não vida;

- Ação de divulgação e partilha - Auditorias Comuns do SICAM;

- Ações de formação “Imposto de Selo”;

- CA Comercial + - e-learning;

- CA Comercial + presencial – Assistentes e gestores de cliente;

- CA Comercial + presencial – Coordenadores de Agência;

- CA curto prazo, CA dedicado comulação e CA dedicado valorização;

- Conhecimento da moeda metálica do EURO 2016;

- Conhecimento da Nota EURO 2016;

- Contratação na ótica da negociação e formalização do contrato;

- Curso de fundamentos de banca;

- Prevenção do Branqueamento de Capitais e Financiamento do Terrorismo 2016 – A;

- Prevenção do Branqueamento de Capitais e Financiamento do Terrorismo 2016 – B;

- Produtos CA Seguros e aplicação SAVE – Refresh;

- PROGREDIR – Programa especializado de gestão para dirigentes do Crédito Agrícola;

- S.E. “ NIC – Demonstrações Financeiras em Base Individual Aviso nº 5/2015 BdP” – Administração;

- S.E. “ NIC – Demonstrações Financeiras em Base Individual Aviso nº 5/2015 BdP” – Contabilidade / Imparidade;

- Segurança Física Bancária – e-learning;

- Sessões de apoio operativo, introdução do produto CA Saúde na aplicação SAVE;

- Sessões de apresentação “ CA Proteção Hospitalar”;

- Sessões de apresentação “Portal de Informação de Negócio (PIN) – Risco”;

- Sessões de apresentação e demonstração do produto automóvel na aplicação SAVE;

- Sessões de apresentação – Seguros de Crédito;

- Sessões de apresentação – “ Novas Funcionalidades DFOA Imóveis”;

- Sessões de esclarecimento sobre funcionalidades da Collections Box;

- Sessões de esclarecimento – CA Express – PROFILE IBS – Aplicação dos processos documentais EDOC;

- Sessões de esclarecimento – Tramitação Processual e Jurídica no CA Express / PROFILE IBS;

- Sessões de divulgação “ Ferramenta de Gestão de Deficiências do Sistema de Controlo Interno”;

- Suporte Básico de Vida Adulto – Associação Humanitária Bombeiros Voluntários Baltar;

- Prática de Combate a Incêndios – Equipas de Primeira Intervenção “ - Associação Humanitária Bombeiros Voluntários Baltar.

2.5.3 - GASTOS GERAIS ADMINISTRATIVOS

Nesta rubrica de custos operacionais e de funcionamento, temos tentado manter os valores sem crescimento nos últimos anos, este ano o crescimento foi muito residual 1,67%

(+€16.500,00) em relação ao ano anterior. Continuamos a implantar políticas de contenção de forma a aligeirar o aumento de custos e se possível até conte-los.

Nota: De salientar o facto de 2016 ter sido um ano de forte crescimento orgânico da Caixa e não ter nas mesmas proporções o consequente aumento dos custos operacionais e de funcionamento, pois até conseguimos reduzir os rácios, em relação ao ano anterior: Custos

com o Pessoal/Ativo Liquido - ano 2015 era de 0.91% em 2016 foi de 0.85%;

F.S.Terceiros/Ativo Líquido – ano 2015 era de 1.14% em 2016 foi de 1.03%.

2.6 - EVOLUÇÃO DOS RESULTADOS LÍQUIDOS

Relativamente ao resultado líquido da Caixa, com satisfação registamos o exercício de 2016, como a concretização de um resultado histórico, a ultrapassar um milhão de euros, mais quase 40% que o ano anterior.

Este facto é muito importante para a nossa Instituição, visto que praticamente todo o resultado se destina ao reforço dos capitais da Caixa.

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