ANEXO I – CONTEÚDO MÍNIMO DO PLANO DE EMERGÊNCIA INDIVIDUAL
3. INFORMAÇÕES E PROCEDIMENTOS PARA RESPOSTA
A seguir são apresentadas as informações relativas ao sistema de alerta de derramamento e a comunicação do incidente, assim como os procedimentos de resposta necessários a um incidente de poluição por óleo, considerando todos os cenários acidentais definidos no item anterior. São considerados também, os aspectos relacionados à segurança do pessoal envolvido nas ações de resposta.
3.1. SISTEMAS DE ALERTA DE DERRAMAMENTO DE ÓLEO
Todos os colaboradores da CDP devem estar treinados e orientados a informar possíveis vazamento de óleo à base da CDP, imediatamente após o reconhecimento da ocorrência. Após informação de ocorrência de vazamento de óleo, alarme sonoro deve ser acionado conforme demonstra a tabela dos códigos de emergência (Tabela 1). O alarme a ser instalado no Porto deve ser à prova de explosão, com botoeira de simples contato e situado em local de fácil acesso e visualização.
Ao toque desse alarme, todos devem se encaminhar pela Rota de Fuga do Porto ao ponto de concentração, onde devem permanecer aguardando orientações, sob responsabilidade do Coordenador de Segurança. Entretanto, nos casos em que a emergência oferecer maiores riscos, deve ser acionado o toque de “Abandono de Área” e todos devem abandonar a área do Porto seguindo as orientações da Rota de Fuga.
As convenções de alarmes de emergência são estabelecidas conforme quadro abaixo.
Tabela 1: Códigos de emergência
SITUAÇÃO TIPO DE TOQUE
Teste Semanal 01 toque contínuo de 15 segundos Inicio de Emergência 01 toque de 60 segundos Término de Emergência 02 toques de 15 segundos
Abandono de Área 01 toque de 180 segundos
O alarme somente será desligado com autorização do Coordenador de Ações de Resposta. Ressalta-se que, em situações de emergência, todos os serviços e operações locais devem ser imediatamente suspensos, atentando-se para os cuidados de segurança operacional nas ações posteriores.
3.2. COMUNICAÇÃO DO INCIDENTE
Uma vez confirmado qualquer tipo de vazamento de óleo na área pertencente ao Porto de Belém, o incidente deve ser comunicado conforme procedimento abaixo.
3.2.1. Comunicação Interna
Ao ser informado do incidente, o Coordenador de Ações de Resposta avaliará a ocorrência e, em seguida, acionará a Estrutura Organizacional de Resposta. Os contatos dos componentes da EOR para o Porto de Belém encontram-se no Anexo H deste Plano.
A comunicação inicial é entendida como de caráter preliminar, garantindo agilidade no início das ações de resposta. Uma vez realizado o comunicado da emergência e acionada a Estrutura Organizacional de Resposta (item 3.3 deste PEI), informações complementares deverão ser levantadas para o preenchimento do formulário apresentado no Anexo I deste PEI.
Este formulário servirá de subsídio posterior para investigação das causas do incidente, de complemento às informações requeridas para o encaminhamento às autoridades responsáveis e de composição dos Relatórios de Acidentes que decorram do evento.
O Coordenador de Ações de Resposta solicitará de pronto a presença de todos os integrantes da equipe, a fim de avaliar os cenários reais e potenciais e acompanhar as ações de resposta, o controle efetivo do acidente e a recuperação total da área degradada.
3.2.2. Comunicação Externa
Conforme Lei Nº 9.966, de 28 de abril de 2000, artigo 22, qualquer incidente que possa provocar poluição das águas sob jurisdição nacional deverá ser imediatamente comunicado ao órgão ambiental competente, à Capitania dos Portos e ao órgão regulador da indústria do petróleo, independentemente das medidas tomadas para seu controle, cabendo ao Coordenador de Ações de Resposta essa função. Deve-se preencher o Formulário para Comunicação Inicial de Incidente, conforme Resolução ANP Nº 44, de 22 de dezembro de 2009, artigo 2, e apresentado no Anexo J.
As Instituições Oficiais listadas a seguir devem ser comunicadas imediatamente, qualquer que seja o volume derramado, a qualquer hora do dia ou da noite e em qualquer dia da semana, por telefone e/ou fax, sobre o incidente de poluição por óleo.
Agência Nacional de Petróleo – ANP
Capitania dos Portos da Amazônia Oriental – CPAOR
Secretaria de Estado de Meio Ambiente – SEMA
Embora de caráter não obrigatório, outras Instituições Oficiais podem ser comunicadas ou acionadas em caso de acidentes de poluição por óleo.
IBAMA – Superintendência em Belém/PA
Defesa Civil
Corpo de Bombeiros
Polícia Militar
Os contatos das autoridades listadas acima podem ser encontrados no Anexo K.
3.3. ESTRUTURA ORGANIZACIONAL DE RESPOSTA
A Estrutura Organizacional de Resposta (EOR) está preestabelecida a fim de se formar quando da ocorrência de incidentes de poluição por óleo. No caso do Porto de Belém, as ações de resposta operacionais de contenção, recolhimento e armazenamento do óleo, incluindo o fornecimento de recursos e materiais, será realizado pelo Centro de Defesa Ambiental (CDA) da Petrobras localizado no Terminal de Miramar, mediante contrato (Anexo M) estabelecido e acionamento pela Direção da CDP. Diante disso, as ações da CDP, em termos gerais, serão de acompanhamento e apoio para resposta à emergência e comunicação às entidades externas.
As ações imediatas de resposta à emergências terão prioridade sobre as demais atividades do Porto.
A EOR pode sofrer ajustes de acordo com os tipos e dimensões de cenários acidentais, ampliando sua capacidade de ação em função da evolução do incidente ou quando requisitados recursos adicionais, internos ou externos. Em caso de impedimento do Coordenador de Ações de Resposta, o Coordenador de Operações deve assumir imediatamente suas funções. Os contatos dos membros da EOR estão no Anexo H. Informações sobre Corpo de Bombeiros e hospitais locais estão disponíveis no Anexo K deste Plano.
O organograma da EOR para o Porto de Belém é apresentado na Figura 6. A Tabela 2 apresenta as atribuições e locais de atuação de cada membro da equipe.
Figura 6: Organograma da Estrutura Organizacional de Resposta (EOR)
Comando Geral
Tabela 2: Funções e atribuições de membros da EOR
Solicitar a Defesa Civil a interdição das áreas afetadas, sempre que a situação oferecer riscos à comunidade;
Verificar a quantidade de óleo derramado, avaliar as condições de vazamento no cenário acidental e os recursos necessários para combate à emergência;
Acompanhar as estratégias de combate em conjunto com a GERAMB e Órgãos Ambientais competentes;
Acompanhar as ações de combate a emergência;
Manter a diretoria da CDP informada sobre todas as operações que estão sendo realizadas no Porto e sobre a progressão da mancha de óleo, caso exista e esteja em curso no corpo hídrico;
Avaliar a necessidade de paralisação das operações do Porto;
Realizar adequações na EOR, sempre que necessário;
Manter contato continuamente com a Coordenação de Operações e a Segurança orgânica;
Realizar vistorias nos locais atingidos, com representantes dos Órgãos Públicos competentes envolvidos nas ações de emergência;
Após a verificação da conclusão de todas as etapas deste plano, o coordenador em conjunto com o representante do Órgão Ambiental presente dá por encerrada a emergência, comunicando a Direção da empresa e outras entidades que tenham participado;
Informar a Diretoria de Gestão Portuária;
Facilitar as ações de resposta;
Solicitar à Coordenadoria de Segurança o isolamento da área;
Elaborar o relatório final da emergência.
30 min
Coordenador de Segurança
Recepcionar e encaminhar autoridades públicas, imprensa, outras partes interessadas e apoio externo;
Apoiar ações da Defesa Civil e Corpo de Bombeiros, em caso de necessidade de evacuação;
Participar em articulação com o Coordenador de Ações de Resposta das discussões com a Defesa Civil sobre o momento de interdição, isolamento, evacuação e desinterdição de área afetadas;
Prever rotas de fuga e acesso para as equipes de combate;
Garantir a segurança da comunidade;
Providenciar o isolamento da área conforme orientação do Coordenador de Ações de Resposta;
Efetuar o controle de entrada e saída de pessoas;
Facilitar o acesso de máquinas e equipamentos ao Porto.
2,5 horas
Tabela 2: Funções e atribuições de membros da EOR (continuação)
Atualizar e revisar o planejamento e as estratégias de combate;
Auxiliar na quantificação preliminar de produto vazado;
Solicitar e atualizar informações referentes às condições ambientais para definição de estratégias de combate;
Providenciar a contratação de serviços e recursos, desde que previamente autorizados pelo Coordenador de Ações de Resposta;
Manter o Coordenador de Ações de Resposta informado sobre o andamento das operações de resposta;
Em caso de impedimento do Coordenador de Ações de Resposta, assumir imediatamente suas funções, conforme descritas anteriormente;
Registrar todas as informações sobre o acidente, após o término das operações;
Demarcar, em articulação com a GERAMB e Coordenador de Ações de Resposta, área próxima à frente de trabalho para armazenamento provisório dos resíduos sólidos recolhidos (mantas absorvedoras, etc), assegurando um mínimo de proteção e segurança para evitar a criação de novos pontos de contaminação. operações de resposta aos órgãos da imprensa.
Apoiar os interlocutores designados no contato com a imprensa.
8 horas
GERAMB
Acompanhar as ações de resposta e definir estratégias em conjunto com o Coordenador de Ações de Reposta e Órgãos Ambientais competentes;
Demarcar, em articulação com o Coordenador de Ações de Resposta e o Coordenador de Planejamento e Operações, área próxima à frente de trabalho para armazenamento provisório dos resíduos sólidos recolhidos (mantas absorvedoras, etc), assegurando um mínimo de proteção e segurança para evitar a criação de novos pontos de contaminação.
2,5 horas
3.4. EQUIPAMENTOS E MATERIAIS DE RESPOSTA
A quantidade mínima calculada de equipamentos e materiais de resposta está apresentada no Anexo III.
O CDA irá atuar na emergência com mão de obra especializada e os recursos/equipamentos necessários, mediante acionamento da CDP, sendo que as quantidades que possuem estão acima do mínimo calculado (conforme resolução CONAMA 398 de 2008) para o pior cenário previsto para o Porto de Belém.
O Anexo M apresenta o contrato entre a CDP e a PETROBRAS para utilização do CDA, incluindo informação dos recursos/materiais disponíveis e tempo de máximo de deslocamento até o Porto. Verifica-se que os recursos que o CDA possuem são em quantidades superiores ao mínimo exigido para o Porto de Belém.
3.5. PROCEDIMENTOS OPERACIONAIS DE RESPOSTA
Uma vez deflagrado o Plano de Emergência Individual, todas as atividades relacionadas à emergência são consideradas prioritárias em relação às demais operações do empreendimento. A utilização de todos os meios de comunicação é colocada à disposição das equipes de emergência, que têm prioridade sobre as comunicações convencionais.
Considerações Gerais de Saúde e Segurança
As propriedades físico-químicas e toxicológicas dos derivados de petróleo e demais produtos químicos exigem medidas de saúde e segurança para a proteção dos trabalhadores durante o atendimento à emergência (vide FISPQs encontradas no Anexo E deste PEI).
1. Fontes de Ignição
As fontes de ignição deverão ser eliminadas do local do acidente sempre quando for detectado vazamento ou existir a possibilidade de vazamento de produtos inflamáveis.
No local onde for detectado vazamento ou existir a possibilidade de vazamento de produtos inflamáveis, somente será permitido o uso de equipamentos eletrônicos certificados como intrinsecamente seguros.
2. Avaliação dos Riscos
O início das operações de resposta será autorizado após a avaliação inicial das condições de segurança do local do acidente. Para a avaliação dos riscos será obrigatório aproximar-se a barlavento do local do acidente/vazamento.
3.5.1. Procedimentos para interrupção da descarga de óleo Este procedimento tem como objetivo:
o Estabelecer as ações que devem ser aplicadas quando ocorrer um incidente de poluição por óleo em instalações do Porto de Belém;
o Orientar as ações de respostas quanto às medidas a serem tomadas para interrupção do derramamento.
Na ocorrência de derramamentos em corpos hídricos, deverão ser adotados os seguintes procedimentos:
Tabela 3: Ações de emergência para interrupção da descarga de óleo
AÇÕES PARA INTERRUPÇÃO DA DESCARGA DE ÓLEO
Ação Descrição
Comunicar o Coordenador de Ações de Resposta.
O observador do incidente deve comunicar imediatamente o Coordenador de Ações de Resposta, o qual aciona a Estrutura Organizacional de Resposta.
Comunicar o responsável pela embarcação avariada.
O Coordenador de Ações de Resposta deve manter contato imediato com o navio a fim de obter o máximo de informações.
Interromper as operações.
Avaliar a necessidade de interromper as operações junto ao responsável pela embarcação, atentando-se para os cuidados de segurança operacional nas ações posteriores.
Tomar as medidas operacionais cabíveis para minimizar o agravamento da emergência.
Solicitar que sejam identificados e bloqueados todos os equipamentos que possam estar contribuindo para o vazamento. prioridade ao acionamento das seguintes entidades:
- Capitania dos Portos da Amazônia Oriental;
- Secretaria Estadual de Meio Ambiente.
O formulário “Comunicação Inicial de Incidente” (Anexo J) deve ser preenchido e enviado para a ANP em até 48 horas.
Quaisquer emergências ocorridas nas embarcações atracadas devem ser imediatamente reportadas às outras partes (Órgãos públicos competentes), estabelecendo um canal de emergência entre as partes envolvidas.
Tabela 3: Ações de emergência para interrupção da descarga de óleo (continuação)
AÇÕES PARA INTERRUPÇÃO DA DESCARGA DE ÓLEO
Ação Descrição
Isolar imediatamente a área e acionar o alarme de início de
emergência.
Alarme acionado conforme descrito no item 3.1 deste Plano.
Todas as embarcações na área sobre a emergência devem ser alertadas.
Solicitar apoio da Capitania dos Portos, da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros, caso necessário;
Caso necessário, determinar também que os demais navios/embarcações atracados no Porto permaneçam prontos a desatracar.
Desligar todas as possíveis fontes de ignição.
Fontes de ignição: fogo, superfície quente, centelha ou faísca, produtos químicos (reativos, catalisadores, etc.), eletricidade estática, compressão, descarga elétrica, descarga atmosférica, motores a combustão, etc.
3.5.2. Procedimentos para contenção do derramamento de óleo Este procedimento tem como objetivo:
o Estabelecer as ações que devem ser aplicadas quando ocorrer um incidente de poluição por óleo nas instalações do Porto de Belém;
o Orientar as ações de respostas quanto às medidas a serem tomadas na contenção e recolhimento de óleo derramado.
Antes de serem iniciados os procedimentos de contenção, devem ser monitorados os índices de inflamabilidade no local do vazamento através de plano de monitoramento da atmosfera. Como suporte às ações de contenção, utilizar as informações referentes às áreas sensíveis/vulneráveis que estão detalhadas nos mapas de sensibilidade e de vulnerabilidade como ferramentas de apoio na tomada de decisão.
As seguintes características de um rio afetam as decisões táticas e estratégicas:
Cortes naturais de erosão, formados nas margens, onde o fluxo muda de direção.
Estes podem ser bons bolsões de coleta natural se houver acesso disponível;
O fluxo do rio tende a formar canais profundos de corrente rápida na borda externa das curvas do rio. Muito frequentemente, as margens são íngremes nestas localizações enquanto que as margens internas são frequentemente rasas com correntes lentas. Deve-se Deve-sempre tentar defletir o óleo para a margem interna (a margem mais lenta) do rio;
Tributários (igarapés) deságuam no rio principal e, normalmente, causam o aumento da corrente à jusante da interseção. A deflexão e a contenção do óleo devem ser feitas à montante do ponto de interseção, onde as correntes são mais lentas.
Normalmente, existem redemoinhos acima e abaixo da descarga de um tributário, podendo estes ser pontos naturais de coleta. Tributários de fluxo lento ou enseadas podem ser muito úteis como pontos de coleta do óleo defletido do rio principal, se não forem áreas sensíveis;
Ilhas causam constrição no fluxo do rio, o que normalmente resulta em correntes maiores ao redor das ilhas. O óleo deve ser contido e recolhido antes ou após estas áreas. À jusante das ilhas, comumente se forma fluxos reversos e redemoinhos, o que pode facilitar a recuperação em áreas de baixa corrente;
Brejos são pequenos desvios do rio principal que acabam retornando ao rio, à jusante. Se o brejo se alarga ou aprofunda, as correntes normalmente diminuem, facilitando a recuperação do óleo. Nestas situações, o óleo pode ser desviado para essas áreas de coleta natural;
Estruturas artificiais, como cais e marinas, tendem a aprisionar o óleo e fazer com que a recuperação seja muito mais difícil. Por essa razão, o óleo deve ser desviado dessas estruturas.
Dependendo do contexto em que ocorreu o acidente e das características meteoceanográficas locais (intensidade dos ventos, velocidade de correntes, período e amplitude da maré, etc.) a estratégia de contenção pode variar. Como a operação será do CDA, a CDP somente acompanhará e registrará as ações.
Posicionamento e ancoragem de barreiras de contenção
A barreira de contenção deverá ser posicionada na água utilizando-se âncoras (Figura 7) ou embarcações (Figura 8). Tanto a potência da embarcação como as características da âncora deverão ser suficientes para superar a tensão exercida pelas correntes sobre a barreira de contenção.
Figura 7: Ancoragem da barreira de contenção
Figura 8: Barreira de contenção rebocada por embarcação
Cerco completo
Este procedimento é geralmente utilizado nos primeiros estágios de um derrame, quando a vazão é pequena e os efeitos do vento e das correntes não são tão relevantes. São utilizadas barreiras na dimensão correspondente a três (3) vezes o comprimento da embarcação, circulando-a completamente (Figura 9).
Figura 9: Cerco completo da fonte de vazamento
A barreira também pode ser arranjada ao redor da fonte de poluição, mantendo-se uma pequena abertura para a entrada das embarcações de combate a vazamentos.
Figura 10: Cerco completo com abertura para entrada de embarcações
Cerco parcial
Para conter pequenos vazamentos no caso da embarcação estar isolada ou fundeada, são utilizadas barreiras na dimensão corresponde a uma (1) vez o comprimento da embarcação, fixando-a junto ao costado.
Figura 11: Cerco parcial em embarcação fundeada
Bloqueio
Método empregado em grandes vazamentos, quando a extensão de barreiras de contenção é insuficiente para o cerco completo da fonte ou quando as condições de vento e corrente dificultarem o trabalho das equipes de resposta. As barreiras são disposta a certa distância da fonte para interceptar o espalhamento do produto.
Figura 12: Bloqueio
Deflexão
O embarreiramento de deflexão pode ser utilizado para retenção ou exclusão, dependendo da estratégia adotada. Esta técnica desvia o óleo de áreas de fluxo rápido, no centro do rio, para águas calmas e enseadas ao longo da margem, permitindo o uso posterior de técnicas de retenção e recolhimento convencionais. Caso não haja um ponto de coleta natural disponível, uma área de fossa pode ser cavada no leito do rio sob permissão de Órgão Ambiental competente.
Figura 13: Barreiras de deflexão para desvio de óleo para as margens
Deve-se manter um ângulo de inclinação (θ) adequado à intensidade das correntes para evitar a fuga da substância, como mostrado pela Figura 14.
Figura 14: Inclinação da barreira de contenção vs velocidade da corrente (nós)
O embarreiramento de deflexão em cascata pode ser usado quando se torna difícil operar uma única linha de barreira ou quando as cargas são muito altas, especialmente se as correntes excedem 3 nós. Múltiplas seções de barreiras são dispostas de forma escalonada, de maneira que a próxima barreira desvie o óleo perdido por baixo ou por volta da barreira anterior, à montante. Essa técnica é útil para cobrir grandes áreas ou para correntes de alta velocidade.
Figura 15-a: Embarreiramento de deflexão em cascata
Figura15-b: Embarreiramento de deflexão em cascata
Barreiras contínuas
Barreiras contínuas possuem uma configuração mais simples, exigindo menos pontos de ancoragem e de colocação mais rápida. Difere das outras por não haver áreas de sacrifício e pela barreira ser mantida reta (amarrada à costa) e com um pequeno ângulo de deflexão. Nesta configuração a barreira suporta grande tensão, por ser uma única seção a conter todo o óleo.
Figura 16: Barreira contínua
Reboque de barreiras
Em circunstâncias de vento e corrente intensos, estágios adiantados de espalhamento da mancha ou ambientes com profundidades que inviabilizem a ancoragem das barreiras, estas poderão ser rebocadas a baixas velocidades (menos que 0,5 m/s) para contenção e concentração do óleo derramado para posterior recolhimento.
Figura 17: Reboque de barreiras
Caso o derramamento de óleo ocorra no convés de embarcações, devem ser utilizadas mantas absorventes ou absorventes orgânicos sobre o óleo remanescente, evitando que o produto escoa e atinja o corpo hídrico.
As decisões quanto a pontos de desvio de manchas e implantação de pontos de recolhimento em margens de corpos d’água devem levar em consideração não apenas aspectos operacionais, mas também a sensibilidade ambiental e a vulnerabilidade das áreas.
As decisões quanto a pontos de desvio de manchas e implantação de pontos de recolhimento em margens de corpos d’água devem levar em consideração não apenas aspectos operacionais, mas também a sensibilidade ambiental e a vulnerabilidade das áreas.